e faça o dinheiro render
Giane Guerra
Já ouviu falar do movimento Fire? É a sigla para Financial Independence, Retire Early (Independência Financeira, Aposentadoria Antecipada).
A ideia é viver de forma austera, gastando o mínimo e aplicando as economias.
A meta é aposentar-se cedo e viver de “renda passiva” gerada pelos investimentos, sem nem depender da providência pública.
Padrão de vida
A “liberdade financeira” permite parar de trabalhar, se o desejo vale o sacrifício para a pessoa, mas ela também pode seguir trabalhando, mas em algo que gosta e não porque precisa para pagar as contas do mês.
E mesmo que a renda passiva não seja suficiente para aposentar-se, pode ser para garantir um padrão de vida melhor ou a viagem bacana das férias. Que tal?
Opções seguras e acessíveis
Tesouro direto
● É considerado um investimento de baixo risco de crédito, por ter o Tesouro Nacional como emissor.
● Observe o tipo de título, o indicador de rentabilidade, o prazo e as regras de resgate. Títulos tradicionais podem apresentar oscilações de preço quando vendidos antes do vencimento.
● Se você busca uma reserva de emergência, é importante observar liquidez e condições de resgate do produto.
CDB
● São os títulos de renda fixa emitidos por instituições financeiras e bancos. Avalie o banco ou a instituição que emite o título. Não escolha o produto só pela rentabilidade oferecida.
● Confira também o prazo, a liquidez e as condições para resgate antecipado. Retornos muito acima dos praticados no mercado merecem investigação.
● CDBs elegíveis contam com a cobertura do FGC dentro dos limites estabelecidos pelo fundo: de até R$ 250 mil por CPF/CNPJ, por instituição ou conglomerado, respeitado o teto de R$ 1 milhão a cada quatro anos.
A farra do consignado
Giane Guerra
Em tese, Consignado é para ser mais “barato”, com juro menor. Por quê? Porque traz menos riscos de inadimplência ao banco ou à financeira que empresta, já que é descontado do salário. Ainda mais quando tem garantia de FGTS.
A farra do consignado ocorreu porque o governo não limitou juro de largada e várias financeiras viram um filão de mercado nos trabalhadores doidos para pegar dinheiro extra em operações que o empregador não pode vetar.
Não pegue consignado sem precisar, muito menos com juro alto!
Dicas para não correr riscos
● Além dos juros, é essencial observar o Custo Efetivo Total (CET), pois muitas instituições incluem taxas que não ficam claras.
● Compare com as dívidas atuais. O crédito só é vantajoso se os juros forem menores do que os das suas contas já existentes.
● Tenha em mente que o valor será descontado diretamente do seu salário.
● Avalie o impacto no FGTS. Em caso de demissão, o saldo pode ser utilizado para quitar o empréstimo, o que pode comprometer sua reserva de segurança.
● Evite a contratação por impulso.
● Priorize a reorganização financeira. O crédito deve ser direcionado só para quitar dívidas mais caras e organizar a vida financeira.
● Tente evitar mais um acúmulo de dívidas.
Visão equivocada
Giane Guerra
Ganhar dinheiro rápido, retorno alto e mudar de classe social estão entre as maiores motivações de quem aposta em bets, mostrou uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
As três são erradas. É jogo e a maioria perde, pois as empresas precisam lucrar (bastante).
A falta de educação financeira aparece também na conclusão do estudo de que o brasileiro não diferencia o dinheiro que vai para bet e pirâmide financeira do que deve ser para investimentos.
(Do jornal Zero Hora, 25.08.2026)

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