domingo, 4 de outubro de 2026

Repita comigo:

 Aline A. Moraes*

Eu sou mulher e tenho o direito de estudar, trabalhar, escolher meu próprio caminho, votar e ocupar espaços na sociedade, porque mulheres, antes de mim, lutaram por esses direitos. 

Feminismo não é odiar homens. É reconhecer que mulheres e homens ainda vivem em uma sociedade marcada por desigualdades, e defender que mulheres tenham os mesmos direitos, oportunidades, autonomia e liberdade. 

E sobre esse discurso de “homem é provedor e mulher cuida do lar”: dizer que um homem deve ser o provedor não transforma automaticamente ninguém em provedor. Na vida real, muitas vezes, por trás desse discurso, existe apenas a tentativa de controlar, dominar e determinar qual deve ser o lugar da mulher. 

Enquanto isso, ele vive no seu mundinho azul, onde acredita que pode definir as regras, e espera que ela aceite viver no mundinho rosa que ele escolheu para ela. 

Uma relação pode ter diferentes formas de organização. O que não cabe é transformar uma escolha pessoal em regra para todas as mulheres, muito menos usar esse discurso para limitar a autonomia delas. 

E talvez valha lembrar também: tu já dependeste de serviços públicos em algum momento. Vacina, atendimento de saúde, escola, saneamento básico, segurança, infraestrutura… Tudo isso faz parte da vida real e da sociedade em que vivemos.

 Direitos conquistados não são privilégios. Serviços públicos não são favores. E liberdade não deveria ser confundida com viver dentro do papel que alguém escolheu para ti. Mulheres não precisam de autorização para decidir quem querem ser. 

Então, saia da bolha. Questione os discursos que tentam decidir por ti, conheça a história por trás dos direitos que tu tens hoje e faze escolhas políticas de forma consciente, pensando na tua autonomia e nos direitos que tu consideras importantes. 

******* 

*Psicóloga

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