domingo, 3 de julho de 2016

As musas e a pontuação



Três belas que belas são.
Querem que por minha fé,
Eu diga qual delas é
Que adora o meu coração.

Abaixo, temos uma estrofe com seis versos.
Mudando a pontuação, muda-se a musa inspiradora.

Para dizer-se que se ama Soledade, pontuar assim:

Se obedecer à razão,
Digo que amo Soledade.
Não a Rosa cuja bondade
Ser humano não teria.
Não aspiro à mão de Íria
Que não é linda beldade.

Para dizer-se que se ama Rosa, pontuar assim:

Se obedecer à razão,
Digo que amo Soledade?
Não! A Rosa cuja bondade
Ser humano não teria.
Não aspiro à mão de Íria
Que não é linda beldade.

Para dizer-se que se ama Íria, pontuar assim:

Se obedecer à razão,
Digo que amo Soledade?
Não! A Rosa cuja bondade
Ser humano não teria?
Não! Aspiro à mão de Íria
Que não é linda beldade.

Para dizer-se que não se ama nenhuma delas, pontuar assim:

Se obedecer à razão,
Digo que amo Soledade?
Não! A Rosa cuja bondade
Ser humano não teria?
Não! Aspiro à mão de Íria?
Quê! Não é linda beldade!

Duas histórias cômicas



Astúcia judaica

Há algumas décadas, após muito sonhar e batalhar por isso e graças a uma nova lei criada na ex-União Soviética, tio Boris, judeu russo, conseguiu permissão para emigrar para Israel, como estavam fazendo outros camaradas russos.
Ele se queixara muito da demora. Por fim, concordaram com sua saída.
No dia da partida, na alfândega, um oficial russo revistava as bagagens de tio Boris e, de repente, ao abrir uma delas, pergunta:
- O que é isso?
- Perdão - disse Boris - o senhor deve perguntar “Quem é este?”. Este é um busto do camarada Stalin, nosso querido timoneiro e grande dirigente do partido. Eu o levo para nunca esquecê-lo.
- É verdade - disse o oficial - ele pensava diferente dos judeus, porém lhe felicito. Passe.
Tio Boris chega a Tel Aviv e, quando revistado, o oficial israelense abre sua bagagem e pergunta:
- O que é isso?
- Perdão - disse Boris - o senhor deve perguntar “Quem é este?”. Este é o maldito ditador antissemita Stalin, por quem sofremos tantas desgraças e misérias. Trago este busto para não esquecer e ensinar aos jovens quem nos fez tanto sofrer.
- Bem senhor, acalme-se - disse-lhe o oficial - você já está em Israel. Pode passar. Sua família o espera.
Tio Boris foi recebido com grande alegria por seus irmãos e toda a família.
Fomos todos ao kibutz, onde havíamos preparado uma grande festa.
Ao lá chegar, outro sobrinho o acompanha ao quarto e ajuda-o com suas coisas. Quando tio Boris abre a valise e coloca o busto sobre sua cama, o sobrinho, espantado, pergunta:
- Quem é este?
- Perdão - disse Boris - você deve perguntar “O que é isso?”. Isto, querido sobrinho, são doze quilos de ouro puro.


Equívoco de um estudante mineiro

Um estudante mineiro foi ao Rio de Janeiro com o fim de iniciar seus estudos, deixando sua noiva em sua terra natal. Estando próximo o aniversário dela, resolveu presenteá-la.
Foi a uma casa de modas e comprou um par de luvas de camurça, na cor escura.
A balconista do estabelecimento enganou-se e lhe entregou outro embrulho, contendo uma calcinha muito sensual.
O rapaz, sem verificar o conteúdo do pacote, enviou-o a sua noiva com a seguinte carta:

“Minha querida Luci:

Beijos e abraços.

Sendo que amanhã completas anos, quis fazer-te uma surpresa, embora saiba que não gostas de usar o objeto que te envio. Muito desejaria que o recebesses quando eu estivesse junto de ti, para ajudar-te a colocá-lo e ver como ficarás com ele.

