Era uma vez um cavalo-marinho que juntou suas economias (sete moedas), e saiu em busca de sua fortuna. Ainda não havia andado muito quando encontrou uma enguia, que lhe disse:
- Psiu... Ei! Amigo, aonde vai você?
- Estou indo procurar minha fortuna ‒ respondeu o cavalo-marinho orgulhosamente.
- Você está com sorte! ‒ disse a enguia ‒ Por quatro moedas pode adquirir essas velozes nadadeiras e, assim, será capaz de chegar lá mais rápido!
- Oba! Isto é ótimo! ‒ disse o cavalo-marinho, pagou o dinheiro, colocou as nadadeiras e saiu deslizando, numa velocidade duas vezes maior. Em seguida encontrou uma esponja, que lhe disse:
- Psiu... Ei! Amigo, aonde você vai?
- Estou indo procurar minha fortuna ‒ respondeu o cavalo-marinho.
- Você está com sorte ‒ disse a esponja ‒ Por uma pequena recompensa, deixarei você ficar com esta tábua de propulsão a jato, para que possa viajar muito mais rápido.
Então o cavalo-marinho comprou a tábua com o restante de suas moedas e foi zunindo pelo mar, com uma velocidade cinco vezes maior. Logo, logo, encontrou um tubarão, que lhe disse:
- Psiu... Ei! Amigo, aonde vai você?
- Estou indo procurar minha fortuna ‒ disse o cavalo-marinho.
- Você está com sorte. Se tomar este atalho ‒ e o tubarão apontou para a sua enorme bocarra ‒ vai economizar muito, mas muito mais tempo.
- Oba! Obrigado! ‒ disse o cavalo-marinho, e saiu zunindo para dentro do tubarão, e nunca mais se ouviu falar dele.
A moral dessa fábula é que, se você não tem certeza para onde está indo, está propenso a terminar em outro lugar ‒ sem ao menos saber onde.
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Texto extraído de:
MAGER, Robert F.
“A Formulação
de Objetivos de Ensino”.
Porto Alegre, Editora Globo, 1976.
Para ler, aprender, refletir.

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