segunda-feira, 23 de junho de 2025

A palavra Escrúpulo

 tem uma origem muito interessante.

Escrúpulo” é uma das palavras mais fascinantes do dicionário. O que, de fato, significa dizer que uma pessoa é “sem escrúpulos”? 

Hoje sabemos que sua definição principal é: 

“Uma dúvida ou hesitação que atormenta a consciência sobre se algo é certo ou errado.” 

Ter escrúpulos é, portanto, viver uma inquietação do espírito, que hesita em obrar, receando o ato que não seja lícito. Quando a hesitação vence a resistência ao ilícito, dizemos que uma pessoa não tem escrúpulos, que lhe falta integridade ou consciência moral no agir de acordo com as regras éticas. 

Mas o que pouca gente sabe é que “Escrúpulo” vem do latim *scrupulum*, que significa pedrinha, literalmente, “uma pequena pedra afiada”. 

Na Roma Antiga, os legionários encontravam, frequentemente, essas pequenas pedras em suas sandálias (*caligae*) durante longas marchas. As pedras se prendiam entre a sola e o pé, causando desconforto persistente. 

Os soldados, então, se deparavam com uma escolha difícil: suportar a dor e continuar se movendo, ou parar para remover a pedra ‒ arriscando-se à ira de seus superiores por retardar a marcha. 

Enquanto isso, os tribunos, senadores e outras autoridades, viajando confortavelmente a cavalo ou em liteiras, não precisavam lidar com tais problemas. Para eles, “escrupulus” não existia. É daí que vem a ideia de que “pessoas no poder não têm escrúpulos”. 

Com o tempo, a expressão “ter escrúpulos” ultrapassou o âmbito militar e passou a significar qualquer hesitação sobre o que é certo ou errado ‒ uma pedrinha moral no sapato. E, portanto, uma pessoa “sem escrúpulos” é aquela que não sente nenhuma pontada de consciência a impedindo. 

Há uma outra teoria para a origem. “Scrupulum” seria uma pedra afiada que pesava a vigésima quarta parte de uma Onça. Usada apenas pelos comerciantes mais honestos, daí o sentido de ter Scrupulum estaria ligado à honestidade, retidão. 

Do blog: História ensina 

O escrúpulo (do latim, scrupulus, diminutivo de scrupus, pedrinha que se mete no sapato) é a dúvida ou inquietação da mente causada pela dúvida sobre se algo é bom ou mau, correto ou incorreto, obrigatório ou não obrigatório, verdadeiro ou falso. 

O uso comum relaciona-o mais com nojo e náusea, especialmente no que diz respeito à comida. 

Geralmente é usado no sentido católico como o pensamento excessivo da consciência de que toda ação leva ao pecado. A consciência escrupulosa é definida, seguindo Santo Afonso, "como aquela que por motivos insignificantes, sem causa ou fundamento razoável, muitas vezes teme o pecado onde de fato ele não existe" (E. GENICOT, I, 46); isso se manifesta tanto no discernimento que antecede a ação quanto, posteriormente, no temor de ter cometido um pecado mortal. 

Percebeu-se que os escrúpulos sempre se referem a falhas humanas, como a falta de valores e que não necessariamente se manifesta em todos os campos da moral, pois geralmente afeta setores particulares se algo é mau ou bom.

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