Pitágoras raramente estava em casa, e sua esposa, Enusa, aproveitava cada ausência para se entregar, em segredo, a quatro camponeses sem instrução, conhecidos naquela época na Grécia como “catetos”, pois eram os encarregados de lavrar a terra.
Certa vez, Pitágoras voltou mais cedo do que o habitual, grande erro fazê-lo sem avisar e, ao chegar, encontrou os cinco em plena ação. Cego de fúria, eliminou os cinco sem pensar duas vezes.
Decidiu enterrá-los em seu próprio jardim, um terreno de forma retangular cujo comprimento media exatamente o dobro da largura.
Por respeito (ou ironia) à sua esposa, dividiu o jardim ao meio, gerando dois quadrados perfeitos. Em um deles, sepultou Enusa.
O quadrado restante ele dividiu em quatro seções do mesmo tamanho, e, em cada uma, enterrou um dos camponeses.
Assim, todos juntos ocuparam uma área exatamente igual a de Enusa.
Com a raiva já mais amena, subiu ao topo de uma colina para refletir e, ao observar sua obra de cima, soltou uma frase que marcaria para sempre a história da geometria:
“A soma dos quadrados dos catetos é igual ao quadrado da puta Enusa.”
Se tivessem me ensinado o Teorema de Pitágoras assim, eu jamais teria esquecido!
Fonte: Presente de Grego.
► O Teorema de Pitágoras estabelece uma relação entre os lados de um triângulo retângulo. Ele afirma que a soma dos quadrados dos comprimentos dos catetos (os dois lados que formam o ângulo reto) é igual ao quadrado do comprimento da hipotenusa (o lado oposto ao ângulo reto). Matematicamente, isso é expresso como a² + b² = c², onde 'a' e 'b' são os comprimentos dos catetos e 'c' é o comprimento da hipotenusa.



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