Fiquei em dúvida quanto a cor, porém a moça que me vendeu disse que é melhor uma cor escura porque não suja. Ela mesma experimentou em minha presença e achei que ficaria bem em ti.

Apenas notei que eram pouco largas na parte de baixo, mas a moça garantiu que é melhor assim, pois a mão entra mais fácil e os dedos movem-se folgadamente.

É conveniente que ponhas um pouco de talco quando a usares a fim de escorregar melhor, e quando a tirares, vire-as do outro lado para não ficarem com mau cheiro.

Sem mais o que falar, mando-te beijos e abraços do teu sempre noivo querido.”

Moral da história:

Era uma vez um noivo...


Diálogos de pais e filhos



Porque camisinha vem em pacotes de 3, 6 e 12 unidades?

Um homem caminha por uma drogaria com seu filho de dez anos.
Aconteceu de eles passarem pela seção de preservativos e o menino perguntou:
- O que é isso, pai?
O pai respondeu:
- São os chamados preservativos, filho... Os homens usam para fazer sexo seguro.
- Ah, tá..., respondeu o menino, pensativo. Sim, eu já ouvi falar disso nas aulas de educação sexual na escola.
Ele olha para a prateleira, apanha um pacote de três preservativos e pergunta:
- Por que tem três nesse pacote?
O pai responde:
- Esses são para garotos do segundo grau.
Uma para a sexta, uma para o sábado e uma para o domingo.
- Legal, diz o menino.
Agora ele pega um pacote com 6 e pergunta:
- E esses? Para que servem?
- Esses são para garotos da faculdade, o pai responde. Duas para a sexta, duas para o sábado e duas para o domingo.
- Uau! - exclamou o menino. Então quem usa estes? Perguntou o menino, apanhando um pacote com 12.
Com um suspiro, o pai responde:
- Estes são para os homens casados. Uma para Janeiro, outra para Fevereiro, outra para Março... e assim por diante, até Dezembro.

Recado ao namorado

 A filha diz ao pai:
- Papi, o meu namorado me disse umas coisas que eu não entendi... Falou que eu tenho um belo chassi, lindos air-bag e um para-choque fenomenal...
E o pai:
- Diz ao teu namorado, que se ele abrir o capô e tentar trocar o óleo do motor, eu arrebento o escapamento dele!

Certa lógica

O pai chama o filho para uma conversa:
- Filho, sua professora disse que, dos 20 alunos da classe, você é o pior.
- Ora pai podia ser pior.
- Ora como pior, garoto?
- Ué, a turma podia ter 40 alunos...

O menino não quer saber

O pai pergunta ao filho de dez anos se ele sabe como são feitos os bebês:
- Não quero saber! - responde o menino, aos prantos. - Prometa que você não vai me contar...
Confuso, o pai pergunta por que o filho não quer saber. Este, soluçando:
Quando eu tinha 6 anos, me contaram que não havia o Coelho da Páscoa, aos 7 descobri que não existia a Fada Madrinha. Aos 8 anos, me contaram que o Papai Noel é você! Se eu descobrir que os adultos também não transam, não tenho razões para viver!

Pergunta indiscreta

O menino pergunta ao pai:
- Papai, quando eu vim ao mundo, quem me deu inteligência?
- Com certeza, tua mãe, já que eu ainda tenho a minha...


sábado, 2 de julho de 2016

A marquesa saiu às cinco horas



Paul Valéry, com seu horror à vulgaridade literária, dizia-se incapaz de escrever um romance por não possuir a coragem de redigir uma frase como esta: A marquesa saiu às cinco horas.

