terça-feira, 17 de dezembro de 2024

A velhinha e o taxista

 

Era tarde da noite, quando o taxista recebeu o chamado. Dirigiu-se para a rua e número indicados. 

Tratava-se de um prédio simples, com uma única luz acesa no andar térreo. 

Ele pensou logo em buzinar e aguardar. Mas também pensou que alguém que chamasse o táxi tão tarde, poderia estar com alguma dificuldade. 

Por isso, saiu do carro, foi até a porta e tocou a campainha. Ele ouviu som como de algo se arrastando, uma voz débil dizer: 

‒ Estou indo. Um momento, por favor. 

Uma senhora idosa, pequena, franzina, com um vestido estampado, abriu a porta. Equilibrava-se em uma bengala, e, na outra mão, trazia uma pequena valise. 

Ele olhou para dentro e percebeu que todos os móveis estavam cobertos com lençóis. 

‒ Pode me ajudar com a mala? ‒ Disse a senhora. 

Ele apanhou a mala e ajudou a passageira a entrar no táxi. Ela forneceu o endereço e pediu: 

‒ Podemos ir pelo centro da cidade? 

‒ Mas o caminho que a senhora sugere é o mais longo, observou o taxista. 

‒ Não tem importância, afirmou ela, resoluta. Não tenho pressa. Desejo olhar a cidade, pela última vez. Estou indo para um asilo, porque não tenho mais família e o médico me disse que morrerei em breve. 

O taxista, que começara a dar partida, desligou o taxímetro sutilmente. Olhou para trás, fixou-a nos olhos e perguntou: 

‒ Aonde mesmo a senhora gostaria de ir? 

E ele a levou até um prédio, na área central da cidade. Ela mostrou o edifício onde fora ascensorista, quando era ainda mocinha. Depois, foram a um bairro onde ela morou, recém-casada, com seu marido. Apontou, mais adiante, o clube onde dançou, com seu amor, muitas vezes. 

De vez em quando, ela pedia que ele fosse mais devagar ou parasse em frente a algum edifício. Parecia olhar na escuridão, no vazio. Suspirava e olhava. 

Assim, as horas passaram e ela manifestou cansaço: 

‒ Por favor, agora estou pronta. Vamos para o asilo. 

Era uma casa cercada de arvoredo e, apesar do horário, ela foi recepcionada, de forma cordial, por dois atendentes. 

Logo em seguida, já numa cadeira de rodas, ela se despediu do taxista. 

‒ Quanto lhe devo? 

‒ Nada, disse ele. É uma cortesia. 

‒ Você tem que ganhar a vida, meu rapaz! 

‒ Há outros passageiros, senhora, respondeu ele sorrindo. 

E, sensibilizado, inclinou-se e a envolveu em um abraço afetuoso. Ela retribuiu com um beijo e palavras de gratidão:                                            

‒ Você deu a esta velhinha um grande presente. Deus o abençoe, meu filho! 

Naquela madrugada, o taxista resolveu não mais trabalhar. Ficou a cismar: E se ele, como muitos, apenas tivesse tocado a buzina duas ou três vezes e ido embora? E se tivesse recusado a corrida, pelo adiantado da hora? E se tivesse querido encerrar o turno, de forma apressada, para ir para casa? Deu-se conta da riqueza que é ser gentil, dedicar-se a alguém com carinho. 

Dois dias depois, retornou à casa de repouso. Desejava saber como estava a sua passageira. 

Ela havia morrido, na noite anterior... 

(Texto de autor desconhecido)

Você

 (Homem ou Mulher)

 ainda se...

- Lembra quando o Ronnie Von jogava a franja de lado cantando "Meu Bem"?

- Lembra quem cantava "Pare de tomar a pílula"? E quem pedia ao "Senhor Juiz: Pare agora!"?

- Assistia a "Perdidos no Espaço" aos domingos? "Túnel do Tempo"? "Terra de Gigantes"?

