segunda-feira, 30 de março de 2026

Matemática curiosa

 

Veja o que acontece se multiplicarmos 37 por múltiplos de 3:

3 x 37 = 111
6 x 37 = 222
9 x 37 = 333
12 x 37 = 444
15 x 37 = 555
18 x 37 = 666
21 x 37 = 777
24 x 37 = 888
27 x 37 = 999

Agora veja isto:

111.111.111 x 111.111.111 = 12.345.678.987.654.321

Veja este trapézio:

1 x 9 + 2 = 11
12 x 9 + 3 = 111
123 x 9 + 4 = 1111
1234 x 9 + 5 = 11111
12345 x 9 + 6 = 111111
123456 x 9 + 7 = 1111111
1234567 x 9 + 8 = 11111111
12345678  x 9 + 9 = 111111111

E este outro trapézio:

1 x 8 + 1 = 9
12 x 8 + 2 = 98
123 x 8 + 3 = 987
1234 x 8 + 4 = 9876
12345 x 8 + 5 = 98765
123456 x 8 + 6 = 987654
1234567 x 8 + 7 = 9876543
12345678 x 8 + 8 = 98765432
123456789 x 8 + 9 = 987654321

E este outro:

0 x 9 + 8 = 8
9 x 9 + 7 = 88
98 x 9 + 6 = 888
987 x 9 + 5 = 8888
9876 x 9 + 4 = 88888
98765 x 9 + 3 = 888888
987654 x 9 + 2 = 8888888
9876543 x 9 + 1 = 88888888
98765432 x 9 + 0 = 888888888
987654321 x 9 - 1 = 8888888888
9876543210 x 9 - 2 = 88888888888 

Agora cá pra nós... quem foi o cara que inventou isso?

domingo, 29 de março de 2026

Manchetes sensacionalistas

 

“Fábrica de artefatos de couro doa 200 bolsas de estudo.”

“Pescador ilegal é condenado na Primeira Vara.”

“Sorveteiro diz a sua namorada que só está a fim de tirar uma casquinha.”

“Loja de velas promove queima de estoque.”

“Anão adolescente é condenado duas vezes pelo juizado de menores.”

“Dermatologistas estão sentindo a crise na própria pele.” 

“Queda de luneta na cabeça faz astrônomo ver estrelas.” 

“Velho reformado, antes de apertar o pescoço da sua mulher até a morte, suicidou-se.” 

“Um surdo-mudo foi morto por um mal-entendido verbal.” 

“Ferido no joelho, ele perdeu a cabeça.” 

“Acidente entre quatro caminhões fere um.” 

“O ultraleve caiu antes de pousar.” 

“Moça passa mal, foi comida.” 

“Ferido nos testículos, chegou ao hospital de saco cheio.” 

“Carro capota com 4 pessoas e uma mulher.”

“Salário dos pobres sobe mais do que dos ricos.”

“Fátima Bernardes deixa Bonner para fazer programa.” 

“Crise na indústria farmacêutica: OB está no buraco; absorvente está no vermelho; camisinha está no pau e fralda está na merda.” 

“Trump quer metais raros brasileiros e Lula diz que ele só pode levar ferro.” 

“Casal morto reconheceu o bandido.” 

“Meninas do futebol feminino do Brasil dão de quatro.” 

“Supermercado passa a vender só os buracos do queijo.” 

“Preço do litro de leite faz brasileiro optar por beber gasolina.” 

“Preço alto do leite faz pet shops passarem a vender vacas.”

“5G chega a Brasília, mas os políticos levam uma parte e só sobra 3G.” 

“Recordista mundial, que já comeu 110 cachorros-quentes em 10 minutos, se aposenta após perder a fome.” 

“Homem espanta ladrão de casa com frigideira: “Me deve uma nova.”

“Cachorro viaja 100 Km para morder seu ex-domo que o abandonou.” 

“Fumei um jornal e trago boas notícias.” 

“Após ter a energia cortada, um homem retirou a escada e deixou o técnico da companhia de energia pendurado no poste.”

“Homem no meio do tiroteio leva facada pelas costas.” 

“Galã da Globo assume que é gay, mas nenhum gay assume que agora é macho.”

