domingo, 14 de junho de 2026

Adivinhas

 

O que, o que é,
Voa, voa, não tem asa,
Leva a vida a assobiar,
Sopra, sopra, não tem boca,
Tem pé e vive no ar?
 

O vento 

O que é, o que é,
Está no meio do começo,
Está no começo do meio,
Estando em ambos assim,
Está na ponta do fim?
 

A letra “m” 

O que é, o que é,
Quem faz nunca vai querer,
Quem compra não quer usar,
Quem usa não pode ver,
Quem vê não vai desejar?
 

Caixão de defunto 

O que é, o que é,
Vive em cima da mesa,
Costuma matar a fome,
Compra-se para comer,
Ninguém mastiga nem come?
 

O prato 

 O que é, o que é,
Uma árvore bem frondosa,
Doze galhos, simplesmente,
Cada galho, trinta frutas
Com vinte e quatro sementes?
 

O ano, os meses, os dias e as horas 

Qual é o nome de pessoa que do inverso tirando a primeira letra, é um astro luminoso? 

Raul e luar 

Tenho duas sílabas, faço parte da matemática, mas invertido, me encontram nas flores e nas plantas? 

Somar e ramos 

Um nome com duas sílabas que se usa para ensinar ou confirmar algo, mas quando invertido significa um ato litúrgico de muita importância no catolicismo? 

Assim e missa 

Na matemática todos de mim precisam, mas quando me tiram a primeira letra, passo a ser nome de pessoas? 

Somar e Omar 

Um nome próprio de mulher, invertido também é pássaro? 

Eva e ave

Um outro caso de amor improvável

 

Morreram juntos, abraçados, olhando o poente, cada um numa cadeira. Ela olhava para o céu azul da Vila Rica, onde nascera, numa manhã de agosto há mais de 80 anos. Ele, olhando para as bombachas de favos, esverdeada pela erva, quando  a cuia escorregou da mão. Ele parou de respirar e a companheira, de susto, decidiu acompanhá-lo. “Ainda bem”, disseram dias depois na venda do Doralício. “Um não podia ficar sem o outro”, emendou um gurizote de voz rouca. Mas dom Lagarto, que ouvia a charla, fez sinal para que se calassem e disse: 

“Deus sempre sabe o que faz. Sei bem dessa história, por isso vou contar. 

Foi uma linda história de amor, talvez a mais bonita que esta terra tenha visto. Cada um abriu mão de seus talentos natos para ficarem juntos. Dolores era uma menina ainda quando foi violentada por um desconhecido no Potreirinho de Dentro, depois do Rincão das Gamelas. Engravidou e os irmãos a expulsaram de casa, barriguda, sem nada. Ela passou vários dias escondida no mato, envergonhada, mas foi encontrada por Athaíde, na época recém-formado em veterinária, boa cepa, filho de João Constante, um fazendeiro lá da Serrinha, passando a Caneleira. Ele recolheu a menina, que mais parecia um bicho, levou-a para uma tapera no fundo da propriedade da família e lá cuidou dela até a guria ter o bebê. Isso só se foi saber depois. 

Diariamente, Athaíde saía para galopear potros, observar o desenvolvimento de novas cruzas bovinas, recolher espécies nativas de plantas, e pedia que ninguém se aproximasse da tapera velha, pois estava fazendo pesquisas e não queria perturbação para as animais. E assim, levava alimentos e pouco a pouco Dolores foi recuperando o viço. Quando nasceu o guri, Vitório, Athaíde tomou a decisão de contar à família o caso e anunciou seu casamento com Dolores. Foi um Deus nos acuda, não aceitaram e o pai decidiu dar-lhe sua parte na herança. Athaíde não se dobrou, fez de Dolores uma esposa participativa. Ela correspondeu, terminou os estudos e se tornou a melhor dançarina do CTG. Muitos torceram o nariz para aquela moça miúda, mas esbelta, alta e que dançava como uma apaixonada mulher da Andaluzia. 

Passados uns anos, a família de Athaíde voltou atrás, os convidavam para visitas, tentavam uma aproximação, mas eles aceitavam de forma comedida, Athaíde tinha prosperado como produtor rural e pesquisador. Dolores virou célebre por suas coreografias inovadoras de danças folclóricas. Ambos receberam convites para trabalhar longe, mas foram convictos, nunca iam se separar. Uma empresa norte-americana mandou um telegrama para Athaíde quando suas pesquisas ganharam o mundo. Um coreógrafo paulista chegou a ir pessoalmente convidar Dolores para uma companhia famosa de danças. Tiveram mais dois filhos, um casal, que vive no estrangeiro. Só Vitório ficou e segue aqui. 