- Sabia de cor a música de Bat Masterson?
- Se divertia com os SOC, POW, CRASH do Batman e Robin?
- Sabe quem foi Phantomas?
- Sabe quem foi Teddy Boy Marino?
- Foi fã do Jô Soares desde a Família Trapo?
- Assistiu a Direito de Nascer na TV Tupi? E na rádio Tupi?
- Assistiu a qualquer programa da TV Tupi?
- E da TV Excelsior?
- Assistia ao Repórter Esso?
- Assistiu à Copa do Mundo de 1970 em preto e branco ou colorido?
- Lembra da escalação da seleção?
- Assistia ao Toppo Giggio?
- Lembra do anúncio das Casas Pernambucanas?
- Lembra da Dorinha Duval no Sítio do Pica-pau Amarelo?
- Assistia à Vila Sésamo?
- Assistia ao Almoço com as Estrelas do Aírton e Lolita Rodrigues?
- Sabe quem foi Corey Baker?
- Sabe quem foi Jonhnny Weismuller?

- Lembra o nome da moça que saía de dentro de uma banana no Planeta dos Homens?

- E o programa Time Square, assistiu?
- Assistiu ao programa humorístico “Balança, mas não cai”, pela Rádio Nacional?
- Assistiu ao Vigilante Rodoviário?
- Sabe quem foi Dr. Bellows?
- Assistiu aos filmes do Oscarito e Grande Otelo nas matinês de sábado?
- Ouvia Rita Pavone?
- Assistiu ao filme “Cangaceiros” no cinema?
- Cantava "eu era nenê, não tinha talco, mamãe passou açúcar em mim", do Wilson Simonal?
- Lembra do Amigo da Onça, na revista Cruzeiro?
- Lia Diversões Escolares?
- Lembra do quadrinho "Um Saturnino descobre a Terra"?
- Lembra o que o Saturnino adorava beber?
- Lembra do cumprimento entre o Arrelia e o Pimentinha?
- Lembra quando o Michael Jackson era apenas o caçula dos "Jackson Five"?
- Assistiu ao desenho dos "Jackson Five"? No programa dos "Banana Split"?
- Assistia a Pullman Júnior?
- Assistia à Sessão Zig-Zag?
- Lembra o que era um compacto simples e um compacto duplo?
- Leu a revista Realidade?

- Leu as “Revista do Rádio”?

- Se lembra da tela colorida cobrindo a tela da TV (ficava tudo de uma só cor ou com 3 "lindíssimas" listas: "maravilha", verde, amarelo... ou azul...

- Lembra quem "era Flamengo e tinha uma nega chamada Tereza"? De onde vem "Patropi"?

- E do Nacional Kid?

- Lembra de Don e Ravel?

- E sua vó assistiam ao Chacrinha (claro que você não assistia!)? A "Buzina do Chacrinha" ou a "Discoteca"?

- Assistiu a alguma luta do Eder Jofre?
- Sabe quem era Ternurinha? E Tremendão?
- Assistiu ao "Boa noite, Cinderela"?

- Se lembra de quando brincava de bilboquê?
- E bolinha de gude?
- Rodava pião? E ioiô?
- Roubava borrifador de limpador de para-brisa de Fusca para fazer anel?
- E chumbinho da roda de carro? (pra fazer o quê, hein?)
- Usava tampinha de guaraná para fazer distintivo de polícia?
- Soltava bombinha de quinhentos em época de festa junina? E biriba?
- Teve um MUG?
- Andou de carrinho de rolimã?
- Consertava o pneu da sua bicicleta com michelin?
- Brincou de pula-sela?
- E de chicotinho queimado?
- Bate-bate? (primo mais novo do bilboquê)
- E, o mais importante, bambolê?
- Brincou com saquinhos de arroz?
- Teve uma boneca Susy? E uma beijoca?

- Teve avião de isopor e para-quedas com soldadinho de plástico para empinar na praia?

- Pulou "amarelinha" na rua?

- Sabe se sua mãe usava Cera Parquetina?
- E Cera Colmeína?
- Lembra do sabão em pó Rinso?
- E do Viva?
- Se lembra se sua mãe quarava roupa no quintal?

- Engraxava sapato com graxa Nugett? Latinha com borboleta para abrir? E punha a lata no fogo para derreter a graxa quando ela ficava quebradiça?

