terça-feira, 10 de dezembro de 2024

Corrigindo para a vida

 Lourdes Alves

Quando o meu filho mais velho tinha cinco anos, ele foi com o pai dele ao Centro da Cidade de Jundiaí, interior de São Paulo, isso há 32 anos. Não havia Aplicativos de Carros. Quando eles voltaram do centro para casa, o meu filho estava na janela do ônibus, e o Pai sentado no corredor. Pegaram o ônibus no ponto inicial. Quando passou por vários pontos, o ônibus foi enchendo de passageiros. Foi, então, que entrou uma senhora idosa e ficou ao lado do meu marido. Meu esposo pegou nosso filho, colocou no colo e cedeu o lugar do corredor para a senhora. Meu filho não gostou, queria ir sentado na janela e sozinho. Ele começou a se contorcer para sair do colo do pai até que caiu sentado embaixo das pernas do mesmo. A senhora disse: 

‒ Deixa o menino, eu vou em pé mesmo. 

Meu marido disse: 

‒ Não, senhora, ele vai sentado embaixo do banco, porque ele escolheu isso, ele tinha a opção de ir no meu colo e na janela. 

A mulher foi em pé, não sentou, o banco ficou vazio até meu marido descer. O que pensaram sobre a atitude do meu marido pouco importa, porque é óbvio que muitos acharam que isso foi um absurdo. O que importa é que meu filho nunca mais fez isso. Ele foi corrigido de uma birra sem necessidade alguma. E, pronto e acabou. Quem manda é pai e mãe, isso não se discute e ponto final. 

Foi, também, feio demais o que essa mãe e uma passageira fizeram no avião dias atrás. Péssimo exemplo para a humanidade. 

“Eduque seu filho para que ele entenda

que nem sempre será possível

ir sentado na janela”.

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