Albert Einstein e seu motorista

 

Conta-se que, nos anos vinte, quando Albert Einstein começava a ser conhecido por sua Teoria da Relatividade, era com frequência solicitado pelas Universidades a dar conferências. Como não gostava de dirigir, mas o automóvel era muito mais cômodo para seus deslocamentos, contratou os serviços de um motorista. 

Depois de vários dias de viagem, Einstein comentou com o motorista, como era aborrecido repetir a mesma coisa todas as vezes. 

– Se quiser, disse-lhe o motorista, posso substituí-lo por uma noite. Ouvi sua conferência tantas vezes que posso recitá-la palavra por palavra. 

Einstein concordou e, antes de chegar ao lugar seguinte, trocaram suas roupas e Einstein tomou a direção. 

Chegaram à sala onde se ia celebrar a conferência e, como nenhum dos acadêmicos presentes conhecia Einstein, não se descobriu a farsa. O motorista expôs a conferência, que havia ouvido tantas vezes Einstein repetir. 

Ao final, um professor na audiência lhe fez uma pergunta. O motorista não tinha a menor ideia de qual poderia ser a resposta, mas teve uma fagulha de inspiração e respondeu: 

– A pergunta que o senhor me faz é tão simples, que meu motorista, lá no fundo da sala, a responderá.

sexta-feira, 27 de março de 2026

Tipos de burocratas

 

Burocrata Isaac Newton → Comandado pela “Lei da Inércia”, o burocrata Isaac Newton dança conforme a música. Nunca questiona nada, não sendo a favor nem contra a burocracia, muito pelo contrário. “Manda quem pode, obedece quem tem juízo” é o seu lema. E se uma maçã lhe cai na cabeça, não reflete, manda publicar no Diário-Oficial.

Burocrata Itaipu → É uma verdadeira barragem, represando todo o trabalho do grupo. Só abre um escoadouro em caso de emergência, quando os funcionários que comanda  estão  à  beira  de um ataque de nervos. Vítima de suas próprias convicções, quase sempre está afogado em um rio de papéis.

Burocrata Trainee → Sujeito jovem, esforçado, cheio de boa vontade. Mal adentrou ao serviço público e esmera-se em aprender a burocracia a fundo. “São duas carimbadas e meia, chefe?”; “Não, rapaz, já te disse que são duas carimbadas e ¼”. 

Burocrata Camaleão → Bom de conversa sustenta ares de modernizador e ilude os menos esclarecidos com comentários inteligentes e atitudes aparentemente dinâmicas. Mas quando testado, entrega o ouro, aparecendo o burocrata por baixo do disfarce. É conhecido também como burocrata “galã”, já que nenhum  documento dispensa seu autógrafo.

Burocrata Cabeça de Bacalhau → Na repartição todo mundo sabe que ele existe, mas ninguém vê. É um tipo misterioso, difícil, parente de gente muito importante, amigo de políticos muito influentes. Nas raras vezes em que aparece no local de trabalho, comporta-se como uma alma penada, distribuindo olhares vazios e criando um clima de medo. 

Burocrata Multihomem → Com seus olhos de lince e tentáculos de polvo se faz presente em todos os cantos e trabalhos da repartição. Quando algum funcionário pensa que vai escapar e concluir seu trabalho, eis que surge este, como do nada, determinando novas e absurdas exigências.

Burocrata Enciclopédia → Sabe toda a legislação na ponta da língua. Domina decretos, portarias e instruções normativas na palma da mão. Estatutos então, é capaz de citar até as vírgulas dos artigos. Infelizmente a vastidão de tais conhecimentos e sua extrema lealdade a eles, acabou lhe trazendo um sério problema. Como a legislação (1) contradiz a legislação (2), que é revogada pela legislação (3) e ressuscitada pela legislação (4), nosso superdotado burocrata “enciclopédia”  ele  encontra-se  imóvel, paralisado, vítima da “Buromielite”.

Burocrata Dom Corleone → Comporta-se como o Poderoso Chefão. É pródigo em distribuir ordens impertinentes e não admite ser contrariado. Também não hesita em punir funcionários diante de qualquer deslize. Não raramente o seu despotismo afeta também a sua inteligência: “Quem foi o energúmeno que autorizou isto aqui?” ‒ esbraveja ‒  “O senhor mesmo, chefe!” ‒ esclarece o funcionário. 

