segunda-feira, 5 de fevereiro de 2024

Será que vai chover hoje?

 Antônio Ermírio de Moraes

Se você ainda não sabe qual é a sua verdadeira vocação, imagine a seguinte cena: 

Você está olhando pela janela, não há nada de especial no céu, somente algumas nuvens aqui e ali... Aí, chega alguém que também não tem nada para fazer e pergunta: 

- Será que vai chover hoje? 

Se você responder “com certeza”... a sua área é Vendas. O pessoal de Vendas é o único que sempre tem certeza de tudo. 

Se a resposta for “sei lá, estou pensando em outra coisa”... Então a sua área é Marketing. O pessoal de Marketing está sempre pensando no que os outros não estão pensando. 

Se você responder “sim, há boa probabilidade”... você é da área de Engenharia: O pessoa da Engenharia está sempre disposto a transformar o universo em números. 

Se a resposta for “depende”... você nasceu para Recursos Humanos: Uma área em que qualquer fato sempre estará na dependência de outros fatos. 

Se você responder “ah, a meteorologia diz que não”... você é da área de Contabilidade. O pessoal da Contabilidade sempre confia mais nos dados no que nos próprios olhos. 

Se a resposta for “sei lá, mas por via das dúvidas eu trouxe um guarda-chuva”. Então, seu lugar é na área Financeira, que deve estar sempre bem preparada para qualquer virada de tempo. 

Agora, se você responder “não sei”... há uma boa chance que você tenha uma carreira de sucesso e acabe chegando à diretoria da empresa. 

De cada 100 pessoas, só uma tem a coragem de responder “não sei” quando não sabe. Os outros 99 sempre acham que precisam ter uma resposta pronta, seja ela qual for, para qualquer situação. 

Não sei, é sempre uma resposta que economiza o tempo de todo mundo, e pré-dispõe os envolvidos a conseguir dados mais concretos antes de tomar uma decisão. 

Parece simples, mas responder “não sei” é uma das coisas mais difíceis de se aprender na vida corporativa. 

- Por quê? 

- Eu sinceramente “não sei.” 

Fonte revista Exame

A arte e a fragilidade humana

 O acolhimento dos poetas

Os créditos da foto são meus (Pedro de Alexandre), mas quem gostar, pode compartilhar. 

Por sugestão de uma amiga que faz parte desse grupo, eu estou compartilhando essa imagem com vocês. 

Eu já compartilhei essa imagem muitas vezes, mas essa cena me traz muitas reflexões a respeito do quanto a arte é sugestiva, o quanto os poetas inspiram confiança, o quanto a leitura consola, o quanto a escuta e o acolhimento são tão importantes. 

Penso no quanto tudo isso é capaz de resgatar quem tenha saído do caminho. 

Eu fiz a foto não apenas para fotografar a estátua (em bronze) dos poetas Carlos Drummond de Andrade (em pé) e Mario Quintana (sentado), situado na Praça da Alfândega*, no Centro Histórico de Porto Alegre, mas para registrar exatamente essa cena, quando os poetas, as artes e a fragilidade humana se juntam como resistência e sobrevivência. 

******* 

* A Praça da Alfândega é um espaço público, histórico e turístico da cidade de Porto Alegre, capital do estado do Rio Grande do Sul. Situada no Centro Histórico da cidade, a praça é tombada pelo IPHAN.  

Em 14 de março de 1883, o nome foi alterado para Praça Senador Florêncio, foto abaixo, em homenagem a Florêncio Carlos de Abreu e Silva. No entanto, todos os porto-alegrenses só a chamam de Praça da Alfândega.  



A estátua dos poetas em outro ângulo

domingo, 4 de fevereiro de 2024

Concorrência é tudo...

 

O marido está em casa assistindo a um jogo de futebol, quando sua mulher sai de casa e volta logo em seguida e o interrompe. 

‒ Querido, você pode consertar meu carro? Ele parou de funcionar logo que saí da garagem...

Ele olhou para ela e respondeu com raiva: 

‒ Consertar seu carro? Você tá vendo a logomarca da Fiat na minha testa? 

Então, a esposa pergunta: 

‒ Você pode poderia consertar a porta da geladeira? Ela não está fechando direito...

E ele respondeu: 

‒ Consertar a porta da geladeira? Você tá vendo a logomarca da Brastemp na minha testa? 

‒ Tudo bem, ela disse. Então você pode, pelo menos, trocar a lâmpada da porta da frente? Ela está queimada há semanas. 

