domingo, 5 de outubro de 2014

Humor da Escolinha



André Damasceno*, humorista gaúcho, que faz stand-up em Porto Alegre, contou no seu show como foi a sua participação na Escolinha do Professor Raimundo, de Chico Anysio, na TV Globo, onde fazia o Magro do Bonfa. Após as gravações, almoçavam juntos veteranos humoristas: Brandão Filho (o primo pobre), Agildo Ribeiro, Costinha, Grande Otelo, Walter D’Ávila, Lúcio Mauro e outros, eles realizavam um concurso de piadas a 50 reais por cabeça. Quem ganhasse levava o bolo. No primeiro concurso ganhou Agildo com o seguinte caso:

Bebendo no avião

Numa viagem longa, um passageiro, por medo de voar, pediu à aeromoça uma dose de uísque. Ainda se sentido temeroso, pediu a segunda, a terceira, a quarta...
A aeromoça o advertiu que numa altura de voo cruzeiro, os efeitos do álcool eram devastadores. Aconselhou-o a comer alguma coisa para diminuir os efeitos de bebida. O cara não quis nem conversa e insistiu no seu pedido. A moça continuou na sua advertência. Precisa comer alguma coisa!
O passageiro, só pra sacanear, disse a aeromoça: “Quero comer o rabo de um comissário de bordo. A moça saiu puta da cara e voltou com cara de 1,90 m de altura, forte pra caramba. Este pegou o passageiro inconveniente pelo braço, levando-o para o fundo da aeronave. Lá baixou as calças, empinou bem a bunda e disse ao bêbado:
- Eu não sou veado! Isso é apenas mais uma cortesia da VARIG!

Bichinha no navio

Costinha, em outra oportunidade, ganhou com um tema que ele dominava muito bem: piadas de bichinha.
Uma bichinha estava num navio, encostada numa grande mala. Veio um graduado e o advertiu:
- Senhor, não pode passageiro ficar com mala no convés.
A bichinha, cantando: “Não pode ter mala no convés, não pode ter mala no convés...”
O cara do navio:
- Senhor, é proibido mala em área perigosa:
A bichinha, cantando: “É proibido mala em área perigosa, é proibido mala em área perigosa...”
O marinheiro, já espumando de raiva:
- Se o senhor não recolher sua mala ao seu quarto, vou jogá-la no mar!
A bichinha cantando e saltitante: “Ele vai jogar a mala no mar, ele vai jogar a mala no mar...”
Depois dessa, o cara do navio pegou a mala e jogou com toda força no mar.
A bichinha, faceira e feliz, cantado mais alto ainda: “A mala não é minha, a mala não é minha...”

O ceguinho

O comediante Lúcio Mauro contou a seguinte piada e ganhou um dos concursos.
Um sujeito estava num puteiro da Lapa, quando a Lapa tinha vários prostíbulos. Foi num mictório, percebeu que, ao lado dele, estava um cego, bem dotado, fazendo calmamente o xixi. Viu a “ferramenta” do cego e disse a ele:
- Cara, com esse seu instrumento, você se daria muito bem em Copacabana. Vai lá e, na praia, vai de calção justo e deixa a mulherada notar.
No outro dia, o cego veio do subúrbio da Central, dirigindo-se a um ponto de ônibus. Perguntou ao motorista se ele passaria em Copacabana. O chofer disse que o avisaria quando chegasse lá. Muitas paradas depois, o ônibus estava chegando ao Leblon, quando o motorista se lembrou do cego e o mandou descer assim mesmo. O ceguinho foi para a praia, tirou a roupa e ficou só de calção curtinho, com aquele volume à mostra. Não deu outra, uma senhora puxou papo com ele e o convidou a ir até o seu apartamento. Lá chegando, o cego deitou e rolou com a madame.
Uma hora depois, o cego, relaxado, fumando calmamente um cigarrinho, quando a senhora ouviu passos no corredor. Gritou para o cego:
- Te veste rápido que é o meu marido!
O marido chega, e vê aquele senhor de bengala e óculos escuros, sentado no sofá da sala.
Quem é esse sujeito, mulher?
- Ah, é um pobre cego perdido que encontrei na rua. Convidei-o para tomar um chá para se acalmar.
O marido, já mais tranqüilo, pede à mulher:
- Aproveita e faz um pra mim também.
 A mulher sai e o marido ao pé do ouvido do cego:
- Ceguinho filho da puta! Eu te avisei pra ir a Copacabana!

