sábado, 5 de maio de 2018

Os 5 hábitos saudáveis

que podem prolongar a vida por uma década ou mais.

Nova pesquisa conclui que essas atitudes, em conjunto, promovem a longevidade – e diminuem o risco de morte por problemas cardiovasculares e câncer.

Por Maria Tereza Santos


→ 1) Seguir uma rotina de exercícios regulares, 2) manter o peso, 3) comer de maneira equilibrada, 4) não exagerar no álcool e 5) fugir do cigarro podem aumentar a expectativa de vida em pelo menos dez anos. É o que conclui um estudo feito pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, publicado recentemente no site do Jornal Circulation. Além disso, essa rotina de dar inveja reduz em 82% o risco de morrer por acidentes cardiovasculares e em 65% o de falecer por câncer.

→ Para chegar a esses números, os pesquisadores estudaram os hábitos de 78.865 mulheres e 44. 354 homens durante décadas. Eles consideraram como saudável: não fumar, ter um IMC (índice de massa corporal) entre 18,5 e 24.9 kg/m2, praticar atividades físicas por ao menos 30 minutos todos os dias, não ingerir bebidas alcoólicas em excesso (no máximo cinco taças de vinho para mulheres e duas para homens diariamente) e manter uma alimentação saudável.

→ Ao final do estudo, estimou-se que as mulheres com 50 anos que não incorporam nenhuma dessas estratégias vivem, em média, mais 29 anos – chegando aos 79. Já os homens cinquentões atingem os 75. Por outro lado, os que seguem à risca todos aqueles itens salutares alcançavam os 93 anos (sexo feminino) e 88 anos (masculino).

→ Os cientistas acreditam que a combinação dessas atitudes foi a responsável por tamanha diferença. Ou seja, isoladamente, aquelas medidas do bem não seriam tão potentes.

→ Frank Hu, presidente do Departamento de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública de Harvard, afirmou, em comunicado à imprensa, que o estudo ressalta a importância de seguir uma rotina saudável para impulsionar a longevidade da população. “De qualquer forma, aderir a essas mudanças é algo que leva tempo”, acrescentou. Ele acredita que isso será alcançado através de políticas públicas para apoiar e promover um estilo de vida balanceado.

Os cinco hábitos saudáveis

1) Seguir uma rotina de exercícios regulares.

2) Manter o peso.

3) Comer de maneira equilibrada,

4) Não exagerar no álcool.

5) Fugir do cigarro.


(Do Blog Saúde)




sexta-feira, 4 de maio de 2018

Lupicinianas



Lupicínio por Fraga

Lupicínio havia se separado de Dona Cerenita, sua esposa, e apesar de ser um boêmio contumaz, não se adaptou à vida de solteiro. Para que ela voltasse, resolveu, juntamente com alguns músicos amigos, fazer uma serenata para a mulher que conviveu tantos anos com ele. Fez a letra da música abaixo e com isso resolveu seu imbróglio romântico.


Dona Cerenita, Lupi e um casal de amigos,
numa festa na Igreja Santo Antônio.

 Volta

Quantas noites não durmo,
A rolar-me na cama,
A sentir tantas coisas que a gente
Não pode explicar quando ama.
O calor das cobertas
Não me aquece direito,
Não há nada no mundo que possa
Afastar esse frio que trago no peito.
Volta, vem viver outra vez a meu lado,
Que eu não posso dormir sem teu braço,
Pois meu corpo está acostumado.

§ § §

Hamilton Chaves, jornalista amigo de Lupicínio, estava noivando e, por isso, resolveu oferecer um churrasco aos amigos numa chácara em Belém Novo. Lupicínio, então, fez uma música para dar um conselho ao jovem casal. Após a apresentação da canção, quem não gostou nada foi a noiva que ficou visivelmente constrangida, pois a música é um convite à vida de solteiro. Hamilton, inclusive, ficou conhecido como Hamilton do “Esses moços”.


Lupi e Hamilton Chaves

 Esses moços

Esses moços,
Pobres moços,
Ah! se soubessem o que eu sei.
Não amavam, não passavam
Aquilo que eu já passei.
Por meus olhos,
Por meus sonhos,
Por meu sangue,
Tudo enfim,
É que eu peço
A esses moços
Que acredite em mim.
Se eles julgam que a um lindo futuro
Só o amor nesta vida conduz,
Saibam que deixam o céu por ser escuro
E vão ao inferno à procura de luz.
Eu também tive nos meus belos dias
Esta mania e muito me custou,
Pois só as mágoas trago hoje dia
E estas rugas que o amor me deixou.