E o marido: 

‒ Trocar a lâmpada da porta da frente? Você está vendo a logomarca da Philips na minha testa? Eu não aguento mais você! Vou para o bar! 

Então, ele foi para o bar e bebeu por algumas horas. Ele começou a se sentir culpado pela forma como tratou sua esposa e decidiu voltar para casa e ajudá-la. 

Quando ele chegou em casa viu que o carro da sua mulher já estava na garagem. Ao entrar na casa, ele viu que a luz da porta de entrada já estava trocada, foi pegar uma cerveja e percebeu que a porta da geladeira havia sido consertada. 

‒ Querida ‒ ele perguntou:

‒ Como todas essas coisas foram consertadas?

Ela disse: 

‒ Bem, quando você saiu eu sentei lá fora e chorei. Então um jovem muito simpático me perguntou o que estava errado e eu lhe contei. Ele se ofereceu para consertar tudo, e tudo o que eu tinha que fazer era escolher entre ir para a cama com ele ou fazer um bolo. 

O marido disse:

‒ Então, que tipo de bolo você fez para ele, meu amor?

Ela respondeu: 

‒ Aloooôôôôô! Você tá vendo a logomarca da “Dona Benta” na minha testa?

“Marca que não dá assistência abre espaço para a concorrência!”


sábado, 3 de fevereiro de 2024

Brincadeiras com palavras

 

É muito divertido fazer brincadeiras com palavras. Elas chegam a parecer um quebra-cabeça. Algumas palavras podem ser lidas de trás para frente que ficam exatamente iguais. Vejam algumas: 

Ana
arara
oco
osso
oto
ovo
mirim
radar
ralar
reler
rever
rir

Agora experimente ler o sobrenome brasileiro de origem indígena,  ITAPATI, de trás para frente e veja o que acontece. 

Já com outras palavras, o resultado é diferente:

eva – ave
roma – amor
raul – luar
assim – missa
amar – rama
raro – orar
ralos – solar
rota ator
aroma – amora
ema – ame
lena – anel
raul – luar

Também é possível agrupar várias palavras, formando frases que podem ser lidas nos dois sentidos com o mesmo significado (repare que nessa forma, só utilizamos as letras, que algumas vezes devem ser reposicionadas.): 

apos a sopa
rir o breve verbo rir
a rara arara
roma me tem amor
eva asse e pape essa ave
socorram me subi no onibus em marrocos
ze de lima, rua laura mil e dez
erro comum ocorre
soa como caos
ela vale
e ate o papa poeta é
rola com o calor
reter e rever para prever e reter
rezo credo para poder cozer
seco de raiva, coloco no colo caviar e doces 

Do blog: Jangada Brasil

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024

Histórias de bares e bêbados

 

Um bêbado entra no bar gritando: 

‒ Alguém perdeu um maço de dinheiro preso em um elástico? 

Muita gente, no boteco, responde: 

‒ Eu! Eu! Eu! 

E ele responde: 

‒ É que eu achei o elástico. 

********** 

O cara está num bar, tarde da noite, bebendo com os amigos, quando resolve telefonar para sua casa para ver como está a sua situação com a esposa. Atende a empregada, sonolenta: 

‒ Dona Gertrudes, como está a patroa? 

‒ Não dá pra saber, senhor, pois ela está no quarto fechada... 

O patrão: 

‒ Ela a esta hora já nos braços de Morfeu*? 

A empregada: 

‒ Senhor, eu não sei se o nome do cavalheiro é Morfeu, mas posso perguntar...

 * Morfeu: Deus do sono.

********** 

Dois gêmeos entraram no bar, sentaram na frente de um bêbado. Quando o bêbado começou a esfregar os olhos sem parar, um dos gêmeos falou: 

‒ Calma, senhor. Você não bebeu demais. Somos gêmeos! 

Confuso, o bêbado falou: 

‒ Os quatro? 

********** 

Um bêbado chega na delegacia e o delegado pergunta: 

‒ Você também estava na confusão? 

O bêbado responde: 

‒ Não, senhor! 

E o delegado pergunta: 

‒ Então por que você está aqui? 

