sábado, 24 de dezembro de 2016

Nós Dois

Cartola

(1908-1980)

Esta música fala sobre casamento e sugestão de música para a entrada do noivo ou para a pré-cerimônia, e também para reflexão sobre a união de dois noivos...

 


Cartola, ao pedir Dona Zica em casamento, fez esta linda letra mostrando a ela a vida que teriam pela frente. Dois adultos, que já tinham sofrido dores de amor em relações passadas, poderiam ainda ser felizes e ter uma vida com muito amor pela frente.

A música foi escrita na véspera de seu casamento com ela, em 1964. Pela letra, fica evidente o desejo de Cartola de deixar bem claro como deve ser a vida do casal após o ‘altar’: “Só nós dois, apenas dois, eternamente”.

Está chegando o momento
De irmos pro altar:
Nós dois.
Mas antes da cerimônia,
Devemos pensar:
E depois?

Terminam nossas aventuras,
Chega de tanta procura,
Nenhum de nós deve ter
Mais alguma ilusão.

Devemos trocar ideias
E mudarmos de ideias,
Nós dois.
E, se assim procedermos,
Seremos felizes, depois.
Nada mais nos interessa,
Sejamos indiferentes,
Só nós dois,
Apenas dois,
Eternamente...

“Nós dois”: Esta música faz parte do terceiro álbum de estúdio do sambista, “Verde que te quero rosa”, lançado em 1977. Ela é muito tocada em cerimônias de casamento.

*Escute esta música no Google, onde a melodia, a letra e voz de Cartola se encaixam maravilhosamente.

Mas, tchê! o que é o amor?



Por vezes o gaúcho rude, despreocupado com as coisas da alma, envolvido pelo ambiente de intempéries que o cerca, acaba esquecendo o que é o amor e fica até meio sestroso em prosear do assunto.

Na verdade, isto é temporário, pois, por mais arredio a palavras e atos de carinho, porquanto tenha crescido na intensa lida, o gaúcho é por demais romântico.

E quem tinha a dolência das tardes interioranas, mas viu um mundo novo nas retinas de rapaz e saiu a buscá-lo, na força e na coragem, não pode padecer de desamor.

Quem olhou para seus pais com a mesma ternura da mãe que bombeia o filho que se vai, não tem direito de negar o afeto.

Quem retrata em seu corpo o telurismo do solo nativo, há que ser um poeta do amor!

Mas então, gaúcho, o que é o amor?

‒ Não é o ímpeto a um olhar sotreta lhe clamando “vamos que depois veremos”.

‒ Não são lonjuras quando está tão perto o braço antigo que, por só, se cansa.

‒ Não!

‒ Não é o fogo nem o beijo ardente que se apagarão logo ali na frente...

‒ O amor é sim um tropel de ânsias entre passos firmes de um andar perene.

‒ O amor é o rancho, as aves, o vento. É o sonhar de dois, é o cruzar de tempos.

‒ E... se hay quem diga que o amor falece, então não me conhece!

‒ Eu sofro a dor dos injustiçados. Isto é amor! Eu tenho o frio dos desabrigados. Isto é amor! Eu tenho apego às coisas da terra. Isto é amor! Eu vejo o brilho dos teus olhos claros. Isto é amor!

‒ O amor é... a memória moça num rosto de rugas, é humanizar um mundo desumanizado.

‒ O amor é... ouvir murmúrios do coração magoado enquanto a razão grita em altos brados.

Texto: Léo Ribeiro



Ano velho... Ano Novo



Já vem fechando a porteira
o peão, velho, cansado,
de barba branca, enrugado,
em sua lida derradeira.
A égua zaina estradeira
sente a fadiga do dono.
Na sombra de um cinamomo
desencilha e solta a campo...
E o taura, feito um santo,
dorme seu último sono!

Mas vem erguendo a poeira
na mesma trilha, um piá.
Um garnizé batará
montando uma baia ligeira.
E vem abrindo porteiras
pelos campos da querência.
Gurizote, sem paciência,
tudo que vê ele prova.
É o ciclo que se renova
no ir e vir da existência.

