ajudou a criar a caneta que usamos até hoje.
Na década de 1930, o jornalista húngaro László Bíró estava frustrado com as canetas antigas, que manchavam papéis e exigiam recargas frequentes. Um dia, observando crianças brincando com bolinhas de gude em uma poça, percebeu algo curioso: as bolinhas deixavam um rastro d’água ao girar...
Essa cena simples acendeu uma ideia brilhante! Junto com seu irmão György, um químico, Bíró criou uma caneta com uma pequena esfera giratória na ponta, capaz de espalhar tinta espessa de forma uniforme. Assim nasceu a caneta esferográfica, que mais tarde ganhou o nome de “Birome”, e conquistou o mundo.
Até os pilotos da Força Aérea Britânica passaram a usá-la durante a guerra, porque ela funcionava em grandes altitudes, onde outras falhavam!
Hoje, em muitos países, a caneta ainda é chamada de “biro” um tributo ao homem que transformou uma observação cotidiana em uma revolução na escrita.
A conexão de Bíró a Bic
Após László Bíró patentear sua caneta esferográfica e começar a produzi-la na Argentina (como “Birome”), a invenção chamou a atenção de empresários europeus. Um deles foi o barão francês Marcel Bich (pronuncia-se “Bique”).
Em 1945, Marcel Bich comprou os direitos da patente da caneta esferográfica de Bíró para comercializá-la em larga escala na Europa. Em 1950, ele lançou sua própria versão aperfeiçoada da caneta com design minimalista, barata e eficiente.
Assim nasceu a icônica caneta Bic Cristal, com o nome BIC, retirado do sobrenome de Marcel Bich (ele tirou o “h” final para evitar pronúncias indesejadas em inglês).
Às vezes, as maiores ideias nascem dos menores detalhes.
Olhe ao redor com curiosidade, a próxima grande invenção pode estar escondida em algo simples... como uma bolinha em uma poça.
(Facebook Tchê)

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