segunda-feira, 5 de julho de 2021

O Barbeiro

 

Diz que um belo dia, um índio bem alegre, chegou numa barbearia juntamente com um menino, os dois para cortar o cabelo. 

O barbeiro, gente mui buena, fez um belo corte no índio, que já aproveitô pra aparar a barba, enfim deu trato geral. Depois de pronto o índio, chegou a vez do guri. Nisso o índio disse pro barbeiro: 

– Tchê, enquanto tu corta as melena do guri, vou dar um pulo até o bolicho da esquina comprar um cigarrito, tomar uma canha e já tô de volta. 

– Tá bueno! disse o barbeiro. 

Só que o barbeiro terminou de cortar o cabelo do guri e o índio não apareceu. 

– Senta aí e espera que teu pai já vem te buscar. 

– Ele não é meu pai! – Disse o moleque. 

– Teu irmão, teu tio, seja lá o que for, senta aí. 

– Ele não é nada meu! Falou o guri. 

Aí o barbeiro perguntou intrigado: 

– Mas quem é o animal então? 

– Não sei! Ele me pegou ali na esquina e perguntou se eu queria cortar o cabelo de graça! 

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(Autor desconhecido)

domingo, 4 de julho de 2021

Coisas de vizinhos

 

Vizinhos barulhentos 

Bilhetes malcriados deixados para vizinhos barulhentos:

1. Oi. Achei que você gostaria de saber que seus elefantes de estimação têm jogado boliche enquanto você não está em casa. Assinado: Seu vizinho de baixo. 

2. Bom dia! Esperamos que seu exorcismo da noite passada tenha sido um sucesso. Pedimos a gentileza de limitar a expulsão de demônios à sexta ou ao sábado à noite. Agradecemos desde já. 

3. Querido vizinho, o som do seu carro é impressionante. É tão alto e o grave é tão poderoso que faz tremer todos os prédios do condomínio. Estou impressionado! 

Coisas de vizinhos 

O ladrão entra na sua casa e vizinho nenhum vê. Agora, leve alguém lá, à noite, pra você ver. 

Domingo é o dia em que descobrimos o mau gosto musical dos vizinhos. 

Vocês também têm aquele vizinho chato, que troca as músicas antes de terminar, como se estivesse escutando sozinho? 

Toda rua tem uma vizinha que ouve uma discussão e sai de casa com a vassoura na mão, fingindo que vai varrer a calçada. 

A grama do vizinho sempre é a mais verde. Mas o vizinho está de olho na sua grama. 

A prova que a mulher ama mais o marido que os filhos, é que ela deixa os filhos com a vizinha, mas o marido, não. 

Eu escuto músicas tão variadas que meus vizinhos não sabem se eu estou feliz, triste, louco, apaixonado ou possuído. 

A crise tá feia! Todo dia pela manhã, minha vizinha vem me pedir pó de café emprestado. 

Acho injusto a Renata do Jornal Nacional ganhar 200 mil, e a minha vizinha que dá notícia de tudo em tempo real, não ganhar nada. 

A sua vizinha não é fofoqueira. Você é que é curioso. 

A minha vizinha é tão fofoqueira. Você nem imagina o que ela fez hoje? 

Se você parece mais com seu vizinho do que com seu pai, conserte a cerca.

Uma vizinha fala: “Seu filho vende drogas.”; e a outra responde: “E o seu compra.” 

Pior que ouvir as músicas do vizinho é ouvir ele cantando junto. 

Esses vizinhos devem estar loucos falando que eu ando fumando maconha, eu fumo parado mesmo.

sábado, 3 de julho de 2021

Frases engraçadas que fazem qualquer um rir

 

Lamento, só estou aceitando pedidos de desculpa em dinheiro. 

Eu sou uma pessoa extremamente tolerante, desde que tudo saia exatamente como eu quero. 

Falaram que eu devia seguir os meus sonhos, então eu virei pro lado e continuei dormindo. 

Quem curte balada é adolescente; adulto gosta é de dormir com os boletos pagos. 

Se eu concordasse com você, nós dois estaríamos errados. 

Será que dá para eu te ignorar outra hora? Tô ocupado! 

Não siga as minhas pegadas, eu também estou totalmente perdido. 