Nos últimos anos, Vitório administra os negócios. Os velhos eram vistos mateando, fazendo passeios até o fundo da estância, onde Dolores construiu, ao lado da sanga, uma capelinha de pedra. Era o lugar onde viveu quando fora escorraçada. Vejam como é o amor, não tem modelo, é inesperado, improvável. Dois seres tão diferentes se encontraram por acaso, numa situação adversa. De minha parte, acho que mostraram a todos que a vida pode ser braba, mas é preciso coragem para enfrentá-la.” 

Texto de Paulo Mendes, em Campereada,

Correio do Povo, junho de 2026

sábado, 13 de junho de 2026

Teste de Quociente de Inteligência

Com as respostas do teste

01. Qual foi a primeira planta que os portugueses colocaram no solo brasileiro? 

R. A planta do pé.

02. Numa mansão moram dois italianos chamados Luigi; um português chamado Joaquim e um alemão chamado Hans. Como se chama o mordomo? 

R. Tocando a campanhia. 

03. Há três mulheres sentadas num banco, com um picolé na mão. A primeira está lambendo, a segunda está chupando e a terceira mordendo. Qual das três é a casada? 

R. A que está com aliança no dedo. 

04. Quando a mulher vira peixe? 

R. Quando o frita na frigideira. 

05. Por que o marido de uma viúva não pode casar com a cunhada? 

R. Porque ele está morto. 

06. O que as moças fazem após completar quinze anos? 

R. Dezesseis anos. 

07. O que você diz quando o seu telefone toca e não há ninguém em casa? 

R. Nada, pois não há ninguém em casa. 

08. O que é que mais pesa no mundo? 

R. A balança. 

09. Quem é que tem o maior chapéu do mundo? 

R. Quem tem a maior cabeça. 

10. Quem é que cantava a música: “Eu vou, eu vou, eu pra casa eu vou...” com a Branca de Neve? 

R.  seis anões, pois o Dunga era mudo. 

11. Como se chama o homem que não tem todos os dedos em uma das mãos? 

R. Normal, pois ele só pode ter cinco dedos em cada mão. 

12. Dois homens gastam três horas para cavar um buraco. Quantas horas um só homem gasta para cavar meio buraco? 

R. Não existe meio buraco. 

13. Por que um relógio sempre para quando cai no chão? 

R. Porque não pode ultrapassá-lo. 

14. Quantos lados têm uma bola? 

R. Dois: o lado de dentro e o lado de fora. 

15. Qual o animal que pula mais alto que uma casa? 

R. Todos, porque casa não pula. 

16. Se uma pulga fosse do tamanho de um elefante e um elefante fosse do tamanho de uma pulga, como ficaria a desproporção entre eles? 

R. Ficaria a mesma. 

17. Um homem nasceu no Brasil, cresceu na Itália, ficou adulto no Japão e morreu no Canadá. O que ele é? 

R. Um homem morto. 

18. Por que os homens têm boca e as aves têm bico? 

R. Para comer. 

19. Em uma sala há quatro cantos, em cada canto está um gato com quatro gatinhos. Acabaram de chegar duas pessoas. Quantos pés existem agora na sala? 

R. Quatro, pois os gatos têm patas. 

20. Era tarde da noite quando duas moças cansadas chegaram a um hotel e pediram um quarto para as duas. Que hora era? 

R. Hora de dormir. 

21. Como dividir três batatas por quatro pessoas? 

R. Fazendo um purê. 

22. Um é pouco, dois é bom, três é demais. O que são quatro e cinco?

R. Nove. 

23. Qual foi o primeiro Jardim Zoológico do mundo? 

R. A Arca de Noé. 

24. Qual é o dobro da metade de vinte? 

R. Vinte. 

25. Como se tira leite de uma gata? 

R. Puxando o pires. 

26. Em uma casa moram duas mães e duas filhas, e cada uma delas está acompanhada de duas pessoas. Quantas pessoas há na casa? 

