segunda-feira, 16 de outubro de 2023

Uma seleção da “Seleções”

 

O pai como medida 

Papai costumava sintetizar as relações entre pais e filhos do seguinte modo: 

Quando se tem 5 anos, o pai sabe tudo.

Quando se tem 12 anos, o pai não sabe tudo.

Quando se tem 18 anos, o pai não sabe de nada.

Quando se tem 25 anos, o pai sabe tanto!

Quando se tem 45 anos, ah quem me dera que estivesse aqui! Ele sabia tudo. 

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“Os escritores constroem castelos no ar, os leitores moram lá dentro e os editores cobram aluguel.” (Máximo Gorki) 

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Definições definitivas 

“A personalidade é a soma de todas as nossas opções diárias.” (Margareth Jensen) 

“Políticos são pessoas que, quando veem a luz no fundo do túnel, saem para comprar mais um pedaço de túnel.” (Sir John Quinton) 

“Uma parteira vagarosa é um atraso de vida.” (Parodiantes de Lisboa) 

“As livrarias são universidade onde todos podem entrar.” (Tony Benn) 

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Mecânica amorosa 

Publicado no Diário de Notícias, de Lisboa, no Dia dos Namorados: 

«Adoro o teu chassi, esses teus faróis castanhos que me iluminam em dias de nevoeiro, essas tuas jantes tão bem torneadas; deixa-me limpar-te as velas, desentupir-te o carburador, ajustar-te as folgas, purgar-te os travões, abrir-te o motor e dar-te uma revisão geral, para que na autoestrada da vida possamos juntos atingir o limite de velocidade. Aquele que te quer dar assistência até ires pra sucata. O teu mecânico.» 

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Cão e gato com dono 

A um cachorro, uma pessoa lhe dá de comer, faz-lhe festas, leva-o a passear e ele pensa: «Puxa, esse cara deve ser um deus!» 

A um gato, porém, uma pessoa lhe dá mimos e festinhas e ele pensa: «Puxa, eu devo ser um deus!» 

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Torneio de cientistas 

Um colega meu da Faculdade de Ciências fez circular recentemente o seguinte memorando pelo departamento: 

«Todos aqueles que se dedicam a estudos de campo em dinâmicas de partículas de pequenos projéteis redondos estão convidados a se juntarem a nosso torneio anual de golfe.» 

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Pintando o sete 

O sete é um número mágico. Há sete dias numa semana, sete planetas, sete maravilhas do mundo antigo, sete cores no arco-íris, sete notas numa escala. Cada período lunar dura sete dias e o mês lunar 28 dias (quatro vezes sete). E mais: 28 = 1 + 2 + 3 + 4 + 5 + 6 + 7. 

Hipócrates defendia que «o número sete, através de suas virtudes ocultas, conserva tudo na natureza. Administra a vida e o movimento. Influencia até os seres celestiais. » 

Para combater a esterilidade, as mulheres marroquinas enrolam suas faixas sete vezes em torno de um tronco de árvore e deixam lá durante sete dias. 

Para não se afogarem no mar, os islandeses que vão dar o primeiro mergulho do dia começam por deixar passar sete ondas por cima da cabeça. 

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Só pra confirmar 

Uma moça ia andando pela rua quando um garotinho gritou para ela: 

− Alguém já te disse que você é a cara da Michelle Pfeiffer? 

− Não, nunca! − respondeu ela, encantada. 

− É o que eu estava achando − comentou o pestinha. 

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Como é que é? 

Voltando para casa após visitar minha filha, nosso avião pegou intensa turbulência. O piloto, ao mesmo tempo em que comunicava que em breve a gente estaria voando acima do mau tempo, recomendou que nos mantivéssemos em nossos lugares, com cintos de segurança apertados. Pouco depois anunciou: 

− Senhores passageiros, se quiserem podem tirar os cintos e andar pela cabine, mas agradeço que não saiam da aeronave. 