O Ano Velho é o peão,
o Ano Novo é o guri.
Um vai bombear, por aí,
talvez noutra encarnação.
O outro é renovação,
esperança, recomeço...
Patrão de Tudo! Agradeço
pelo ano bem vivido
e nem lhe faço pedidos
pois... O que tenho é o que mereço.

Versos de: Léo Ribeiro
Gravura de: Voldinei Gonçalves

Feliz Natal Gaudério


Numa dessas tardes, em que o sol estava se indo embora, e eu no meu matear solito, comecei a pensar. “Estamos botando mais uma marca na existência da vida”. Então, decidi que deveria mandar uma tropilha de palavras pra ti, assim, poderia dividir com meus amigos esses devaneios de saudades desse tempo que já se foi, pois já estamos no fim dessa etapa chamada de 2016.

Nisso, me lembrei dessa tal de Internetchê, achei que seria fácil, era só camperear por alguns sites e, já de pronto, acharia o que estava por campear. Me deparei com muita coisa da buena, mas nada daquilo que eu queria te dizer, pois descobri que não havia ali as palavras puras que a minha xucra alma sente para falar contigo. Por isso, vivente, te digo, com esse meu jeitão rude, que fiz tudo que pude pra te dizer o que minha alma sente. Queria ter te encontrado todos os dias, ter te dito, buenos dias, buenas tardes, buenas noites e tudo mais, mas, talvez, nos vimos tão depressa, no afazeres das nossas tarefas, que nem isso aconteceu, pois o ano recém-nasceu, e já está para acabar.

Peço ao Tropeiro do Universo, sim, Ele, que tudo pode, que nos traga sentimentos nobres, de amor e amizade. Que tenhas lembranças boas, por tudo que te aconteceu. Que o Piazito que nessa data nasceu, nos ilumine todos os dias. Que renasça a alegria, para quem a perdeu. Que se a caso não te aconteceu tudo aquilo que querias. Que não percas a alegria, o entusiasmo e a coragem, a vida é uma viagem, mas somos nós que escolhemos o caminho, espera mais um pouquinho, e tudo vai acontecer.

Tchê, um novo ano vai nascer, deposita nele tua esperança, quem espera sempre alcança, diz o velho ditado. Então, te desejo, parceiro, junto com tua gente, um Novo Ano maravilhoso, de conquistas, alegrias e realizações. Mas para que tudo te aconteça, antes, te agarra na proteção do céu, agradecendo ao Pai Soberano, pois assim a cada ano, será feliz o teu viver, e, em cada amanhecer, será como um Novo ano, Feliz Natal, Mano Velho!

(Autor desconhecido)


Poema de Natal


Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos ‒
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.

Assim será a nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos ‒
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.

Não há muito que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez, de amor
Uma prece por quem se vai ‒
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.

Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte ‒
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.

Vinicius de Moraes


sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Natal na Cidade Grande



Senhor, criastes a Virgem
moldando-a em carne judia,
e infundistes-lhe um sopro
de vossa boca invisível.

Após tanta delicadeza,
encarregastes um Anjo
de indagar-lhe se podia
Jesus nascer de seu ventre.

Com o seu consentimento,
Vosso Filho veio ao mundo,
e, em silêncio, entrou na História,
como quem entra, de noite,

numa gruta abandonada.
Porém, no escuro o poema
de repente virou Poesia,
e o que era só de um Povo

ficou herança de todos!
Adoremos esse Menino
que dorme entre o Boi e o Burro,
como um sol que oculta o rosto

atrás do sonho de um muro.
Onde dois ou mais se encontram
em seu nome, até o sozinho
para si tem um caminho.

Levemos nossa oferenda
a quem nasceu tão à margem
da vida ‒ sendo Ele a Vida ‒
que a vida que Ele traz é Eterna.