As Regras da Revista do Rádio

Não foi apenas o radialista Floriano Faissal que (inutilmente) tentou impor normas de comportamento às macacas-de-auditório. A própria Revista do Rádio sugeriu às fãs de programas de auditório uma série de regras que, é claro, também não foram atendidas.


Auditório da Rádio Nacional

• Elevar o nome do astro preferido.

• Aplaudir, sim; vaiar nunca.

• Sempre que o artista estiver cantando, silêncio. Nada de gritos histéricos.

• Cuidado com as faixas. Não enfaixe demais o seu ídolo. E mais cautela com os dizeres das faixas. Olhar a redação, a ortografia, o português.

• Espere o seu ídolo na porta da rádio, mas... deixe que ele saia livremente e apenas bata palmas.

• Nada de rasgar a roupa do ídolo. As roupas custam caro.

• Se você gosta do artista que está cantando... Silêncio!

• Quando passar por um cantor ou cantora que não é de seu agrado, fique caladinha.

• Pode entrar para os fãs-clubes de seus ídolos, mas lembre-se... olhe os afazeres de casa.

• Respeite as fãs que são fãs dos outros.

Uma piada

O diálogo que se segue foi extraído do livro de Rosa Nepomuceno (1999) e mostra o tipo de humor que prevalecia na década de 1920, marcado, sobretudo, pela ingenuidade.

− Ô cumpadi. Sabe que lá na minha cidade fizeram uma torre tão arta, mas tão arta, que tiveram que virá a ponta dela?

− Pra quê, cumpadi?

− Pra lua pode passa, porque tava enganchada!

− Ô cumpadi! Na minha terra tem um trem tão ligeiro, tão ligeiro, que quando ocê entra nele já tem que compra o bilhete de vorta!

− Que mentira, cumpadi! Trem ligeiro tem na minha terra! O sujeito brigou com o chefe da estação, foi dá um tapa nele e acerto no chefe da outra estação, distante 30 quilômetros.

Piadas do Manduca

O programa retratava uma sala de aula improvisada na casa da professora Dona Teteca (interpretada por Lígia Sarmento) e de seu marido (Renato Murce). Os alunos não podiam ser mais impagáveis: Manduca (Lauro Borges), Seu Ferramenta (Castro Barbosa) e Coronel Fagundes (Brandão Filho). A produção e o texto do programa eram de Renato Murce.

− Manduca!

− Sinhô.

− Dê o exemplo de uma coisa escura.

− Mas bem escura?

− Isso mesmo. Escura, bem escura, vamos.

− Bem escura... É o Leônidas, contrastando com o Maneco, dentro de um túnel, chupando jabuticaba, os dois vestidinhos só com uma tanguinha preta.

(Leônidas da Silva, que atuava no Flamengo, e Maneco, meia-direita do América, eram afro-descendentes).

Como elas eram chamadas

Ademilde Fonseca → a Rainha do Chorinho

Ângela Maria → a Sapoti (apelido dado por Getúlio Vargas) ou a Estrela do Brasil

Dalva de Oliveira → a Estrela Dalva do Brasil

Emilinha Borba → a Favorita da Marinha

Carmélia Alves → a Rainha do Baião

Neusa Maria → a voz doçura do Brasil ou a Rainha do jingle

Olivinha Carvalho → a mais brasileira das cantoras portuguesas

Como eles eram chamados

Almirante → a Maior Patente do Rádio

Luis Gonzaga → o Rei do Baião

Vicente Celestino → a Voz Orgulho do Brasil

Ivon Cury → o Chansonnier

Ruy Rey → o Rei do Mambo

Manezinho Araújo → o Rei da Embolada

Alvarenga e Ranchinho → os Milionários do Riso

Maestro Chiquinho → o Maestro da Simpatia Popular

Roberto Silva → o Príncipe do Samba

Blecaute → o General da Banda

Déo → o Ditador de Sucessos

Cyro Monteiro → o Cantor de Mil e Uma Fãs

Sílvio Caldas → o Caboclinho Querido

Carlos Galhardo → o Cantor que Dispensa Adjetivos

Orlando Silva → o Cantor das Multidões

Francisco Carlos → o Cantor Namorado do Brasil

Francisco Alves → o Rei da Voz

Jorge Veiga → o Caricaturista do Samba

Albertinho Fortuna → o Menino-Revelação

           (Do livro “Almanaque Rádio Nacional”, 
de Ronaldo Conde Aguiar)

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Dúvidas sobre gastrite

6 mitos e verdades sobre a inflamação

Por Ana Paula Ferreira


Se você tem dúvidas sobre gastrite, como as causas e sintomas, agora é a hora de esclarecê-las!