R. Três pessoas: avó, mãe e filha. 

27. Qual é o prato preferido da maioria das pessoas? 

R. O prato cheio. 

28. O que é o fim da picada? 

R. Quando o mosquito vai embora. 

29. Uma pessoa come ovos todos os dias, mas ela não cria galinhas, nem compra ou ganha os ovos. Como é que ela faz? 

R. Come ovos de pata. 

30. Qual a primeira coisa que fazemos quando acordamos? 

R. Abrimos os olhos. 

31. Quem é que ganha a vida sem trabalhar um dia sequer?

R. O vigia noturno. 

32. Quais as duas palavras que as pessoas burras mais dizem? 

R. Não sei. 

33. Por que todo gay tem memória fraca? 

R. Não sabe? A boneca já se esqueceu? 

34. Quem dá luz ao cego? 

R. A mãe do cego. 

35. Quem é que prega sem usar o martelo? 

R. O padre. 

36. Havia cinco patos na beira de uma lagoa. Um caçador deu um tiro e matou um. Quantos ficaram? 

R. Apenas um, o que morreu, os outros voaram assustados. 

37. Quantos grandes homens nasceram no Brasil? 

R. Nenhum. No Brasil só nascem pequenos homens. 

38. Quem descobriu as índias: Cabral, Colombo ou Vasco da Gama?

R. Nenhum deles, pois as índias já estavam nuas. 

39. Se você está nadando no oceano e um crocodilo o ataca, o que você faz? 

R. Nada, pois não existem crocodilos nos oceanos. 

40. Qual o meio de transporte que nunca faz curvas? 

R.  O elevador. 

41. Em uma igreja havia uma mesa com seis velas. Um ladrão levou quatro. Quantas velas ficaram? 

R.  Dez velas. Havia seis, o ladrão levou mais quatro, igual a dez velas. 

42. Quando se pode ver a luz do sol à noite? 

R. Olhando a lua. 

43. O pai do padre é filho único do meu pai. Quem sou eu? 

R. O pai do padre. 

44. Como fica uma pedra se jogarmos no Mar Vermelho? 

R. Molhada. 

45. Qual o nome da invenção que permite que vejamos através da parede? 

R. A janela. 

46. Você está num corredor no meio da selva. Atrás há um leão e a sua frente, uma onça pintada. Para que lado você corre? 

R. Para o lado da onça, pois ela está apenas pintada. 

47. O primeiro homem está carregando um saco de farinha e o segundo está carregando dois sacos. Qual deles está levando o maior peso? 

R. Quem está carregando o saco de farinha, pois os outros dois estão vazios. 

48. Se duas rãs devoram duas moscas em dois segundos, em quanto tempo cem rãs devorarão cem moscas? 

R. Dois segundos. 

49. Que tipo de carro pode atravessar o rio por cima da água? 

R. Todos os carros. É só atravessar por cima da ponte. 

50. O que as pessoas tiram quando vão para cama? 

R. Os pés do chão. 

sexta-feira, 12 de junho de 2026

Vem pro meu samba

 Com o grupo Samba da Volta 

Composição de Igor Trindade

Mas se você chegar, meu bem,

Pode ficar à vontade,

Uma chama de saudade que eu já acendi, é. 

E tudo que eu vivi com você,

Todo o pouco que eu sonhei, dá pra ver,

Que a gente pode se amar, se juntar,

Se assumir e brincar de viver. 

Mas se você vier,

Pode fazer sua mala,

Eu estou te esperando na sala com um bom jantar. 

A casa tem espaço, meu bem,

O meu coração também.

Já varri sofrimento, tormento, saudade, choro de amor. 

Não se esqueça que a gente também é amizade.

Beijo com cumplicidade é melhor, adoça o nosso viver.

Nos momentos difíceis, estou sempre ao seu lado.

Vem me chamar de namorado, danado.

Eu me dei tudo pra você. 

Vem pro meu samba, vem,

Vem pro meu mundo.

Vem ser a batucada, o enredo e a nobreza desse vagabundo.

Depois do samba, vem,

Me mata de paixão,

Bota teu bloco na rua do meu coração.

quinta-feira, 11 de junho de 2026

A crise política e frases geniais

 Roberto Teixeira da Costa

Como entre minhas diversas qualidades (se é que as tenho), a de analista político não é certamente a mais notória, resolvi valer-me do livro “Frases Geniais”, de Paulo Buchsban. Para tanto, selecionei aquelas que me pareceram mais alinhadas com o atual momento político. Aí vão:

Todos reclamam reformas, mas ninguém quer se reformar.
Marques de Maricá, brasileiro.

Quem olha para fora sonha. Quem olha para dentro desperta.
Carl Jans, suíço.

É melhor ser pessimista do que otimista.

O pessimista fica feliz quando acerta e quando erra.

Millôr Fernandes, brasileiro.

Eu sou otimista, mas um otimista que carrega um guarda-chuva.
Harold Wilson, inglês.

