quinta-feira, 31 de outubro de 2024

O R T O É P I A

 

A ortoépia (do grego orthos, correto + hépos, fala) ocupa-se da boa pronúncia das palavras, no ato da fala. É fonética prática, dinâmica, e merece especial atenção no estudo da língua. 

A ortoépia preceitua: 

1) A perfeita emissão das vogais e grupos vocálicos, enunciando-os com nitidez, sem acrescentar nem omitir ou alterar fonemas, respeitando o timbre (aberto ou fechado) das vogais tônicas, tudo de acordo com as normas da fala culta. 

Exemplos: 

moleque, chover, colégio, bússola (e não: muleque, chuver, culégio, bússula);

feixe, queijo, queixa, ouro (e não: fêxe, quêjo, quêxa, ôro);

roubo, rouba, afrouxo, afrouxa (e não: róbo, róba, afróxo, afróxa);

fizestes, quisestes (e não: fizésteis, quisésteis);

caranguejo, bandeja (e não: carangueijo, bandeija);

fornos (ó), postos (ó) (e não: fôrnos, pôstos);   

infligir, mendigo (e não: inflingir, mendingo). 

2) A articulação correta e nítida dos fonemas consonantais. 

Exemplos: 

mulher, quer, comer, falar (e não: mulhé, qué, comé, falá);

mal ( e não mau nem mar);

vigésimo (zi) (e não: vigéssimo);

companhia (e não: compania);

obter, admirar, digno, decepção, ritmo (e não: obiter, adimirar, diguino, decepição, ritimo). 

Casos mais comuns de pronúncias errôneas e as pronúncias corretas 

Pronúncias errôneas

Pronúncias corretas

abissoluto, adevogado, advinhar

absoluto, advogado, adivinhar

afeiar, granjeiar, freiar, aléja

afear, granjear, frear, aleija

algoz (ó), algozes (ó), almejo (ê)

algoz (ô), algozes (ô), almejo (ê)

arrúina, circuíto, gratuíto,

arruina, circuito (cú), gratuito (tú)

bilingue (bilinghe)

bilingue (o u soa)

carramanchão, colméia (éi)

caramanchão, colmeia (êi)

degladiar, douze, dignatário

digladiar, doze (ô), dignitário

desiguinar, desiguina

designar, designa

distingüir, distingüia,

(fazendo soar o u do digrafo)

distinguir, distinguia

(sem fazer soar o u do digrafo)

espelha (é), estóra

espelha (ê) , estoura

extingüir, extingüiu

extinguir, extinguiu (ghi)

fleugma, freiada

fleuma, freada

Frustado

frustrado

Estrupo

estupro

Impecilho

empecilho

Mendingo

mendigo

nascer (naiscer)

nascer (nacer)

Óbulo

óbolo

opitar, ópito, ópita

optar, opto, opta (op-tar)

Poblema

problema

pósa (verbo pousar)

pousa

Prazeirosamente

prazerosamente

Previlégio

privilégio

própio, apropiado

próprio, apropriado

Pissicologia

psicologia (psi)

róbo, róbas, rõba, róbam

roubo, roubas, rouba, roubam

salchicha, supertição, superticioso

salsicha, superstição, supersticioso

tóxico (chi), intoxicar (chi)

tóxico (csi), intoxicar (csi)

 

Filmes que gostaríamos de ver em cartaz

 

A volta dos que não foram. 

As longas tranças de um rei careca. 

Meu tio é filho único. 

Os quatro cantos de uma sala redonda. 

Poeira em alto mar. 

Nascido em 31 de fevereiro. 

Pelado de mão no bolso. 

Os cinco cantos de uma sala escura. 

O arco-íris de uma noite chuvosa. 

A guerra dos pacifistas. 

As longas asas de um jacaré brasileiro. 

Os peixes que morreram afogados. 

Incêndio na caixa d′água. 

Se meu fusca andasse. 

A batalha naval no deserto do Saara. 

As virgens da Zona de meretrício do Mangue. 

O pinto que nasceu de cesariana. 

As grandes vitórias dos perdedores. 

Se meu saco esvaziasse.

...E o pivete levou. (minha corrente, meu celular...)

quarta-feira, 30 de outubro de 2024

A vida é uma escada

 

Certa noite, recebi um telefonema altas horas de um de um amigo querido. Ele apenas perguntou como eu estava, e, sem pensar, confessei: “Sinto-me muito sozinho...”. 

