Resumo prático para professores de Literatura
1. Impressionismo:
Movimento de vanguarda europeu, nascido no território das artes plásticas, em especial a pintura, no final do século XIX. “Não as coisas, mas a impressão das coisas.” (Claude Monet)
2. Características do Impressionismo:
► O impressionismo é uma fusão de elementos realísticos e simbólicos. A reprodução da realidade de uma maneira objetiva, minuciosa, constituía a norma realista.
► Para o impressionista a realidade ainda é foco de interesse, mas o que ele pretende registrar e a impressão que a realidade provoca no espírito do artista, no momento mesmo em que se dá a impressão.
► O importante não o objeto, e sim as sensações e emoções que o objeto desperta num determinado instante.
► O impressionista capta o instante, o fragmentário, o instável. O tempo constitui, portanto, o elemento básico do movimento.
3. Principal escritor do impressionismo brasileiro:
► Raul Pompeia nasceu em 1863, no Rio de Janeiro, onde se suicidou na noite de Natal de 1895.
Militante radical nos movimentos abolicionistas e republicano, suas opiniões e atitudes políticas custaram-lhe caro: perdeu o emprego de diretor da Biblioteca Nacional e teve várias polêmicas azedíssimas.
4. Obras:
a) Romances:
Uma tragédia no Amazonas
(1880);
As Joias da Coroa (1882);
O Ateneu (Crônicas de Saudade) (1888) ‒ principal obra do autor.
b) Poesias:
Canções sem Metro (1883)
c) Contos:
Microscópios (1881)
5. Comentário sobre a principal obra de Raul Pompeia:
“O Ateneu ‒ Crônicas de Saudade” como o próprio subtítulo indica, é um livro de memórias, ou seja, o tempo da ação é anterior ao tempo da narração: o personagem Sérgio, já adulto, narra seu tempo de aluno interno no Ateneu; a narrativa é feita em primeira pessoa, e Sérgio é o personagem-narrador, o que permite ao autor entrar no complexo mundo das revelações que só se fazem à consciência. E mais ainda: O Ateneu é um romance autobiográfico; a fronteira entre a ficção e a realidade é muito frágil. As identidades são claras: Sérgio é Raul Pompeia; o Dr. Aristarco Argolo de Ramos, Visconde de Ramos, do Norte, é na realidade o Dr. Abílio César Borges, Barão de Macaúbas, do Norte; o Ateneu é o Colégio Abílio; Sérgio, assim como Raul Pompéia, entra no colégio com 11 anos de idade.
“O Ateneu” é uma obra que permite duas leituras: uma no campo individual, fruto da vivência de Sérgio/Raul Pompeia como interno no Ateneu/Colégio Abílio e representa a “vingança” do autor contra a estrutura do internato; outro no campo político-social, ampliando o universo, sendo o Ateneu a própria representação da Monarquia decadente e Aristarco, do governo. Ambas as leituras, no entanto, não podem ser vistas isoladamente e independente; ao contrário, elas se fundem, as interpenetram, se completam. (artistarco = aristocrata = aristocracia)

Nenhum comentário:
Postar um comentário