terça-feira, 9 de setembro de 2025

Tropa de Osso

 Composição: Humberto Gabbi Zanatta 

Canta: Luiz Carlos Borges

De vez em quando, no horizonte do passado,

Surge uma nuvem de lembranças andarilhas,

Vai repontando para dentro do meu peito

A minha infância com seus ossos em tropilha. 

Tinha mangueira, companheiro, bem cuidado.

Tinha piquetes e um campo onde invernava

A minha tropa era de puro pedigree.

Toda de ossos descarnados que campeava. 

Gado de osso que foi parte do meu mundo,

Carro de lomba e trator de corticeira,

O meu bodoque e um banho no açude

Foram na infância minha vida verdadeira. 

Tropa de osso quem não teve quando piá,

Ou não foi piá ou não viveu como nós outros.

Como era lindo a gurizada se entretendo

Com os ossitos que eram bois, ovelhas, potros. 

Noutras andanças topa as reses dos meus sonhos

Por um estreito corredor feito esperança,

Algumas vezes sou tropeiro, outras sou tropa,

Mas sempre guardo os bois de osso na lembrança. 

(Marcos do Pampa) 

A “tropa de osso” mencionada na música refere-se aos brinquedos improvisados que o cantor e seus amigos usavam para se divertir. Ossos de animais, que eram transformados em bois, ovelhas e potros, simbolizam a criatividade e a simplicidade das brincadeiras de antigamente.


Nenhum comentário:

Postar um comentário