O bom senso é como desodorante. As pessoas que mais precisam nunca usam. 

Se eu ganhasse o prêmio de pessoa mais preguiçosa, tinha que pedir pra alguém ir buscar pra mim. 

Eu sou um exemplo para os outros… Um mau exemplo, é claro. 

Na vida, assim como na geladeira, o que está no interior é o que importa. 

Fofoqueiro eu? Eu sou historiador da vida alheia! 

Precisamos inventar um dia novo entre sábado e domingo. 

Na minha situação atual, se eu for cortar uma cebola, é ela quem chora. 

Muita interessante a sua opinião, só tem uma coisa: eu não a pedi. 

Descobri um lugar ótimo para você ficar: na sua. 

Se quiser falar de mim, fala na cara. Nas costas pode fazer uma massagem. 

Uma série que eu estou assistindo? A série de erros que cometi na minha vida. 

Meu cupido deve ser gari, porque ele só me traz lixo. 

Hoje está um dia maravilhoso para você me deixar em paz! 

Você, gatinha, se chama Google? Porque você é tudo que eu procuro. 

O problema das mentes fechadas é que elas geralmente vêm acompanhadas de uma boca aberta. 

Desculpe o meu atraso, é que eu não queria vir. 

Infelizmente, eu não vou poder ir... Porque não quero! 

Só existem dois tipos de pessoas: as que concordam comigo e as que estão erradas. 

sexta-feira, 2 de julho de 2021

Os dois nomes da Rua Praia

 

O autor à página 19 dizia que a rua dos Andradas denominou-se rua da Graça e depois rua da Praia − Retificando-se, digo, eu com bom fundamento: duas eram as ruas: uma denominada da Praia e outra rua da Graça. A estas ruas deram uma só denominação de rua dos Andradas. A rua da Praia começava lá para as bandas da Praça da Harmonia e terminava na esquina da rua do Ouvidor.../ hoje rua General Câmara/ onde se está edificado um alteroso prédio, de apartamentos. Quanto à rua da Graça, tinha ela começo na outra esquina da rua do Ouvidor, onde existe atualmente uma loja de fazendas com um nome chinês, e terminava na esquina do beco do Couto, hoje rua Nosso Senhor dos Passos. Esta denominação foi dada depois da construção da Igreja do mesmo nome, juntamente com o edifício da Santa Casa de Misericórdia (de 1820 a 1830). A começar do beco do Barbosa (hoje rua Barros Cassal) com fundos até o rio Guaíba era a chácara do brigadeiro Pinto Bandeira e que este havia comprado por 240 000 rs. de uma negra, a quem um padre fez doação.

Othelo Rosa

Como surgiu o Mundo Corporativo...

 

Todos os dias, uma formiga chegava cedinho ao escritório e pegava duro no trabalho.

A formiga era produtiva e feliz. 

O gerente marimbondo estranhou a formiga trabalhar sem supervisão. Se ela era produtiva sem supervisão, seria ainda mais se fosse supervisionada. E colocou uma barata, que preparava belíssimos relatórios e tinha muita experiência como supervisora. 

A primeira preocupação da barata foi a de padronizar o horário de entrada e saída da formiga. 

Logo, a barata precisou de uma secretária para ajudar a preparar os relatórios e contratou também uma aranha para organizar os arquivos e controlar as ligações telefônicas. 

O marimbondo ficou encantado com os relatórios da barata e pediu também gráficos com indicadores e análise das tendências que eram mostradas em reuniões. 

A barata, então, contratou uma mosca e comprou um computador com impressora colorida. Logo a formiga, produtiva e feliz, começou a se lamentar de toda aquela movimentação de papéis e reuniões! 

O marimbondo concluiu que era o momento de criar a função de gestor para a área onde a formiga produtiva e feliz trabalhava. 

O cargo foi dado a uma cigarra, que mandou colocar carpete no seu escritório e comprar uma cadeira especial. 

A nova gestora cigarra logo precisou de um computador e de uma assistente a pulga (sua assistente na empresa anterior) para ajudá-la a preparar um plano estratégico de melhorias e um controle do orçamento para a área onde trabalhava a formiga, que já não cantarolava mais e cada dia se tornava mais chateada. 