Aleluia ‒ disseram os Anjos
aos Pastores de Belém!
Peçamos-lhe: Criança Divina,
dá-nos outra infância! Amém.



(Poema inédito de Armindo Trevisan - Santa Maria, 1933)



Aquarela de Eduardo Arigony


quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Uma história de amor e lealdade



Foto de Bobby

Os cães da raça Skye Terrier são oriundos da ilha de Skye e são conhecidos por sua lealdade e companheirismo.

Bobby, um cão Skye Terrier ainda novo, era o fiel companheiro de um policial chamado John Gray. John e o cão converteram-se em amigos inseparáveis, estavam sempre juntos, especialmente à noite quando o Bobby não arredava do tapetinho ao pé da cama de John, notadamente durante a doença do seu dono, acometido de tuberculose. Esta cumplicidade perdurou até o ano de 1858, quando John morreu e foi enterrado no cemitério Greyfriars. Seu cãozinho acompanhou o féretro do seu dono até terminar seu sepultamento.


Sepultura de Jonh Gray

A partir daquele dia, durante 14 anos, diariamente, Bobby dirigiu-se ao cemitério e permaneceu ao pé da sepultura de seu dono, durante a noite. Mesmo com chuva, frio e madrugadas nevadas, o fiel cãozinho nunca deixou de ir para perto do seu dono, nem a velhice, as doenças e a visão deficiente impediram-no de visitar o lugar que sabia guardar o que restava de John. E assim foi até sua própria morte em 1872. Bobby foi encontrado morto, deitado sobre o túmulo de John.


O Túmulo de Bobby

Mas, onde ficava e o que fazia Bobby durante o dia, após a morte do seu dono? Ora, não lhe faltaram amigos e pessoas que o alimentassem, pois se tornara um cãozinho famoso e querido devido à sua amizade e lealdade à memória de John. Além disso, o Castello de Edimburgo era um dos lugares favoritos de Bobby, resultando dessa sua preferência o surgimento de uma tradição que ligou o cãozinho ao Castelo de Edimburgo: trata-se do disparo de canhão que passara a ser dado diariamente às 13 h.

Conta a lenda que um capitão de marinha visitou Edimburgo em 1860. Quando voltou a seu lar, informou que tinha visto uma cidade maravilhosa, cheia de construções e monumentos esplêndidos, onde viviam homens sábios e belas mulheres. Tinha só um problema, ninguém sabia a hora correta do dia. Tinham suficientes relógios, mas nenhum deles indicava o mesmo horário.

Em 1861, a situação foi corrigida quando os servidores públicos da cidade decidiram que fosse feito um disparo de canhão todos os dias no castelo. Desse modo, todos os cidadãos poderiam ajustar seus relógios.

Ao mesmo tempo em que esta tradição começou, Bobby ficou amigo de um soldado nos quartéis do castelo, seu nome era Scott, que apresentou a Bobby a seus amigos e todos deram as boas-vindas ao novo camarada peludo. Uma das responsabilidades do sargento Scott era a de ajudar a disparar o canhão e Bobby sempre o seguia às rampas do castelo para ser testemunha da ação.

Imediatamente após o disparo, Bobby se dirigia a um restaurante chamado “The Eating House”, onde o dono regularmente lhe dava o seu almoço.

Logo ele se converteu em uma atração diária. Uma multidão frequentemente reunia-se nas portas do cemitério ou do restaurante para esperá-lo. Bobby não perdia tempo com sua comida. Nem bem terminava, corria para o cemitério para se sentar pacientemente ao lado da sepultura de John Gray.

O cãozinho é uma parte querida da história de Edimburgo, sua coleira e seu prato são preservados na Casa Huntly, o museu dedicado à história da cidade.

Após a morte de John Gray, Bobby não tinha dono oficial. Era amado e regularmente alimentado pelas famílias e comerciantes situados ao redor do cemitério, mas ninguém tinha pago a sua licença, motivo pelo qual, mais dia menos dia, seria levado pela carrocinha.

