Aline A. Moraes*
Eu sou mulher e tenho o direito de estudar, trabalhar, escolher meu próprio caminho, votar e ocupar espaços na sociedade, porque mulheres, antes de mim, lutaram por esses direitos.
Feminismo não é odiar homens. É reconhecer que mulheres e homens ainda vivem em uma sociedade marcada por desigualdades, e defender que mulheres tenham os mesmos direitos, oportunidades, autonomia e liberdade.
E sobre esse discurso de “homem é provedor e mulher cuida do lar”: dizer que um homem deve ser o provedor não transforma automaticamente ninguém em provedor. Na vida real, muitas vezes, por trás desse discurso, existe apenas a tentativa de controlar, dominar e determinar qual deve ser o lugar da mulher.
Enquanto isso, ele vive no seu mundinho azul, onde acredita que pode definir as regras, e espera que ela aceite viver no mundinho rosa que ele escolheu para ela.
Uma relação pode ter diferentes formas de organização. O que não cabe é transformar uma escolha pessoal em regra para todas as mulheres, muito menos usar esse discurso para limitar a autonomia delas.
E talvez valha lembrar também: tu já dependeste de serviços públicos em algum momento. Vacina, atendimento de saúde, escola, saneamento básico, segurança, infraestrutura… Tudo isso faz parte da vida real e da sociedade em que vivemos.
Então, saia da bolha. Questione os discursos que tentam decidir por ti, conheça a história por trás dos direitos que tu tens hoje e faze escolhas políticas de forma consciente, pensando na tua autonomia e nos direitos que tu consideras importantes.
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*Psicóloga

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