domingo, 8 de março de 2026

A fibra de uma mulher

Há um trend* rolando por aí de “poste você e suas versões sendo mulher”, e eu resolvi entrar nessa também.

Eu, como mulher 

Aline A. Moraes

A “única” filha rejeitada pelo genitor. Parte da estatística de certidões sem o nome do pai. 

A menina de 5 meses que passou a noite com a mãe, sem ter para onde ir, dormindo em um banco da nossa famosa Redenção. 

Cresci um pouco e virei a filha mais velha. 

A que cuida. 

A que protege. 

A que assume responsabilidades cedo demais. 

A que aprende, desde cedo, a tomar decisões difíceis e firmes. 

Tenho tantas versões que talvez desse um livro. 

Não sei se motivacional, mas, com certeza, real. 

Sou muitas: 

Filha de uma mulher forte, irmã, neta, sobrinha, tia, afilhada, amiga, esposa... 

Sou psicóloga, escutando diariamente histórias de dor, coragem e reconstrução de outras mulheres. 

Sou a mulher que ama os animais. 

Que acredita na luta coletiva. 

Que ocupa as ruas. 

Que acredita no feminismo e na transformação social. 

Ser mulher, para mim, nunca foi simples. 

Ser mulher também é isso: carregar muitas histórias dentro de si e, ainda assim, seguir se reconstruindo todos os dias. 

Sou potência! 

******* 

P.S.: Aline A. Moraes é minha querida sobrinha-neta. 

NSM

* Trend é o nome dado a um conteúdo que ganha um destaque enorme e vira uma espécie de “corrente” nas redes sociais, sendo reproduzido por várias pessoas.

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