O concurso de mímicas

André Damasceno, que fazia o Magro do Bonfa no programa, estudou livros e livros de humorismo para achar uma piada inédita, a fim de ganhar a grana do concurso. Um dia, após o almoço, ele contou uma piada adaptada do Magro do Bonfa*.
Houve um concurso internacional de mímica. O Magro do Bonfa, que fazia há dez anos cursinho para passar no vestibular, resolveu concorrer. Não se sabe como, mas ele foi, aos poucos, eliminando candidatos de vários países. Na grande final, ficaram ele e um alemão, filósofo e cientista, para o grande desafio que apontaria o campeão.
Frente a frente, o alemão e o Magro do Bonfa. O alemão mostra um pão. O magro mostra uma maçã. O alemão mostra o dedo indicador em riste; o magro mostra dois dedos. O alemão mostra três dedos. O magro mostra os três dedos fazendo um círculo. O alemão desiste e cumprimenta o Magro do Bonfa, como vencedor.
Toda a imprensa mundial vai entrevistá-lo. O alemão esclarece:
- Realmente, o brasileiro é muito sábio e inteligente. Mostrei a ele um pão como alimento básico de toda a humanidade; ele me mostrou uma maçã, indicando que havia outros alimentos importantes. Mostrei a ele o dedo indicador em riste, dizendo que só há um Deus. Ele me indicou, com dois dedos, que havia Pai e Filho. Então, mostrei a ele três dedos, indicando que havia Pai, Filho e Espírito Santo. Ele, ao me mostrar três dedos, fazendo um círculo, mostrou-me que havia três Deuses num só.
Toda a imprensa vai entrevistar o Magro do Bonfa, que esclarece:
- Não entendi porra nenhuma de como ganhei o concurso. Quando o alemão fez-me entender que me jogaria um pão, eu retruquei que jogaria nele uma maçã. Quando ele fez menção de me enfiar um dedo no meu cu, eu mostrei que lhe enfiaria dois dedos. Quando, invocado, fez-me entender que enfiar três dedos, eu, já puto da cara, disse, por mímica, que lhe enfiaria três dedos e faria uma volta no cu dele...

*André Damasceno fazia o presidente Lula no Zorra Total da Rede Globo.

*Magro do Bomfim, bairro onde há muitos judeus em Porto Alegre. 


Uma Fábula de James Thurber


A menina e o lobo


Certa tarde, um lobo grande encontrou na floresta uma menina que transportava um cesto de comida. “É para a tua avó, essa comida?”, perguntou o lobo. A menina disse que sim. Então, o lobo perguntou-lhe onde morava a avô e, depois de informado, desapareceu na floresta.

Mais tarde, ao chegar ao seu destino, a menina viu que alguém se encontrava na cama da avó, com uma touca e uma camisa de dormir.

Mal tinha fechado a porta, percebeu que era o lobo e não a avozinha que estava na cama, porque, mesmo de touca, um lobo parece-se tanto como uma avó como um leão da Metro-Goldwyn-Mayer se parece com Mussolini. Sem dizer água vai, a menina do capuchinho sacou de uma automática da sacola e atirou fogo sobre o lobo.

Moral da história:

Hoje não é fácil enganar uma menina como outrora.


