sexta-feira, 14 de março de 2025

Preciso desabafar!

 Uma “história” que circula na internet... 

Se non è vero, è ben trovato = Se não é verdade, é bem achado. 

Comecei a dialogar com uma mina pelo WhatsApp e o nosso relacionamento era perfeito, tipo Batman e Robin, Jay e Beyoncé, Velho Barreiro e Engov, Claudinho e Bochecha. 

Eu sempre levo para as minhas noitadas, o meu cantil de metal com uma boa cachaça e um cigarro do capeta; elas, a comida (sem trocadilho)...  

Depois de falarmos várias safadezas no Zap, e trocarmos vários nudes, ela até me perguntou: “Quanto tempo você aguenta na cama?” ‒ Eu respondi: “Até o meio-dia, depois começa a me dar fome, tenho que levantar...” 

Foi então que marcamos um encontro na kitinete dela, estava tudo indo perfeitamente bem entre eu e a nova parça, até a hora que decidimos transar. 

A noite era perfeita... Naquele clima inebriante e sensual extremamente transante, uma musiquinha romântica ao fundo, janela aberta, noite estrelada, lua cheia, um espumante barato na mesa e meio maço de cigarro ao lado, com luz ambiente vermelha suave de um abajur cor-de-carne... 

E aquela beldade de um metro e meio de puro tesão, até dói a minha coluna, quando eu me lembro, choro de dor, pois eu recordo de que cada envergada pra beijá-la, era um bico de papagaio no espinhaço que doía e queimava pra cacete. 

A gente lá se beijando, se acariciando e a coisa foi esquentando, fomos nos despindo e Uaau!!! Ela no estilo mulher maravilha, de bota, calcinha e sutiã; e eu, tipo Sonic, só de meia e tênis. 

Por incrível que pareça, sou um cara tímido, mas, pessoalmente, eu também sou bom de sacanagem no bate bolas na virilha. 

Ela era linda, rosto angelical, black imenso, piercing, tatuagem tribal, com cara de aluna ingênua de colégio militar. 

Mas, sabe aquele ditado que diz: Quem vê cara não vê tesão acumulado, pois bem, foi aí que o bicho pegou... 

Durante um beijo de língua, num lance de quase três minutos, ela incorporou o José Aldo e me jogou na cama numa pegada mais que agressiva e eu não entendi o que tava acontecendo. 

Ai começou a baixaria... 

Ela me deu um tapa na cara e eu estranhei. Deu outro mais forte! Questionei: Que porra é essa, lazarenta!?  Ela começou a gritar umas sacanagens no meu ouvido em tons de ameaça, dizendo para eu relaxar, pois pretendia fazer em mim o famoso “fio terra” com dois dedos e ainda a seco! Pode isso, Arnaldo? 

Eu já tava na dúvida se iria transar ou ser interrogado, ela era uma mistura de Bruna Surfistinha com Capitão Nascimento, incorporado num zumbi da Cracolândia, imagina só a situação! Pessoal, eu fiquei tão assustado que nem sabia onde tava o potinho do amor dela, se era no meio das pernas, atrás das orelhas ou na mão pesada da criatura. 

É, galera, eu comecei a sair do clima e o pinto querendo arriar a bateria, fiquei em choque, se ereto eu já tava apanhado desse jeito, imagina se ele amolecesse? Ela vai me asfixiar com o travesseiro e reanimar o meu pinto com um desfibrilador no meu brioco, fico suando só de imaginar a cena. 

Tentei manter a calma, mas era impossível, pois as porradas continuavam comendo solta no meu lombo cada vez mais seguida e fortes. Já tava apanhando mais que cagueta X9 em cela de traficante... Sofrendo mais que corno ouvindo o Amado Batista na jukebox de um boteco barato tomando cerveja Skol morna. 

De repente, num ato de pavor e desespero, eu virei ela com as costas pro colchão, foi meio que um golpe perfeito de judô um Ippon. 

Ai vai vara e vem vara, sai e entra de novo e de novo, e tapa a reveria, vindo na direção da minha cara. 

Parecia que eu tava atuando em um filme pornô, dirigido pelo Quentin Tarantino! 

Ela pedia tapa na cara, não curto muito essas brisas masoquistas, mas se não batesse, era eu que ia apanhar mais. E a mão da desalmada era tão pesada feito um saco de cimento. 

Pra evitar os hematomas e eu não sair de lá mais roxo que repolho, tive a brilhante ideia de abraçá-la... PQP! 

Foi punk, a maluca cravou as unhas nas minhas costas e foi descendo costelas  abaixo, tirando mais de meio quilo do meu couro. Parecia que eu estava sendo atacado por um urso siberiano. 

Não bastando os vergões e retaliações, a abençoada mordeu meu peito numa voracidade que ficou a marca umas três semanas, pareciam um terceiro mamilo. 

Dei um berro tão grande, meio grave e desafinando pro agudo, parecia o Tarzan gripado que viu assombração... Eu não sabia o que fazer! A mina tava possuída pelo Satanás do Kama Sutra. 

Meu corpo falava:  Reaja, homem! A minha cabeça gritava: Mete o pé! Vaza, porra, sai dessa furada, imbecil! 

E a gente no segundo andar, eu não sabia se escalava pro terceiro ou se pulava dali mesmo e foda-se a minha vida. 

Minha pressão subindo, o meu pinto querendo dar pane geral, suor pingando, a asma atacando, tava pior que jogador de várzea, que já tinha atuado em todas as posições e nada de fazer um gol! 

Não sou muito religioso, mas nessa hora foquei num pau nosso, ou melhor, pai nosso (perdoe-me a blasfêmia), e depois de jogar os dois tempos mais na prorrogação, quase indo pros pênaltis, cabeceei do meio da área fiz o gol! 

Eu já estava igual aquela série do Netflix, “Um Estranho no Paraíso”. Com a sensação de dever cumprido. Depois, tipo jogador de terceira divisão, pedi, chorando, pra aliviar meu intestino e ser substituído... Fui correndo esbaforido ao banheiro... Tranquei a porta. Lavei o rosto pra disfarçar a cara de choro e desespero. 

Não deu nem dois minutos... Escuto uma voz de fundo: 

“Mozão, volta pro segundo Round...”. 

E eu ali, desesperado, tentando escapar nu pela janela do banheiro. Me vesti apressado, atravessei a sala correndo e me mandei porta afora. 

Que roubada que eu fui me meter! Nunca mais embarco numa canoa furada dessas. Cruz credo!


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