Durante o Regime Militar no Brasil
Durante o Regime Militar no Brasil
10. “Eu quero é botar o meu bloco na rua”, de Sérgio Sampaio.
09. “Pare de tomar a pílula”, de Odair José.
08. “Mosca na sopa”, de Raul Seixas.
07. “Que as crianças cantem livre”, de Taiguara.
06. “Meu novo sapato”, de Paulinho da Viola.
05. “Comportamento Geral”, de Gonzaguinha.
04. “Pra não dizer que não falei de flores”, de Geraldo Vandré.
03. “Acorda, amor”, de Julinho de Adelaide* (Chico Buarque).
02. “Cálice”, de Chuço Buarque e Milton Nascimento.
01. “Apesar de você”, de Chico Buarque.
* Chico Buarque usou um codinome inventado porque as músicas com críticas políticas diretas eram proibidas ou cortadas pelos censores do regime.
Outra lista de musicas censuradas
As dez músicas mais marcantes que enfrentaram a censura durante o Regime Militar no Brasil (1964–1985) tornaram-se símbolos de resistência, liberdade e denúncia contra a repressão política e moral da época.
01. Apesar de Você (1970) – Chico Buarque: Um dos maiores hinos de resistência, a música foi liberada inicialmente por os censores não perceberem a crítica direta ao autoritarismo, mas acabou banida e recolhida das lojas após o sucesso popular.
02. Pra não dizer que não falei das flores (1967) – Geraldo Vandré: Conhecida como “Caminhando”, virou o hino da resistência estudantil e da oposição, o que levou à perseguição e ao exílio de seu autor.
03. O Bêbado e a Equilibrista (1979) – João Bosco e Aldir Blanc (gravada por Elis Regina): Considerada o hino não oficial da anistia, a letra lamentava o exílio de artistas e pedia a volta dos banidos pelo regime.
04. Cálice (1973) – Chico Buarque e Gilberto Gil: Usava uma metáfora religiosa (“Pai, afasta de me esse cálice”) para driblar a censura e falar sobre o silenciamento e a opressão, sendo integralmente proibida na época.
05. Tiro ao Álvaro (1973) – Adoniran Barbosa e Elis Regina: Canção barrada pelos censores sob a justificativa de “ofensa ao vernáculo” (por usar o português coloquial e popular de São Paulo), embora carregasse um tom subversivo informal.
06. Que as crianças cantem livres (1963) – Taiguara: De autoria do artista mais censurado do período, a faixa foi vetada por expressar anseios de liberdade e críticas sociais profundas.
07. Meu novo sapato (1976) – Paulinho da Viola: Teve a circulação vetada devido ao duplo sentido da letra, que a censura interpretou como uma alusão velada aos militares e à rigidez do governo.
08 Alegria, Alegria (1967) – Caetano Veloso: Teve versos questionados e enfrentou forte patrulhamento dos censores por misturar rebeldia juvenil, comportamento e críticas veladas ao moralismo da época.
09. Acender as velas (1965) – Zé Keti: Retratava a dura realidade e o abandono das periferias urbanas, sendo vista pelo regime como propaganda negativa da realidade social brasileira.
10. Eu quero é botar meu bloco na rua (1972) – Sérgio Sampaio: O refrão de forte apelo à autonomia pessoal e à liberdade individual soou incômodo para as autoridades do início dos anos 70, resultando em vigilância e restrições ao cantor.

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