James Grover Thurber, (8 de dezembro de 1894 - 2 de novembro de 1961), foi um humorista e cartunista americano. Thurber foi especialmente conhecido pelas suas contribuições (cartuns e pequenas histórias) para a revista The New Yorker. 


Conto do vigário



Dentre as várias versões sobre a origem da expressão popular “conto do vigário”, destacamos a que se segue, sem, contudo, endossá-la.

Conta-se que, em tempos já idos, um rapaz muito astuto, recém-chegado numa das nossas velhas cidades, procurou algumas pessoas de destaque na sociedade local para indagar da idoneidade moral do vigário da freguesia se podia confiar à sua guarda avultada quantia que trazia consigo, e não havia ali banco nem qualquer outro estabelecimento de confiança onde a depositar. Todos foram unânimes em atestar e até jurar que ao sacerdote se podia confiar ouro em pó. O rapaz, então, sobraçando um pacote, encaminhou-se para a igreja, fazendo-se acompanhar por alguns senhores de elevado conceito na localidade, a fim de testemunharem a entrega do dinheiro.

O vigário que de nada sabia, julgando tratar-se de simples visita, convidou-o a entrar para a sacristia, onde os dois sozinhos palestraram durante alguns minutos, tendo os acompanhantes, por cerimônia, ficado do lado de fora. Ao sair, já sem o pacote, o rapaz disse aos que o seguiram que o padre, muito gentilmente, se prontificara a guardá-lo.

Passado alguns dias, voltou o rapaz à igreja, acompanhado das mesmas pessoas, que desta vez entraram com ele na sacristia, e pediu ao reverendo a restituição do dinheiro que lhe havia dado para guardar. O vigário surpreso retrucou que não recebera dele nenhum dinheiro. Insistiu o rapaz, invocando o testemunho dos que o tinham acompanhado no dia da entrega e eram os mesmos que ali estavam agora, os quais atestaram que o viram entrar com o pacote e sair sem ele.

O padre titubeante, em face de tão inopinado caso, disse que, realmente, havia achado um pacote escondido num canto da sacristia que, por não trazer o mesmo nenhuma indicação do dono, o abrira, encontrando apenas jornais velhos, e que atribuíra ter sido ali esquecido por alguma velha beata maníaca, e por isto o tinha jogado no lixo.

Os circunstantes entreolhavam-se desconfiados, não do rapaz, porém, do vigário, e um deles, homem de posses, amigo do padre e da igreja, para evitar o escândalo que o rapaz já ameaçava fazer, prontificou-se a entrar com o dinheiro que o espertalhão alegou o pacote conter instituindo assim o que se passou a chamar de conto do vigário.

Antenor Nascentes, em A gíria brasileira, pág. 46, afirma que a expressão é de origem espanhola, conhecida sob o nome de cuento del tio.

Sem indicação de autoria. “Conto do vigário”. Jornal do Commercio. Rio de Janeiro, 27 de dezembro de 1959.


Diferença entre Engenhosidade / Inteligência

1 - UMA CANETA PARA O ESPAÇO

Quando, antes dos anos 60, a NASA iniciou o envio de astronautas para o espaço, advertiram que as suas canetas não funcionariam à gravidade zero, dado que a tinta não desceria à superfície onde se desejaria escrever. Ao fim de 6 anos de testes e investigações, que exigiu um gasto de 12 milhões de dólares, conseguiram desenvolver uma esferográfica que funcionava em gravidade zero, debaixo de água, sobre qualquer superfície incluindo vidro e num leque de temperaturas que iam  desde abaixo de zero até 300 graus centígrados.

Os Russos, por seu lado, descartaram as canetas e, simplesmente deram lápis às suas tripulações para que pudessem escrever sem problemas.