“Queres conversar?”, ele sugeriu prontamente. “Quer que eu vá até a tua casa?” 

Aceitei. Em menos de 15 minutos, ele estava batendo à minha porta. 

Passamos horas conversando. Falei sobre meu trabalho, minha família, dúvidas, problemas… e ele, sem pressa, apenas ouvia. Havia algo na sua presença que me trouxe paz, um alívio inesperado. No final da noite, ele disse: “Preciso ir agora, é hora de trabalhar”. 

“Desculpa por te manter acordado a noite toda”, eu disse, envergonhado.

Com um sorriso gentil, ele respondeu: “Não há problema, é para isso que servem os amigos”. 

Acompanhei-o até a porta, e enquanto ele se afastava, perguntei em voz alta: “Aliás, por que ligaste tão tarde ontem?” 

Ele parou, virou-se e, num tom suave, revelou: “Eu fui ao médico. Não sabia como te contar, mas… tenho câncer.” Diante do meu silêncio estupefato, ele sorriu, tentando me tranquilizar: “Falamos sobre isso outra hora, não te preocupes. Cuida de ti, sim?” 

Senti um aperto no peito ao perceber o que ele havia feito. Enquanto eu derramava meus problemas, ele carregava, silenciosamente, a dor de sua batalha. Perguntei a mim mesmo como alguém, no meio de sua própria tormenta, encontrava forças para estar ali por mim. Naquele momento, aprendi uma verdade que ecoa desde então: viver para servir não é apenas um ato de bondade, mas uma dádiva para quem a abraça. 

A vida é uma escada. Se olhares para cima, sentirás sempre o peso de quem está à frente; mas, ao olhar para baixo, verás quantos dariam tudo para estar onde estás. 

Robert Vecchioni

terça-feira, 29 de outubro de 2024

Porta de colégio

 Affonso Romano de Sant ¢Anna

Passando pela porta de um colégio, me veio uma sensação nítida de que aquilo era a porta da própria vida. Banal, direis. Mas a sensação era tocante. Por isto, parei, como se precisasse ver melhor o que via e previa. 

Primeiro há uma diferença de clima entre aquele bando de adolescentes espalhados pela calçada, sentados sobre carros, em torno de carrocinhas de doces e refrigerantes, e aqueles que transitam pela rua. Não é só o uniforme. Não é só a idade. É toda uma atmosfera, como se estivessem ainda dentro de uma redoma ou aquário, numa bolha, resguardados do mundo. Talvez não estejam. Vários já sofreram a pancada da separação dos pais. Aprenderam que a vida é também um exercício de separação. Um ou outro já transou droga, e com isto deve ter se sentido (equivocadamente) muito adulto. Mas há uma sensação de pureza angelical misturada com palpitação sexual, que se exibe nos gestos sedutores dos adolescentes. Ouvem-se gritos e risos cruzando a rua. Aqui e ali um casal de colegiais, abraçados, completamente dedicados ao beijo. Beijar em público: um dos ritos de quem assume o corpo e a idade. Treino para beijar o namorado na frente dos pais e da vida, como quem diz: também tenho desejos, veja como sei deslizar carícias. 

Onde estarão esses meninos e meninas dentro de dez ou vinte anos? 

Aquele ali, moreno, de cabelos longos corridos, que parece gostar de esportes, vai se interessar pela informática ou economia; aquela de cabelos loiros e crespos vai ser dona de butique; aquela morena de cabelos lisos quer ser médica; a gorduchinha vai acabar casando com um gerente de multinacional; aquela esguia, meio bailarina, achará um diplomata. Alguns estudarão Letras, se casarão, largarão tudo e passarão parte do dia levando filhos à praia e praça e pegando-os de novo à tardinha no colégio. Sim, aquela que ser professora de ginástica.  Mas nem todos têm certeza sobre o que serão. Na hora do vestibular resolvem. Têm tempo. É isso. Têm tempo.  Estão na porta da vida e podem brincar. 

Aquela menina morena magrinha, com aparelho nos dentes vai engordar e ouvir muitos elogios às suas pernas. Aquela de rabo-de-cavalo, dentro de dez anos se apaixonará por um homem casado.  Não saberá exatamente como tudo começou. De repente, percebeu que o estava esperando no lugar onde passava na praia. E o dia em que foi com ele ao motel pela primeira vez ficará vivo na memória. 