Pois se dá que neste momento, em crise de frivolidade, fico pensando nas inúmeras maneiras de descrever um episódio tão banal. Tais como:

A marquesa talvez tenha saído às oito horas, talvez um pouco antes, talvez um pouco depois, talvez nem tenha saído. Eu pelo menos nem a vi. (Tipo mineiro)

Ninguém poderia jurar que a marquesa saiu às cinco horas. (Tipo agnóstico)

Se a marquesa saiu às cinco horas, às cinco horas, logicamente, a marquesa não devia estar em casa. (Tipo policial carioca)

Teria realmente a marquesa saído às cinco horas? (Tipo Cético)

A marquesa, ô lá lá, saiu às cinco horas! (Tipo pichador)

A marquequesa sassaiu às cicinco horas (Tipo Nervoso)

Madame, la Marquise est sortie à cinq heures. (Tipo francófilo)

A maphyeza saiu cay ac cihko gopac. (Tipo Criptografico primário)

Se a marquesa saiu às cinco horas devia estar ligada a movimentos subversivos. (DOPS)

A MARQUESA SAIU ÀS CINCO HORAS! (Manchete de vespertino)

A Marquesa deu a saída às cinco horas e cinco minutos. (Tipo Repórter esportivo)

Por que a marquesa saiu às cinco horas? (Marquês)

Se marquesa saiu às cinco horas, ninguém tem nada com isso. (Outro tipo de marquês)

A marquesa saiu at five o’ clock (Colunista social)

A marquesa saiu , sem a mudança, às cinco horas. (Dono de transporte de móveis)

A marquesa saiu às cinco horas, mas eu não fui. (Mitômano)

A marquesa por cima saiu por baixo às cinco horas por cima. (Débil mental)

A-pa marpaquepesapa sapaiupiu aspas cinpincopo hoporaspas (Pueril)

A marquesa saiu às cinco horas. Uma pouca vergonha! (Ressentido)

A Msa. saiu às 5 (Sintético)

Venho, pela presente, declarar, a quem interessar possa, que a marquesa saiu às cinco horas. (Comercial)

A marquesa saiu às cinco horas na tarde azul rumando ao Sul no barco em flor do meu amor. (Bossa nova)

A marquesa saiu às cincos horas gozando o favor do preceito constitucional que lhe assegura o direito de ir e vir. (Bacharelesco)

A marquesa tá um pavor, minha filha, saiu às cinco horas! (Uma Amiga da Marquesa)

A marquesa saiu às cinco horas como um raio de sol belo e terrível. (Augusto Frederico Schmidt)

……………………………………………………. (Henry Miller)*

A marquesa saiu às cinco horas lançando pianos na tarde. (Murilo Mendes)

A marquesa saiu às cinco horas, mas posso garantir que aqui na casa do velho Braga ela não esteve. (Rubem Braga)

Quando soube que a marquesa tinha saído às cinco horas, a macróbia de Boca do Mato me telefonou para dizer: “Essa bruaca já estava sobre a borocochô no baile da Ilha Fiscal”. (Stanislaw Ponte Preta)

A Marquesa! Saiu! Às cinco horas! Ba-ta-ta! (Nelson Rodrigues)

Eu jamais escreveria: A marquesa saiu às cinco da tarde (Paul Valéry)

A marquesinha, que gracinha, saiu às cinco horas (Vinicinho de Moraesinho)

Salve a marquesa/ real turquesa do Brasil/ do Brasil do céu de anil/que saiu às cinco horas /de reco-reco e tamborim/ ai de miiiiiiim (Escola de Samba)

Paulo Mendes Campos, O colunista do morro, 
Ed. Do Autor, 1965, pág. 59.

*Texto, provavelmente, censurado.

...E as adaptações...