O Sr. James Brown que cuidava do cemitério, contou como encontrou Bobby deitado sobre o túmulo, à manhã seguinte do enterro. Como era proibido a permanência de cães no cemitério, o Sr. Brown perseguia o cãozinho até tirá-lo dali, mas na manhã seguinte ele voltava. Uma e outra vez Bobby foi afugentado até que o Sr. Brown ficou com pena e permitiu que ficasse.

Ainda nos dias de clima mais horrível, Bobby não abandonava sua posição, e com frequência latia naqueles que tentavam convencê-lo de que ficasse em suas casas.

Felizmente para Bobby, o prefeito da cidade, Sir William Chambers era um amante dos cães. Como chefe do município, era um homem poderoso e quando o assunto da licença de Bobby surgiu, pediu para conhecer o cãozinho. Sir William ficou encantado com ele e decidiu pagar por sua licença indefinidamente. Ele deu uma coleira a Bobby, a que se encontra hoje no museu, e um prato de bronze com a seguinte inscrição: “Greyfriars Bobby do Prefeito, 1867, autorizado”.

A área da cidade antiga por onde Bobby perambulava e agora se encontra sepultado, tem muitos exemplos de belos monumentos dos séculos XVII e XVIII.



 A estátua de Bobby


Um ano após a morte de Bobby, a Baronesa Burdett Coutts mandou esculpir uma estátua e uma fonte para comemorar a vida de um cão devoto e a história de uma amizade que superou a morte. A estátua está a poucos passos do cemitério e atrás dela, há um pub que leva o nome do cãozinho em sua honra.
  

(Do Blog Estórias que a História não conta)


quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Pequenas histórias para pensar



Em uma região muito seca, o povo implorava por chuva. Pediram ao padre para rezar uma missa. O padre negou firmemente alegando que o povo não tinha fé. Após muita pressão da comunidade, o padre aceitou rezar a tal missa. No dia e hora marcados, todos os habitantes compareceram à igreja. Porém, antes de iniciar a missa, o padre passeou entre os fiéis e, voltando ao altar, falou:

‒ Não haverá mais missa, vocês não têm fé!

O político mais importante do local retrucou dizendo:

‒ Todos temos fé, como prova, a igreja está lotada.

Então, o padre questionou:

‒ Quem dentre vocês trouxe um guarda-chuva?!

*****

Um aluno perguntou ao mestre:

‒ Quando devo colocar em prática as coisas que aprendi?

O sábio respondeu:

‒ Ainda estou lhe ensinando. Por que essa impaciência de colocar algo em prática? Espere a hora certa.

No momento seguinte, outro aluno perguntou:

‒ Quando devo colocar em prática as coisas que aprendi?

‒ Imediatamente – respondeu o mestre.

‒ Mestre, o senhor não age com justiça – reclamou o primeiro aluno. – Meu colega sabe tanto quanto eu, e o senhor não o proibiu de agir.

‒ Um bom pai conhece a essência de seus filhos – disse o mestre. – Ele freia aquele que é ousado demais e empurra o que não sabe andar com as próprias pernas.

*****

O rabino vivia ensinando que as respostas estão dentro de nós mesmos. Mas seus fiéis insistiam em consultá-lo sobre tudo que faziam. Um dia, o rabino teve uma ideia: colocou um cartaz na porta de sua casa, e escreveu: RESPONDO CADA PERGUNTA POR CEM MOEDAS. Um comerciante resolveu pagar. Deu o dinheiro ao rabino, comentando:

‒ O senhor não acha caro cobrar por uma pergunta?

‒ Acho – disse o rabino. – E acabo de respondê-la. Se quiser mais, pague outras cem moedas. Ou procure a resposta em você mesmo, que é mais barato e mais eficaz.

A partir desse dias, nunca mais o perturbaram.

