terça-feira, 26 de abril de 2016

Estatutos para 2021

por Paulo Coelho


01) Todos os homens são diferentes. E devem fazer o possível para continuar sendo.

02) A todo ser humano foram concedidas duas maneiras de agir: a ação e a contemplação. Ambos levam ao mesmo lugar.

03) A todo ser humano foram concedidas duas qualidades: o poder e o dom. O poder dirige o homem ao encontro com o seu destino; o dom o obriga a dividir com os outros o que há de melhor em si mesmo.

04) A todo ser humano foi dada uma virtude: a capacidade de escolher. Aquele que não utiliza essa virtude a transforma em uma maldição e outros escolherão por ele.

05) Todo ser humano tem direito a duas bênçãos, a saber: a bênção de acertar e a bênção de errar. No segundo caso, sempre existe um aprendizado que o conduzirá ao caminho certo.

06) Todo ser humano tem um perfil sexual próprio, e deve exercê-lo sem culpa desde que não obrigue os outros a exercê-lo com ele.

07) Todo ser humano tem uma lenda pessoal a ser cumprida e esta é a sua razão de estar neste mundo. A lenda pessoal manifesta-se por meio do entusiasmo com sua tarefa.

Parágrafo único: pode-se abandonar por certo tempo a lenda pessoal, desde que não se esqueça dela, e volte assim que for possível.

08) Todo homem tem o seu lado feminino e toda mulher tem o seu lado masculino. É necessário usar a disciplina com intuição e usar a intuição com objetividade.

09) Todo ser humano precisa conhecer mais linguagens: a linguagem da sociedade e a linguagem dos sinais. Uma serve para a comunicação com os outros. A outra serve para entender as mensagens de Deus.

10) Todo ser humano tem direito à busca da alegria, e entende-se por alegria algo que o deixa contente - não necessariamente aquilo que deixa os outros contentes.

11) Todo ser humano deve manter viva dentro de si a sagrada chama da loucura. E deve comportar-se como uma pessoa normal.

12) São considerados faltas graves apenas os seguintes itens: não respeitar o direito do próximo, deixar-se paralisar pelo medo, sentir-se culpado, achar que não merece o bem e o mal que lhe acontece na vida, e ser covarde.

Parágrafo 1: amaremos nossos inimigos, mas não faremos alianças com eles. Foram colocados no nosso caminho para testar nossa espada, e merecem o respeito de nossa luta.
Parágrafo 2: escolheremos nossos inimigos.

13) Todas as religiões levam ao mesmo Deus, e todas merecem o mesmo respeito.

Parágrafo único: um homem que escolhe uma religião, também está escolhendo uma maneira coletiva de adorar e compartilhar os mistérios. Entretanto, ele é o único responsável por suas ações no caminho e não tem o direito de transferir para a religião a responsabilidade de suas decisões.

14) Fica decretado o fim do muro que separa o sagrado do profano: a partir de agora, tudo é sagrado.

15) Tudo que é feito no presente afeta o futuro por consequência, e o passado por redenção.

16) Revogam-se as disposições em contrário. 


Língua Brasileira

Por Kledir Ramil












“Outro dia encontrei um mandinho, um guri desses que andam pela rua sem carpim, de bragueta aberta, soltando pandorga. Eu vinha de bici, descendo a lomba pra ir na lancheria comprar umas bergamotas...”.

Se você não é gaúcho, provavelmente não entendeu nada do que eu estava contando. No Rio Grande do Sul a gente chama tangerina de bergamota e carne moída de guisado. Bidê, que a maioria usa no banheiro é o nome que nós demos para a mesinha de cabeceira, que em alguns lugares chamam de criado mudo. E por aí vai. A privada nós chamamos de patente. Dizem que começou com a chegada dos primeiros vasos sanitários de louça, vindos da Inglaterra, que traziam impresso “Patent” número tal. E pegou.

Ir aos pés no RS é fazer cocô. Eu acho tri elegante, poético. “Com licença, vou aos pés e já volto”. Uma amiga carioca foi passear em Porto Alegre e precisou de um médico. A primeira coisa que ele perguntou foi: “Vais aos pés normalmente, minha filha?” Ela na mesma hora levantou e começou a fazer flexão.