Primeiro, é importante saber que ela é uma inflamação – aguda ou crônica – da mucosa que reveste as paredes internas do estômago. No caso da aguda, ela surge de repente. Já na crônica, o processo inflamatório se instala aos poucos e leva muito tempo para ser controlado.

Abaixo, Fabio Thuler, especialista em gastroenterologista, de São Paulo, listou 6 mitos e verdades que esclarecem algumas dúvidas sobre gastrite. Confira!

1. A gastrite é hereditária?

Mito. → A inflamação é adquirida, geralmente, por infecções ou alimentos que são irritantes para o estômago.

2. O leite é um aliado para a gastrite?

Mito. → Muitas vezes, o leite pode amenizar a priori os sintomas, porém, como este é um alimento rico em cálcio e estimula a produção de ácido no estômago, e em muitos casos, pode até piorar a inflamação.

3. Gastrite nervosa existe?

Verdade. → Quando uma pessoa está passando por momentos de estresse, o corpo aumenta a produção cortisol e adrenalina, resultando na produção de ácido no estomago.

4. Gastrite tem cura?

Verdade. → A gastrite tem cura, principalmente as gastrites agudas. Nesses casos, é possível remover o “fator irritante”. Já as gastrites crônicas não possuem cura definitiva. É necessário ter os cuidados constantes para evitar o aparecimento de crises.

5. A alimentação pode intensificar a gastrite?

Verdade. → A alimentação está ligada diretamente ao desenvolvimento de uma gastrite, principalmente quando se ingere alimentos como: café (relaxa o esfíncter do esôfago, provocando o refluxo e ainda, aumenta a produção do ácido) e refrigerantes (agride a mucosa que protege o estômago)

6. Chicletes e balas são maléficos para o estômago?

Verdade. → Quando mastigamos, o nosso corpo entende que estamos introduzindo alimentos a ele. Com essa ação, o organismo compreende que será necessário produzir mais ácidos gástricos, o que acaba causando os desconfortos e crises.


(Do Blog Women´s Health)


Uma crônica do êxodo rural



Mário Bárbara: 22.10.1954 – 02.05.2018

O maior sucesso de Mário Bárbara*, escrita junto com Sérgio Napp (1939-2015), “Desgarrados” tornou-se um a marco na música nativista gaúcha, sendo considerada uma crônica do êxodo rural e venceu, em 1981, a 11ª Califórnia da Canção Nativa, de Uruguaiana, RS.


P.S. A música abaixo está na internet na voz do autor da melodia: Mário Barbará.

Desgarrados

Mário Bárbara e Sérgio Napp

Eles se encontram no cais do porto, pelas calçadas,
Fazem biscates pelos mercados, pelas esquinas,
Carregam lixo, vendem revistas, juntam baganas,
E são pingentes nas avenidas da capital.

Eles se escondem pelos botecos, entre os cortiços,
E pra esquecerem contam bravatas, velhas histórias,
E então são tragos, muitos estragos, por toda a noite,
Olhos abertos, o longe é perto, o que vale é o sonho.

Sopram ventos desgarrados,
carregados de saudade,
Viram copos, viram mundos,
mas o que foi, nunca mais será,
mas o que foi, nunca mais será,
mas o que foi, nunca mais será.

Cevavam mate, sorriso franco, palheiro aceso
Viraram brasas, contavam causos, polindo esporas,
Geada fria, café bem quente, muito alvoroço,
Arreios firmes e nos pescoços lenços vermelhos.

Jogo do osso, cana de espera e o pão de forno.
O milho assado, a carne gorda, a cancha reta.
Faziam planos e nem sabiam que eram felizes,
Olhos abertos, o longe é perto, o que vale é o sonho.

Sopram ventos desgarrados,
carregados de saudade.
Viram copos, viram mundos,
mas o que foi, nunca mais será,
mas o que foi, nunca mais será,
mas o que foi, nunca mais será.