- Lembra da TV com seletor de canais?
- Sabe o que é um rádio capelinha?
- Se lembra do Jeca-Tatu?
- Sabe o que é um rádio de galena?
- Se lembra do Theobaldo?
- Fez curso de datilografia?
- Usava Desenhocop na escola?
- Sabe de quem é o slogan: "A turma lá de casa é do manda-brasa"?

- Tinha um broche em forma de vassourinha da campanha presidencial do Jânio Quadros? Ou de espada do Marechal Lott?

- Teve uma vitrola?
- Esperou uma hora (ou mais) para "completarem" a ligação interurbana?
- Sabe o que acontecia quando "Seu Cabral ia navegando"?
- E o que a gente fazia "Depois de um sonho bom"?
- Sabe o que você não devia esperar quando "Já é hora de dormir"?
- Usou no seu carro um adesivo "Brasil: Ame-o ou deixe-o"?

- Pegou bonde andando?
- Andou de Simca Chambord?
- Andou de Vemaguete?
- Já viu uma Romi-iseta? E um Gordini? Um Dalphini, talvez?
- Sonhou em ter um Maverick? E um kharman-guia?
- Sonhou com um confortável Aero Willis? E, claro, uma Rural!
- Teve um toca-fitas TKR cara preta no seu carro?
- Se lembra do taxímetro Capelinha?
- Teve um carro com tala-larga e rodas de magnésio?
- O câmbio do carro tinha bolinha de plástico com siri dentro?
- E caveirinha pendurada no espelho retrovisor?
- Lembra quando viajar a Torres era o máximo da sofisticação?

- Se recorda que as festas na sua época chamavam-se reunião-dançante?
- Usava gasolina azul no seu carro?

- Se recorda que quando você estudava os graus eram: primário, admissão, ginásio e científico (ou clássico)?

- Chamava anúncio de reclame?
- Se recorda se sua mãe fazia touca no cabelo?
- Chamava revista em quadrinhos de gibi?
- Estudou Matemática Moderna?
- Se lembra se sua mãe usava coque no cabelo?
- Sabe o que é boco-moco?
- E um televizinho?
- Sabe o que é prafrentex?
- Sabe se seus amigos eram "Uma brasa, mora"? Eram "papo firme"?
- Já comeu uma coisa "daqui ó"? E o que você pegava quando falava isso?
- Sabe se sua mãe tinha caderneta no armazém?
- Usou bomba de Flit?
- Se lembra se sua mãe usava anil na lavagem das roupas?

- Fazia fila na porta do supermercado e quando a porta abria entrava no estouro da boiada pra comprar leite?

- Teve cortina ou sacola feita de tiras de saco de leite?
- Queimava cobrinhas pra espantar mosquito?
- Visitou a Kibon pela escola? E a coca-cola?
- Tinha mesa de fórmica e cadeira forrada de plástico na cozinha?
- Teve discos coloridos, tipo rosa choque?
- Brigou com os pais pra usar cabelo comprido?
- Se lembra se sua mãe tinha uma penteadeira no quarto dela?

- Lembra que o mascotinho do Toddy era um índio?
- Colecionava os bonequinhos que vinham dentro do vidro de Toddy?

- O leite que sua mãe comprava vinha em garrafa de vidro com tampinha de alumínio?

- Comia Amendocrem?
- E geleia de mocotó Colombo?
- Já tomou Kresto?
- Se recorda se sua primeira bebida alcoólica foi Cuba Libre?
- Sua cuba libre era feita com Ron Merino?
- Tomava Caracu com ovo?
- E que tal o Chicabon?
- Já tomou Grapette? E que bem grapete...
- E refrigerante tamanho família?
- De quem era o slogan: "Tem gosto de festa"?
- E o que queremos na "hora do lanche, que hora tão feliz"?
- Tomou Groselha Vitaminada Milani? (Iahoo!)
- Comeu chocolates Sönksen?
- Comia gelatina arco-irís? (aquela que tem quadradinhos de todas as cores?)
- Comeu muito espetinho de salsicha, picles e queijo espetado no palito nas festas?
- Comeu bolo Marta Rocha? Faz ideia quem foi ela?
- Comprou "bengala" (cacetinho no Sul) na padaria?
- Lembra das bolachas Aimoré? E da Piraquê?
- Comprava frango (vivo) na granja?
- Tomava café feito em coador de pano?

