quinta-feira, 25 de julho de 2024

O presente inesperado

 

Sou psicóloga e, como atendo crianças em meu consultório, aviso-as que podem trazer brinquedos se quiserem. Um menino de 5 anos sempre levava algo, mas antes de ser atendido, ele o escondia com as mãos atrás das costas e pedia que eu adivinhasse o que era. 

Certa vez, depois de uns dez dias de férias, ele voltou para a consulta. Entrou com as mãos livres, de repente as colocou para trás e perguntou: 

‒ O que eu trouxe hoje? 

Como eu vi que não tinha nada nas mãos, respondi: 

‒ Hoje você não trouxe nada. Eu vi que você está com as mãos vazias aí atrás. 

De imediato, ele abriu os dois braços e, vindo em minha direção, respondeu: 

‒ Você errou feio, porque eu trouxe foi um abraço pra você!

(Cláudia L. Soares)

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