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Entre aspas 

“Estabeleça aquilo que pode ser e deve ser feito; depois, descobriremos a maneira de executá-lo.” (Abraham Lincoln) 

“É um mau cozinheiro aquele que não lambe os seus próprios dedos.” (William Shakespeare) 

“Os pessimistas recordam-nos que os lírios pertencem à família das cebolas, e os otimistas que as cebolas pertencem à família dos lírios.” (Yolaine Burudi) 

“Há duas maneira de propagar a luz: ou ser-se a vela ou o espelho que a reflete.” (Edith Wharton) 

“Nunca saia com um homem cuja fivela do cinto seja maior que cabeça.” (Grace Under Fire) 

“Em todas as comunidades há trabalho para ser feito. Em todas as nações há feridas por sarar. Em todos os corações há o poder de fazê-lo.” (Marianne Williamson) 

“Aqueles que esperam colher as bênçãos da liberdade terão que passar pelos trabalhos de defendê-la.” (Thomas Paine) 

“A idade não nos protege do amor. Mas, até certo ponto, o amor protege da idade.” (Jeanne Moreau)  

(Textos da Seleções do Reader's Digest, fevereiro de 1995) 

 

domingo, 15 de outubro de 2023

Jovens na guerra

 

(...) 

Dizem que, na guerra, jovens que não se odeiam se matam por ordens de velhos que se odeiam, mas não se matam. 

Porque, se os governantes e altos militares tivesse que ir, eles mesmos, para a linha de frente do ataque nas trincheiras, o mundo viveria na paz. 

É muito fácil para esse líderes dementes que desejam implantar regimes extremistas, totalitários absolutistas, distribuir armas e comandar. 

Se milhões de jovens levados por fanatismo, idealismo, amor à pátria ou a um deus morreram como formigas esmagadas, tanto faz. Nada disso tem importância. Esse assassinato em massa vira estatística.   

Esses jovens deixam de ser os filhos de suas mães, deixam de ser a esperança do futuro. São apenas números. Baixas de uma guerra qualquer, de um governo para quem eles nada significam. 

Eu não queria falar de guerra. 

Eu queria falar de paz. 

(...) 

Mulheres resolvem problemas que não criaram, superam abusos e dificuldades e sempre encontram soluções. Em tempo de guerra, mulheres lutam pela paz. 

Bruna Lombardi

(Parte da crônica “As mães da guerra”, em GZH)

Um pequeno desafio

 

Não queremos fazer de bobo. Mas não resistimos à tentação de pegá-lo com as perguntas a seguir. Tente respondê-las − e depois confira as respostas abaixo do teste. 

1. Onde é que todos podem se sentar, menos você? 

2. Por que a faxineira prefere limpar um espelho a uma janela do mesmo tamanho, quando ambos se encontram em local de fácil acesso? 

3. Como é possível jogar uma bola de forma que ela mude de direção e volte para você sem bater nem tocar em nenhum objeto? 

4. Sua cama e o interruptor de luz estão afastados cinco metros. Sem usar nenhum objeto ou instrumento mecânico ou eletrônico, como você pode apagar a luz e ir para a cama antes que o quarto fique escuro? 

5. João está numa cabana quase coberta pela neve no meio da montanha, e a temperatura é de 30 graus abaixo de zero. Ele olha para o único fósforo que tem na mão e, em seguida, para uma vela, uma lamparina e a lareira − todas prontas para serem acesas. O que ele acende primeiro? 

6. Que meio de transporte mecanizado de São Paulo − existem 120 mil deles! − leva três vezes mais passageiros por dia do que metrô, trem, ônibus, carros e táxis juntos? 

7. Você é capaz de formar uma palavra comprida com as letras: 

rplaoimamepUardvaa? 

