É uma das maiores figuras da história da Música Popular Brasileira e de nossa comunicação!
Ary Vidal, seu nome de pia, desdobrou-se em muitos: radialista, jornalista, discotecário, arquivista, humorista, diretor de rádio e TV, turfista, boêmio e muitas outras coisas, dentre elas compositor!
Nascido em Laranjeiras, logo cedo Haroldo mudou-se para Vila Isabel, onde fez amizade com outro gênio da raça ‒ Noel Rosa – O Poeta do Samba, e seu irmão, Hélio Rosa, o qual lhe ensinou cavaquinho!
O multifacetado artista iniciou no rádio como contrarregra, na equipe do Programa Casé, na Rádio Phillips; em seguida, transferiu-se junto com Ademar Casé para a Rádio Sociedade, onde organizou a discoteca e atuou, também, como locutor esportivo!
Mestre, organizou todo o acervo de música da emissora, um dos mais importantes da época, e foi responsável pela criação dos primeiros jingles da publicidade brasileira!
Ao longo de uma profícua carreira, trabalhou com outros monstros de nossa cultura popular, como César Ladeira, Geraldo Casé (avô da Regina Casé), Antônio Maria, Chico Anysio, Max Nunes, dentre tantos outros!
O compositor tinha um estilo diferente de sua época, fazia um samba da cidade, do asfalto, urbano, de letras que são autênticas e refinadas crônicas sociais!
Em seus 64 anos de vida, Haroldo valeu-se de sua verve jornalística para tecer bem-humoradas e inteligentes análises dos costumes da sociedade brasileira em suas letras!
Suas composições foram gravadas por grandes cartazes de nossa música, tais como Elizeth Cardoso, a “Divina”, Aracy de Almeida, Francisco Alves, Orlando Silva, o “O Cantor das Multidões”, dentre muitos outros!
Alguns de seus maiores sucessos são “De conversa em conversa” (com Lúcio Alves); “Adeus América” (com Geraldo Jacques), “Eu quero um samba” (com Janet Almeida), “Cabo Laurindo” (com Wilson Baptista), “Tim Tim por tim tim” (com Geraldo Jacques), e “Palhaçada (com Luiz Reis) clássico que vocês curtirão em versão ao vivo com o excepcional cantor Miltinho! Um gênio!
Som do Animal
Palhaçada
Cara de palhaço,
Pinta de palhaço,
Roupa de palhaço,
Foi este o meu amargo fim.
Cara de gaiato,
Pinta de gaiato,
Roupa de gaiato,
Foi o que eu arranjei pra mim.
Estavas roxa por um trouxa
Pra fazer cartaz.
Na tua lista de golpista
Tem um bobo a mais (eu).
Quando a chanchada deu em
nada,
Eu até gostei,
E a fantasia, foi aquela que
esperei.
Cara de palhaço,
Pinta de palhaço,
Roupa de palhaço,
Pela mulher que não me quer,
Mas se ela quiser voltar pra
mim,
Vai ser assim:
Cara de palhaço,
Pinta de palhaço,
Até o fim!


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