2 - O EMPACOTADOR DE SABONETES

Em 1970, um cidadão japonês enviou uma carta a uma fábrica de sabonetes de Tókio, reclamando ter adquirido uma caixa de sabonetes que, ao abri-la, estava vazia. A reclamação colocou em marcha todo um programa de gestão administrativa e  operacional; os engenheiros da fábrica receberam instruções para desenhar um  sistema que impedisse que este problema voltasse a repetir-se. Depois de muita discussão, os engenheiros chegaram ao acordo de que o problema tinha sido desencadeado na cadeia de empacotamento dos sabonetes, onde uma caixinha em movimento não foi cheia com o sabonete respectivo. Por indicação dos engenheiros desenhou-se e instalou-se uma sofisticada máquina de raios "X" com monitores de alta resolução, operada por dois trabalhadores encarregados de vigiar todas as caixas de sabonete que saíam da linha de empacotamento para que, dessa maneira  se  assegurasse de que nenhuma ficaria vazia. O custo dessa máquina superou os 250.000,00 dólares.

     Quando a máquina de raios "X" começou a falhar ao fim de cinco meses de operação nos três turnos da empresa, um trabalhador da área de empacotamento  pediu emprestado um ventilador de 50 dólares e o apontou para o final da  passadeira transportadora. À medida que as caixinhas avançavam nessa direção, as que estavam vazias saíam voando da linha de empacotamento, por estarem mais leves.

3 - O HOTELEIRO de NY

O gerente geral de uma cadeia hoteleira americana viajou pela segunda vez para Seul no lapso de um ano; ao chegar ao hotel onde devia hospedar-se foi recebido calorosamente com um "Bem-vindo novamente senhor, que bom vê-lo de volta em nosso hotel".  Duvidando de que o recepcionista tivesse tão boa memória e surpreendido pela recepção, propôs-se que - no seu retorno a Nova York - imporia igual sistema de tratamento ao cliente na cadeia hoteleira que administrava. No seu regresso convocou e reuniu todos os seus gerentes pedindo-lhes para desenvolver uma estratégia para tal pretensão. Os gerentes decidiram implementar um software de reconhecimento de rostos, base de dados atualizada dia a dia, câmaras especiais,  com um tempo de resposta em micro segundos, assim como a pertinente formação dos  empregados, etc., cujo custo aproximado seria de 2.5 milhões de dólares. O gerente geral descartou a ideia devido aos elevados custos.

Meses depois, na sua terceira viagem a Seul, tendo sido recebido da mesma maneira, ofereceu uma boa gratificação ao recepcionista para que lhe revelasse como o faziam. O recepcionista disse-lhe então: “Repare, senhor, aqui temos um acordo com os taxistas do aeroporto; durante o trajeto eles perguntam ao passageiro se já antes se hospedou neste hotel, e, se a resposta é afirmativa, eles, à chegada ao  Hotel, depositam as malas do hóspede do lado direito do balcão de atendimento. Se o cliente chega pela primeira vez, as suas malas são colocadas do lado  esquerdo. O taxista é gratificado com um dólar pelo seu trabalho.

ESTA É A DIFERENÇA ENTRE INTELIGÊNCIA E ENGENHOSIDADE.

E você quer desenvolver sua inteligência ou sua engenhosidade!


Pobreza




Humildade

Senhor, fazei com que eu aceite
minha pobreza tal como sempre foi.

Que não sinta o que não tenho.
Não lamente o que podia ter
e se perdeu por caminhos errados
e nunca mais voltou.

Dai, Senhor, que minha humildade
seja como a chuva desejada
caindo mansa,
longa noite escura
numa terra sedenta
e num telhado velho.

Que eu possa agradecer a Vós,
minha cama estreita,
minhas coisinhas pobres,
minha casa de chão,
pedras e tábuas remontadas.
E ter sempre um feixe de lenha
debaixo do meu fogão de taipa,
e acender, eu mesma,
o fogo alegre da minha casa
na manhã de um novo dia que começa.

Cora Coralina



Os Pobres

Olavo Bilac

Poema publica em Poesias Infantis


Aí vêm pelos caminhos
Descalços, de pés no chão,
Os pobres que andam sozinhos,
Implorando compaixão.

