sábado, 5 de dezembro de 2020

A Vitória da Vida

 

Plínio Salgado 

Pobre de ti que pensas ser vencido!

Tua derrota é caso decidido.

Queres vencer, mas como em ti não crês,

Tua descrença esmaga-te de vez.

Se imaginar perder, perdido estás;

A força que te impele para a frente

É a decisão firmada em tua mente...

 

Muita empresa esboroa-se em fracasso

Inda ante do primeiro passo;

Muito covarde tem capitulado

Antes de haver a luta começado.

Pensa em grande, e os teus feitos crescerão;

Pensa em pequeno, e irás depressa ao chão.

O querer é o poder arquipotente,

É a decisão firmada em tua mente...

 

Fraco é aquele que fraco se imagina.

Olha ao alto o que alto se destina.

A confiança em si mesmo é a trajetória

Que leva aos altos cimos da Vitória.

nem sempre o que mais corre, a meta alcança;

Nem mais longe o mais forte, o disco lança;

Mas o que, certo em si, vai firme em frente,

Com a decisão firmada em sua mente...


Os 15 Melhores Motéis

 

01. Motel Leilão: Dou-lhe uma, dou-lhe duas, dou-lhe três!

02. Sinuca Motel: Aqui seu taco não escorrega, desliza!

03. Motel da Mama: Porque não há nada melhor do que a comidinha caseira. 

04. Motel Free: Aqui seu amor é uma questão de bom senso. 

05. Motel Teletubbie: De novo! De novo! De novo!

06. Motel Casa da Mãe Joana: Entre e fique à vontade. 

07. Motel Sociedade Anônima: Afinal, aqui ninguém é de ninguém!

08. Motel Maria Antonieta: Aqui você também vai perder a cabeça!

09. Profundus Motel: Penetre fundo neste mistério. 

10. Motel Sushi: Onde o apressado come cru e gosta.

11. Motel Doce Sabor: Aqui você cai de boca.

12. Motel Casa de Esquina: Onde você entra pelos dois lados.

13. Inteligente Motel: Aqui você usa a cabeça.

14. Motel Cavalo Manso: Pode montar sem medo.

15. Motel Poliglota: Use a língua em qualquer idioma.


Frases do irmão Marx

 

“Por que eu deveria me importar com a posteridade? Ela nunca fez nada por mim.” 

“Por trás de cada homem de sucesso há uma mulher, atrás dela está a esposa dele.” 

(Brindando)

“Às nossas esposas e namoradas: que nunca se encontrem.” 

“Inclua-me fora disso.” 

“Do momento em que peguei seu livro até o que larguei, eu não consegui parar de rir. Um dia, eu pretendo lê-lo.” 

“Eu nunca esqueço um rosto, mas, no seu caso, vou abrir uma exceção.”

“Estes são os meus princípios. Se você não gosta deles, eu tenho outros.”

“Inteligência Militar é uma contradição em termos.”

“Case-se comigo e eu nunca mais irei olhar para outro cavalo!”

“Eu fui casado por um juiz. Eu deveria ter pedido por um júri.”

“Eu bebo para fazer as outras pessoas interessantes.”

“Eu pretendo viver para sempre, ou morrer tentando.”

“Eu não posso dizer que não discordo com você.”

“Eu corri atrás de uma garota por dois anos apenas para descobrir que os seus gostos eram exatamente como os meus: Nós dois éramos loucos por garotas.” 

“Há muitas coisas na vida mais importantes que o dinheiro, mas custam tanto...”

“Eu não frequento clubes que me aceitem como sócio.”
 

“Só há um forma de saber se um homem é honesto... pergunte-o. Se ele disser 'sim', então você sabe que ele é corrupto.” 

Essa última eu não achei uma fonte, então não está exatamente como foi dita, mas era algo parecido com isso: 

“Mande flores para o quarto 128 e escreva: 'Susy, eu te amo' no verso da conta.”


É apenas um cão...