8. Se Ruy Barbosa estivesse vivo até hoje (2023), pelo que ela seria mais conhecido? 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Respostas: 

1. No seu colo. 

2. Porque o espelho normalmente tem um lado só. 

3. Jogue a bola para cima. 

4. Vá para a cama durante o dia. 

5. O fósforo. 

6. O elevador. 

7. Com as letras, você forma: → Uma palavra comprida. 

8. Pela idade. (174 anos) Ele nasceu em 1849.  

(Texto da Seleções do Reader's Digest, julho de 2003)


sábado, 14 de outubro de 2023

Um negócio chamado educação

 Bulhufas 

por Carlos Castelo Branco

Outro dia resolvi voltar ao velho prédio da minha faculdade. Tudo muito diferente. Começando pela máquina de Coca-Cola na entrada. Se pusessem uma engenhoca dessas no meu tempo de estudante, o responsável pela ideia seria torturado até confessar que era um agente da CIA disfarçado de bicho-grilo. 

Desculpem pela má palavra, mas estudei jornalismo. Estava em dúvida entre contabilidade, engenharia florestal ou me oferecer como pilha do universo num mosteiro tibetano. Terminei me apaixonando pela ideia de lutar pela Verdade. Mas, pelo que vi no campus naquela manhã, até o nosso juramento devia ter mudado. Para algo assim: “Juro produzir reportagens fofas com meus clientes, visando transformá-los em VIPs. Juro sempre passar astral positivo para a população, exceto quando a matéria for pegadinha”. 

Ah, a educação brasileira. Dia desses li que as faculdades privadas criam quatro novos cursos por dia. Nunca um setor teve nome tão apropriado: faculdades privadas. Você passa no vestibular de algumas destas e não entra, senta. Propaganda de cursinho na televisão, os alunos olhando as listas de aprovação, chorando e dizendo: 

– Sentei! Sentei, porra! 

– Glorinha? Entrou na privada? 

– Acabei de entrar, amiga! Fiquei tão aliviada! 

Ou ainda: 

– Essa hora em casa, Tiago. E a aula? 

– Hoje não teve, mãe. A faculdade tá entupida.

Já dá para imaginar alguns cursos que vêm por aí.

“Faça você também graduação em gastronomia teológica. O cardápio da Santa Ceia; tipos de Sangue do Senhor (tintos A, B, O, AB); como fazer pratos kosher à base de dendê. Possibilidade de diplomação antes do início do curso? Pergunte-nos como.” 

“Curso exclusivo de personal trainer filosófico. Um MBA inédito onde você aprende as técnicas para discutir Aristóteles, Schopenhauer, Adorno durante caminhadas, triatlo, partidas de tênis, vôlei de praia. Possibilidade de especialização em psicólogo-maratonista.”

“Seja um bacharel em criação Capacidade para transformar um curso supletivo num centro de pós-graduação de faculdades. O profissional do século 21, em duas semanas, sem mudança do quadro pedagógico. Novo sistema vestibular-raspadinha: raspou, entrou!” 

A origem de expressões populares brasileiras

 

Fazer uma vaquinha 

Usada quando um grupo de pessoas racha uma despesa comum, tudo indica que a expressão tenha sido criada pela torcida do Vasco. 

Na década de 1920, os fãs do time arrecadavam dinheiro para distribuir entre os jogadores em caso de vitória. O valor era inspirado em números do jogo do bicho e dependia do placar: uma vitória por 1 a 0 rendia um “coelho”, número 10 no jogo, e representava 10 mil réis. 

O prêmio mais cobiçado era justamente a “vaca” – número 25, que representava 25 mil réis para os atletas. Vale acrescentar que esse prêmio só era pago em caso de vitórias históricas. 171 

Esse termo que caiu na boca do povo para classificar os estelionatários e trambiqueiros em geral faz referência ao artigo 171 do Código Penal brasileiro. 

O texto estipula: “Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento”. 

Chorar as pitangas 

É o ato de se queixar de algo, lamuriar. A explicação que Câmara Cascudo traz no livro Locuções Tradicionais do Brasil é a de que essa frase está associada à expressão portuguesa “chorar lágrimas de sangue”. 

A pitanga se assemelharia a uma lágrima e sua cor vermelha remeteria ao sangue. Uma adaptação à moda brasileira. 