- Usou calça boca de sino?
- Cortava calça jeans para fazer bermuda com barra desfiada?
- Se recorda se sua mãe usava peruca?

- Ia para a escola de Vulcabrás 752 (se você é homem) ou de sapato boneca (se você é mulher)?

- Usava bolsa feita de calça jeans?
- Usava capanga?
- Seu pai usava camisas Volta ao Mundo?
- Lembra do anúncio do Tergal?
- Usou poncho de lã (feito de cobertor)?
- Usava camisa com distintivo da sua escola no bolso?
- Se lembra se sua mãe usava bobbies?
- Usava japona? E galocha?
- Tinha boné com cobertura de orelha?
- Lembra do ki-chute?
- Alguém falou em Conga?
- Tinha vestido, colete, bolsa, touca ou tanga de crochê?

- Já tomou Cibalena?
- Tomou Emulsão de Scott ou Biotônico Fontoura quando criança?
- Cuidou de suas espinhas adolescentes com pomada Minâncora?
- Sua mãe usava violeta genciana para cuidar de seus machucados?

- Ou Mercurocromo? Mertiolate vermelho? Iodo?
- Lembra do slogan do Gumex?
- Se recorda se sua mãe passou Nenê-Dent em você?
- Usou fralda de pano e calça plástica?
- Seu pai usava aparelho de Gilette com lâminas substituíveis?
- Sabe o que é Rhum Creosotado? E Pronto Alívio Radway?
- Conheceu óleo Glostora?
- Sabe se sua mãe usava Creme Rugol?
- Sabe se sua mãe usava Creme de Alface Brilhante?
- Sabe o que é Regulador Xavier? E a Saúde da Mulher?
- Usou sabonete Eucalol?
- Ou você preferia o Lifebuoy (aquele que tirava o CC)?
- Já usou Gumex?
- Já usou Brylcrem?
- Sabe se sua mãe tinha secador de cabelos com touca?
- Sabe o que era Diptidu?
- Gomalina te diz alguma coisa
- Sabe se, por acaso, te besuntaram de Caladril depois de muito sol na praia? 

Se você lembrou de tudo isso,

além de você ser do século passado, 

definitivamente você já esta na terceira idade.

 

domingo, 15 de dezembro de 2024

Tempestades da Vida

 

“Para compreendermos o valor da âncora,

necessitamos enfrentar uma tempestade.” 

(Eleonor L. Dolan) 

Há noites muito escuras em que o vento violento e ruidoso traz a tempestade inclemente. Os trovões e os relâmpagos invadem a madrugada como se fossem durar para sempre. Não há como ignorar os sentimentos que tomam de assalto nossos frágeis corações. O medo e a incerteza tiram nosso sono, e passamos minutos infindáveis, imaginando o pior, temerosos de que o céu possa, de um momento para o outro, cair sobre nossas cabeças. Sem, no entanto, qualquer aviso, o vento vai se acalmando, as gotas de chuva começam a cair com menos violência e o silêncio volta a imperar na noite. Adormecemos sem nos dar conta do final da intempérie, e quando acordamos, com o sol da manhã a nos beijar a fronte, nem sequer nos recordamos das angústias da noite. Os galhos caídos na calçada, a água ainda empoçada na rua, nada, nenhum sinal é suficientemente forte para que nos lembremos do temporal que há poucas horas nos assustava tanto. 

Assim ainda somos nós, criaturas humanas, presas ao momento presente. Descrentes, a ponto de quase sucumbir diante de qualquer dificuldade, seja uma tempestade ou revés da vida, por acreditar que ela poderia nos aniquilar ou ferir irremediavelmente. Homens de pouca fé, eis o que somos. Há muito tempo fomos conclamados a crer no amor do pai, soberanamente justo e bom, que não permite que nada que não seja necessário e útil nos aconteça. Mesmo assim continuamos ligados à matéria, acreditando que nossa felicidade depende apenas de tesouros que as traças roem e que o tempo deteriora. Permanecemos sofrendo por dificuldades passageiras, como a tempestade da noite, que por mais estragos que possa fazer nos telhados e nos jardins, sempre passa e tem sua indiscutível utilidade. 

