quarta-feira, 27 de novembro de 2024

O que ela é sua?

 

Depois ver um amigo com uma mulher num shopping, ao reencontrá-lo, o amigo faz a seguinte pergunta a ele: 

‒ Aquele moça com quem eu te vi ontem, o que ela é sua? 

‒ Ela não é nada minha. Apenas estamos juntos, temos filhos, dividimos a casa, a cama, as contas, fazemos planos, amor, realizamos projetos juntos... 

‒ Então, ela é a sua mulher! 

‒ Não. Ela é mulher, mas não é minha. É dela mesma, mas decidiu estar comigo por vontade própria. 

‒ Então é sua esposa! 

‒ Também não. “Esposa” é uma antiga definição para algemas. E ela não está presa a mim. Está comigo pelo simples desejo de estar. Não temos contratos, apenas vontades. Não temos nenhuma obrigação de permanecer juntos, o fazemos é por desejo e vontade mútua. 

‒ Isso não é perigoso? 

‒ Perigoso é uma pessoa se sentir obrigada a permanecer onde não deseja estar, fazer sexo por “dever” e sem empolgação, conviver sem amor, estar presa por interesses materiais, coerção social, familiar ou religiosa.  Estamos juntos, pois gostamos das mesmas coisas, rimos das mesmas piadas, admiramos as mesmas pessoas, temos as mesmas opções políticas e lutamos pelas mesmas causas. Tá bom pra você? 

Autoria desconhecida

A porta aberta para a liberdade

 

Um homem tinha um pássaro em casa. Sempre que estava triste ia até perto da gaiola e desabafava... sentia-se sempre melhor depois de fazer isso. 

Um dia, ao fim de longos anos de convivência, disse ao pássaro: 

‒ Meu querido amigo, tens sido um companheiro fiel na minha vida, és dos poucos que nunca me abandonaram... pede-me o que quiseres, eu dar-te-ei... 

Ao fim de algum tempo, e de forma inesperada, eis que se fez ouvir uma voz: 

‒ Se me amas, deixa sempre a porta aberta. Ao longo deste tempo já te esqueceste de fechá-la algumas vezes e eu nunca fui embora. Confesso-te que gostei de dar um passeio pelas redondezas, mas sempre voltei. Fechei sempre a porta com cuidado para que não te sentisses mal. Estou aqui e estarei sempre... mas seria tão bom que eu merecesse a tua confiança! 

‒ Tenho medo de que, se deixar a porta aberta, tu não voltes mais... 

‒ Sabes, se o fizeres é porque não sou quem merece essa tua dedicação e a tua confiança. Só com a porta sempre aberta poderás saber se te estimo ou não. Não é uma porta fechada que garante que dois corações têm o mesmo destino. Sem liberdade, não há amor, há apenas uma aparência doentia disso. Quem fica só porque tem a porta fechada ou medo do que possa acontecer depois de sair... não ama verdadeiramente. 

O homem abriu a porta ao seu amigo e nunca mais a voltou fechar... O pássaro, por vezes, voava para longe e voltava, sempre... tinha gosto em ser livre e em merecer a confiança de quem o amava. As suas asas serviam-lhe para voar, para ir e também para voltar. 

Gostava daquela casa, da gaiola, da companhia do seu amigo e da liberdade de ter o mundo inteiro. 

Uma porta aberta é sinal de amor. Quem ama não prende, não sufoca, não tira a liberdade do ser amado. 

(Do blog de Patrícia Santos)

terça-feira, 26 de novembro de 2024

Música para saber os porquês:

 

(A Praça) 

Hoje eu acordei com vontade de escrever.
Olhei atentamente os quatro tipos de porquês:
junto, separado, com acento ou sem acento,
esse é o porquê que eu não aguento.
 

É separado pra pergunta.
E com acento somente no final.
Será juntinho para resposta.
E com acento para motivo real.
 

(Autor desconhecido) 

↑

Exemplos

↓ 

1. Por que não sabes Português?

2. Não sabes Português, por quê?

3. Não sei Português, porque não tive bons professores.

4. Não tive bons professores, eis o porquê de eu não saber Português. 


Insultos eruditos de A a Z

 

Abaixo você terá uma seleção de palavras retiradas do “Dicionário Brasileiro de Insultos”, com um significado tão poderoso quanto aquele palavrão com “c” que não sai da sua boca. 

Abantesma

Assombração, figura que assusta, espectro. Pessoa cuja presença causa desconforto, repugnância. Vem do grego phántasma. 

Bonifrate

Boneco articulado e movido para representar cenas. Pessoa dócil que age comandada por outro. Fantoche. A origem do termo é nebulosa, mas parece que seja derivada do latim: bônus + frater – bom irmão. 

Concupiscente

Pessoa que tem desejo irrefreável pelo gozo. Luxurioso, lascivo. Essa ânsia pode ser por bens materiais ou pela posse sexual. Ou por ambas simultaneamente. Um concupiscente é voraz, tarado. O conhecimento exato do termo, em alguns ambientes sociais, pode transformá-lo em elogio. A palavra é latina.