A cigarra, então, convenceu o gerente marimbondo que era preciso fazer um estudo de clima. Mas o marimbondo, ao rever as cifras, se deu conta de que a unidade na qual a formiga trabalhava já não rendia como antes e contratou a coruja, uma prestigiada consultora muito famosa, para que fizesse um diagnóstico da situação. A coruja permaneceu três meses nos escritórios e emitiu um volumoso relatório com vários volumes que concluía: Há muita gente nesta empresa! 

E adivinha quem o marimbondo mandou demitir? A formiga, claro, porque ela andava muito desmotivada e aborrecida. 

Já viu esse filme antes?

Bom trabalho a todas as formigas

quinta-feira, 1 de julho de 2021

Sensibilidade...

Phillippe de Rothschild 

Consta que, certa noite, muitos anos atrás, um homem entrou com a namorada no restaurante Lucas Carton, em Paris e pediu uma garrafa de Mouton Rothschild, safra de 1928. O sommelier, em vez de trazer a garrafa para mostrar ao cliente, traz o decanter de cristal cheio de vinho e, depois de uma mesura, serve um pouco no cálice para o cliente provar. 

O cliente, lentamente, leva o cálice ao nariz para sentir os aromas, fecha os olhos e cheira o vinho. Inesperadamente, franze a testa e, com expressão muito irritada, pousa o copo na mesa, comentando rispidamente: 

- Isso aqui não é um Mouton de 1928! 

O sommelier assegura-lhe que é. O cliente insiste que não é. Estabelece-se uma discussão e, rapidamente, cerca de 20 pessoas rodeiam a mesa, incluindo o chef de cuisine e o gerente do hotel que tentam convencer o intransigente consumidor de que o vinho é mesmo um Mouton de 1928. 

De repente, alguém resolve perguntar-lhe como sabe, com tanta certeza, que aquele vinho não é um Mouton de 1928. 

- O meu nome é Phillippe de Rothschild, diz o cliente modestamente, e fui eu que fiz esse vinho. 

Consternação geral. O sommelier, então de cabeça baixa, dá um passo à frente, tosse, pigarreia, bagas de suor escorrem da testa e, por fim, admite que serviu na garrafa de decantação um Clerc Milon de 1928, mas explica seus motivos: 

- Desculpe, mas não consegui suportar a ideia de servir a nossa última garrafa de Mouton 1928. De qualquer forma, a diferença é irrelevante. Afinal, o senhor também é proprietário dos vinhedos de Clerc Milon, que ficam na mesma aldeia do Mouton. O solo é o mesmo, a vindima é feita na mesma época, a poda é a mesma, e o esmagamento das uvas se faz na mesma ocasião, o mosto resultante vai para barris absolutamente idênticos. Ambos os vinhos são engarrafados ao mesmo tempo. Pode-se afirmar que os vinhos são iguais, apenas com uma pequeníssima diferença geográfica. 

Rothschild, então, com a discrição que sempre foi a sua marca, puxa o sommelier pelo braço e murmura-lhe ao ouvido: 

- Quando voltar para casa esta noite, peça à sua namorada para se despir completamente. Escolha duas regiões muito próximas do corpo dela e faça um teste de olfato. Você perceberá a diferença que pode haver numa pequeníssima diferença geográfica! 

* * * * * * * 

Mouton Rothschild. Essas duas palavras dispensam apresentações a qualquer amante do vinho. Com mais de 150 anos de história, a Mouton é um dos ícones do Velho Mundo. Uma das melhores produtoras de Bordeaux, a vinícola tem uma peculiaridade: cada safra tem seu rótulo desenhado por um artista. “Todo ano produzimos um vinho único, a baronesa Phillippine de Rothschild faz questão de escolhê-los pessoalmente”, diz o enólogo Phillip Dhalluin. 

Em 1922, o Barão Phillippe de Rothschild fez história ao resolver engarrafar a bebida em sua propriedade mesmo, algo até então inédito na região de Medoc. “Para mim foi um orgulho sem tamanho quando comecei a trabalhar na vinícola”, afirma Dhalluin. “Nossos vinhos são poderosos, austeros, muitíssimo bem estruturados, dificilmente se encontrará algum outro com nossa qualidade”, diz Dhalluin, que trabalha na Mouton desde 2003. Todos os vinhos são um misto de Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Merlot. 

