O egoísmo, a maldade e a estupidez dos homens geram dificuldades e sofrimentos. Há graves e complexos problemas: a fome, a doença, a poluição, o desemprego, o crime, a corrupção, o despotismo, a pobreza e a riqueza extremadas, as regiões subdesenvolvidas, os extremismos políticos, o terrorismo, os imperialismos de todo tipo, a superprodução e o subconsumo, o êxodo rural, as excessivas concentrações urbanas, a explosão demográfica. Por todas as partes: inquietude social, revoltas, golpes de Estado.
Acima de tudo, porém, continua a pairar, sobre todos nós, a constante ameaça de uma 3ͣ Guerra Mundial, que poderia resultar numa ampla catástrofe (guerra nuclear) ‒ com o aniquilamento de parte substancial da Humanidade e o regresso a formas de vida primitivas. Mas essa hecatombe ‒ que ninguém deseja ‒ talvez obrigue os governos sobreviventes a agir com juízo e amor ao próximo, a consertar os males e injustiças deste pequeno planeta, a conceder ‒ a todos os povos ‒ paz, liberdade e justiça social.
(...)
A guerra total, pois, continua sendo a mais terrível ameaça à existência e ao bem-estar do mundo. Mas prosseguem (a par das “guerras-frias”) as tentativas de coexistência dos regimes antagônicos.
Com tolerância, cooperação e fraternidade, poderia obter-se a paz duradoura. No passado, males tremendos (que pareciam insuperáveis) foram sanados e sérios perigos foram banidos. Da mesma forma, também a guerra poderia ser eliminada no futuro: velis nolis somos todos irmãos. E haveria, então, paz e felicidade sobre a Terra.
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Texto: Epílogo, do livro “Pequena História da Civilização Ocidental”, de Idel Becker, editado em 1980.

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