Salim, o Mágico
É um livro publicado em 1970 por Malba Tahan (pseudônimo do matemático e escritor brasileiro Júlio César de Mello e Souza). Lançado em 1970, o livro – uma fábula sobre a convivência pacífica entre diferentes religiões ‒ faz uma sátira da situação política do Brasil dos anos 1960 e da ditadura militar.
O Enredo
● O Protagonista: Salim é um homem humilde, temente a Alá e de profissão modesta ‒ trabalhava como cordoeiro (fabricante de cordas) em Damasco, na Síria, durante o século VIII (no contexto do califado de El-Walid).
● A Ascensão Acidental: Sem nenhum conhecimento de ocultismo, gênios ou lâmpadas mágicas, Salim é empurrado pelo puro acaso a uma fantástica ascensão social. Por uma série de mal-entendidos e coincidências, ele passa a ser visto pelo povo e pela corte como o maior mágico e adivinho da Síria.
● Honrarias e Regalias: Adorado pela população e estimado pelo governante (emir/califa), Salim desvenda “mistérios”, faz supostas profecias e ganha imensas riquezas. Entre as regalias satíricas que recebe do poder público está até mesmo um “camelo chapa branca” (um símbolo dos privilégios estatais).
● A Sátira Política: Sob o disfarce de uma fábula oriental ambientada no Oriente Médio, o livro funciona como uma corajosa sátira política aos costumes da época e à ditadura militar brasileira dos anos 1970. A trama ironiza a bajulação, os esquemas de corrupção, as sinecuras (cargos fáceis e remunerados), os jogos de influência e o “jeitinho” institucionalizado.
P.S.:
O livro está entre os dez principais livros da Literatura brasileira. Leia,
pois ele é muito bom!


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