O “jantar”

 Debret e os hábitos alimentares na Corte brasileira

A aquarela “Um jantar brasileiro” é uma das obras mais conhecidas de Jean-Baptiste Debret. Pintada em 1827, ela mostra hábitos alimentares e costumes da parcela rica da sociedade brasileira que vivia na Corte na Brasil Colônia. A leitura mais atenta da imagem permite extrair vários elementos sobre o cotidiano de uma casa senhorial no Rio de Janeiro, no início do século XIX. Para os alunos do Fundamental, a leitura da imagem fica ainda mais apurada com a atividade de colorir o desenho que reproduz a aquarela. 

O “jantar” descrito por Debret 

Durante os quinze anos que o pintor francês Jean-Baptiste Debret morou no Brasil (1816 a 1831) ele registrou, em aquarelas, desenhos e telas a óleos, paisagens e costumes rurais e urbanos brasileiros acompanhados, em boa parte, por uma descrição pormenorizada. Isso torna o trabalho de Debret uma preciosa fonte de informações sobre a vida no Brasil Colonial, como se observa na aquarela. 

“Um jantar brasileiro”.

A imagem mostra um casal de posses, sentado à cabeceira da mesa, jantando. Uma toalha de linho branco guarnecida com rendas cobre a mesa sobre a qual há cristais, porcelana, vinho, frutas, carne etc. O casal usa talheres, costume raro na colônia até a chegada da corte portuguesa, mesmo entre os mais abastados. Uma escrava espanta as moscas e dois escravos estão de prontidão para atender seus senhores (de um deles se vê apenas a sombra junto à porta). A senhora se entretém alimentando duas crianças negras, como se fossem cachorrinhos.

 Sobre a refeição, propriamente dita, Debret deixou uma descrição detalhada: 

“Quanto ao jantar em si, compõem-se, para um homem abastado, de uma sopa de pão e caldo grosso, chamado caldo de substância, porque é feito com um enorme pedaço de carne de vaca, salsichas, tomates, toucinho, couves, imensos rabanetes brancos com suas folhas, chamados impropriamente nabos etc., tudo bem cozido. (…) Acrescentam-se algumas folhas de hortelã e mais comumente outras de uma erva cujo cheiro muito forte dá-lhe um gosto marcado bastante desagradável para quem não está acostumado. 

Serve-se ao mesmo tempo o cozido, ou melhor, um monte de diversas espécies de carnes e legumes de gostos muito variados embora cozidos juntos. Ao lado coloca-se sempre o indispensável pirão (de farinha de mandioca) misturado com caldo de carne ou de tomates ou ainda com camarões. Uma colher dessa substância farinhosa meio líquida, colocada no prato cada vez que se come um novo alimento, substitui o pão, que nessa época não era usado ao jantar. 

Ao lado do pirão, mais no centro da mesa, vê-se a insossa galinha com arroz, acompanhada por um prato de verduras cozidas extremamente apimentadas. Perto dela brilha uma resplandecente pirâmide de laranjas perfumadas, cortadas em quartos e distribuídas a todos os convivas para acalmar o paladar já cauterizado pela pimenta. (…) 

O jantar se completa com uma salada inteiramente recoberta de enormes fatias de cebola crua e de azeitonas escuras e rançosas (tão apreciadas em Portugal, de onde vêm…). 

A esses pratos, sucedem, como sobremesa, o doce-de-arroz frio, excessivamente salpicado de canela, o queijo-de-minas, e mais recentemente, diversas iguarias da Holanda e da Inglaterra. As laranjas tornam a aparecer com as outras frutas do país, como abacaxis, maracujás, pitangas, melancias, jambos, jabuticabas, mangas, cajás, frutas do conde, etc. 

Os vinhos da Madeira e do Porto são servidos em cálices com os quais se saúdam cada vez que bebem. Além disso, um copo muito grande, que os criados cuidam de manter sempre cheio de água pura e fresca, posta à mesa, é servida a todos para beberem à vontade.” 

Blog: Ensinar História − Joelza Ester Domingues