quinta-feira, 9 de outubro de 2025

Burrice generalizada

Numa manhã, a professora pergunta a um aluno de 8ͣ série de uma escola do interior: 

‒ Dize-me lá, menino, quem escreveu “O Sítio do Picapau Amarelo”? 

O aluno, a gaguejar, responde: 

‒ Não sei, senhora professora, mas não fui eu. E começa a chorar. 

A professora, furiosa, disse-lhe: 

‒ Pois então, amanhã quero falar com o teu pai! 

Em conversa com o pai, a professora faz-lhe a queixa: 

‒ Não percebo o seu filho. Perguntei-lhe quem escreveu “O Sítio do Picapau Amarelo” e ele respondeu-me que não sabia, que não foi ele… 

Diz o pai: 

‒ Bem, ele não costuma ser mentiroso, se diz que não foi ele, é porque não foi. Já se fosse o irmão mais novo… 

Irritada com tanta ignorância, a professora resolve ir para casa e, na passagem pela sala da direção, diz-lhe o diretor da escola: 

‒ Parece que o dia não lhe correu muito bem… 

Confessa a professora: 

‒ Pois não, imagine que perguntei a um aluno quem escreveu “O Sítio do Picapau Amarelo” e me respondeu que não sabia, que não foi ele, e começou a chorar. 

O diretor do colégio: 

‒ Não se preocupe. Chamaremos o garoto, damos-lhe um “aperto”, e vai ver que ele confessa tudo. 

Já com os cabelos em pé, a professora chega em casa e encontra o marido sentado no sofá, a ler o jornal. Ele pergunta-lhe: 

‒ Então, no seu dia na escola correu tudo bem? 

Desabafa a mulher: 

‒ Veja só o que me aconteceu hoje. Perguntei a um aluno quem escreveu “O Sítio do Picapau Amarelo”, ele começou a gaguejar, disse que não sabia, que não tinha sido ele, e pôs-se a chorar. O pai disse-me que ele não costuma ser mentiroso. O diretor quer chamá-lo e obrigá-lo a confessar. Que hei de fazer diante de tanta burrice? 

O marido, confortando-a: 

‒ Olha, esquece. Janta, dorme e amanhã tudo se resolve. Vais ver se tu puxares bem pela memória, foste tu quem escreveste esse livro e já não te lembras mais…


Nenhum comentário:

Postar um comentário