Terminar em pizza 

O termo, que denota que algo errado deve acabar sem nenhuma punição, também surgiu no futebol. Na década de 1960, alguns dirigentes do Palmeiras já estavam há 14 horas reunidos discutindo assuntos do clube, quando a fome bateu. 

A solução foi terminar a reunião em uma pizzaria, onde a paz reinou depois de muita mussarela. O jornalista Milton Peruzzi, que acompanhava o imbróglio, registrou a seguinte manchete no Gazeta Esportiva: “Crise do Palmeiras termina em pizza”. 

Arroz de festa 

Duas explicações costumam ser dadas para essa expressão. A tradição de jogar arroz nos noivos na saída de um casamento é uma delas. A pessoa designada como arroz de festa estaria presente em tudo quanto é evento, assim como a chuva de arroz estaria lá em tudo quanto é casório. 

Já para Câmara Cascudo – e ele era especialista em expressões desse tipo – a culpa é do arroz-doce. A sobremesa era quase obrigatória nas festas do século 14, dado o paladar dos portugueses e brasileiros. 

Logo o acepipe virou sinônimo daquelas pessoas que não perdem uma confraternização por nada. Como o arroz-doce aos poucos deixou de ser a principal guloseima, a expressão se modificou e deixou no seu lugar o arroz de festa. 

Matar cachorro a grito 

O professor Ari Riboldi, no livro O Bode Expiatório 2, explica que os cães escutam sons inaudíveis para humanos, tanto de baixa, quanto de alta frequência. A faixa audível é tal que seria possível até mesmo matar esses animais pelo som, deixando-os enclausurados e ouvindo sons estridentes. O desesperado faria o animal se chocar contra a parede até a morte. Um horror sem limites. 

Chato de galocha 

Para quem nunca usou, a galocha é um tipo de calçado de borracha que se coloca por cima dos sapatos para protegê-los da chuva e da lama. 

Como ela tem a missão de reforçar o calçado, a primeira hipótese é de que a expressão tenha surgido justamente para destacar o quão insuportável uma pessoa pode ser: um chato resistente e reforçado. 

Não gostou? Pois a segunda hipótese é mais legal: antes das ruas serem asfaltadas, o uso de galochas era bem mais comum. As pessoas saiam à rua com elas, e era a primeira coisa que tiravam ao chegar em asa (ou na casa de alguém). 

Chatos de galocha seriam as visitas inconvenientes que, cheias de senso de importância, entravam na casa dos outros com galocha e tudo, lançando lama para todo lado. 

Está tudo como dantes no quartel d'Abrantes 

No início do século 19, Portugal foi tomado pelas forças de Napoleão Bonaparte por não obedecer a ordem de fechar seus portos aos ingleses. 

Uma das primeiras cidades a ser invadida foi Abrantes, onde o general Jean Andoche Junot instalou seu quartel sem grandes dificuldades. Como dom João VI e toda a corte portuguesa haviam fugido para o Brasil e a população não resistiu à invasão, a tranquilidade com que o general mantinha seu poder fez nascer a expressão “Está tudo como dantes no quartel d’Abrantes”, já que por lá nada parecia ter mudado. 

Corredor polonês 

Esse foi o nome dado à faixa de terra transferida da Alemanha para a Polônia em 1919, após o Tratado de Versalhes – o acordo de paz assinado após a 1ª Guerra. 

Com a ascensão do partido nazista e a chegada de Hitler ao poder, as forças armadas alemãs tomaram a região em 1939. Os poloneses foram encurralados pelo exército de Hitler, posicionado dos dois lados do “corredor”. Hoje, a expressão é usada para nomear uma passagem estreita formada por duas fileiras de pessoas. 

Erro crasso 

A cultura popular atribui a expressão aos equívocos do romano Marco Licínio Crasso, que em 53 a.C. perdeu a batalha de Carras (além da própria vida). 