O Brasil tem dessas coisas, é um país maravilhoso, com o português como língua oficial, mas cheio de dialetos diferentes.

No Rio é “E aí merrmão! CB, sangue bom! Vai rolá umach paradach”. Até eu entender que merrmão era “meu irmão” levou um tempo.

Em São Paulo eles botam um “i” a mais na frente do “n”: “ôrra, meu! Tô por deintro, mas não tô inteindeindo”. E no interiorrr falam um erre todo enrolado: “a Ferrrnanda marrrcô a porrrteira”. Dá um nó na língua. A vantagem é que a pronúncia deles no inglês é ótima.

Em Mins, quer dizer em Minas, eles engolem letras e falam Belzonte, Nossenhora e qualquer objeto é chamado de trem. Lembrei daquela história do mineirinho na plataforma da estação. Quando ouviu um apito, falou apontando as malas: “Muié, pega os trem que o bicho tá vindo”.

No nordeste é tudo meu rei, bichinho, ó xente. Pai é painho, mãe é mainha, vó é vóinha. E pra você conseguir falar com o acento típico da região, é só cantar sempre a primeira sílaba de qualquer palavra numa nota mais aguda que as seguintes. As frases são sempre em escala descendente, ao contrário do sotaque gaúcho.

Mas o lugar mais interessante de todos é Florianópolis, um paraíso sobre a terra, abençoado por Nossa Senhora do Desterro. Os nativos tradicionais, conhecidos como Manezinnhos da Ilha, têm o linguajar mais simpático da nossa Língua Brasileira. Chamam lagartixa de crocodilinho de parede. Helicóptero é avião de rosca (que deve ser lido rôchca). Carne moída é boi ralado. Se você quiser um pastel de carne precisa pedir um envelope de boi ralado. Telefone público, o popular orelhão, é conhecido como poste de prosa e a ficha de telefone é pastilha de prosa. Ovo eles chamam de semente de galinha e motel é lugar de instantinho. Dizem que vem da colonização açoriana, inclusive a pronúncia deliciosa de algumas expressões, como 'si quéisch quéisch, si não quéisch, disch'.

Se você estiver por lá, viajando de carro, e precisar de alguma informação sobre a estrada pra voltar pra casa, deve perguntar pela 'briói', como é conhecida a BR-101.

Em Porto Alegre, uma empresa tentou lançar um serviço de entrega a domicílio de comida chinesa, o Tele China. Só que um dos significados de china no RS é prostituta.

Claro que não deu certo. Imagina a confusão, um cara liga às 2 da manhã, a fim de uma loira, e recebe a sugestão de Frango Xadrez com Rolinho Primavera. Banana Caramelada!

Tudo isso é muito engraçado, mas às vezes dá problema sério. A primeira vez que minha mãe foi ao Rio de Janeiro entrou numa padaria e pediu: “Me dá um cacete!”. Cacete pra nós é pão francês. O padeiro caiu na risada, chamou-a num canto e tentou contornar a situação. Ela ingenuamente emendou: “Mas o senhor não tem pelo menos um cacetinho?”.

Cantores do Rádio

Alberto Ribeiro, Braguinha e Lamartine Babo

1936

A música “Cantores do Rádio” foi composta por Alberto Ribeiro, João de Barro, o Braguinha, e Lamartine Babo.

“Segundo o pesquisador Suetônio Soares Valença, a marcha 'Cantores do Rádio' foi composta dentro de um ônibus, depois de uma noitada em que os três haviam perdido todo o dinheiro apostado no Cassino da Urca. Entusiasmado com a canção concebida no banco de trás do lotação, o trocador teria dispensado-os dos vinténs da passagem.”

“Cantores do Rádio” representou a primeira e única vez na qual as irmãs Carmen Miranda e Aurora Miranda apareceram juntas em um filme. Elas interpretaram a canção, enorme sucesso gravado em 1936, no filme “Alô, Alô, Carnaval”.


