terça-feira, 19 de novembro de 2024

A borracha e o lápis

 

A borracha disse ao lápis: 

‒ Como estás, amigo? 

O lápis respondeu zangado: 

‒ Não sou seu amigo, odeio-a. 

Ela disse, surpreendida e triste. 

‒ Por quê? 

Ele disse: 

‒ Por que você apaga o que eu escrevo? 

Ela disse: 

‒ Eu só apago erros. 

Ele disse-lhe: 

‒ Qual é o seu negócio? 

Ela disse: 

‒ Eu sou um rascunho, e esse é o meu trabalho. 

Ele disse: 

‒ Isso não é trabalho. 

Ela disse: 

‒ Meu trabalho é tão benéfico quanto o seu. 

O lápis disse: 

‒ Você está errada e soberba, porque quem escreve é melhor do que aquele que apaga. 

Ela disse: 

‒ Remover o errado é equivalente a escrever o certo. 

O lápis ficou em silêncio por um tempo, depois disse com alguma tristeza. 

‒ Mas eu vejo você cada dia mais pequena. 

Ela disse: 

‒ Porque eu sacrifico algo de mim toda vez que eu apago um erro. 

O lápis disse com voz fraca: 

‒ Sinto-me mais baixo do que era. 

O rascunho disse, enquanto o consolava: 

‒ Não podemos beneficiar os outros, a não ser que façamos um sacrifício por eles. 

Então, a borracha olhou para o lápis com muito carinho, dizendo: 

‒ Você ainda me odeia? 

O lápis sorriu e disse: 

‒ Como posso odiá-la quando você nos trouxe sacrifício? Todos os dias você acorda, falta um dia. 

Se você não pode ser um lápis para escrever a felicidade dos outros, seja um bom rascunho para apagar suas mágoas e semear esperança e otimismo em suas almas de que o futuro é mais bonito. Agradeça sempre! 

Autoria Desconhecida

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