Há
um trend* rolando por aí de “poste você e suas versões sendo mulher”, e eu resolvi
entrar nessa também.
Eu, como mulher
Aline A. Moraes
A “única” filha rejeitada pelo genitor. Parte da estatística de certidões sem o nome do pai.
A menina de 5 meses que passou a noite com a mãe, sem ter para onde ir, dormindo em um banco da nossa famosa Redenção.
Cresci um pouco e virei a filha mais velha.
A que cuida.
A que protege.
A que assume responsabilidades cedo demais.
A que aprende, desde cedo, a tomar decisões difíceis e firmes.
Tenho tantas versões que talvez desse um livro.
Não sei se motivacional, mas, com certeza, real.
Sou muitas:
Filha de uma mulher forte, irmã, neta, sobrinha, tia, afilhada, amiga, esposa...
Sou psicóloga, escutando diariamente histórias de dor, coragem e reconstrução de outras mulheres.
Sou a mulher que ama os animais.
Que acredita na luta coletiva.
Que ocupa as ruas.
Que acredita no feminismo e na transformação social.
Ser mulher, para mim, nunca foi simples.
Ser mulher também é isso: carregar muitas histórias dentro de si e, ainda assim, seguir se reconstruindo todos os dias.
Sou potência!
*******
P.S.: Aline A. Moraes é minha querida sobrinha-neta.
NSM
* Trend é
o nome dado a um conteúdo que ganha um destaque enorme e vira uma espécie de “corrente”
nas redes sociais, sendo reproduzido por várias pessoas.

Que baita texto! Uma história que nos faz refletir!
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