*****

Uma lenda do deserto conta a história de um homem que ia se mudar de um oásis e começou a carregar seu camelo. Colocou tapetes, os utensílios de cozinha, os baús de roupas e o camelo aguentava tudo. Quando ia saindo lembrou-se de uma linda pena azul com que seu pai o tinha presenteado. Resolveu pegá-la e a colocou em cima do camelo. Nesse momento, o animal arriou com o peso: “Meu camelo não aguentou o peso de uma pena”, deve ter pensado o homem.

*****

Conta a história que, certa vez, um sábio passeava pelo mercado quando um homem se aproximou e falou-lhe:

‒ Sei que és um grande mestre e queria o teu conselho. Hoje de manhã, meu filho me pediu dinheiro para comprar uma vaca. Devo ajudá-lo?

‒ Esta não é uma situação de emergência. Então, aguarde mais uma semana antes de atender seu filho.

‒ Mas tenho condições de ajudá-lo agora, que diferença fará esperar uma semana?

‒ Uma diferença muito grande – respondeu o mestre. – A minha experiência mostra que as pessoas só dão valor a algo quando têm a oportunidade de duvidar se irão ou não conseguir o que desejam.

*****

Um monge foi ofendido por um homem, que não acreditava em nada do que ele dizia. Entretanto, a mulher do agressor era seguidora do monge e exigiu que seu marido fosse pedir desculpas ao sábio. Contrariado, mas sem coragem de aborrecer a mulher, o homem foi até o templo e murmurou algumas palavras de arrependimento.

‒ Eu não o perdoo – disse o monge. – Volte ao trabalho.

A mulher ficou horrorizada:

‒ Meu marido se humilhou e o senhor, que se diz sábio, não foi generoso!

E o monge respondeu:

‒ Dentro de minha alma não existe rancor. Mas, se ele não está arrependido, é melhor reconhecer que tem raiva de mim. Se eu tivesse aceitado seu perdão, vamos estar criando uma falsa situação de harmonia e isso aumentaria ainda mais a raiva de seu marido.

*****

Um arqueiro caminhava pelas redondezas de um mosteiro, quando viu alguns monges no jardim bebendo e se divertindo. Não se contendo, o arqueiro falou para os monges:

‒ Como vocês são cínicos! Dizem que a disciplina é importante e ficam bebendo às escondidas!

Ouvindo isso, o monge mais velho perguntou ao arqueiro:

‒ Se você disparar cem flechas seguidas o que acontecerá com o seu arco?

‒ Meu arco se quebrará – respondeu o arqueiro.

E o monge completou:

‒ Se alguém se esforça além das próprios limites, também quebra sua vontade; quem não equilibra trabalho com descanso, perde o entusiasmo, esgota sua energia e não chega muito longe. Portanto, faz bem, também para nós, se divertir um pouco, além de trabalhar!

*****

Existe uma história antiga, muito interessante, sobre os deuses e a felicidade. Conta a história que os deuses tinham muito medo de que o ser humano fosse perfeito. Pois, se assim fosse, não precisaria mais deles. Resolveram se reunir para decidir o que fazer. O mais sábio dos deuses disse:

‒ Vamos dar ao homem tudo o que pudermos, menos o segredo da felicidade.

‒ Mas, se os homens são tão inteligentes, vão acabar descobrindo esse segredo também! – disseram os outros deuses em coro.

‒ Não, isso não vai acontecer – disse o sábio. – Vamos esconder a felicidade num lugar onde eles nunca vão achar: dentro deles mesmo.

A felicidade está dentro de cada um. É preciso que você saiba como encontrá-la. É um erro ficar procurando por ela à sua volta. A atitude é fundamental nessas horas. Se você não está fazendo o que gosta de fazer, acordar todos os dias pela manhã vai se tornar cada vez mais difícil e isso é um grande problema num mundo cada vez mais competitivo. Você precisa amar o que faz, senão, já acorda em desvantagem: Se você quer saber como foi seu passado, olhe para quem você é hoje. Se quer saber como vai ser o seu futuro, olhe para o que está fazendo hoje.