Dendroclasta

Destruidor de árvores, agressor da natureza. Do grego dendron – árvore – e klatos – quebrado.

Espurco

Sujo, sórdido, torpe, que vive na espurcícia. Vale para o indivíduo que aprecia a imundície e se apresenta imundo. Usa-se, ainda, para a pessoa moralmente suja. “Nasceu e cresceu num chiqueiro moral e é tão espurco quanto o meio onde vive.” 

Futre

Do francês, froutre. Homem desprezível, vil. Pode, também, ser sinônimo de avarento. 

Grasnador

Indivíduo que fala com voz desagradável, que grasna como o corvo ou o pato. 

Histrião

No antigo teatro romano, o histrione era o comediante que representava farsas. Designa o sujeito ridículo, farsante, palhaço ou charlatão. “Foi eleito, mesmo sendo um histrião ou, talvez, por isso.” 

Intrujão

Se um sujeito que se aproxima de um grupo e finge participar de seus valores e atividades com o objetivo de enganar os seus membros e obter vantagem para si próprio está cometendo uma intrujice. “Quem iria desconfiar daquele intrujão golpista? Ele parecia o mais bonzinho de todos…” 

Jacobeu

Nome dado ao partidário de uma seita fanática que apareceu em Portugal no século 18. Acabou designando um sujeito hipócrita, falso. 

Liliputiano

Baixinho como os habitantes de Lilipute. Em “As Viagens de Gulliver”, o escritor inglês Jonathan Swift (1667-1745), descreve um país imaginário onde tudo era muito pequeno, inclusive os seus moradores. Aplica-se não apenas às pessoas de baixa estatura, mas aos que são moral e intelectualmente reduzidos. 

Misólogo

Quem tem aversão ao raciocínio, à lógica, à ciência. Do grego miséo – odiar + logos – palavra, estudo. 

Nóxio

Nocivo. 

Obnubilado

O que tem o pensamento obscuro e lento. Obnubilare, em latim, é “cobrir como nuvem”. Emprega-se no caso da incapacidade de enxergar com clareza. O obnubilado é o que está em campo escuro, sem a luminosidade necessária à visão. 

Peralvilho

Indivíduo que se veste para estar elegante e só consegue ser ridículo. É o metido a elegante sem o ser. Janota, almofadinha.

Quebra-louças

Pessoa desastrada, que provoca confusão. 

Réprobo

Perverso, malvado. Do latim, reprobu. 

Soez

Vil, reles, ordinário. 

Traga-mouros

Homem brutal, violento. 

Usurário

Usura é palavra latina para juro de capital. O usurário é o que exige juros altos pelos empréstimos feitos a quem precisa de dinheiro. Agiota.

Valdevinos

Pode ser vagabundo, um esperto que vive à custa dos outros. Ou um doidivanas, amalucado. É derivado do nome próprio Balduíno ou Valdovinos, um cavalheiro que aparece nos romances de cavalaria que, em séculos passados, tornou-se popular. O personagem transformou-se em substantivo comum. 

Xenômano

Quem tem mania por tudo que vem do exterior. É o oposto do xenófobo, que despreza o que é de fora. A xenomania leva o sujeito a gostar do ruim porque tem um rótulo estrangeiro e a menosprezar o melhor porque tem um rótulo com texto em sua própria língua. 

Zoantropo

Pessoa perturbada mentalmente que se sente transformada em um animal. Vítima de zoantropia. Do grego zôon -ser vivo + ánthropos – ser humano. 

(Do Blog Almanaque SOS)

Glórias gaúchas

 Samba enredo de 1970 

da G.R.E.S Unidos de Vila Isabel 

Martinho da Vila

Desfila a Vila novamente incrementada

E desta vez tem o Rio Grande na jogada. (bis)

Com suas glórias e tradições,

Suas histórias e seus brasões. (bis) 

Tem gaúcho lá nos Pampas que não é de brincadeira,

Estadista de renome já nos deu este Torrão.

Foi rainha da beleza a farroupilha hospitaleira,

É a terra da videira, do churrasco e chimarrão. 

Vamos cantar,

Gente do meridião,

Caminhando pela estrada

Sem espora e sem gibão. (bis) 

Toma conta do rebanho

Negrinho do pastoreio,

Sonha e canta o teu sonho

No viola o violeiro.

E o gaúcho forasteiro,

Contemplando o céu azul,

Até o Norte brasileiro

Vai cantarolando uma canção do Sul. 

Vou-me embora, vou-me embora,

Prenda minha,

Tenho muito que fazer,

Eu vou partir para bem longe,

Prenda minha,

Pro campo do bem-querer. (bis)

segunda-feira, 25 de novembro de 2024

Mesa de bar

 

É o lugar onde todos os papos da vida podem acontecer.

São muitas histórias.

Encontros que marcaram vidas…

Poemas,

Poesias,

E composições.

Tudo isso e muito mais.

