sábado, 31 de janeiro de 2026

Frases de Leon Eliachar

A mulher é uma coisa tão complexa que quando o homem chega a compreendê-la o jeito é abandoná-la.

A grande conquista da mulher é saber que pode ser conquistada a hora que quiser. 

Antigamente, quando um homem olhava para o tornozelo da namorada, era um audacioso. Hoje, um idiota. 

Vício é o que sempre estamos fazendo pela última vez. 

Pontualidade é a coincidência de duas pessoas chegarem com o mesmo atraso. 

Segredo é isso que vai rolando de ouvido em ouvido e volta sempre com mais detalhes. 

Há dois tipos de mulheres: a nossa e a dos outros. 

Quando um homem se casa passa a alimentar duas bocas e a calçar quatro pés. 

As mulheres são sempre muito queridas. Umas quando chegam; outras quando partem. 

A mulher ideal é a eventual. 

Procuro manter sempre o mesmo nível de humor, mas a culpa não é minha: têm dias que o leitor está mais fraco. 

Viver honestamente é fácil, difícil é viver desonestamente. 

O turfe não é jogo de azar. A gente joga sabendo que vai perder. 

O homem se casa para vencer a solidão; a mulher, para ficar só. 

O homem se casa para ficar em casa. A mulher para sair. 

O divórcio é uma chance que se dá ao indivíduo para errar outra vez. 

O casamento civil é o que ninguém vê; o religioso é onde todo mundo se vê. 

Herói é o sujeito que teve a sorte de escapar vivo. 

É sim, irmão ‒ convém não esquecer que o dinheiro não é tudo na vida. Tudo na vida é a falta de dinheiro. 

Algumas mulheres são contra o biquíni porque o biquíni é contra elas. 

Biquíni: Um pedaço de pano cercado de mulher por todos os lados.

Quando chega ao altar, a mulher diz o último 'sim' ao homem. 

As estatísticas não falham: para cada homem solteiro há sempre uma mulher casada. 

Mulher que se preza não mente: inventa verdades. 

Mais vale dois carros na contramão que uma mulher na mão. 

O homem se casa por descuido. A mulher, por precaução. 

O pior cego não é aquele que não quer ver: é aquele que não quer ser visto. 

Um homem prevenido vale por dois; dois homens prevenidos não sobra nenhum. 

Saca-rolha é esse instrumento que foi inventado pra empurrar a rolha para dentro da garrafa. 

A alegria do geômetra é ver o círculo pegar fogo. 

O que mais pesa em cima de um travesseiro é a consciência. 

Só uma coisa o homem faz questão de acompanhar durante toda a sua vida com verdadeiro carinho: a queda dos cabelos. 

Liberdade de imprensa é fácil. Difícil é ser jornalista livre. 

Sogra é esse parente afastado que se torna cada vez mais próximo. 

Como evoluiu a odontologia: cada dia se inventa um aparelho diferente pra provocar uma dor diferente. 

Pai moderno é uma ilha de afeto cercada de contas por todos os lados. 

Da discussão não nasce a luz, nasce a conta da luz. 

A grande luta dos anunciantes de sabão em pó é querer tornar o seu branco mais branco que o do outro. 

Pediatra é um sujeito de profissão difícil: tem de agradar as mães sem prejudicar a saúde das crianças. 

O sim mais caro do mundo o homem deposita na igreja e a mulher fica sacando o resto da vida. 

Agora que existe o parto sem dor, só falta inventarem a conta com anestesia.

Marido é um homem que passa a metade da vida procurando uma mulher e a outra metade tentando livrar-se dela. 

O chato da bebida não é o mal que ela nos pode trazer, são os bêbados que ela nos traz. 

Não são os cavalheiros que estão acabando, é o “h” que já não se usa mais.

Imagem de O Folha de Minas 

Leon Eliachar (Cairo, 12 de outubro de 1922 ‒ Rio de Janeiro, 29 de maio de 1987) foi um jornalista de humor e escritor brasileiro  nascido no Egito. 

Vida: 

Veio para o Brasil muito pequeno e viveu quase toda a sua vida no Rio de Janeiro. 

Jornalista desde os 19 anos de idade, trabalhou em diversos jornais e revistas, fixando-se, por último, no Última Hora, onde mantinha uma página com o título de Penúltima Hora. Justificava o nome da página com a legenda “um jornal feito na véspera”. 

Foi colaborador dos roteiros de dois filmes carnavalescos, e autor de programas de rádio e secretário da revista Manchete. Também foi colunista da revista O Cruzeiro. 

Em 1956 foi laureado com o primeiro prêmio na IX Exposição Internacional de Humorismo realizada na Europa, em Bordighera, na Itália. 

Segundo notícias da época, ele foi assassinado a mando de um rico fazendeiro paranaense com cuja esposa o autor vinha mantendo um romance. Leon morreu com um tiro no rosto, em seu apartamento e foi sepultado no Cemitério São João Batista, em Botafogo, na cidade do Rio de Janeiro. 

Bibliografia: 

O Homem ao Quadrado (1960)

O Homem ao Cubo (1963)

A Mulher em Flagrante (1965)

O Homem ao Zero (1967)

10 em Humor (1968), em conjunto com Millôr Fernandes, Stanislaw Ponte Preta, Fortuna, Ziraldo, Jaguar, Claudius, Zélio, Henfil e Vagn)

O Homem ao Meio (1979) 

Certa vez, Leon Eliachar escreveu: “Nunca cobicei a mulher do próximo: só a do afastado.” A última que ele cobiçou era de um fazendeiro bem afastado do Rio de Janeiro, Palmas, no Paraná. Mas isso não impediu que, conforme foi noticiado na época, o fazendeiro mandasse matá-lo, no Rio.


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