É bem barato construir castelos no ar e bem cara a sua destruição.
François Mauriac, francês.

É fácil falar em nome do povo: ele não tem voz.
Carlos Drummond de Andrade, brasileiro.

A política é arte de governar com o máximo de promessas e o mínimo de realizações.
Júlio Camargo, brasileiro.

Em política, se trai o país ou o eleitorado. Prefiro trair o eleitorado!
Charles de Gaulle, francês.

A máquina política triunfa, porque é uma minoria unida atuando contra uma maioria dividida.
Will Durant, americano.

Quanto maior a mentira, maior a chance de todos nela acreditarem.
Adolf Hitler, alemão.

Demagogia é a capacidade de vestir as ideias menores com as palavras maiores.
Abraham Lincoln, americano.

O melhor partido não é nada senão um tipo de conspiração contra o restante da nação.
Marquês de Halifax, inglês. 

O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles.
Simone de Beauvoir, francesa.

Em vez de dar a um político as chaves da cidade, seria melhor trocar as fechaduras.
Doug Larson, americano.

Dinheiro público é como água benta: todos põem a mão.
Provérbio Italiano

Na política é difícil distinguir os homens capazes dos homens capazes de tudo.
Henri Beraud, francês.

Um político pensa na próxima eleição; um estadista, na próxima geração.
James Clarke, inglês.

Os vivos são e serão sempre cada vez governados pelos mais vivos.
Barão de Itararé (pseudônimo do humorista Apparício Torelly).

Um estadista é um político que se coloca a serviço da nação.

Um político é um estadista que coloca a nação a seu serviço.
George Pompidou, francês.

Democracia é quando as pessoas são livres para escolher alguém que as frustrarão.
Laurence Peter, canadense.

A democracia é um sistema que faz com que

nunca tenhamos um governo melhor do que merecemos.

G.B. Shaw, irlandês.

Todos os males da democracia se podem curar com mais democracia.
Alfredo Emanuel Smith, americano.

É verdade que existem vários idiotas no Congresso.

Mas os idiotas constituem boa parte da população e merecem estar bem representados.
Hubert Humprey, norte-americano.

Todos querem comer à mesa do governo, mas ninguém quer lavar os pratos.
Werner Finck, alemão.

A solução do governo para um problema é usualmente tão ruim quando o problema.
M. Friedman, americano.

Que governo é o melhor? Aquele que nos ensina a governar a nós mesmos!
J. Goethe, alemão.

Metade dos meus homens de governo não é capaz de nada, e a outra metade é capaz de tudo.
Getúlio Vargas, brasileiro.

O governo é uma máquina cara demais pelos serviços que presta.
Roberto Campos, brasileiro.

O contribuinte é o único cidadão que trabalha para o governo

sem ter que prestar concurso.
Ronald Reagan, americano.

É uma ideia socialista que lucrar é um vício.

Eu considero que o vício verdadeiro é fazer prejuízo.
Winston Churchill, britânico.

É difícil acreditar que um homem esteja dizendo a verdade

quando nós mentiríamos se estivéssemos em seu lugar.
H.L. Mencken, americano.

A repetição não transforma em verdade uma mentira!
Franklin Roosevelt, americano.

quarta-feira, 10 de junho de 2026

Viver perto de árvores

  É bom para o coração

 

Com as mudanças climáticas, cresce a pressão para aumentar as regiões arborizadas nas cidades a fim de mitigar o calor e prevenir enchentes. Mas não só: a ciência revela que elas são fundamentais à saúde. Um novo estudo cruzou dados de mais de 350 milhões de imagens de ruas dos Estados Unidos que ficavam nos arredores das casas de cerca de 90 mil mulheres, e descobriu que as que viviam em ruas mais verdes corriam menos risco ligeiramente menor de ter doenças por trás de infartos e AVCs. É mais uma prova de algo que se tornou consenso científico. “Há diversos mecanismos para explicar esses benefícios, do efeito antiestresse à proteção contra a poluição”, diz a enfermeira Lis Leão, que pesquisa o assunto no Einstein Hospital Israelita (SP). 

Mil benefícios da Natureza 

Menos estresse: há um efeito relaxante no simples ato de olhar para uma área verde ‒ e já foi demonstrado cientificamente. 

Temperatura: áreas verdes são escudos naturais contra ondas de calor. E o estresse térmico eleva o risco de infarto e AVC. 

Qualidade do sono: quem vive perto de áreas verdes tende a dormir melhor, algo essencial para a saúde das artérias. 

Menos poluição: as árvores reduzem a concentração de poluentes, que fazem mal às artérias e elevam o risco de problemas. 

