
Desinformar é enganar propositadamente. Através das redes sociais
e qualquer um de nós pode ajudar a desinformar partilhando ou apenas “gostando”
de alguma imagem ou mensagem que não é verdadeira. Na política e na
publicidade, a desinformação é muito
usada. Por exemplo, através de mensagens onde se oculta o que não interessa ou
se realça algum aspeto de forma exagerada por forma a induzir a opinião do
público no sentido de determinados interesses.
O que é?
Face
à velocidade atual, com que qualquer informação, fidedigna ou não, é veiculada
através da Internet, está cada vez mais presente a preocupação sobre a
disseminação de conteúdos não validados colocando em causa o debate livre e
informativo e, consequentemente, fragilizar a estabilidade das sociedades
democráticas.
A desinformação é o termo usado para
definir qualquer tipo de conteúdo e ou prática que contribua para o aumento de
informação falsificada, não validada ou pouco clara/ transparente e/ ou para
afastar os cidadãos do conhecimento factual da realidade. Este fenômeno assume
diferentes formatos, nomeadamente:
Notícias falsas e/ou falsificadas ou globalmente designadas por Fake News, que podem indicar a vontade
deliberada de distribuir informação falsa ou rumores, independentemente dos
meios de comunicação e motivações associadas à sua criação. Embora as notícias
falsas não constituam em si mesmas uma limitação da liberdade de imprensa,
podem utilizar informação veiculada pela comunicação social, afetando a
credibilidade da mesma.
A quem pode afetar?
Todos
podem ser afetados! Há vários exemplos de pessoas e empresas que sofreram
inúmeras consequências devido às notícias falsas.
As
notícias falsas podem causar um grande impacto com consequências graves na
reputação de uma pessoa ou empresa, causando complicações não só econômicas,
mas também, pessoais e psicológicas.
Muitas
vezes é difícil contornar as Fakes News,
mas saiba, que cabe a cada pessoa ou empresa, o poder de travar a
desinformação.
Se
identificar uma notícia falsa, mesmo que não o afete diretamente, é importante
denunciar esse conteúdo. Estará a ajudar a quebrar a disseminação da informação
falsa e automaticamente a contribuir positivamente para a reputação de uma
pessoa ou uma marca.
(...)
Como se Propagam?
Através
das redes sociais, Twitter, Facebook ou por aplicações mais fechadas como o
Whatsapp. Há sites dedicados a notícias falsas, sediados em países europeus,
mas com o IP registrado no Texas, por exemplo, de onde partiram centenas de
“notícias” manipuladas. Em alguns casos, esses sites têm uma aparência e siglas
idênticas aos dos media reais.
Através
de qualquer meio de comunicação. As redes sociais como Twitter, Whatsapp e
Facebook são exemplos de propagadores de “fake
news”.
Existem
sites dedicados à produção e manipulação de notícias falsas. Muitos destes
sites têm endereços eletrônicos idênticos a outros meios de comunicação
oficiais.
Tenha sempre muita atenção
onde recolhe a informação!
Como Identificar?
Tenha
atenção antes de partilhar qualquer informação ou notícia especialmente para
grupos privados ou familiares.
1. Não leia apenas o título,
mas sim a notícia inteira.
2.
Confirme a fonte e autoria. Deverá conter o autor e data. Caso contrário
desconfie!
3.
Pesquise a mesma notícia na internet. Compare com outras fontes. Sendo
verdadeira, haverá certamente outras fontes fidedignas que estejam também a
noticiar a mesma informação. Caso seja uma notícia falsa, é provável que
encontre informação sobre a sua falta de veracidade.
4.
Para tirar a prova dos nove, faça também uma pesquisa dos fatos citados na
notícia.
5.
Partilhar notícias antigas pode também ser considerado desinformação! Cuidado,
tenha em atenção as datas da informação em questão.
6.
Questione qualquer informação ou notícia, mesmo que tenha recebido da parte de
alguém conhecido. Pergunte-lhe qual a fonte da mesma.
Dica:
No
caso de receber informação em formato de imagem, há a possibilidade em
diferentes motores de busca, de verificar em que outros sites, a mesma foi
publicada. Tente confirmar a fonte! De qualquer forma, se a imagem lhe parece inverossímil,
muito provavelmente não será real!
Notícias
em formato de áudio podem ser difíceis de verificar. Logo a sugestão passa por
não partilhar o ficheiro e, sim pesquisar a informação em fontes
fidedignas.
(Centro Internet Segura)
Diante
dos números alarmantes e acelerada propagação da doença, as pessoas têm buscado
na internet informações sobre o panorama do coronavírus, prevenção e todo tipo
de cuidados para evitar o contágio. Porém, é nesse momento que falsas
notícias e informações, conhecidas como fake
news, circulam nas redes.
O
falso conteúdo compartilhado nos perfis das redes sociais gera um grande
transtorno para parte da população que acaba sendo convencida pela mentira e
repassado a fake news adiante.
Veja a seguir a lista das dez
fake news mais compartilhadas nas redes sociais.
01
→ O SUS-COVID-19 é um aplicativo falso e quando instalado no celular capta
todas as informações do seu aparelho. FALSO!
02
→ O Governo Federal anuncia a descoberta da vacina do novo coronavírus. FALSO!
03
→ Beber muita água e fazer gargarejo com água morna, sal e vinagre previne o
contágio. FALSO!
04
→ Cientistas chineses dizem que coronavírus tornara a maiorias dos infectados
do sexo masculino infértil. FALSO!
05 → Coronavírus fica vivo
por nove dias no organismo. FALSO!
06 → Óleo consagrado cura coronavírus. FALSO!
07 → Receita com coco cura
coronavírus. FALSO!
08 → Vitamina C com água e
limão cura coronavírus. FALSO!
09
→ Usar álcool em gel nas mãos para prevenção do coronavírus altera resultado no
teste do bafômetro em blitze. FALSO!
10 → O novo coronavírus veio
de animais domésticos. FALSO!
Combate às fake news
Para
combater as fake news sobre o novo coronavírus, o Ministério da
Saúde disponibiliza um número de WhatsApp para envio de dúvidas da
população. O canal não será um SAC ou tira dúvidas dos usuários, mas
um espaço exclusivo para receber informações virais, que serão apuradas
pelas áreas técnicas e respondidas oficialmente, se verdadeiras ou mentiras.