Vivem sem cama e sem teto,
Na fome e na solidão:
Pedem um pouco de afeto,
Pedem um pouco de pão.

São tímidos? São covardes?
Têm pejo? Têm confusão?
Parai quando os encontrardes,
E dá-lhes a vossa mão!

Guia-lhes os tristes passos!
Dá-lhes, sem hesitação,
O apoio de vossos braços,
Metade de vosso pão!

Não receies que, algum dia,
Vos assalte a ingratidão:
O prêmio está na alegria
Que tereis no coração.

Protegei os desgraçados,
Órfãos de toda a afeição:
E sereis abençoados
Por um pedaço de pão...




Cinco histórias interessantes


Numa aula

No Curso de Medicina, o professor dirige-se ao aluno e pergunta:
- Quantos rins nós temos?
- Quatro! - responde o aluno.
- Quatro? - replica o professor, um arrogante, daqueles que sentem prazer em gozar com os erros dos alunos.
- Tragam um fardo de palha, pois temos um burro na sala. - ordena o professor ao seu auxiliar.
- E para mim um cafezinho! - pediu o aluno.
O professor ficou furioso e expulsou-o da sala. O aluno era Aparício Torelly Aporelly (1895-1971), o 'Barão de Itararé'. Ao sair, o aluno ainda teve a audácia de corrigir o irritado mestre:
- O senhor me perguntou quantos rins 'nós temos'. 'nós' temos quatro: dois meus e dois seus. 'Nós' é uma expressão usada para o plural. Tenha um bom apetite e delicie-se com o capim.

Moral da História:

A vida exige muito mais compreensão do que conhecimento.

A roupa faz a diferença?

Sem maiores preocupações com o vestir, o médico conversava descontraído com o enfermeiro e o motorista da ambulância, quando uma senhora elegante chega e de forma ríspida, pergunta:
- Vocês sabem onde está o médico do hospital?
Com tranquilidade, o médico respondeu:
- Boa tarde, senhora! Em que posso ser útil?
Ríspida, retorquiu:
- Será que o senhor é surdo? Não ouviu que estou procurando pelo médico?
Mantendo-se calmo, contestou:
- Boa tarde, senhora! O médico sou eu, em que posso ajudá-la?
- Como?! O senhor?! Com essa roupa?!...
- Ah, Senhora! Desculpe-me! Pensei que a senhora estivesse procurando um médico e não uma vestimenta...
- Oh! Desculpe doutor! Boa tarde! É que... Vestido assim, o senhor nem parece um médico...
- Veja bem as coisas como são... - disse o médico -... as vestes parecem não dizer muitas coisas, pois quando a vi chegando, tão bem vestida, tão elegante, pensei que a senhora fosse sorrir educadamente para todos e depois daria um simpatiquíssimo “boa tarde!”; como se vê, as roupas nem sempre dizem muito...

Moral da História:

Um dos mais belos trajes da alma é a educação.

Boa resposta

Um mecânico está desmontando o cabeçote de uma moto, quando ele vê na oficina um cirurgião cardiologista muito conhecido. Ele está olhando o mecânico trabalhar. Então o mecânico para e pergunta:
- Ei, doutor, posso lhe fazer uma pergunta?
O cirurgião, um tanto surpreso, concorda e vai até a moto na qual o mecânico está trabalhando. O mecânico se levanta e começa:
- Doutor, olhe este motor. Eu abro seu coração, tiro válvulas, conserto-as, ponho-as de volta e fecho novamente, e, quando eu termino, ele volta a trabalhar como se fosse novo. Como é então, que eu ganho tão pouco e o senhor tanto, quando nosso trabalho é praticamente o mesmo?
Então, o cirurgião dá um sorriso, se inclina e fala bem baixinho para o mecânico:
- Você já tentou fazer como eu faço, com o motor funcionando?

