João Batista Machado e Júlio Machado
Das roupas velhas do pai queria
que a mãe fizesse
Uma mala de garupa e uma bombacha e me desse.
Queria boinas e alpargatas e
um cachorro companheiro
Pra me ajudar a botar as vacas no meu petiço sogueiro.
Hei de ter uma tabuada e o
meu livro “Queres Ler”,
Vou aprender a fazer contas e algum bilhete escrever
Pra que a filha do seu Bento saiba que ela é meu bem querer.
E se não for por escrito, eu
não me animo a dizer.
E se não for por escrito, eu não me animo a dizer.
Quero gaita de oito baixos
pra ver o ronco que sai,
Botas feitio do Alegrete e esporas do Ibirocai.
Lenço vermelho e guaiaca compradas lá no Uruguai
Pra que digam quando eu passe saiu igualzito ao pai.
Pra que digam quando eu passe saiu igualzito ao pai.
E se Deus não achar muito
tanta coisa que eu pedi,
Não deixe que eu me separe deste rancho onde nasci.
Nem me desperte tão cedo do meu sonho de guri,
E de lambuja permita que eu nunca saia daqui.
E de lambuja permita que eu nunca saia daqui.
E de lambuja permita que eu nunca saia daqui.

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