Crasso dividiu o poder com Júlio César e Pompeu em 59 a.C., no período conhecido como Primeiro Triunvirato. Obcecado por conquistar o Império Parto, na Mesopotâmia, o cara atacou a cavalaria inimiga em campo aberto com uma infantaria romana e teve seu exército dizimado. 

Amigo da onça 

A expressão foi popularizada pela revista O Cruzeiro, que publicou de 1943 a 1961 o Amigo da Onça, personagem do chargista Péricles Andrade Maranhão. 

Sempre levando vantagem sobre os outros e colocando seus amigos em situações embaraçosas, o Amigo da Onça é a inspiração para a expressão utilizada até hoje. 

As paredes têm ouvidos 

Esse dito também encontrado em outros idiomas, como alemão, francês e chinês, remonta a um antigo provérbio persa que diz “As paredes têm ratos, e ratos têm ouvidos”. 

Um registro similar é encontrado no clássico medieval The Canterbury Tales, em que o autor, Geoffrey Saucer, descreve que “aquele campo tinha olhos, e a madeira tinha ouvidos”. 

Outra versão conta que a rainha Catarina de Médicis, esposa católica de Henrique II (rei da França) e perseguidora implacável dos huguenotes, protestantes franceses, fez furos nas paredes do palácio real para poder ouvir as pessoas das quais suspeitava. 

Custar os olhos da cara 

História de pescador ou verdade? A origem mais conhecida dessa expressão faz referência ao espanhol Diego de Almagro (1479-1538), um dos conquistadores da América, que perdeu um de seus olhos quando tentava invadir uma fortaleza inca. “Defender os interesses da Coroa espanhola me custou um olho da cara”, teria afirmado o conquistador ao imperador espanhol Carlos I. 

Elefante branco 

No livro O Bode Expiatório, Ari Riboldi conta que no antigo Reino de Sião (atual Tailândia) o elefante branco é considerado animal sagrado e deveria ser dado ao rei quando encontrado. 

O rei, por sua vez, presenteava os membros da corte com um desses raros animais. Apesar do custo e do grande trabalho em cuidar de um bicho desse tamanho, não pegava bem recusar o presente – afinal se tratava de um animal sagrado e um presente real. 

Obra cara e desnecessária para uma cidade.

Pagar o pato 

Vem da obra Facetiae, do italiano Giovanni Bracciolini (1380-1459). O texto do autor, figura importante no Renascimento italiano, conta a história de um camponês que vendia patos e certa vez uma mulher queria pagar os animais por meio de encontros sexuais com o vendedor. Na história, ambos foram surpreendidos pelo marido (quase) traído, que, sem concordar com o trato, pagou o pato em grana e encerrou a questão.

sexta-feira, 13 de outubro de 2023

Como é mesmo a letra da música?

 

E: → errado 

C: → certo 

01) Noite do Prazer – Cláudio Zoli 

E: Na madrugada, vitrola rolando nu, trocando de biquíni sem parar. 

C: Na madrugada, vitrola rolando um blues, tocando B.B. King sem parar. 

02) Como Nossos Pais – Elis Regina 

E: É você que é mal-passado e que não vê que o novo sempre vem. 

C: É você que ama o passado e que não vê que o novo sempre vem. 

03) Será – Legião Urbana 

E: Será que vamos ter que responder pelos erros anais, eu e você? 

C: Será que vamos ter que responder pelos erros a mais, eu e você? 

04) Minha Alma – O Rappa 

E: Spice Boys, Spice Boys não me passam medo. 

C: Pois paz sem voz, paz sem voz, não é paz, é medo. 

05) Lágrimas e Chuva – Kid Abelha 

E: Eu tô plantando os meus problemas que eu quero esquecer. 

C: Eu dou plantão dos meus problemas que eu quero esquecer. 

06) De volta ao Planeta – Jota Quest 

E: Eu tô com o Tony Preto no planeta dos macacos. 

C: E tá faltando emprego no planeta dos macacos. 

07) Fricote – João Paulo e Daniel 

E: Sou seu namorado, vem, vem. Quica no danado, vem, vem, vem. 