 

Sandra Dee 

De vez em quando escuto alguém me dizer: “Para com isso! É apenas um cão!” Ou então, “Mas é muito dinheiro pra se gastar com ele! É apenas um cão!” Estas pessoas não sabem do caminho percorrido, do tempo gasto ou dos custos que significam “apenas um cão”. 

Muitos dos meus melhores momentos me foram trazidos por “apenas um cão”. Por muitas horas em minha vida, minha única companhia era “apenas um cão”. E eu não me senti desprezado. Muitas de minhas tristezas foram amenizadas por “apenas um cão”. E naqueles dias sombrios, o toque gentil de “apenas um cão” me deu conforto e motivo para seguir em frente. E se você também é daqueles que pensam que ele é “apenas um cão”, com certeza deve entender bem expressões como “apenas um amigo”, “apenas um nascer de sol”, “apenas uma promessa”... 

“Apenas um cão” deu à minha vida a verdadeira essência da amizade, da confiança, da pura e irrestrita felicidade. “Apenas um cão” faz aflorar a compaixão e a paciência que fazem de mim uma pessoa melhor. 

Por causa de “apenas eu cão”, eu me levanto cedo, faço caminhadas e olho com mais amor para o futuro. Porque pra mim e pras pessoas como eu − não se trata de “apenas um cão”, mas da incorporação de todos os sonhos e esperanças do futuro; das lembranças afetuosas do passado; da pura felicidade do momento presente. “Apenas um cão” faz brotar o que há de bom em mim e dissolve meus pensamentos e as preocupações do meu dia. 

Eu espero que, algum dia, as pessoas entendam que não é “apenas um cão”, mas aquilo que me torna mais humano e me permite não ser “apenas um homem”... Então, da próxima vez em que você escutar a frase “É apenas um cão”, apenas sorria para estas pessoas porque elas apenas não entendem... 

Tradução: Cris Sousa



Pressão arterial

 

Pressão arterial é a pressão que o sangue exerce contra a parede da artéria (vaso sanguíneo). A medida da pressão arterial nos dá informações sobre o funcionamento do coração e vasos. 

O coração é um músculo que se contrai e relaxa; quando se contrai, envia sangue ao corpo; e quando relaxa, recebe sangue. 

Pressão arterial máxima, ou sistólica, ocorre durante a contração do coração e a pressão arterial mínima, ou diastólica, ocorre durante o relaxamento do coração. 

O valor médio da pressão arterial é de 120mmHg (milímetros de mercúrio) para a máxima e de 80 mmHg para a mínima, sendo este valor considerado o normal.

Fatores que alteram a pressão arterial: 

01) Idade: 

O envelhecimento, em geral, aumenta a pressão arterial. 

02) Postura: 

A posição do paciente altera os valores da pressão arterial. 

03) Emocional: 

A tensão aumenta a pressão arterial. 

04) Alimentação: 

Após as refeições, ocorre um aumento da pressão arterial. 

05) Dieta: 

O sal é responsável pela elevação da pressão. Não devemos usar mais do que 5 g/dia, entretanto, utiliza-se, em média, 1,5 g/dia. 

06) Excesso de peso: 

Calcula-se que para cada 10 kg acima do peso ideal a pressão aumenta 10 mmHg. 

07) Vida sedentária: 

A prática de exercício, regular, alivia o trabalho do coração e contribui para a queda da pressão arterial. 

08) Fumo: 

O fumo promove o aumento da pressão, além de causar complicações cardiovasculares. 

09) Álcool: 

Além de causar efeitos negativos para a saúde, também eleva a pressão arterial. 

10) Medicamentos: 

Algumas drogas alteram a pressão; podem aumentar e diminuir.  