Respiração: o efeito filtrador da natureza também impacta positivamente os pulmões, que funcionam melhor. 

Vida mais ativa: o ambiente agradável estimula a prática de caminhadas, outros esportes e deslocamentos a pé. 

(Da revista Veja Saúde, maio de 2026)

terça-feira, 9 de junho de 2026

Uma linda história de amor renovado

 

Procure, talvez esteja na internet, a história dessa música. Eu a li há muito tempo, numa Seleções do Reader’s Digest, achei-a uma linda história de amor renovado. 

“Tie A Yellow Ribbon Round The Ole Oak Tree”, lançada em 1973 pelo grupo Tony Orlando and Dawn, conta a emocionante história de um ex-prisioneiro que retorna para casa após três anos preso. Temendo a rejeição, ele pede à esposa que amarre uma fita amarela em um velho carvalho caso ainda o aceite de volta. 

A canção

Tie A Yellow Ribbon Round The Ole Oak Tree 

Larry R. Brown, Irwin Levine 

I'm coming home. I've done my time.

Now I've got to know what is and isn't mine.

If you received my letter telling you I'd soon be free,

Then you'll know just what to do if you still want me, 

If you still want me,

Oh, tie a yellow ribbon 'round the ole oak tree.

It's been three long years.

Do you still want me?(Still want me?) 

If I don't see a ribbon 'round the ole oak tree,

I'll stay on the bus,

Forget about us,

Put the blame on me,

If I don't see a yellow ribbon 'round the ole oak tree. 

Bus driver, please look for me,

'Cause I couldn't bear to see what I might see.

I'm really still in prison, and my love, she holds the key.

A simple yellow ribbon's what I need to set me free. 

I wrote and told her please,

Oh, tie a yellow ribbon 'round the ole oak tree.

It's been three long years.

Do you still want me?

(Still want me?) 

If I don't see a ribbon 'round the ole oak tree,

I'll stay on the bus,

Forget about us,

Put the blame on me,

If I don't see a yellow ribbon 'round the ole oak tree. 

Now the whole damn bus is cheering,

And I can't believe I see,

A hundred yellow ribbons 'round the ole oak tree. 

I'm coming home, mm-hmm. 

A tradução 

Amarre uma fita amarela em volta do velho carvalho. 

Estou voltando pra casa. Já completei o meu tempo.

Agora eu tenho de saber o que é e o que não é meu.

Se você recebeu a minha carta avisando que eu estaria em breve livre,

Então você saberá exatamente o que fazer se você ainda me quer, 

Se você ainda me quer,

Oh, amarre uma fita amarela em volta do velho carvalho.

Foram três longos anos.

Você ainda me quer?

(Ainda me quer?) 

Se eu não vir uma fita em volta do velho carvalho,

Vou ficar no ônibus,

Esqueça-nos,

Ponha a culpa em mim,

Se eu não vir uma fita amarela em volta do velho carvalho. 

Motorista do ônibus, por favor, procure para mim,

Porque eu poderia não suportar ver o que eu possa ver.

Estou na verdade ainda na prisão, e meu amor, ela detém a chave.

De uma simples fita amarela é o que eu preciso para definir-me livre. 

Eu escrevi e disse a ela, por favor,

Oh, amarre uma fita amarela em volta do velho carvalho.

Foram três longos anos.

Você ainda me quer?

(Ainda me quer?) 

Se eu não vir uma fita em volta do velho carvalho,

Vou ficar no ônibus,

Esqueça-nos,

Ponha a culpa em mim,

Se eu não vir uma fita amarela em volta do velho carvalho. 

Agora todo o maldito ônibus está aplaudindo,

E eu não posso acreditar no que vejo,

Cem fitas amarelas em volta do velho carvalho. 

Estou voltando pra casa, hmm-hmm. 

******* 

O contexto histórico amplia o significado da música. A fita amarela passou a ser usada como símbolo de apoio a militares e prisioneiros de guerra, especialmente durante o retorno de soldados do Vietnã. Assim, a canção vai além da história individual e se torna um hino coletivo de esperança e reconciliação. O final, com “A hundred yellow ribbons 'round the old oak tree” (Cem fitas amarelas ao redor do velho carvalho), transforma a expectativa em celebração, mostrando que o acolhimento pode ser ainda maior do que o esperado. A atmosfera otimista e calorosa, reforçada pelo coro do ônibus e pela imagem das inúmeras fitas, transmite uma mensagem universal sobre segundas chances e o poder do perdão.