● Os principais critérios que definem a escolha do paciente são tempo de espera e urgência.
● A lista é gerenciada pela central de transplantes de cada estado do Brasil.
● Nem o doador nem a família podem escolher para quem vão os órgãos.
● Pela lei, parentes de até quarto grau (pais, irmãos, netos, avós, tios, sobrinhos e primos) e cônjuges podem ser doadores entre si em vida.
● No caso de receptores que não são parentes, o transplante só pode ser feito com autorização judicial.
● A doação consiste na retirada cirúrgica de órgãos ou tecidos saudáveis de um recém-falecido e sua posterior reposição no corpo de uma pessoa doente, o receptor.
● Os órgãos que podem ser doados são coração, pulmão, fígado, rim, pâncreas e intestino.
● Os tecidos que podem ser doados são córneas, pele, ossos e válvulas cardíacas.
● Na morte encefálica, órgãos e tecidos podem ser doados.
● Nos casos em que o coração para, somente tecidos podem ser transplantados.
● Podem ser doados em vida um dos rins, parte do fígado, parte da medula óssea e parte do pulmão.
● Dentre todas as etapas, ainda é preciso correr contra o tempo para levantar o histórico do paciente morto e avisar o possível receptor de que há um órgão disponível.
● Em alguns casos, não mais do que poucas horas podem separar a retirada do órgão do corpo e o transplante para o paciente.
● Coração, pulmão, fígado e pâncreas têm prazo máximo de seis horas para a doação.
● O rim pode ser transplantado em até 24 horas.
● córneas têm até 15 dias para o transplante. E tecidos como osso duram até cinco anos porque são conservados em freezers.
As etapas de um transplante
● Diagnóstico: a morte encefálica do paciente é determinada.
● Autorização: a família é avisada e, se decidir pela doação, precisa assinar termo por escrito, diante de testemunhas, para autorizar a retirada de órgãos.
● Entrevista: são feitas entrevistas com familiares para investigar o histórico clínico e rastrear possíveis doenças do doador.
● Retirada: ocorre a cirurgia para a retirada dos órgãos. Aqueles que a família optou por doar são preservados em solução refrigerada enquanto se define o receptor.
● Transporte: na central de notificação do Estado onde ocorreu a morte, descobre-se qual é o receptor mais adequado. Ele é avisado e deve se deslocar ao hospital com urgência.
● Cirurgia: no hospital, o receptor passa por uma pré-operatório para receber o órgão.
● Então, é feito o transplante.
● Recuperação: finalizada a cirurgia, o receptor precisa passar a tomar medicamentos para evitar a rejeição do órgão.
(Do caderno Vida, do jornal Zero Hora, fevereiro de 2026)

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