É desagradável, mas aquele ali dará um desfalque na empresa em que será gerente. O outro irá fazer doutorado no exterior, se casará com estrangeira, descasará, deixará lá um filho ‒ remorso constante. Às vezes lhe mandará passagens para passar o Natal com a família brasileira. 

A turma já perdeu um colega num desastre de carro. É terrível, mas provavelmente um outro ficará pelas rodovias.  Aquele que vai tocar rock vários anos até arranjar um emprego em repartição pública.  O homossexualismo despontará mais tarde naquele outro, espantosamente, logo nele que é um don Juan. Tão desinibido aquele, acabará líder comunitário e talvez político.  Daqui a dez anos os outros dirão: ele sempre teve jeito, não lembra aquela mania de reunião e diretório? Aquelas duas ali se escolherão madrinhas de seus filhos e morarão no mesmo bairro, uma casada com engenheiro da Petrobrás e outra com físico nuclear. Um dia, uma dirá a outra no telefone: tenho uma coisa para lhe contar: arranjei um amante. Aconteceu. Assim, de repente.  E o mais curioso é que continuo a gostar do meu marido. 

Se fosse haver alguma ditadura no futuro, aquele ali seria guerrilheiro. Mas esta hipótese deve ser descartada. 

Quem estará naquele avião acidentado?  Quem construirá uma linda mansão e um dia convidará a todos da turma para uma grande festa comemorativa? Ah, o primeiro aborto!  Aquela ali descobrirá os textos de Clarice Lispector e isto será uma iluminação para toda a vida.  Quantos aparecerão na primeira página do jornal? Qual será o tranqüilo comerciante e quem representará o país na ONU? 

Estou olhando aquele bando de adolescentes com evidente ternura. Pudesse passava a mão nos seus cabelos e contava-lhes as últimas histórias da carochinha antes que o lobo feroz os assaltasse na esquina. Pudesse lhes diria daqui: aproveitem enquanto estão no aquário e na redoma, enquanto estão na porta da vida e do colégio. O destino também passa por aí. E a gente pode às vezes modificá-lo.

segunda-feira, 28 de outubro de 2024

As Sete Maravilhas do Mundo Antigo

 

As Sete Maravilhas do Mundo Antigo foram uma lista de impressionantes construções criadas pelos povos antigos, celebrando a grandiosidade e o avanço técnico de suas civilizações. Essa lista, como é conhecida hoje, foi influenciada pelo filósofo e historiador grego Diodoro Sículo, que, ao documentar monumentos notáveis do mundo grego, destacou aqueles que se destacavam pela engenharia e beleza. No entanto, foi o poeta grego Antípatro de Sidon, no século II a.C., quem popularizou a lista ao escrever um poema que imortalizou essas construções como “as sete maravilhas”, um termo que se manteve ao longo dos séculos. 

Aqui estão as Sete Maravilhas do Mundo Antigo: 

1. A Grande Pirâmide de Gizé – Localizada no Egito, é a mais antiga das maravilhas e a única que permanece até hoje. Construída durante a Idade do Bronze, por volta de 2580-2560 a.C., a pirâmide de Quéops simboliza o ápice da engenharia egípcia e foi a estrutura mais alta do mundo por quase quatro milênios. 

2. Os Jardins Suspensos da Babilônia – Acredita-se que foram construídos por Nabucodonosor II para sua esposa, Amitis, que sentia saudade das montanhas de sua terra natal. Embora sua localização exata nunca tenha sido confirmada, esses jardins são descritos como uma série de terraços com plantas exuberantes. 

3. A Estátua de Zeus em Olímpia – Feita pelo escultor Fídias em meados do século V a.C., a estátua de Zeus, o principal deus do panteão grego, media cerca de 12 metros de altura e foi considerada uma obra-prima da escultura em ouro e marfim. 

4. O Templo de Ártemis em Éfeso – Dedicado à deusa grega Ártemis, esse templo localizado na cidade de Éfeso, na atual Turquia, era famoso por sua grandiosidade e foi destruído várias vezes, sendo reconstruído cada vez mais esplêndido, até sua destruição final no século V d.C. 

5. O Mausoléu de Halicarnasso – Construído como uma tumba para Mausolo, governador de Caria, e sua esposa, Artemísia II, este monumento foi uma das mais belas construções da Ásia Menor, exibindo ricos ornamentos e esculturas. Foi destruído por uma série de terremotos na Idade Média. 

