Escolher um Homem de segunda mão (ou terceira, oitava, vigésima, etc...) é tarefa que requer muitos cuidados. Se você é passageira de primeira viagem (miracolo), tem poucas horas de voo ou sofre de ingenuidade crônica, é bom se aconselhar com alguma coleguinha mais vivida. Nunca se deixe levar pela conversa do próprio interessado ou de quem o está passando para frente. Também não confie na sua primeira impressão. O Homem pode ter sido guaribado para enganar às trouxas. Pifa meia hora depois da primeira demonstração e só vai chegar na sua garagem pendurado num reboque...
Observe cuidadosamente os pontos que você deve verificar antes de bater o martelo (ou o rolo de massa).
Cuidados na compra
1 ► Documentação: exija que a antiga proprietária lhe apresente os documentos de origem e os certificados atualizados. Para maior garantia de que o Homem esteja realmente livre e desimpedido, peça uma certidão negativa nos cartórios civis de sua região. Também é prudente conferir o ano de fabricação e verificar se o lacre do cidadão não foi violado. Veja ainda se não estão lhe empurrando um Homem com reserva de domínio, ou, ainda pior, um Homem roubado. Alem de fritar a sua emoção e o seu dinheiro, você pode acabar pegando cadeia como receptadora. É preciso checar também a parte tributária. Nunca aceite um Homem com dívidas ou débitos fiscais. As multas podem acabar estourando na sua bolsa.
2 ► Aparência externa: há muito brilho que é só polimento. Na primeira chuva, o revestimento volta a ser o que era: uma lixa enrugada. Veja se a cor é uniforme e original. Desconfie de qualquer Homem que mude muito de tom. Pode ser colagem de desmanche ou resto de trombada. Nunca, em hipótese alguma, aceite um Homem recauchutado. Você correrá sérios riscos de ficar careca na primeira derrapada. Olheira, ar cansado e unhas encardidas podem indicar excesso de uso ou falta de higiene crônica. Não confie demais na sua capacidade de remover crostas. Certos tipos de manchas do passado resistem aos mais poderosos solventes.
3 ► Mecânica: aqui o furo é mais embaixo. Um Homem usado pode esconder por algum tempo diversas avarias e falhas de funcionamento. Você investe no tipo, da umas voltinhas e logo descobre que fez um péssimo negócio. O primeiro conselho neste caso é óbvio: não se comprometa nem de sinal antes de usar o sujeito nem que seja por meia horinha. Leve o Homem para um lugar tranquilo e teste com calma tudo que for de seu interesse: carga da bateria, potência do motor, engate e mudança de marchas (muito cuidado para ver se a ré não está estourada). Se depois do teste prático você ainda tiver alguma dúvida exija uma perícia especializada, incluindo exames de fadiga do material. Mesmo que você só esteja querendo um Homem para passatempo, pense sempre no seu valor de revenda.
Voltaremos mostrando alguns modelos básicos de homens. Enquanto isso, vá estudando a lição.

Nenhum comentário:
Postar um comentário