Burocrata High Tech → Especialista em informática, desenvolve intrincados sistemas e programas capazes de acumular uma astronômica quantidade de informações e um infindável número de controles.  Se as informações servem para alguma coisa e os controles são realmente necessários, já é outra história.

Burocrata Roberto Carlos → Gosta de valorizar “Detalhes”. Cada palavra, cada vírgula, cada centímetro de papel é uma questão de vida ou morte. Tudo tem que estar milimetricamente perfeito.  É capaz de recusar um documento pela falta de um hífen e de patrimoniar até o papel higiênico da repartição.

Burocrata Teatro Grego → Encena uma tragédia quando qualquer burocracia deixa de ser cumprida. Suas frases favoritas são: “Quero ver quem é que vai se responsabilizar por isso? E Nem quero pensar nas consequências”. Lê o Diário Oficial como se fossem as sagradas escrituras, fazendo cada artigo parecer uma profecia. Até o índice é motivo de inquietação.

Burocrata Percussionista → Passa o dia todo carimbando. Seu local de trabalho é um pedaço de escrivaninha cercado de carimbos por todos os lados. Possui de todos os tipos e para todas as finalidades: carimbo para autenticar, carimbo para anular, carimbo-datador, carimbo de aviso, carimbo de controle, carimbo de juntada, carimbo de separada, carimbo de desquitada, carimbo-mestre, carimbo-aluno, carimbo-cruz, carimbo-credo, carimbo-carimbo...

Burocrata São Tomé → Ressabiado ao extremo, desconfia de tudo e de todos. Na verdade, às vezes não acredita nem no que vê: “Será quem está aqui na fotografia é a senhora mesmo?” – pergunta olhando detidamente o documento: “Claro, idiota, não reconhece a própria esposa?” − responde irritada a mulher.

quinta-feira, 26 de março de 2026

Como dar um comprimido a um gato

 Em 14 facílimos passos! 

Veja como é fácil!

01. Pegue o gato e o coloque em seu braço esquerdo como se estivesse segurando um bebê. Posicione o dedo indicador e o polegar da mão esquerda em cada canto da boca do gato. Pressione levemente para que ele abra a boca. Tão logo isto aconteça, coloque o comprimido em sua boca. Permita que o gato feche a boca e engula a pílula. 

02. Pegue a pílula do chão e o gato detrás do sofá. Encaixe-o no seu braço esquerdo e repita o processo. 

03. Apanhe o gato no quarto e jogue fora o comprimido encharcado. 

04. Pegue um novo comprimido, coloque o gato em seu braço esquerdo e segure as patas traseiras com a mão esquerda. Force-o a abrir a boca e empurre o comprimido até a garganta com o indicador. Feche a sua boca imediatamente e conte até 10 antes de soltá-lo. 

05. Apanhe o comprimido de dentro do aquário e o gato de cima do guarda-roupa. Peça ajuda a um amigo. 

06. Ajoelhe-se no chão com o gato preso firmemente entre os joelhos, segurando suas quatro patas. Ignore os grunhidos emitidos pelo gato. Coloque uma espátula de madeira o mais fundo que puder. Deixe o comprimido escorregar pela espátula e esfregue a garganta vigorosamente. 

07. Apanhe o gato que está grudado no trilho da cortina e pegue outro comprimido. Lembre-se de comprar uma nova espátula e remendar a cortina. Cuidadosamente enrole o gato numa toalha de modo que apenas sua cabeça fique de fora. Peça para o amigo mantê-lo assim. Dissolva o comprimido em pouco de água, abra a boca do gato com o auxílio de um lápis e despeje o líquido em sua boca. 

08. Veja na bula do remédio se ele é nocivo para seres humanos. Beba um pouco de água para se acalmar. Faça um curativo no braço do amigo e limpe o sangue do tapete com água morna e sabão. 

09. Busque o gato no vizinho. Pegue um novo comprimido. Bote o gato dentro do armário da cozinha e feche a porta, mantendo a cabeça do gato para o lado de fora. Abra sua boca com o auxílio de uma colher de sobremesa. Jogue o comprimido pra dentro da boca com o auxílio de um estilingue. 

