quarta-feira, 10 de setembro de 2025

O que permanece...

 

Não são as viagens luxuosas, mas a viagem em família, onde o carro avariou e todos tiveram que empurrar e, do nada, começou a chover… 

O que permanece… 

Não são os milhares de ‘likes’ numa foto perfeita, tirada com um telefone perfeito, no momento perfeito, com os filtros perfeitos, mas a foto tremida pela felicidade de um momento único. 

O que permanece… 

Não são as declarações de amor públicas feitas para uma plateia, mas o abraço que recebes, mesmo quando falhas e erras, quando podes ser tu, mesmo na totalidade do teu ser. 

O que permanece... 

Não é voo de helicóptero, mas voar em um balanço amarrado num galho de infância. 

O que permanece... 

Não são os carros que conduziste na vida, mas a primeira vez em que desceste uma ribanceira de bicicleta. 

O que permanece... 

Não são os pratos da alta gastronomia, mas, sim, um almoço comum de domingo na casa da avó. 

O que permanece... 

Não é correr 20 km em uma estrada, mas quando os teus olhos viram os primeiros passos de alguém. 

O que permanece... 

Não são os milhares de beijos ardentes, mas o beijo na testa antes dos olhos do sono serem abertos. 

O que permanece... 

Não são as calçadas das viagens internacionais, mas aquela calçada em que tropeçaste e caíste, aprendendo a importância da dor. 

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“O Que Permanece...” refere-se a um poema atribuído a Cora Coralina* que exalta a importância das pequenas experiências, das conexões humanas genuínas e dos momentos simples em contraste com o valor excessivo dado a bens materiais e  “likes” na sociedade moderna. A obra destaca que o que realmente fica na vida são os laços afetivos e as memórias significativas, como um abraço sincero, uma viagem familiar em tempos difíceis, ou o sabor de um almoço de domingo, que marcam a alma e o caráter.

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* Pelas palavras e pelo estilo do texto, não cremos que seja  de autoria da grande poetisa Cora Coralina...



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