domingo, 11 de outubro de 2026

Estrela do Mar

 Marino Pinto, Paulo Soledade.

 Canta Dalva de Oliveira

Um pequenino grão de areia,

Que era um pobre sonhador,

Olhando o céu viu uma estrela

E imaginou coisas de amor. 

Passaram anos, muitos anos,

Ela no céu e ele no mar.

Dizem que nunca o pobrezinho

Pode com ela encontrar. 

Se houve ou se não houve

Alguma coisa entre eles dois,

Ninguém soube até hoje explicar.

O que há de verdade

É que depois, muito depois,

Apareceu a estrela no mar.

*******

Esta canção foi uma marcha rancho de 1951, enorme sucesso, cantada por Dalva de Oliveira. Um dos autores foi Paulo Soledade, aviador e também do grupo dos cafajestes do Rio de Janeiro, uma turma que eu invejava imensamente aos 16 anos, porque aprontavam tudo e todas, eram ricos, comiam quem queriam, zoavam. Foi parceiro de Antônio Maria, Fernando Lobo e Vinicius de Moraes. Cafajeste e talentoso. Eu pensava: tem gente que tem tudo.

“Um pequenino grão de areia” é o verso inicial de “Estrela do Mar”, uma famosa marcha-rancho de Carnaval composta em 1951 por Marino Pinto e Paulo Soledade. 

Sobre a Canção 

Intérprete original: Ficou eternizada na voz de Dalva de Oliveira em 1951. 

Outras gravações marcantes: Já foi regravada por grandes nomes da MPB, como Maria Bethânia e Edson Cordeiro.             

Letra resumida: A música conta a história poética de um pequeno grão de areia que sonha e se apaixona por uma estrela no céu, um amor considerado impossível até o surgimento misterioso da “estrela do mar”. 

Outras Referências 

Teatro: A canção inspirou a fantasia musical infantil “O Pequenino Grão de Areia”, adaptada e encenada por companhias teatrais e pelo SESI-SP. 

Ouça a clássica interpretação de Dalva de Oliveira ou Maria Bethânia para a canção:


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