10. Vá até a garagem e apanhe uma chave de fenda para colocar a porta do armário no lugar. Coloque uma compressa fria nos arranhões do seu rosto e cheque quando tomou pela última vez a vacina antitetânica. Jogue a camiseta fora e pegue outra em seu quarto. 

11. Chame o corpo de bombeiros para pegar o gato do alto da árvore do outro lado da rua. Peça desculpas ao vizinho que se machucou tentando desviar-se do gato. Pegue o último comprimido do frasco. 

12. Amarre as patas dianteiras nas traseiras com a corda do varal e prenda o gato no pé da mesa de jantar. Coloque luvas de jardinagem. Abra a boca do gato com uma chave inglesa. Coloque o comprimido seguido de um pedaço de filé mignon. Segure a cabeça dele na vertical e derrame meio copo de água para ajudá-lo a engolir o comprimido. 

13. Peça ao seu amigo para levá-lo ao pronto socorro mais próximo. Sente-se tranquilamente enquanto o médico sutura seus dedos e braços e remove partes do comprimido que ficaram encravadas no seu olho direito. Pare na primeira loja de móveis no caminho de casa e encomende uma nova mesa de jantar. 

14. Procure um veterinário que faça atendimento a domicílio.  

quarta-feira, 25 de março de 2026

A índia que amava a Lua

Muitos e muitos anos atrás, vivia Iapuna, uma jovem índia do povo Tupi. 

Ela era uma garota alegre, que gostava de passear pela floresta, de brincar com os animais, de nadar nos rios com seus irmãos. Mas, quando a noite começava a chegar, gostava de ficar sozinha, deitada na grama, admirando as estrelas, a Lua, o céu distante.

Certa noite, a Lua estava mais brilhante do que nunca. Seus raios penetravam entre as árvores da floresta e envolvia tudo com uma luz intensa, mágica. Iapuna lembrou-se então das histórias contadas pelos velhos índios da tribo sobre a Lua. Uma delas dizia que as estrelas eram jovens índias levadas ao céu pela Lua. 

‒ Ah! Como eu gostaria de ser uma das estrelas do céu! – pensou Iapuna. ‒ Poderia ficar sempre perto da Lua e abraçá-la! 

Aos poucos, esse desejo foi tomando conta de Iapuna e ela não pensava em mais nada, a não ser subir ao céu para abraçar a Lua. 

Certa noite, ela foi passear na beira de uma lagoa. Não havia vento a água estava calma, quase parada. E, bem no meio da lagoa, brilhava o reflexo da Lua cheia! 

Quando viu aquilo, Iapuna ficou enlouquecida de alegria. Era ela, a sua amada Lua que enfim chegara para levá-la ao céu! 

Sem pensar em mais nada, mergulhou e pôs-se a nadar em direção ao reflexo da Lua. Mas, quanto mais nadava, mais distante parecia estar o brilho da Lua. Iapuna foi ficando cansada. Finalmente, conseguiu se aproximar da sua amada Lua e quis abraçá-la. Mas, sem força nos braços, começou a afundar e seu corpo desapareceu nas águas da lagoa. 

Toda a aldeia chorou a morte da linda Iapuna. 

Lá no céu, a Lua, que tudo observava, ficou triste com o destino de Iapuna. E já que não pôde transformá-la em uma estrela do céu, resolveu fazer dela uma estrela das águas. Por isso, transformou-a e uma linda planta, que passou a ser chamada de vitória régia. 

É uma planta bonita e grande, que se fecha durante o dia e se abre quando a noite chega, para receber o abraço da Lua, como sempre sonhou a jovem índia Iapuna.

 

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Douglas Tufano “Histórias da terra e do céu: 

lendas indígenas do Brasil”

terça-feira, 24 de março de 2026

Era uma vez...

 

O Fogo, a Água e a Confiança entraram juntas em uma floresta e o Fogo disse: 

‒ Se eu me perder, procurem a fumaça, porque onde há fumaça, há fogo! 

A Água disse: 

‒ Se eu me perder, procurem a umidade, pois onde há umidade, há água! 

Então, a Confiança disse: 

‒ Se eu me perder, não me procurem, pois quem me perde, não irá me encontrar nunca! 

Moral da história: 

A Confiança é muito valiosa, mas uma vez perdida... Nunca mais!