(...)
Esse distinto sentimento, o da compaixão, é subestimado. Poucas vezes é levado em consideração quando as pessoas vão avaliar outras pessoas. Quando você, leitor, escolheu seu cônjuge, chegou a cogitar se ele tem compaixão? Ele é capaz de sentir a dor do outro? Comove-se com a desgraça alheia? Ou para ele tanto faz? Cuidado: você estar dormindo ao lado de um psicopata.
Esse pode ser, também, um critério sábio para a escolha de políticos. O seu candidato se importa com as outras pessoas? Ele realmente se comove com a infelicidade do outro? Ou ele só quer se manter no poder e destruir seus adversários?
Compaixão. Pense nisso na próxima eleição.
(Parte de uma crônica de David Coimbra, junho de 2021)

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