Do Ensaio:

→ Em Desgarrados, a grande vencedora da XI Califórnia da Canção Nativa de Uruguaiana, nós temos um gaúcho que vem parar no grande centro urbano por motivos não esclarecidos. Se a razão de seu êxodo pode ser as mudanças econômicas relatadas por Cyro Martins em sua Trilogia do gaúcho a pé, também pode ser a busca de melhores condições de vida, de uma nova situação que se insinua nos versos “faziam planos e nem sabiam que eram felizes”, como se esses planos fossem a intenção de se mudar de um lugar que eles habitavam e “nem sabiam que eram felizes”. Essa possibilidade interpretativa fica reforçada no poema Retirante, também acima descrito.

→ Independente dos motivos, na letra de Desgarrados o gaúcho que sai de sua terra e vem para a cidade acaba marginalizado e envolvido nos bolsões de pobreza. É um indivíduo cujas habilidades que o faziam útil e importante em seu elemento original não possuem valor nos centros urbanos. E essa é uma realidade não apenas do gaúcho, mas de todos aqueles que, em conseqüência de mudanças sociais e econômicas se vêem obrigados a enfrentar novos desafios para os quais não estão preparados. Velhas habilidades que garantiam seu sustento e sua sociabilidade em velhos tempos não correspondem às necessidades de novas circunstâncias. Essa é uma realidade que esteve sempre presente na história da humanidade, e que se reproduz no microcosmo do gaúcho.

→ Essa inadaptabilidade, essa marginalidade no novo ambiente acaba valorizando as lembranças de um passado que talvez fosse pouco valorizado. O verso “faziam planos e nem sabiam que eram felizes” deixa bem claro uma tentativa de mudança, de melhoria que acaba fracassando.

Do Ensaio:

“O campo na poesia e na música de Mário Barbará e Sérgio Napp”
Orientadora: Maria Tereza Amodeo, Aluno: Kleber de Oliveira Boelter.

*Mário Bárbara faleceu em 2 de maio, aos 63 anos. Natural de São Borja, RS, ele morava em Porto Alegre para tratamento. Era casado e tinha uma filha de 33 anos do primeiro casamento, do qual era viúvo.



quarta-feira, 2 de maio de 2018

Normas de conduta



Seja cortês para com todos.

Um amável sorriso faz maravilhas.

Receba cordialmente todas as pessoas que lhe forem apresentadas.

Estenda sempre um caloroso e forte aperto de mão.

Nunca seja indiferente.

Recorde os nomes das pessoas que encontra.

Mire nos olhos das pessoas quando conversar.

Fale com calma e segurança; nunca levante a voz.

Evite mexericos; nunca se intrometa em assuntos pessoais.

Seja um bom ouvinte; respeite os pontos de vista dos outros.

Evite discussão; conserve a calma, mesmo se provocado.

Quando você estiver errado, admita-o prontamente com franqueza.

Seja sensato, tolerante, ponderado.

Coopere prontamente, espontaneamente.

Seja entusiasta! Louve generosamente!

Critique com diplomacia!

Demonstre que você aprecia todos os favores, grandes ou pequenos.

Diga “muito obrigado” significantemente, não por simples cortesia.

Seja simpático, porém nunca mendigue ou procure simpatia.

Seja sempre pontual! Não deixe ninguém esperando.

Torne sua palavra respeitada cumprindo todas as promessas.

Seja correto e justo, leal e sincero.

Orgulhe-se de seu trabalho e aparência.

Faça o que puder hoje e sempre.

Irradie amizade, entusiasmo e boa vontade!

Aceite o voto de cada pessoa e a sua afinidade política. 


terça-feira, 1 de maio de 2018

As palavras de conforto entre mulheres



Ela, para a amiga desconsolada.

“Nós não gostávamos dele mesmo."”

“Você deveria voltar com seu ex-namorado. Ele a tratava muito melhor.”

“Não é o caso de ter ódio dele, mas de ter pena por ter perdido você.”

“Um dia ainda você vai se lembrar disso e se perguntar: mas onde eu estava com a cabeça?”

“Poderia ser pior. E se você tivesse casado com ele?”

“Lembra do irmão gatérrimo, jogador de vôlei, daquele meu amigo sociólogo? Pois ele se lembra muito de você.”

“Não, seus olhos não estão inchados.”

“Isso mesmo, peça uma sobremesa.”

“Deixa só ele ver o que o espera.”

Ele, para o amigo desconsolado.

“Dançou, cara!”


Do livro The World According to He & She, 
de Julie Logan e Arthur Howard, Dell Publishing.