6. O Colosso de Rodes – Uma estátua de bronze de aproximadamente 33 metros de altura, representando o deus Hélio, que ficava na entrada do porto de Rodes. Erguida no século III a.C., permaneceu em pé por apenas 56 anos, até ser destruída por um terremoto. 

7. O Farol de Alexandria – Construído na ilha de Faros, em Alexandria, Egito, o farol guiava os navegantes e era uma das construções mais altas de sua época, com cerca de 100 metros de altura. Foi destruído por uma série de terremotos entre os séculos XIV e XV. 

A Grande Pirâmide de Gizé é o único monumento listado por Antípatro de Sidon que remonta a idade do bronze sendo em média dois mil anos mais antiga que os demais monumentos, é única maravilha na lista que sobreviveu até os dias atuais, representa a durabilidade e a engenhosidade das construções antigas. Sua permanência até os nossos tempos a torna não só a mais antiga das maravilhas, mas também um símbolo da longevidade do conhecimento e do poder das civilizações antigas. 

Fontes: 

Clayton, Peter A., e Price, Martin J., As Sete Maravilhas do Mundo Antigo. Routledge, 1988. 

Plínio, o Velho. História Natural.


domingo, 27 de outubro de 2024

Crase - Regras

 

A palavra CRASE vem do grego “Krasis”, que quer dizer fusão, contração. Surgiu da necessidade de evitar-se um HIATO, choque das vogais aa. É sempre assinalada pelo acento grave: ( ` ).

O primeiro a é sempre preposição e pode fundir-se com:

a)   o artigo definido feminino a ( a + a = à )

Ex.: Escrevi a (preposição) a (artigo) professora. (aa = à professora) 

b)  a inicial do pronome demonstrativo aquele, aquela, aquilo

a + aquele = àquele              

a + aquela = àquela           

a + aquilo = àquilo

Ex.: Ele viajou a (preposição) aquela (pronome demonstrativo) cidade. (a+aquela = àquela cidade)

R E G R A S

A)  acentue o a quando puder substituir por:

para a - da - na - pela - com a - à moda de (à maneira de) = preposição + artigo definido

feminino: (de + a = da)

(em + a = na)    

(por + a = pela)    

Exs.:

1) Fomos à Bahia.                        =       Fomos para a Bahia.

2) Fomos à escola.                       =       Voltamos da escola.

3) Fomos à igreja.                        =       Estivemos na igreja.

4) Fomos à praça.                         =       Andamos pela praça.

5) Falamos à amiga.                     =       Falamos com a amiga.

6) Ele se veste à caipira.              =       Ele se veste a moda caipira.

B)  Nunca acentue o a quando, na substituição, só aparecerem preposições:

a - para - de - em - por = preposições (isoladas sem artigo definido).

Exs.:

1) Fomos a Brasília.  = Fomos para Brasília. Voltamos de Brasília.

2) Fomos a Porto Alegre. = Voltamos de Porto Alegre.

3) Fomos a Londres.  = Estivemos em Londres.

4) Fomos a Roma.  = Andamos por Roma.

C)  acentue o a quando for substituível por:

ao no masculino ( = combinação ); aa no feminino ( = à =contração / crase )

Exs.:

1) Fomos ao Rio. (masculino)        = Fomos à Bahia. (feminino)

2) Falei ao diretor.                          = Falei à diretora. (aa = à)

3) Fomos ao colégio.                      = Fomos à escola.

4) Dei uma bola ao menino.           = Dei uma bola à menina.

ao - masculino = (combinação) = aa = à - feminino = (contração = crase)

D)  acentue o a nas locuções femininas iniciadas por as:

Exs.              

1) Às vezes perco a paciência.                     

2) Não podemos agir às escuras.                 

3) Ela namora às escondidas.                      

4) Ele fez tudo às claras.

5) Ele anda às tontas.

6) Saiu de casa às pressas.

E)  acentue o a na marcação estática das horas do dia e das partes do dia.

Exs.:  

1) O médico atende das 15 às 17 horas.

2) Encontrar-nos-emos às 23h30min.

3) Gosto de estudar à tardinha.

4) Vou ao cinema à meia-noite.

5) Saio do trabalho à noitinha.

6) Irei ao dentista à uma hora pontualmente.

Macetes: 

Quem vai a e volta de, acento pra quê?

Vou a Brasília, volto de Brasília.

 Que vai a e volta da, crase há!

Vou à Bahia. Volta da Bahia.