Somos para Deus como crianças que ainda não se deram conta da grandiosidade do mundo e das verdades da vida. Almas aprendizes que se assustam com trovões e relâmpagos que, nas noites escuras da vida, fazem-nos lembrar de nossa pequenez e da nossa impotência diante do todo. Se ainda choramos de medo e não temos coragem bastante para enfrentar as realidades que não nos parecem favoráveis ou agradáveis, é porque em nossa intimidade a mensagem do Cristo ainda não se fez certeza. Nossa fé é tão insignificante que ante a menor contrariedade bradamos que Deus nos abandonou, que não há justiça. 

Trata-se, porém, de uma miopia espiritual, decorrente do nosso desejo constante de ser agraciados com bênçãos que, por ora, ainda não são merecidas. Falta-nos coragem para acreditar que Deus não erra, que esta característica não é dele, mas apenas nossa, caminhantes  imperfeitos nesta  rota  evolutiva. Falta-nos humildade para crer que, quando fazemos a parte que nos cabe na tarefa, tudo acontece na hora correta e de forma adequada. As dores que nos chegam e nos tocam são oportunidades de aprendizado e de mudança para novo estágio de evolução. 

Assim como a chuva, que embora nos pareça inconveniente e assustadora, em algumas ocasiões, também os problemas são indispensáveis para a purificação e renovação dos seres. Por isso, quando tempestades pesarem fortemente sobre nossas cabeças, saibamos perceber que tudo na vida passa, assim como as chuvas, as dores, os problemas. Tudo é fugaz e momentâneo. Mas tudo, também, tem seu motivo e sua utilidade em nosso desenvolvimento.

sábado, 14 de dezembro de 2024

Oração dos estressados

 

Senhor,

dê-me serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar, coragem para mudar as coisas que não posso aceitar, e sabedoria para esconder os corpos daquelas pessoas que eu tiver que matar por estarem me enchendo muito o saco. 

Também, Senhor, me ajude a ser cuidadoso com os calos em que piso hoje, pois eles podem estar diretamente conectados aos sacos que terei que puxar amanhã... 

Ajude-me, Senhor, sempre, a dar 100% de mim no meu Trabalho:

12% na segunda-feira,

23%, na terça-feira,

40% na quarta-feira,

20% na quinta-feira,

5% na sexta-feira. 

E, ajude-me, Senhor, sempre a lembrar, quando estiver tendo um dia realmente ruim, e todos parecerem estar me enlouquecendo, que são necessários 42 músculos para socar alguém, 17 para sorrir e apenas 4 para estender meu dedo médio e mandá-los para aquele lugar...



sexta-feira, 13 de dezembro de 2024

Não é fácil envelhecer

 (Sobre literatura?)

É um processo de aprender a desacelerar os passos e, ao mesmo tempo, aceitar a despedida do que você foi para abraçar quem você se tornou. 

Envelhecer exige coragem para encarar o novo rosto refletido no espelho, vestir o corpo transformado com dignidade e deixar para trás a vergonha, o preconceito e os medos que os anos inevitavelmente trazem. 

É preciso aceitar que a vida segue seu curso: deixar ir aqueles que precisam partir e acolher os que escolhem permanecer. É um exercício de desapego, mas também de força. 

Envelhecer é aprender a caminhar só, despertar em silêncio e resistir ao peso das manhãs, enfrentando o homem ou a mulher que te olha do outro lado do espelho. É aceitar que tudo tem um fim — os sonhos, os amores e, um dia, a própria vida. 

Você precisa saber dizer adeus sem se quebrar, lembrar sem se perder, e chorar até que as lágrimas abram espaço para novos sorrisos, novos desejos, outras pequenas alegrias. 

Não, não é fácil envelhecer. Mas, em cada cicatriz e em cada memória, reside a prova de uma vida vivida com intensidade, coragem e humanidade. 