O bêbado responde: 

‒ Os policiais chegaram e gritando: “Cana pra todo mundo!”. Então eu vim... 


quinta-feira, 1 de fevereiro de 2024

O supérfluo intermediário

 

José Benedito passara a noite em claro. Estava preocupadíssimo com um compromisso financeiro inadiável. Era um título bancário, com vencimento para aquele dia, mas o pior é que ele estava sem vintém. Pela manhã, extenuado, tomou um banho, para se refazer, vestiu-se e encheu-se de coragem para ir bater à porta de seu amigo Jerônimo, milionário e bem instalado na vida, o qual bem podia desapertá-lo. 

– Vim cedo te procurar, prevalecendo-me da nossa velha amizade. E vim para tratar de um assunto muito desagradável e urgente: preciso que me emprestes, até sábado, dez mil cruzeiros*. Pode ser ou está difícil? 

– Evidentemente está difícil, mas os amigos são para sanar estas dificuldades. No momento, não tenho dez mil cruzeiros em caixa, mas te darei um cheque, que é a mesma coisa. 

Assim, rapidamente, José Benedito foi atendido, retirou-se contente e agradecido, para ir saldar imediatamente o seu débito no banco. 

Na sexta-feira, porém, Benedito estava novamente inquieto. É que ele promete devolver no sábado, a seu bom amigo Jerônimo, os dez mil cruzeiros, que lhe emprestara com tão boa vontade, e a verdade é que ele não tinha o dinheiro para devolver. E ele não podia faltar à sua palavra, nem desiludir um amigo de tantos anos, que o tinha atendido com tanta presteza e solicitude. No sábado, depois de uma noite atribulada, tomou pela manhã uma resolução heroica: foi à casa de outro amigo expondo-lhe a sua aflitiva situação e solicitando-lhe dez mil cruzeiros emprestados, impondo-se a condição de devolvê-lo até a próxima quarta-feira.  Atendido com incrível boa vontade pelo amigo, José Benedito correu como uma flecha para pagar os dez mil cruzeiros que devia a Jerônimo. 

Na quarta-feira seguinte não dispondo de numerário para resgatar a dívida que contraíra com o outro amigo, Amarildo, José Benedito teve que voltar a pedir o dinheiro a Jerônimo. Mas no sábado seguinte, para pagar a Jerônimo, teve que recorrer outra vez a Amarildo. Durante meses, José Benedito viveu nessa agonia, correndo, aos sábados, ao escritório de Amarildo para pagar a Jerônimo e, às quartas-feiras, batendo à porta de Jerônimo para liquidar a dívida com Amarildo. 

Numa festa da sociedade, numa noite, por acaso, José Benedito encontrou os dois amigos. Chamou-os à parte e revelou-lhes toda a sua tragédia: 

– Todos os sábados vou apanhar dez contos com você, Amarildo, para pagar a você, Jerônimo; e todas as quartas vou buscar dez contos com você, Jerônimo, para pagar os dez contos devidos a você, Amarildo. Trata-se, como estão vendo, de uma dívida entre vocês dois e da qual eu sou simples intermediário, sem tirar nenhum proveito. Refletindo melhor sobre este assunto, resolvi retirar-me deste negócio, livre e desembaraçado, de maneira que, daqui por diante, vocês podem continuar a fazer esses pagamentos, às quartas e sábados, sem a minha inútil intervenção. 

E dizendo isso, despediu-se afetuosamente dos amigos embasbacados para nunca mais aparecer...

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(Do livro “O Barão de Itararé apresenta o seu Almanhaque, de 1955”)

* Cruzeiros: moeda da época em que a história se passou.

ORGANIZE-SE

 

Se você abriu,

FECHE! 

Se acendeu,

APAGUE! 

Se ligou,

DESLIGUE! 

Se desarrumou,

ARRUME! 

Se sujou,

LIMPE! 

Se está usando algo,

TRATE-O COM CARINHO! 

Se quebrou,

CONSERTE! 

Se não sabe consertar,

CHAME QUEM O FAÇA! 

Para usar o que não lhe pertence,

PEÇA LICENÇA! 

Se pediu emprestado,

DEVOLVA! 

Se não sabe como funciona,

NÃO MEXA! 

É de graça,

NÃO DESPERDICE! 

Se não lhe diz respeito,

NÃO SE INTROMETA! 

Se não sabe fazer melhor,

NÃO CRITIQUE! 

Se não veio ajudar,

NÃO ATRAPALHE! 

Se prometeu,

CUMPRA! 

Se ofendeu,

DESCULPE-SE! 

Se falou,

ASSUMA! 

Seguindo estes preceitos, sua vida e a dos outros será muito melhor.

Portanto,

ORGANIZE-SE!