Além de estar presente na trilha sonora do filme “Alô, Alô, Carnaval”, esteve também na trilha do filme “Quando o Carnaval Chegar”, interpretada por Chico Buarque, Maria Bethânia e Nara Leão (1972).

Cantores do Rádio

Nós somos as cantoras do rádio,
Levamos a vida a cantar.
De noite embalamos teu sono,
De manhã nós vamos te acordar.

Nós somos as cantoras do rádio,
Nossas canções, cruzando um espaço azul,
Vão reunindo,
Num grande abraço,
Corações de norte a sul.

Canto pelos espaços afora,
Vou semeando cantigas,
Dando alegria a quem chora.

Canto, pois sei
Que a minha canção
Faz estancar a tristeza que mora
No teu coração

Canto pra te ver mais contente,
Pois a ventura dos outros
É a alegria da gente.

Canto e sou feliz só assim
E agora peço que cantem
Um pouquinho pra mim

Abaixo: Carmen e Aurora Miranda







Enriqueça o seu vocabulário

Por Ricardo Salles


O sufixo → logia, de origem grega, indica que o vocabulário se refere ao estudo ou tratado de algum ramo do conhecimento. Tente identificar nas palavras abaixo o tipo de estudo a que cada uma se refere. Resposta abaixo.

01. Aracnologia:

A. (  ) estudo dos gatos;
B. (  ) estudo das cobras;
C. (  ) estudo das aranhas.

02. Bromatologia:

A. (  ) estudo de resíduo industriais;
B. (  ) tratado dos alimentos;
C. (  ) estudo de gorduras animais.

03. Carpologia:

A. (  ) estudo das carpas;
B. (  ) tratado dos frutos;
C. (  ) estudo das raízes.

04. Enologia:

A. (  ) estudo de temas relativos ao vinho;
B. (  ) estudo dos sais minerais;
C. (  ) estudo da cana-de-açúcar.

05. Entomologia:

A. (  ) estudo dos elefantes;
B. (  ) estudo dos insetos;
C. (  ) estudo das baleias.

06. Fitologia:

A. (  ) estudos dos cabelos;
B. (  ) estudo das unhas;
C. (  ) o mesmo que botânica.

07. Grafologia:

A. (  ) classificação das escritas;
B. (  ) estudo da personalidade pela escrita;
C. (  ) tratado da arte de escrever.

08. Hidrobiologia:

A. (  ) estudo da vida na terra;
B. (  ) estudo da vida na água;
C. (  ) estudo dos ventos.

09. Ictiologia:

A. (  ) estudo dos peixes;
B. (  ) estudo das borboletas;
C. (  ) estudo da digestão.

10. Litologia:

A. (  ) estudo dos rios;
B. (  ) estudos dos mares;
C. (  ) estudo das rochas.

11. Odontologia:

A. (  ) estudo do nariz;
B. (  ) estudo da respiração;
C. (  ) estudo e tratamento dos dentes.

12. Pomologia:

A. (  ) estudo das árvores frutíferas;
B. (  ) tratado das maçãs;
C. (  ) estudos dos cactos.

13. Sinologia:

A. (  ) estudo do vácuo;
B. (  ) estudo dos cães;
C. (  ) estudo de temas relativos à China.

14. Soteriologia:

A. (  ) tratado da salvação humana;
B. (  ) estudo dos pecados;
C. (  ) estudo das religiões.

15. Termologia:

A. (  ) tratado da umidade;
B. (  ) tratado do calor;
C. (  ) estudo dos tóxicos.

Respostas:

