Marino Pinto, Paulo Soledade.
Um pequenino grão de areia,
Que era um pobre sonhador,
Olhando o céu viu uma estrela
E imaginou coisas de amor.
Passaram anos, muitos anos,
Ela no céu e ele no mar.
Dizem que nunca o pobrezinho
Pode com ela encontrar.
Se houve ou se não houve
Alguma coisa entre eles dois,
Ninguém soube até hoje
explicar.
O que há de verdade
É que depois, muito depois,
Apareceu a estrela no mar.
*******
Esta canção foi uma marcha rancho de 1951, enorme sucesso, cantada por Dalva de Oliveira. Um dos autores foi Paulo Soledade, aviador e também do grupo dos cafajestes do Rio de Janeiro, uma turma que eu invejava imensamente aos 16 anos, porque aprontavam tudo e todas, eram ricos, comiam quem queriam, zoavam. Foi parceiro de Antônio Maria, Fernando Lobo e Vinicius de Moraes. Cafajeste e talentoso. Eu pensava: tem gente que tem tudo.
“Um pequenino grão de areia” é o verso inicial de “Estrela do Mar”, uma famosa marcha-rancho de Carnaval composta em 1951 por Marino Pinto e Paulo Soledade.
Sobre a Canção
Intérprete original: Ficou eternizada na voz de Dalva de Oliveira em 1951.
Outras gravações marcantes: Já foi regravada por grandes nomes da MPB, como Maria Bethânia e Edson Cordeiro.
Letra resumida: A música conta a história poética de um pequeno grão de areia que sonha e se apaixona por uma estrela no céu, um amor considerado impossível até o surgimento misterioso da “estrela do mar”.
Outras Referências
Teatro: A canção inspirou a fantasia musical infantil “O Pequenino Grão de Areia”, adaptada e encenada por companhias teatrais e pelo SESI-SP.
Ouça a clássica interpretação de Dalva de Oliveira ou Maria Bethânia para a canção:

Nenhum comentário:
Postar um comentário