Tive, entre meus nove e dezessete anos de idade, cinco amigos inseparáveis. O Antônio, que virou Antonico, mais tarde só Quico. O Artur, que por ser muito baixinho, virou Arturzinho, mais tarde Zinho. O Carlinhos, que por ser muito feio, a turma, de gozação, o apelidou de “Lindo”. O Serginho, que nunca tomava banho e andava sempre muito fedorento, era chamado de “Cheiroso”. O Paulão sempre se achando o máximo, por isso a turma o apelidou de “Gostoso”.
Todos os domingos, já adolescentes, íamos juntos a matinê no cinema Pirajá, que ficava no nosso bairro. E quando chegávamos ao lugar onde a turma sempre se encontrava, o pessoal, só para sacanear, gritava bem alto para os quatro e pra todo mundo ouvir:
‒ Lá vêm o Quico, Zinho, Lindo, Cheiroso e Gostoso!
P.S. Na turma havia um garoto de traços orientais que aparecia raramente onde o grupo se reunia e foi apelidado de Pikachu, arranjaram até um sobrenome para ele Pey.
NSM

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