 Quem fica em, fica sem:

Vou a Porto Alegre, estive em Porto Alegre.

 Quem fica na, crase há:

Vou à Paraíba, estive na Paraíba. 

Macete para verificar se antes de uma palavra ocorre ou não a crase, coloca-se o artigo definido feminino a antes da palavra, geralmente um substantivo, se aceitar o artigo, podera ocorrer a crase

A............. é  bonita. 

Se a palavra aceitar o artigo definido feminino a poderá ocorrer a crase. 

A Itália é bonita. = No ano que vem irei à Itália. Irei a a = à Itália 

Vou à Itália – Volto da Itália – Estive na Itália. 

Roma é bonita ‒ No ano que vem irei a Roma. (o a é apenas preposição) 

Vou a Roma –  Volto de Roma – Estive em Roma.

DA CRASE 

Baseada na música carnavalesca “Saca-rolha”, de Zé da Zilda, 1953

(Adaptada pelo professor Pedro Oliveira) 

Preciso me cuidar,

Não sendo feminina não vou crasear,*

Porém, se for, eu vou trocar por masculino

E, agora sim, acentuar. (Caso o a vire ao)● 

Se vou a algum lugar,

Coloco acento se artigo a ele aceitar,

Ausentes hora, moda, forma ou já usada,

Eu imagino e devo acentuar,● 

Crase vai antes de que, de, qual, em

Se lá atrás houver a troca também,

E crase em qualquer hora do dia,

Se eu trocar por meio-dia (E o a virar ao).● 

Possessivo ou nome de mulher,

Uso crase somente se eu quiser.

Àquele, àquela, àquilo com acento,

Se a este, a esta, a isto então virar.● 

      (Que barbada de acertar!) 

* Crasear é a forma incorreta de se dizer que se colocou o acento grave onde ocorreu a crase. Usa-se o acento grave ( ` ) quando tivermos a preposição + artigo definido feminino a = à. Ou quando tivermos a preposição antes da inicial do pronome demonstrativo aquele, aquela, aqueles, aquelas, aquilo. 

Dei um presente àquela menina. Dei um presente àquele menino.

sábado, 26 de outubro de 2024

Separação silábica

Regras de separaçao silábica

Separam-se: 

► hiatos ( saída = sa-í-da / saúde = sa-ú-de)

► letras iguats: rr ‒ ss  (carro = car-ro / osso = os-so) 

► sons iguais:  sc ‒ xc  (piscina = pis-ci-na / exceto = ex-ce-to)

Não se separam: 

► ditongos (vogal + semivogal: pai, colégio ou semivogal + vogal: tio, dia)

► tritongos ( semivogal + vogal + semivogal: Uruguai)

► os dígrafos: qu ‒ gu  ‒ ch ‒ lh ‒ nh 

 Observação: Só podemos ter uma vogal em cada sílaba. 

  Observação: O prefixo será separado se a palavra principal iniciar por uma vogal. 

Ex.: subunidade: su-bu-ni-da-de 

O sublinhar : prefixo não será separado se a palavra principal iniciar por uma consoante. 

Ex.: sub-li-nhar

Faça a divisão silábica das seguintes palavras:

01. seio      

33. moeda 

02. Troia   

34. feérico 

03. saúva   

35. impregnaríeis

04. olaria   

36. circunspecto 

05. ódio     

37. fricção 

06. caí       

38. leais     

07. ilhinha 

39. feitiçaria        

08. alfaiataria     

40. ossinho

09. apoio   

41. ideia    

10. existência      

42. piauiense      

11. magnólia       

43. paraguaios    

12. canoa   

44. magoado       

13. leões    

45. avião   

14. ilusório

46. averiguou      

15. auxílio 

47. possuíeis       

16. crescíamos    

48. caiais   

17. sussurro        

49. passeiozinho 

18. ignomínia      

50. frieira  

19. atuei    

51. teatrinho       

20. excelência     

52. colmeia

21. fiéis     

53. saiotezinho   

22. substância     

54. disséssemos  

23. excessivo      

55. iguaizinhos   

24. osciláveis      

56. papagaio       

25. uruguaio       

57. quaisquer      

26. Piauí    

58. burguesia      

27. adolescência  

59. rainha  

28. quinquênio    

60. quais   

29. proibido        

61. rua       

30. circuito

62. saguões

31. subalimentado        

63. realinhar       

32. saia      

64. saía