Médico Dr. Eliseu Santos Cremers 5801 −  dreliseusantos@terra.com.br


sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

Propaganda é muito mais do que propaganda

 

Imagine agricultores com maçãs para vender. Um deles diz que a dela é uma maçã nutritiva. O outro diz que a sua é suculenta. O outro diz que é natural, sem agrotóxicos. O outro diz que é a maçã da Branca de Neve. Outro, a da bruxa. Outro, a da Eva. Um deles diz que é a maçã que caiu na cabeça de Sir Isaac Newton. Outro diz que a sua fruta foi inspiração para Steve Jobs a criar a marca Apple. 

São muitas histórias que se podem criar, imaginar; atributos que podem enaltecer, influenciar, qualificar. 

No início, o objetivo da propaganda era informar. Depois, diferenciar. Hoje, é tudo isso e mais um pouco. É entreter, é se posicionar, é desconstruir, é conectar. É ter propósito. É deixar intervalos mais divertidos. É movimentar a economia. Uma empresa pode existir sem publicidade e propaganda? Pode, mas, cá entre nós, não deve. Seu potencial muda completamente. Propagar ideias, marcas, tom de voz, discurso, propósito, imagens, posicionamentos, preço, produto, alcance, faz toda a diferença. 

Grandes marcas podem valer mais do que grandes empresas. Um slogan como “just do it” lembra o quê? Um hambúrguer que começa com M, lembra de algum? Uma bebida preta? Ou duas, “pode ser”? 

Propaganda pode divertir, informar, emocionar e, principalmente, entrar na memória de alguém em um lugar onde jamais sairá. 

A propaganda tem um papel fundamental na vida das pessoas. E, em um ano como este, ela colocou à prova todo o seu significado. Ela ainda é camaleoa e tem o poder de se adaptar a diferentes mídias, diferentes realidades e momentos difíceis. Na boa e na ruim, ela sempre está junto, fazendo a roda girar. 

Hoje (4.12. 2020) é o Dia Mundial da Propaganda. E o Grupo RBS presta a sua homenagem a esse setor que faz muito mais que propaganda. Faz conexões. Entre sentimentos e momentos, e entre marcas e pessoas. 

(Do jornal Zero Hora, 4 de dezembro de 2020)


A farra dos sacos plásticos

 


André Trigueiro* 

Creio que um dos primeiros presentes que recebi de meus sogros em Viena foram 2 bolsas de algodão para ir ao supermercado. Depois compreendi. Os supermercados, farmácias e boa parte do comércio varejista embalam em saquinhos tudo o que passa pela caixa registradora. Não importa o tamanho do produto que se tenha à mão, aguarde a sua vez porque ele será embalado num saquinho plástico. O pior é que isso já foi incorporado na nossa rotina como algo normal, como se o destino de cada produto comprado fosse mesmo um saco plástico... Nossa dependência é tamanha que quando ele não está disponível costumamos reagir com reclamações indignadas. Quem recusa a embalagem de plástico é considerado, no mínimo, exótico. 

Outro dia fui comprar lâminas de barbear numa farmácia e me deparei com uma situação curiosa: a caixinha com as lâminas cabia perfeitamente na minha pochete. Meu plano era levar para casa assim mesmo. Mas num gesto automático, a funcionária registrou a compra e enfiou rapidamente a mísera caixinha num saco onde caberiam seguramente outras dez. Pelas razões que explicarei abaixo, recusei gentilmente a embalagem. 

A plasticomania vem tomando conta do planeta desde que o inglês Alexander Parkes inventou o primeiro plástico, em 1862. O novo material sintético reduziu os custos dos comerciantes e incrementou a sanha consumista da civilização moderna. Mas os estragos causados pelo derrame indiscriminado de plásticos na natureza tornou o consumidor um colaborador passivo de um desastre ambiental de grandes proporções. Feitos de resinas sintéticas originadas do petróleo, esses sacos não são biodegradáveis e levam séculos para se decompor na natureza. 