Conclusão:

Quando a gente pensa que sabe todas as respostas, 
vem a vida e muda todas as perguntas?

Muita calma nessa hora!

Entra um senhor desesperado na farmácia e grita:
- Rápido, me dê algo para a diarreia! Urgente!
O dono da farmácia, que era novo no negócio, fica muito nervoso e lhe dá o remédio errado: um remédio para nervos. O senhor, com muita pressa, pega o remédio e vai embora.
Horas depois, chega novamente o senhor que estava com diarreia e o farmacêutico lhe diz:
- Mil desculpas, senhor. Creio que, por engano, lhe dei um medicamento para os nervos, ao invés de algum remédio para diarreia. Como o senhor está se sentindo?
O senhor responde:
- Todo cagado... mas tô calminho, calminho...

Moral da História:

Por mais desesperadora que seja a situação,
se você estiver calmo, as coisas serão vistas de outra maneira.

Problema é sério

O sujeito vai ao psiquiatra:
- Doutor - diz ele - estou com um problema: Toda vez que estou na cama, acho que tem alguém em baixo. Aí eu vou em baixo da cama e acho que tem alguém em cima. Pra baixo, pra cima, pra baixo, pra cima. Estou ficando maluco!
- Deixe-me tratar de você durante dois anos, diz o psiquiatra. Venha três vezes por semana, e eu curo este problema.
- E quanto o senhor cobra? - pergunta o paciente.
- R$ 120,00 por sessão - responde o psiquiatra.
- Bem, eu vou pensar - conclui o sujeito.
Passados seis meses, eles se encontram na rua.
- Por que você não me procurou mais? - Pergunta o psiquiatra.
- A 120 paus a consulta, três vezes por semana, durante dois anos, ia ficar caro demais, aí um sujeito, num bar, me curou por 10 reais.
- Ah é? Como? Pergunta o psiquiatra.
O sujeito responde:
- Por R$ 10,00 ele cortou os pés da cama...

Moral da História:

Muitas vezes o problema é sério, 
mas a solução pode ser muito simples!
Há uma grande diferença entre foco no problema e foco na solução.

*****

Filosofias brasileiras de humor



“Se um cara feio e pobre bate na mulher, é Maria da Penha; mas se for rico e bonito é 50 Tons de Cinza.”

“Como ser feliz em dois passos: dê dois passos até a cama e durma.”

“Vontade de ir a Paris igual ao ano passado. Ano passado eu também tive vontade, mas também não fui.”

“É tanta falsidade que, às vezes, me sinto no Paraguai.”

“Filha, se o Fábio Júnior canta a música “Alma Gêmea” e tem sete divórcios... como você ainda acredita no amor?”

“O que adianta acordar com pé direito se o coração está no lado esquerdo!”

“Você cria o cabelo com todo amor e carinho, para depois ele crescer, ficar rebelde e sai por aí armado.”

Quando um homem deve usar brinco

Um homem observou que o seu amigo, muito conservador, superfechado, pessoa reconhecidamente séria, estava usando um vistoso brinco.
- Não sabia que você gostava desse tipo de coisa, comentou.
- Não é nada de especial, é só um brinco, um objeto de adorno - replicou o amigo.
- Há quanto tempo você o usa?
- Desde a semana passada, quando a minha mulher o encontrou no meu carro e eu disse que era meu...


O banco da praça está sempre ocupada por desocupados.

O relógio é que é feliz: qualquer mulher lhe dá corda.

Pão, quanto mais quente, mais fresco.

A promissória é uma questão “de...vida”. O pagamento é de morte.

Aquele senhor meteu as contas na geladeira para congelar os preços.