 

Na mesa de bar,

Rabiscos se tornam telas,

Letras viram canções,

E amores, por vezes, se eternizam.

 

Na mesa de bar,

Conversas sobre amores não correspondidos,

Traumas ainda não superados,

Risos e choros que acalmam a alma.

 

Na mesa de bar,

Histórias passadas,

Histórias vividas,

Histórias que se eternizam nesta vida.

 

Na mesa de bar,

Entre bebidas e conversas,

De tudo um pouco se pode encontrar.

Psicólogos não podem faltar,

E os poetas, filósofos, pintores e escritores

Sempre farão morada por lá. 

Autora: Giovana Schneider

domingo, 24 de novembro de 2024

Facundo Cabral disse:

 

A vida não te tira as coisas; ela te liberta delas. Tudo o que se vai, não é perda, mas alívio, para que possas voar mais alto e alcançar a plenitude. 

Do berço ao túmulo, vivemos em uma escola. O que chamamos de problemas, na verdade, são lições disfarçadas. 

Você não perdeu ninguém. Aqueles que partiram apenas se adiantaram, porque todos seguiremos para o mesmo destino. E o mais precioso deles, o amor, permanece vivo em teu coração. 

Não existe morte, apenas transformação. E, do outro lado, te esperam almas grandiosas: Gandhi, Michelangelo, Madre Teresa, teu avô, minha mãe. Pessoas que acreditavam que a simplicidade aproxima do essencial, enquanto o excesso nos distrai e nos distancia do verdadeiro amor. 

Há tanto para se celebrar nesta breve passagem pela Terra! A neve do inverno, as flores da primavera, o sabor do chocolate, do vinho, do pão quente. As obras imortais: As Mil e Uma Noites, Dom Quixote, Pedro Páramo. A música de Mozart e Beethoven, as cores de Caravaggio e Picasso. 

E, mesmo diante das adversidades, há sempre dois caminhos, ambos bons: se fores vencido por uma doença, serás liberto do peso do corpo, essa máquina frágil e exigente. Se a venceres, serás mais humilde, mais grato, mais vivo. 

Você não está deprimido; está desocupado. Ocupe-se com o bem. Ajude uma criança, um idoso, plante uma árvore, ame sem medida. O serviço é a felicidade mais certa. Ame tanto que te tornes o próprio Amor. 

E lembra-te: o bem é maioria, mas é silencioso. Uma bomba faz barulho, mas milhões de carícias alimentam a vida todos os dias. 

Quando a vida te trouxer mil razões para chorar, mostra a ela que tens mil e uma razões para sorrir. 

Vale a pena, não é? 

(Sobre literatura?) 

* Rodolfo Henrique Cabral (Facundo Cabral), La Plata, Argentina, 22 de maio de 1937 – Assassinato na Cidade da Guatemala, Guatemala em 9 de julho de 2011) foi um compositor, cantor e escritor argentino. 

Facundo Cabral

La Plata (Argentina), 1937 – Cidade da Guatemala (Guatemala), 2011 

Por Fernanda Gdynia Morotti 

Cantor e poeta, que se tornou um ícone da música argentina. 

Nascido Rodolfo Enrique Cabral, aos nove anos fugiu de casa com um plano: encontrar o presidente Juan Domingo Perón e pedir um emprego para si próprio e para a mãe, pois viviam em situação de extrema pobreza. Dormiu na rua por dias até chegar à Casa Rosada, a sede do governo em Buenos Aires. Aproveitando um evento público com a presença de Perón, conseguiu furar o cerco da segurança e ser ouvido pelo presidente. O inusitado pedido resultou em emprego para a mãe de Facundo e para seu irmão mais velho. Aos catorze anos, sem estudo, alcoólatra, vivendo na marginalidade, foi levado para um reformatório. Ali permaneceu sob a proteção de um sacerdote jesuíta, que o ensinou a ler e a escrever, e que lhe apresentou a literatura mundial, a filosofia e a religião. 

Ao sair do reformatório, iniciou a carreira artística, tocando violão, cantando músicas folclóricas e compondo. Seu primeiro nome artístico foi El Índio Gasparino, que logo trocou por Facundo Cabral. 

Durante a ditadura, foi perseguido por ser considerado “cantor de protesto” e exilou-se no México. Fez inúmeros shows pela América espanhola e quando retornou à Argentina, em 1984, era um artista consagrado. Suas apresentações combinavam música, humor e poesia. Pacifista e livre pensador, pregava a tolerância social. Em 2006, foi nomeado Mensageiro Mundial da Paz pela Unesco e, em 2008, indicado ao Nobel da Paz. 

Em julho de 2011, depois de fazer um show na Cidade da Guatemala, Facundo aceitou uma carona de Henry Fariñas, empresário local, até o aeroporto. No trajeto, o carro em que estavam foi emboscado e alvejado por 25 tiros. Três deles mataram o cantor. Ele tinha 74 anos. O atentado teria sido encomendado por desafetos do empresário ligados ao narcotráfico.