sábado, 25 de junho de 2016

Manual do nocaute





O treinador de boxe Átila “cebola” Rodrigues, um dos principais nomes do esporte no País, indicou quais são os alvos preferidos dos lutadores e os efeitos dos golpes no corpo humano.

* Há duas formas de se definir o vencedor: uma é pela contagem de golpes, aferida pelos juízes; a outra é o nocaute, quando um dos lutadores é derrubado e não consegue prosseguir no combate.

Têmpora: Um cruzado muito forte na lateral da cabeça, entre o topo da orelha e os olhos, representa risco moderado de lesão cerebral. O nocaute é quase garantido.

Queixo: É o golpe que mexe com o equilíbrio. Se bem encaixado, quase sempre leva o adversário ao chão, ainda que por pouco tempo. Um upper (de baixo para cima) muito forte no queixo pode deixar o boxeador inconsciente. Risco moderado de lesão cerebral.

Baço: O castigo repetido leva a grande perda de energia. A falta de ar debilita o atleta no decorrer da luta, embora a área não fique tão dolorida.

Estômago: O soco na área é bem menos doloroso do que no fígado, mas também é debilitante por causa da falta de ar que provoca. Dificilmente leva ao nocaute.

Nariz e olhos: Altamente vascularizados, sangram e incham com facilidade, prejudicando o desempenho do atleta. Golpes nessa área dificilmente levam ao nocaute. No boxe olímpico, a proteção usada na cabeça pelos boxeadores oferece pouca proteção. A função primordial desse equipamento é evitar os cortes na região do rosto.

Fígado: O golpe nessa região é o mais doloroso. Debilita e causa grande perda de energia. Pode levar ao nocaute, principalmente se o atleta estiver com a musculatura do abdômen relaxada.




Um comentário:

  1. Ao longo da minha vida, eu fui obrigado a encarar algumas lutas, mas era mais por sobrevivência , pra se garantir no bairro, mas o que eu não consigo entender é chamar esse tipo de luta de Esporte.

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