C: Sou seu namorado, vem, vem. Que calor danado, vem, vem, vem. 

08) Burguesinha – Seu Jorge 

E: Vai no cabeleireiro, no eletricista... 

C: Vai no cabeleireiro, no esteticista... 

09) Os alquimistas estão chegando − Jorge Ben Jor 

E: Os alpinistas estão chegando. 

C: Os alquimistas estão chegando. 

10) Homem Primata − Titãs 

E: Homem que mata! Capitalismo selvagem. 

C: Homem primata! Capitalismo selvagem... 

11) Do Leme ao Pontal − Tim Maia 

E: Bolo e guaraná, suco de caju, goiabada para a sobremesa… 

C: Tomo um guaraná, suco de caju, goiabada para a sobremesa… 

12) Açaí – Djavan 

E: Ao sair do avião, zum de besouro, um ímã, branca é às três da manhã... 

C: Açaí, guardiã, zum de besouro, um ímã, branca é a tez da manhã... 

13) Eu sei (na mira) − Marisa Monte 

E: Um dia eu vou estar na sua e você vai estar na minha… 

C: Um dia eu vou estar à toa e você vai estar na mira… 

14) Whisky a Go-Go – Roupa Nova 

E: Eu perguntava tudo em holandês… 

C: Eu perguntava: “Do You Wanna Dance?”…


Vamos tomar um chimarrão?

Chimarrão um legado dos índios Guarani 

O hábito de consumir erva-mate é uma herança indígena, do século XVII, que tinha entre seus hábitos, o uso de uma bebida feita com folhas fragmentadas, ingerida em um pequeno porongo por meio de um canudo de taquara de nome, TACUAPI, que tinha na base um trançado de fibras para impedir que as partículas das folhas fossem ingeridas. 

Os guarani chamavam-na de caá-i (água de erva saborosa) e dizem que seu uso fora transmitido por tupã. 

Os conquistadores provaram o chimarrão e o acharam saboroso e com alguns poucos goles sentiam uma sensação de bem-estar no organismo, sendo assim o costume adotado pelos colonizadores espanhóis e portugueses e em pouco tempo, o comércio da erva-mate se tornava o mais rendoso da Colônia. 

O uso do chimarrão se estendeu às margens do Prata, conquistou Buenos Aires, transpôs os Andes, chegou a Potosi, na Bolívia. 

O chimarrão também fez a riqueza dos jesuítas que se estabeleceram no Guaíra, ao sul do Paranapanema e nos Sete Povos, à margem oriental do Uruguai. 

Fazendo plantio de ervais, depois de fracassos iniciais para germinar a semente, os jesuítas inventaram a caá-mini, pó grosso de erva-mate, que passou a valer três vezes mais e, com sua exportação, ganharam muito dinheiro, trazendo um período de opulência para os Sete Povos e as Missões. 

Desta maneira também a erva-mate se tornou a grande força econômica a consolidar na época o tropeirismo realizado pelos paulistas. 

O chimarrão sempre foi presente no dia-a-dia do gaúcho, constituindo-se na bebida típica do sul do país. 

Também conhecido como mate amargo, é a bebida preferida pelo gaúcho, constitui-se no símbolo da hospitalidade e da amizade. 

Hoje em dia as rodas de chimarrão são uma maneira das pessoas conversarem, de se aproximarem, é uma maneira de “quebrar o gelo” nas relações formais, seja onde for, no trabalho; em casa; na escola; nos encontros, e em diversas ocasiões. 

O chimarrão não é o objetivo principal dos encontros, mas ele é usado como um pretexto, quando a pessoa quer encontrar alguém, quer conversar, usa o chimarrão como um motivo para reunir-se. 

O convite “vamos tomar um chimarrão?” representa o mesmo que “vamos conversar, trocar ideias?” 

“Chimarrão, a partir do momento em que se compartilha uma cuia, se compartilham os sonhos e as ideias. 

Fonte: Paulo Mena Pesquisador