sábado, 1 de junho de 2024

Não pare

 Walt Whitman 

(versão de Leandro Wolfson)

Não deixe que termine o dia sem haver crescido um pouco,
sem ter sido feliz, sem ter aumentado seus sonhos.
Não se deixe vencer pelo desalento.
Não abandone as ânsias de fazer de sua vida algo extraordinário.
Não deixe de acreditar que as palavras belas e as poesias,

sim, podem mudar o mundo.
Haja o que houver, nossa essência está intacta.
Somos seres cheios de paixão.
A vida é deserto e oásis.
Derruba, machuca, ensina.
Converte-nos em protagonistas de nossa própria história.
Embora o vento sopre contra, a poderosa obra continua:
Você pode aportar uma estrofe.
Não deixe nunca de sonhar,
porque, nos sonhos, o homem é livre.
Corra.
“Emito meus uivos pelos tetos deste mundo”, diz o poeta.
Valorize a beleza das coisas simples.
Pode-se fazer uma bela poesia sobre pequenas coisas,
mas não podemos remar contra nós mesmos.
Isto transforma a vida em um inferno.
Aproveite o pânico que o provoca a ter a vida por diante.
Vive intensamente, sem mediocridade.
Pense que em você está o futuro
e encare a tarefa com orgulho e sem medo.
Aprende daqueles que podem ensiná-lo.
As experiências daqueles que nos precederam, de nossos “poetas mortos”,
o ajudam a caminhar pela vida.
A sociedade de hoje somos nós: os “poetas vivos”.
Não permita que a vida passe sem que a viva...

 

Walt Whitman (31.05.819 – 26.03.1892) foi um poeta, ensaísta e jornalista estadunidense, considerado por muitos como o “pai do verso livre”. Paulo Leminski o considerava o grande poeta da Revolução americana, como Maiakovsky seria o grande poeta da Revolução russa. 

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