Usando a linguagem dos cientistas, esses saquinhos são feitos de cadeias moleculares inquebráveis, e é impossível definir com precisão quanto tempo levam para desaparecer no meio natural. No caso específico das sacolas de supermercado, por exemplo, a matéria-prima é o plástico-filme, produzido a partir de uma resina chamada polietileno de baixa densidade (PEBD). No Brasil são produzidas 210 mil toneladas anuais de plástico-filme, que já representa 9,7% de todo o lixo do país. Abandonados em vazadouros, esses sacos plásticos impedem a passagem da água, retardando a decomposição dos materiais biodegradáveis, e dificultam a compactação dos detritos. 

Essa realidade que tanto preocupa os ambientalistas no Brasil, já justificou mudanças importantes na legislação − e na cultura − de vários países europeus. Na Alemanha, por exemplo, a plasticomania deu lugar à sacolamania (cada um levando sua própria sacola). Quem não anda com sua própria sacola a tiracolo para levar as compras é obrigado a pagar uma taxa extra pelo uso de sacos plásticos. O preço é salgado: o equivalente a sessenta centavos a unidade. A guerra contra os sacos plásticos ganhou força em 1991, quando foi aprovada uma lei que obriga os produtores e distribuidores de embalagens a aceitar de volta e a reciclar seus produtos após o uso. E o que fizeram os empresários? Repassaram imediatamente os custos para o consumidor. Além de antiecológico, ficou bem mais caro usar sacos plásticos na Alemanha. Na Irlanda, desde 1997, paga-se um imposto de nove centavos de libra irlandesa por cada saco plástico. A criação da taxa fez multiplicar o número de irlandeses indo às compras com suas próprias sacolas de pano, de palha, e mochilas. 

Em toda a Grã-Bretanha a rede de supermercados CO-OP mobilizou a atenção dos consumidores com uma campanha original e ecológica: todas as lojas da rede terão seus produtos embalados em sacos plásticos 100% biodegradáveis. Até dezembro deste ano, pelo menos 2/3 de todos os saquinhos usados na rede serão feitos de um material que, segundo testes em laboratório, se decompõe dezoito meses depois de descartado. Com um detalhe interessante: se por acaso não houver contato com a água, o plástico se dissolve assim mesmo, porque serve de alimento para microorganismos encontrados na natureza. 

Não há desculpas para nós brasileiros não estarmos igualmente preocupados com a multiplicação indiscriminada de sacos plásticos na natureza. O país que sediou a Rio-92 (Conferência Mundial da ONU sobre Desenvolvimento e Meio Ambiente), e que tem uma das legislações ambientais mais avançadas do planeta, ainda não acordou para o problema do descarte de embalagens em geral, e dos sacos plásticos em particular. A única iniciativa de regulamentar o que hoje acontece de forma aleatória e caótica foi rechaçada pelo Congresso na legislatura passada. O então deputado Emerson Kapaz foi o relator da comissão criada para elaborar a “Política Nacional de Resíduos Sólidos”. Entre outros objetivos, o projeto apresentava propostas para a destinação inteligente dos resíduos, a redução do volume de lixo no Brasil, e definia regras claras para que produtores e comerciantes assumissem novas responsabilidades em relação aos resíduos que descartam na natureza, assumindo o ônus pela coleta e processamento de materiais que degradam o meio ambiente e a qualidade de vida. 

O projeto elaborado pela comissão não chegou a ser votado. Não se sabe quando será. Sabe-se apenas que não está na pauta do Congresso... Omissão grave dos nossos parlamentares que não pode ser atribuída ao mero esquecimento. Há um lobby poderoso no Congresso trabalhando no sentido de esvaziar esse conjunto de propostas que atinge determinados setores da indústria e do comércio. 

É preciso declarar guerra contra a plasticomania e se rebelar contra a ausência de uma legislação específica para a gestão dos resíduos sólidos. Há muitos interesses em jogo. Qual é o seu? Vamos fazer a nossa parte: mudar nossa conduta e repassar a mensagem deste texto. 

* Pós-graduado em meio ambiente, jornalista, redator e apresentador de jornal da TV Globo e comentarista da Globonews.