domingo, 30 de março de 2014

O dinamismo maçônico



A maçonaria tem sido em todos os tempos uma instituição de elite no sentido da inteligência e da cultura.

Nos dois séculos do seu maior desenvolvimento, ela se firmou em todos os campos pela superioridade do Espírito e pela exuberância do Gênio.

De nenhuma atividade científica esteve ausente e em nenhuma cruzada pela redenção humana se omitiu.

O Progresso deve-lhe o desbravamento dos matagais da Ignorância e iluminação das estrelas largas do Futuro.

Substituiu as tochas humanas da Inquisição pelos fachos inextinguíveis da Razão e da Verdade.

Minou as fortalezas da tirania religiosa e atacou de frente os baluartes do despotismo político.

Sobre os escombros da Ignomínia e dos privilégios de castas, ela arvorou o pavilhão da Liberdade, da Igualdade e da Fraternidade.

Onde tremulava a insígnia negra da Ignorância, da Hipocrisia e da Mentira, ela desfraldou a flâmula da Instrução, da Cultura e da Verdade.

Da Instrução, para varrer da face da terra os pesadelos das penas eternas que impunham a sujeição do espírito e negavam a autonomia da consciência.

Da Cultura, porque sem ela a Humanidade era prisioneira dos dogmas.

Da Verdade, porque sem ela não ruiria o império da mentira.

Goethe, o grande maçom alemão, já no leito de morte ainda pedia que lhe abrissem as janelas: “Luz, mais luz!... Cada vez mais luz!”

A luz é para os maçons o símbolo da própria vida! Luz dos olhos e luz do espírito.

Nos templos maçônicos há três luzes que brilham eternamente: - O Esquadro, o Compasso e o Livro da Lei.

O Esquadro simboliza a Verdade. O Compasso, a Justiça e o Livro da Lei é o emblema da Retidão.

A Maçonaria é pacífica. Para ela o princípio da arbitragem internacional resolveria todos os litígios sem efusão de sangue.

Mas também é realista. Defende o desarmamento universal, mas não foge aos deveres do patriotismo.





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