A marquesa, brasileiros e brasileiras, saiu às cinco horas! (Oratório)

A marquesa saiu ás cinco horas, cinco minutos e exatos cinco segundos. (Cronométrico)

A marquesa saiu às cinco horas. Da manhã? (Dubitativo)

A Excelentíssima Senhora Marquesa deixou os seus aposentos às cinco horas da tarde. (Monárquico)

Aposto que a marquesa saiu exatamente às cinco horas. (Jogador)

A marquesa saiu às dezessete horas. (Esclarecedor)

Nunca que a marquesa saiu às cinco horas! (Do contra)

Ó, marquesa, por que saíste às cinco horas? (Angustiado)

Poxa! A marquesa saiu às cinco horas, mermão! (Carioca)

A marquesa saiu às cinco horas, mas eu juro que não tenho culpa! (Neurótico)

A marquesa, morta há dois séculos, saiu às cinco horaaaaaaaaaas. (Fantasmagórico)

A marquesa saiu às cinco horas e nunca mais voltou. (Fatalista)

A marquesa saiu às cinco horas, mas o que interessa saber é quando ela voltou. (desconfiado)

De repente, senti, no âmago de meu ser conturbado, uma voz qualquer a sussurra-me, como uma música vaga que chegasse misteriosamente na tarde, que a marquesa tinha saído às cinco horas. (Subjetivo)

A marquesa saiu aí pelas cinco horas... (Popular)

Salve a marquesa, real turquesa do Brasil do céu de anil que saiu às cinco horas de reco-reco e tamborim, ai de mim. (Escola e Samba).

A marquesa saiu às cinco horas quase nua... (Libidinoso)

Um dia – lá se vão muitos anos – a marquesa saiu às cinco horas. (Saudosista)

Nunca, na história deste país, tivemos uma marquesa que tenha saído à cinco horas! (Lula)

Marquesa saindo às cinco horas da manhã de um motel com seu criado de confiança, aproveitando a viagem do marquês? Cala te boca! (Vizinha fofoqueira)

Marquesa, com o boton do PSL, saiu às cinco horas num carro oficial gastando dinheiro público. (Veja)

Que nojo! Uma marquesa saindo às cinco horas num vestidinho chinfrim. Eu hein? (Bicha)

Uma senhora, dizendo-se marquesa, foi apanhada às cinco horas comprando pó na favela da Rocinha. (O Dia)

Uma senhora, com vestido de marquesa, às cinco horas, foi roubada no calçadão de Copacabana por pivetes do Morro do Macaco. (Extra)

Uma mulher, com roupa do século passado, falando uma linguagem aristocrática, se passando por marquesa, às cinco horas de ontem, foi presa no Centro do Rio e encaminhada ao manicômio municipal para uma sessão eletrochoque. (O Globo)

Vejam, amigos, que nos tempos atuais de igualdade social, até uma marquesa sai do seu castelo às cinco horas. (Jornal do PC do B)

A marquesa, falida por mau uso da sua herança, saiu às cinco horas para apanhar o seu cheque do Bolsa-Família. (Propaganda do Governo)

Uma marquesa, indignada, falou que às cinco horas já não tinha mais ficha para ser atendida pelo SUS. (Jornal Nacional)

Uma senhora, dizendo-se marquesa, deu entra num hospital da Baixada Fluminense com coronavírus!




Carta de Bento Gonçalves ao Regente padre Diogo Antônio Feijó


(Responsável pela administração do Brasil na menoridade de D. Pedro II)


(Bento Gonçalves da Silva: 1788 – 1849)

Porto Alegre, 20 de setembro de 1835.

Senhor: em nome do povo da Província de São Pedro do Rio Grande do Sul, depus o Presidente Braga e entreguei o governo ao substituto legal doutor Marciano Ribeiro. E em nome do Rio Grande eu lhe digo que, nesta Província extrema, afastada dos corrilhos e conveniências da Corte, dos rodapés e salamaleques, não toleramos imposições humilhantes nem insultos de qualquer espécie. O pampeiro destas paragens tempera o sangue rio-grandense de modo diferente de certa gente que por aí há.

Nós, rio-grandenses, preferimos a morte no campo áspero da batalha às humilhações nas salas blandiciosas do Paço do Rio de Janeiro. O Rio Grande é a sentinela do Brasil que olha vigilante para o Rio da Prata.  Merece, pois, mais consideração e respeito. Não pode nem deve ser oprimido por déspotas de fancaria. Exigimos que o governo imperial nos dê um presidente de nossa confiança, que olhe pelos nossos interesses, pelo nosso progresso, pela nossa dignidade, ou nos separaremos do centro e, com espada na mão, saberemos morrer com honra ou viver em liberdade.