01. Aracnologia → estudo das aranhas. Arakhyne, “aranha”, a que habita a teia.

02. Bromatologia → tratado dos alimentos (do grego broma,-atos, “alimento”.

03. Carpologia → tratado dos frutos, do grego carpos, “fruto”.

04. Enologia → estudo ou temas relativos ao vinho (do grego oinos, “vinho”).

05. Entomologia → estudo dos insetos (do grego entomos, “inseto”).

06. Fitologia → mesmo que botânica (do grego phyton, “vegetal”).

07. Grafologia → estudo da personalidade pela escrita (do grego graphe, “escrita”).

08. Hidrobiologia → estudo da vida na água (do grego hydor, hydatos, “água, e bios, “vida”, e bios, "vida).

09. Ictiologia → estudo dos peixes (formado do grego ikhthys “peixe”).

10. Litologia → estudo das rochas (do grego lithos, “pedra”).

11. Odontologia → estudo e tratamento dos dentes (de odoys, odontos, “dente).

12. Pomologia → estudo das árvores frutíferas (do latim pomus, “árvore frutífera”).

13. Sinologia → estudo de temas relativos à China (do latim medieval Sina, “China”).

14. Soteriologia → tratado das salvação humana (do grego soteria, “salvação”).

15. Termologia → tratado do calor (formado do adjetivo grego thermós, “quente).

Conheça seu nível:

4 a 7 = Bom          8 a 11 = Excelente         12 a 15 = Excepcional



segunda-feira, 25 de abril de 2016

O Naturalismo

(Um resumo para professores de Literatura Brasileira)

01. Época:

→ O Naturalismo, em nossas letras, manifestou-se na segunda metade do século XIX.

02. Data que assinala o início do Naturalismo:

→ 1881 - ano da publicação de “O Mulato” de Aluísio Azevedo.

03. A que estilo se opõe o Naturalismo:

→ Combatendo o individualismo, o sentimentalismo, o subjetivismo e os valores burgueses, o Naturalismo se opõe ao Romantismo.

04. Ideias que predominavam na sociedade contemporânea ao Naturalismo:

→ O Naturalismo foi o Realismo numa medida mais radical, talvez, levando ainda mais longe o espírito científico proposto.

→ Naturalismo significa o tipo de realismo que procura explicar cientificamente a conduta e o modo de ser dos personagens por meio de fatores externos, de conduta biológica e sociológica, que condiciona a vida humana.

05. Origem do Naturalismo:

→ O Naturalismo originou-se na França, em 1867, ano que Émile Zola publicou “Therèse Raquin”, primeiro romance naturalista.

06. Principais características da prosa Naturalista:

→ por ver o ser humano submetido às mesmas leis que regem o mundo físico;

→ pelo desaparecimento das dimensões metafísicas das personagens;

→ pela importância dos instintos e da carga hereditária nas ações humanas;

→ pela crença no condicionamento social do indivíduo;

→ pela intenção “experimental” do romance;

→ pelo objetivismo e cientificismo: hereditariedade de temperamento e caracteres − determinismo do meio ambiente − determinismo do momento histórico.

07. Principal prosador brasileiro ligado ao Naturalismo:



→ ALUÍSIO Tancredo Gonçalves de AZEVEDO

→  Nasceu em São Luís do Maranhão, em 1857. Faleceu em Buenos Aires, em 1913.

08. Obras: (mais importantes e alguns comentários):

→ “O Mulato”  − 1881 − livro que denuncia os preconceitos raciais e todas as suas hipocrisias.

Obra polêmica, usa como centro da narrativa a cidade de São Luís (Maranhão). Alguns personagens são perfeitamente identificáveis em figuras proeminentes da cidade.

→ “Casa de Pensão” − 1884 − segue os esquemas da hereditariedade de caracteres e as fraquezas e corrupções dos personagens. São dadas como decorrência de uma herança sanguínea.

→ “O Cortiço” − 1890 - é a obra-prima de Aluísio de Azevedo que, nela, consegue retratar a miséria dessas habitações (cortiços). Miséria física, moral, resultado de uma sociedade que forçava em se distanciar e esquecer os seus cortiços.


Sonetos de Ezechias da Rocha*



Momento

Tudo acaba, meu filho, nesta vida:
o poder, a fortuna, a sorte dura,
a mesma glória, ainda a mais subida
e o próprio pó da fria sepultura.

Que seja sempre nobre e comedida
tua ânsia de progresso e de ventura:
Raro palmilha a Terra Prometida
o tolo visionário que a procura.

Tudo acaba, meu filho. Resta apenas,
o espírito a boiar nas trevas plenas,
ou no abismo de luz da Divindade.

Os teus problemas, pois, enquadra-os nisto:
Não te afastes jamais da lei de Cristo
e trabalha, fitando a Eternidade!