(Autoria desconhecida)

quinta-feira, 12 de dezembro de 2024

Você falhou como casal,

 mas não falhe como pai.

Relacionamentos podem acabar, promessas podem ser quebradas, mas o amor e o compromisso com o seu filho são eternos. Ele não escolheu a separação, não pediu para ser parte de um capítulo doloroso. Ele só precisa de um porto seguro, de um abraço que diga: ‘Eu estou aqui por você’. 

Ser pai é mais do que prover, é estar presente. É ajoelhar no chão para brincar, ouvir suas histórias intermináveis, acalmar seus medos e enxugar suas lágrimas. É ser a força em momentos de fraqueza e o sorriso nos dias nublados. 

Falhas acontecem, somos humanos, mas não permita que o peso de um relacionamento perdido o impeça de construir um vínculo indestrutível com quem mais depende de você. Porque, no final, o que seu filho vai lembrar não são os motivos do fracasso, mas sim o amor que você dedicou a ele, apesar de tudo. 

Autor: Erivaldo Kassapa 

Sobre literatura?

50 regras de ouro

 

01. Nunca cumprimentes ninguém de mão sem ficar de pé.

02. Em uma negociação, nunca faças a primeira oferta.

03. Se te confiam um segredo, guarda-o.

04. Volta com tanque cheio o carro que tu recebeste emprestado.

05. Faze as coisas com paixão, se não for assim, não as faça.

06. Quando acenares de mão, fa-lo-ás firme e olhando nos olhos da pessoa.

07. Vive a experiência de fazer uma viagem sozinho.

08. Nunca rejeites um comprimido de hortelã, as razões são óbvias.

09. Aceita conselhos se quiseres ficar velho.

10. Vem almoçar com a nova amizade no escritório.

11. Quando mandares mensagem para alguém com raiva, termina e lê novamente, depois apaga e faze-a de novo.

12. Na mesa, não fales de trabalho, política ou religião.

13. Sê Justo, defende quem é caluniado sem exagerar.

14. Escreve teus objetivos e depois trabalha por eles.

15. Defende teu ponto de vista sem ofender ou insultar, sê tolerante e respeitoso perante o outro.

16. Liga e visita teus pais, filhos, família e amigos, não percas tempo esperando que eles façam primeiro.

17. Nunca te arrependas de nada, aprende de tudo.

18. Em momentos ou dias de solidão, relaxa, aproveita e aprenda.

19. Honra e lealdade são básicos para formar a tua personalidade.

20. Não emprestes dinheiro para quem tu sabes que não vai te pagar.

21. Acredita em alguma coisa em que valha a pena acreditar.

22. Arruma a tua cama quando tu te levantares de manhã.

23. Canta no chuveiro com alegria.

24. Cuida de uma planta ou jardim.

25. Observa o céu sempre que puderes.

26. Descobre tuas habilidades e explica-as.

27. Ama o teu trabalho, ou deixa-o.

28. Pede ajuda quando precisares.

29. Ensina um valor a alguém, de preferência a uma criança.

30. Valoriza e agradece a quem um dia te estendeu a mão.

31. Sê gentil com teus vizinhos.

32. Torna o dia mais alegre para alguém.

33. Compete consigo mesmo.

34. Presenteia-te com algo mínimo uma vez por ano.

35. Cuida com carinho da tua saúde.

36. Cumprimenta com um sorriso sempre alegre.

37. Pensa rápido, mas fala devagar.

38. Não fales com a boca cheia.

39. Lustra teus sapatos e corta tuas unhas.

40. Não opines sobre assuntos que não conheces.

41. Nunca maltrates nenhum animal.

42. Levanta a voz diante das injustiças.

43. Nunca percas a maravilhosa oportunidade de ficar calado.

44. Reconhece alguém pelo o seu esforço.

45. Sê humilde acima de tudo.

46. Nunca te esqueças de onde vieste.

47. Viaja sempre que for possível.

48. Cede o passagem aos mais velhos.

49. Dança na chuva sempre que puderes.

50. Busca teu sucesso, sem desistir nunca.