É preciso que V. Excia. saiba, Senhor Regente, que é obra difícil, senão impossível, escravizar o Rio Grande, impondo-lhe governadores despóticos e tirânicos.  Em nome do Rio Grande, como brasileiro, eu lhe digo, Senhor Regente, reflita bem antes de responder, porque de sua resposta depende talvez o sossego do Brasil. Dela resultará a satisfação dos justos desejos de um punhado de brasileiro que defendeu contra a voracidade espanhola uma nesga fecunda de Pátria; e dela também poderá resultar uma luta sangrenta, a ruína da Província, ou formação de um novo estado dentro do Brasil.
    
Carta extraída do livro “Os Varões Assinalados”, 
de Tabajara Ruas. Editora L&PM


sexta-feira, 1 de julho de 2016

As condutas emocionais



Suas atitudes geram saúde ou doença. 

O Dr. Juan Hitzig estudou as características de alguns longevos saudáveis e concluiu que além das características biológicas, o denominador comum entre todos eles está em suas condutas e atitudes.

“Cada pensamento gera uma emoção e cada emoção mobiliza um circuito hormonal que terá impacto nos trilhões de células que formam um organismo – explica –.

As condutas “S”: → serenidade, silêncio, sabedoria, sabor, sexo, sono, sorriso, promovem secreção de Serotonina, enquanto que as condutas “R”: → ressentimento, raiva, rancor, repressão, resistências, facilitam a secreção de Cortisol, um hormônio coRRosivo para as células, que acelera o envelhecimento.

As condutas “S” geram atitudes “A”: → ânimo, amor, apreço, amizade, aproximação.

As condutas “R” pelo contrário geram atitudes “D”: → depressão, desânimo, desespero, desolação.

Aprendendo este alfabeto emocional, lograremos viver mais tempo e melhor, porque o “sangue ruim” (muito cortisol e pouca serotonina) deteriora a saúde, oportuniza as doenças e acelera o envelhecimento. O bom humor, pelo contrário, é a chave para a longevidade saudável.”

Tenha uma excelente vida! Plena de Serotonina!!!





A ética é uma coisinha relativa?



O sociólogo Peter Berger escreveu livrinho delicioso: “Introdução à Sociologia”. Um dos seus capítulos tem um título estranho e delicioso: “Como trapacear e se manter ético ao mesmo tempo”.

Estranho à primeira vista. Mas logo se percebe que, na política, é de suma importância juntar ética e trapaça. Para explicar vou contar uma historieta. Havia numa cidade dos Estados Unidos uma igreja batista. Os batistas, como se sabe, são um ramo do cristianismo muito rigoroso nos seus princípios éticos.

Havia na mesma cidade uma fábrica de cerveja que, para a igreja batista, era a vanguarda de Satanás.

O pastor não poupava a fábrica de cerveja nas suas pregações.

Aconteceu, entretanto, que, por razões pouco esclarecidas, a fábrica de cerveja fez uma doação de 500 mil dólares para a dita igreja. Foi um auê...

Os membros mais ortodoxos da igreja foram unânimes em denunciar aquela quantia como dinheiro do Diabo e que não poderia ser aceito.

Mas, passada a exaltação dos primeiros dias, acalmados os ânimos, os mais ponderados começaram a analisar os benefícios que aquele dinheiro poderia trazer: uma pintura nova para a igreja, um órgão de tubos, jardins mais bonitos, um salão social para festas.

Reuniu-se, então, a igreja em assembleia para a decisão democrática. Depois de muita discussão registrou-se a seguinte decisão no livro de atas:

“A Igreja Batista Betel resolve aceitar a oferta de 500 mil dólares feita pela Cervejaria na firme convicção de que o Diabo ficará furioso quando souber que o seu dinheiro vai ser usado para a glória de Deus.”

É isso aí...!