Conselho paterno

Ao preto velho, trôpego, alquebrado,
aos pobres anciãos de mão tremente,
atende-os tu, meu filho, paciente,
e nunca lhes recuses um bocado.

Além de te prostares cristãmente,
presta um preito ao lidador cansado,
um herói, bem possível, do passado,
nas lutas pela glória do presente.

Atende-os. São a própria experiência,
que, justa e sábia, quase sempre iguala
ao mesmo verbo, à luz da Providência.

Meu filho: Deus, que fala no Evangelho,
muitas vezes ao mundo também fala
pela boca de um pobre negro velho.



→ Ezechias Jerônimo da Rocha nasceu a 8 de dezembro de 1898, em Sertãozinho (hoje Major Isidoro – homenagem que os alagoanos prestaram ao velho patriarca fundador daquelas brenhas e avô do poeta). Faleceu no Rio de Janeiro em 8 de abril de 1983.

→ Fez os preparatórios no «Colégio II de Janeiro» e o curso de Medicina na Bahia. Clinicou em Maceió durante trinta anos. Foi diretor da Saúde Pública, deputado estadual e catedrático de História Natural do Colégio Estadual.

→ Foi senador federal pelo Estado de Alagoas. Publicou: «Musa Antiga» Maceió, 1947, coletânea de versos condoreu»; com que ganhou o «Prêmio Otton Bezerra de Melo», conferido pela Academia Alagoana de Letras, de que é sócio e ocupante da cadeira de Cassiano de Albuquerque; «A Vida dos Cristais», tese para a cadeira de História Natural, do Liceu Alagoano.


Homens X Mulheres = Diferenças


→ Homens têm uma média de seis itens nos banheiro: escova, pasta dental, sabonete, creme de barba, barbeador e uma toalha roubada de um hotel qualquer. As mulheres têm uma média 437 itens (lista suprimida por falta de espaço);

→ Quando uma mulher está dirigindo, e se perde, ela para num posto de gasolina e pede orientação. Homens dirigirão em círculo por horas, recusando a admitir que se perderam, e repetindo que encontraram um novo caminho para chegar ao destino.

→ No vestiário masculino, as conversas giram sobre dinheiro, futebol e mulheres. Sobre dinheiro, os homens exageram, de futebol eles não entendem a metade do que pensam entender, e sobre sexo inventam histórias. Já as mulheres falam só sobre sexo. E não mentem;

→ Mulheres amam os gatos. Os homens dizem que gostam de gatos, mas quando as mulheres não estão olhando, chutam os bichanos;

→ Quando uma relação termina, a mulher chora, abre o coração para as amigas, escreve um poema chamado “Todos os homens são idiotas” e vai em frente. O homem fingirá que está tudo bem, mas seis meses depois telefonará à ex-namorada às três da manhã bêbado, dizendo que ela arruinou sua vida, que a odeia, mas quer sempre haverá uma segunda oportunidade;

→ Quando o homem diz que está pronto para sair, ele está pronto para sair. Quando a mulher diz que está pronta para sair, está dizendo que isto acontecerá quando terminar a maquiagem, quando terminar de se vestir, quando tiver colocado os brincos;

→ Mulheres são sentimentais, enquanto homens só aceitam jantar à luz de velas em caso de apagão;

→ Até arranjar um marido, a mulher se preocupa com o futuro. O homem só começa a se preocupar com o futuro quando arranja uma esposa;

→ Uma mulher casa com um homem, esperando que ele mude, mas ele não muda. Um homem casa com uma mulher esperando que ela não mude, mas ela muda.


(Do livro “A língua de três pontas”, de Moacyr Scliar)


Moacyr Jaime Scliar (Porto Alegre, 23 de março de 1937 – Porto Alegre, 27 de fevereiro de 2011) foi um escritor brasileiro. Formado em medicina, trabalhou como médico especialista em saúde pública e professor universitário. Sua prolífica obra consiste de contos, romances, ensaios e literatura infanto-juvenil. Também ficou conhecido por suas crônicas nos principais jornais do país.