segunda-feira, 27 de janeiro de 2025

O Impressionismo

 Resumo prático para professores de Literatura

1. Impressionismo: 

Movimento de vanguarda europeu, nascido no território das artes plásticas, em especial a pintura, no final do século XIX. “Não as coisas, mas a impressão das coisas.” (Claude Monet) 

2. Características do Impressionismo: 

► O impressionismo é uma fusão de elementos realísticos e simbólicos. A reprodução da realidade de uma maneira objetiva, minuciosa, constituía a norma realista. 

► Para o impressionista a realidade ainda é foco de interesse, mas o que ele pretende registrar e a impressão que a realidade provoca no espírito do artista, no momento mesmo em que se dá a impressão. 

► O importante não o objeto, e sim as sensações e emoções que o objeto desperta num determinado instante. 

► O impressionista capta o instante, o fragmentário, o instável. O tempo constitui, portanto, o elemento básico do movimento. 

3. Principal escritor do impressionismo brasileiro: 

Raul Pompeia nasceu em 1863, no Rio de Janeiro, onde se suicidou na noite de Natal de 1895. 

Militante radical nos movimentos abolicionistas e republicano, suas opiniões e atitudes políticas custaram-lhe caro: perdeu o emprego de diretor da Biblioteca Nacional e teve várias polêmicas azedíssimas. 

4. Obras: 

a) Romances: 

Uma tragédia no Amazonas (1880);

As Joias da Coroa (1882);

O Ateneu (Crônicas de Saudade) (1888) ‒ principal obra do autor. 

b) Poesias: 

Canções sem Metro (1883) 

c) Contos: 

Microscópios (1881) 

5. Comentário sobre a principal obra de Raul Pompeia: 

O Ateneu ‒ Crônicas de Saudade” como o próprio subtítulo indica, é um livro de memórias, ou seja, o tempo da ação é anterior ao tempo da narração: o personagem Sérgio, já adulto, narra seu tempo de aluno interno no Ateneu; a narrativa é feita em primeira pessoa, e Sérgio é o personagem-narrador, o que permite ao autor entrar no complexo mundo das revelações que só se fazem à consciência. E mais ainda: O Ateneu é um romance autobiográfico; a fronteira entre a ficção e a realidade é muito frágil. As identidades são claras: Sérgio é Raul Pompeia; o Dr. Aristarco Argolo de Ramos, Visconde de Ramos, do Norte, é na realidade o Dr. Abílio César Borges, Barão de Macaúbas, do Norte; o Ateneu é o Colégio Abílio; Sérgio, assim como Raul Pompéia, entra no colégio com 11 anos de idade. 

O Ateneu” é uma obra que permite duas leituras: uma no campo individual, fruto da vivência de Sérgio/Raul Pompeia como interno no Ateneu/Colégio Abílio e representa a “vingança” do autor contra a estrutura do internato; outro no campo político-social, ampliando o universo, sendo o Ateneu a própria representação da Monarquia decadente e Aristarco, do governo. Ambas as leituras, no entanto, não podem ser vistas isoladamente e independente; ao contrário, elas se fundem, as interpenetram, se completam. (artistarco = aristocrata = aristocracia)

Nenhum comentário:

Postar um comentário