W. H. Auden
Wystan Hugh Auden → 21 de fevereiro de 1907, York, Birmingham; 29 de setembro de 1973, Viena. Foi um poeta e crítico inglês.
No poema abaixo, W.H. Auden descreve o luto que se segue à morte do amado como o fim de toda a esperança.
Funeral Blues
Stop
all the clocks, cut off the telephone,
Prevent
the dog from barking with a juicy bone,
Silence
the pianos and with muffled drum
Bring
out the coffin, let the mourners come.
Let
airplanes circle moaning overhead
Scribbling
on the sky the message She Is Dead
Put
crêpe bows around the white necks of public doves
Let
the traffic policemen wear black cotton gloves
She
was my North, my South, my East and West,
My
working week and my Sunday rest,
My
noon, my midnight, my talk, my song;
I
thought that love would last for ever: I was wrong.
The
stars are not wanted now; put out everyone,
Pack
back the moon and dismantle the sun
Pour
away the ocean and sweep up the wood;
For nothing can ever come to any good.
April 1936
Funeral Blues
Pare
os relógios, cale o telefone,
Evite o latido do cão com um osso,
Emudeça o piano e que o tambor surdo anuncie
a vinda do caixão, seguido pelo cortejo.
Que os aviões voem em círculos, gemendo
e que escrevam no céu o anúncio: ele morreu.
Ponham laços pretos nos pescoços brancos das pombas de rua
e que guardas de trânsito usem finas luvas de breu.
Ele era meu Norte, meu Sul, meu Leste e Oeste,
Meus dias úteis, meus finais-de-semana,
meu meio-dia, meia-noite, minha fala e meu canto;
Eu pensava que o amor era eterno; estava errado.
As estrelas não são mais necessárias; apague-as uma por uma,
Guarde a lua, desmonte o sol.
Despeje o mar e livre-se da floresta;
pois nada mais poderá ser bom como antes era.
Abril, 1936

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