Lei da Não-Contradição

Um rabino está a conduzir um julgamento na sua aldeia. Samuel levanta-se e apresenta o seu caso dizendo:
- Rabino, todo o dia Isaac atravessa as minhas terras com os carneiros dele e está estragando a minha plantação. A terra é minha! Não é justo!
O Rabino diz:
- Você está certo.
 Mas de seguida Isaac levanta-se e diz:
- Rabino, o único caminho para os meus carneiros beberem água na lagoa é pelas terras dele. Sem água, os carneiros morrem. Há séculos, todo o pastor tem o direito de atravessar as terras em torno da lagoa, de forma que eu também posso.
O Rabino diz:
- Você está certo.
A empregada de limpeza, ao ouvir isto, levanta-se e diz:
- Mas, Rabino, não dá para os dois estarem certos!
O Rabino responde:
- Você está certa!

Metapiadas

Um fanho, um anão e um papagaio entram num bar. O barman olha para eles e exclama:
- O que é isto? Uma piada?


Um homem ganha 100.000 Dólares em Las Vegas e, como não quer que ninguém saiba, leva o dinheiro num saco para casa e enterra-o no quintal. Na manhã seguinte, ele sai e encontra um buraco vazio. Depois repara em pegadas que levam à casa do seu vizinho surdo-mudo. Pede então ao professor que mora mais adiante, e conhece a linguagem de sinais, que o ajude a confrontar o vizinho. Pega então numa a arma e, acompanhado do professor, bate à porta do surdo-mudo. Quando este atende, ele mostra o revolver e diz para o professor:
- Diga-lhe que, se ele não me devolver o dinheiro, vai morrer hoje por esta pistola.
O professor passa a mensagem ao vizinho que, vendo que foi descoberto, confessa que o dinheiro está no seu próprio quintal, debaixo da cerejeira. O professor vira-se para o jogador e diz:
- Ele recusa-se a falar. Diz que prefere morrer!


A Srª Parker é convidada a fazer parte de um júri, mas pede para ser dispensada porque não acredita na pena capital. Contudo, o defensor público argumenta:
- Mas, minha senhora, não se trata de um julgamento de um assassinato. É um caso de Direito Civil. Uma mulher está a processar o seu marido porque ele perdeu numa aposta os 25.000 Dólares que tinha prometido gastar na reforma do banheiro quando do aniversário dela.
- Tudo bem, eu vou. Acho que eu estava errada em ser contra a pena capital…


Um turista no Museu de História Natural, em Portugal, deslumbrado com os esqueletos de dinossauros, pergunta a um guarda:
- Sabe-me dizer que idade tem estes ossos?
- Têm 3.000.00 milhões, mais  4 anos e 6 meses.
- É um número extremamente exato. Como consegue tanta precisão?
- Bem, os ossos de dinossauros tinham 3 milhões de anos quando comecei a trabalhar aqui.


Um serviço de emergência Americano recebe uma chamada de um caçador em pânico:
- Acabo de encontrar um corpo manchado de sangue na floresta. É um homem e acho que está morto. O que devo fazer?
- Vai ficar tudo bem, senhor. Acalme-se e siga apenas as minhas instruções. A primeira coisa a fazer é pousar o telefone e certificar-se de que ele está mesmo morto.
Segue-se um silêncio, seguido do som de um tiro.
- Tudo bem. E agora, o que eu faço?


Todas as manhãs, uma velhota portuguesa vai à varanda e grita:
- Que esta casa esteja a salvo dos tigres!
Um dia, diz uma vizinha:
- Que história é essa? Não há tigre nenhum a quilômetros e quilômetros daqui!
Ao que ela responde triunfante:
- Está a ver como funciona!

O pai caipira fala para o filho, também caipira:
Fio! Põe a sela no cavalo véio pra eu!
Ah, pai… Mas por que ocê vai com o cavalo véio?
É que eu acho que nóis tem que gastá as coisa véia primeiro!
- Intão porque o senhor não vai a pé?

- Joãozinho, me diga sinceramente, você ora antes de cada refeição?
- Não, professora, não preciso... A minha mãe é uma boa cozinheira.