Uma “história” que circula na internet...
Se non è vero, è ben trovato = Se não é verdade, é bem achado.
Comecei
a dialogar com uma mina pelo WhatsApp e o nosso relacionamento era perfeito, tipo
Batman e Robin, Jay e Beyoncé, Velho Barreiro e Engov, Claudinho
e Bochecha.
Eu
sempre levo para as minhas noitadas, o meu cantil de metal com uma boa cachaça e
um cigarro do capeta; elas, a comida (sem trocadilho)...
Depois
de falarmos várias safadezas no Zap, e trocarmos vários nudes, ela até
me perguntou: “Quanto tempo você aguenta na cama?” ‒ Eu respondi: “Até o
meio-dia, depois começa a me dar fome, tenho que levantar...”
Foi
então que marcamos um encontro na kitinete dela, estava tudo indo perfeitamente
bem entre eu e a nova parça, até a hora que decidimos transar.
A
noite era perfeita... Naquele clima inebriante e sensual extremamente
transante, uma musiquinha romântica ao fundo, janela aberta, noite estrelada,
lua cheia, um espumante barato na mesa e meio maço de cigarro ao lado, com luz
ambiente vermelha suave de um abajur cor-de-carne...
E
aquela beldade de um metro e meio de puro tesão, até dói a minha
coluna, quando eu me lembro, choro de dor, pois eu recordo de que cada
envergada pra beijá-la, era um bico de papagaio no espinhaço que doía e queimava
pra cacete.
A
gente lá se beijando, se acariciando e a coisa foi esquentando, fomos nos
despindo e Uaau!!! Ela no estilo mulher maravilha, de bota, calcinha e sutiã; e
eu, tipo Sonic, só de meia e tênis.
Por
incrível que pareça, sou um cara tímido, mas, pessoalmente, eu também sou bom
de sacanagem no bate bolas na virilha.
Ela
era linda, rosto angelical, black imenso, piercing, tatuagem tribal, com
cara de aluna ingênua de colégio militar.
Mas,
sabe aquele ditado que diz: Quem vê cara não vê tesão acumulado, pois bem, foi
aí que o bicho pegou...
Durante
um beijo de língua, num lance de quase três minutos, ela incorporou o José Aldo
e me jogou na cama numa pegada mais que agressiva e eu não entendi o que tava
acontecendo.
Ai começou a baixaria...
Ela
me deu um tapa na cara e eu estranhei. Deu outro mais forte! Questionei: Que porra
é essa, lazarenta!? Ela começou a gritar
umas sacanagens no meu ouvido em tons de ameaça, dizendo para eu relaxar, pois pretendia
fazer em mim o famoso “fio terra” com dois dedos e ainda a seco! Pode isso, Arnaldo?
Eu
já tava na dúvida se iria transar ou ser interrogado, ela era uma mistura de
Bruna Surfistinha com Capitão Nascimento, incorporado num zumbi da Cracolândia,
imagina só a situação! Pessoal, eu fiquei tão assustado que nem sabia onde
tava o potinho do amor dela, se era no meio das pernas, atrás das orelhas ou na
mão pesada da criatura.
É,
galera, eu comecei a sair do clima e o pinto querendo arriar a
bateria, fiquei em choque, se ereto eu já tava apanhado desse jeito,
imagina se ele amolecesse? Ela vai me asfixiar com o travesseiro e reanimar o
meu pinto com um desfibrilador no meu brioco, fico suando só de imaginar a
cena.
Tentei
manter a calma, mas era impossível, pois as porradas continuavam comendo solta
no meu lombo cada vez mais seguida e fortes. Já tava apanhando mais que cagueta
X9 em cela de traficante... Sofrendo mais que corno ouvindo o Amado Batista na
jukebox de um boteco barato tomando cerveja Skol morna.
De
repente, num ato de pavor e desespero, eu virei ela com as costas pro colchão,
foi meio que um golpe perfeito de judô um Ippon.
Ai
vai vara e vem vara, sai e entra de novo e de novo, e tapa a reveria,
vindo na direção da minha cara.
Parecia que eu tava atuando
em um filme pornô, dirigido pelo Quentin Tarantino!
Ela
pedia tapa na cara, não curto muito essas brisas masoquistas, mas se não
batesse, era eu que ia apanhar mais. E a mão da desalmada era tão pesada feito
um saco de cimento.
Pra
evitar os hematomas e eu não sair de lá mais roxo que repolho, tive a brilhante
ideia de abraçá-la... PQP!
Foi
punk, a maluca cravou as unhas nas minhas costas e foi descendo costelas abaixo, tirando mais de meio quilo do meu couro.
Parecia que eu estava sendo atacado por um urso siberiano.
Não
bastando os vergões e retaliações, a abençoada mordeu meu peito numa
voracidade que ficou a marca umas três semanas, pareciam um terceiro mamilo.
Dei
um berro tão grande, meio grave e desafinando pro agudo, parecia o Tarzan
gripado que viu assombração... Eu não sabia o que fazer! A mina tava
possuída pelo Satanás do Kama Sutra.
Meu
corpo falava: Reaja, homem! A minha cabeça gritava: Mete o pé! Vaza,
porra, sai dessa furada, imbecil!
E
a gente no segundo andar, eu não sabia se escalava pro terceiro ou se pulava
dali mesmo e foda-se a minha vida.
Minha
pressão subindo, o meu pinto querendo dar pane geral, suor pingando, a asma
atacando, tava pior que jogador de várzea, que já tinha atuado em todas as
posições e nada de fazer um gol!
Não
sou muito religioso, mas nessa hora foquei num pau nosso, ou melhor, pai
nosso (perdoe-me a blasfêmia), e depois de jogar os dois tempos mais na
prorrogação, quase indo pros pênaltis, cabeceei do meio da área fiz o
gol!
Eu
já estava igual aquela série do Netflix, “Um Estranho no Paraíso”. Com a
sensação de dever cumprido. Depois, tipo jogador de terceira
divisão, pedi, chorando, pra aliviar meu intestino e ser
substituído... Fui correndo esbaforido ao banheiro... Tranquei a porta. Lavei
o rosto pra disfarçar a cara de choro e desespero.
Não deu
nem dois minutos... Escuto uma voz de fundo:
“Mozão, volta pro segundo Round...”.
E
eu ali, desesperado, tentando escapar nu pela janela do banheiro. Me vesti
apressado, atravessei a sala correndo e me mandei porta afora.
Que
roubada que eu fui me meter! Nunca mais embarco numa canoa furada dessas. Cruz credo!