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E é impossível não lembrar da Lei Rouanet, tão injustamente atacada. Na prática, a Lei é o grande alicerce de muitos desses projetos (culturais). Permite que empresas destinem parte de seus impostos a iniciativas culturais, sem aumentar gastos do poder público. Patrocinadores ganham visibilidade e engajamento, artistas têm a chance de realizar seus trabalhos; a população recebe cultura de qualidade. Quem critica, em geral, não entendeu ‒ ou prefere não entender. A demonização da Lei Rouanet nasce da desinformação e da politização rasteira. Sem ela, muitos dos espetáculos que hoje encantam plateias ‒ e aquecem economias ‒ simplesmente não existiriam.
Parte da crônica “A roda que gira com arte”, de Zé
Victor Castiel,
No Caderno Sábado do Correio de Povo, janeiro de 2026.
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Os fundamentos da Lei Rouanet (Lei nº 8.313/91) são o incentivo fiscal à cultura, permitindo que empresas e pessoas físicas destinem parte do seu Imposto de Renda para patrocinar projetos culturais aprovados pelo Ministério da Cultura (MinC), em troca de abatimento do imposto devido (4% para PJ e 6% para PF), fomentando a produção artística e gerando retorno econômico e social, através de mecanismos como patrocínio e doação, com regras claras para aprovação e execução dos projetos.

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