terça-feira, 7 de novembro de 2023

Os dez mandamentos dos animais

 

01. Minha vida deve durar entre 10 e 15 anos. Qualquer separação de você será muito dolorosa para mim. 

02. Dê-me algum tempo para entender o que você quer de mim. 

03. Tenha confiança em mim ‒ é fundamental para o meu bem-estar. 

04. Não fique zangado comigo por muito tempo, e não me prenda em nenhum lugar como punição. Você tem seu trabalho, seus amigos, suas diversões. Eu só tenho você. 

05. Fale comigo de vez em quando. Mesmo que eu não entenda as suas palavras, compreendo muito bem sua voz e sinto o que você está me dizendo. 

06. Esteja certo de que, seja como for que você me trate, isso ficará gravado em mim para sempre. 

07. Antes de me bater, lembre-se que eu tenho dentes que poderiam feri-lo seriamente, mas que eu nunca vou usá-los contra você. 

08. Antes de me censurar por estar sendo preguiçoso ou teimoso, pergunte antes se não há alguma coisa me incomodando. Talvez eu não esteja me alimentando bem. Pode ser que eu esteja resfriado. Ou é apenas meu coração que está ficando velho e cansado. 

09. Cuide bem de mim quando eu ficar velho; você também vai ficar. 

10. Não se afaste de mim em meus momentos difíceis ou dolorosos. Nunca diga “prefiro não ver” ou “faça quando eu não estiver presente”. Tudo é mais fácil para mim com você ao meu lado.

O trabalho invisível

 Juliana Bublitz

Charge do niniu – não consta na crônica, foi retirada da internet 

A mãe que prepara a comida da família; a avó que veste o neto para a escola; a mulher que cuida da casa de outra mulher para que esta também possa ganhar o seu dinheiro... tudo isso é trabalho. 

Curioso é que ganhou a fama de “invisível”, não porque não aconteça, mas por ser desvalorizado e, em geral, não remunerado. Muitas vezes, a atividade nem mesmo é classificada como trabalho. 

Só que essa dedicação toda é fundamental para mover a roda da economia e sustentar carreiras. Sem isso, muita gente não poderia sequer ter um ganha-pão, em especial a parcela dos homens que ainda está alheia às funções domésticas ou que se limita a dizer que “ajuda” em casa – como se a casa não fosse dele. 

Por sorte, isso está ficando no passado, e as tarefas são cada vez mais divididas. Há homens que também fazem dupla jornada no cuidado com os filhos, inclusive com a guarda compartilhada. O mundo está mudando, mas as mudanças de cultura são lentas. E são ainda mais difíceis nas áreas periféricas. 

Não é por menos que a “economia do cuidado” – outro nome dado ao trabalho invisível – anda ganhando espaço em reportagens, podcasts, pesquisas acadêmicas e até na redação de Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), no último domingo (05.11.2023). 

O enunciado, é verdade, não ajudou muito. Ficou truncado. No lugar de “desafios para o enfrentamento da invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher no Brasil”, daria para resumir a frase de forma mais clara. 

No fundo, o que vale é: passou da hora de reconhecer a jornada múltipla de quem não cuida apenas de si, mas de famílias inteiras, indo ao supermercado, preparando refeições, lavando roupa, fazendo faxina, olhando pelos idosos, dando banho nas crianças e botando a turma para dormir.   

Se você tem alguém assim por perto, valorize, apoie e divida a carga. Essas pessoas fazem o mundo girar. 

(Do jornal Zero Hora, novembro 2023)


Feira de Mangaio

 Gloria Gadelha / Severino Dias de Oliveira (Sivuca)

Fumo de rolo, arreio de cangalha
Eu tenho pra vender, quem quer comprar?
Bolo de milho, broa e cocada
Eu tenho pra vender, quem quer comprar?

Pé de moleque, alecrim, canela,
Moleque, sai daqui me deixa trabalhar,
E Zé saiu correndo pra feira de pássaros
E foi pássaro voando pra todo lugar.
 

Tinha uma vendinha no canto da rua,
Onde o mangaieiro ia se animar.
Tomar uma bicada com lambu assado
E olhar pra Maria do Joá.
 

Tinha uma vendinha no canto da rua,
Onde o mangaiero ia se animar,
Tomar uma bicada com lambu assado
E olhar pra Maria do Joá.
 

Cabresto de cavalo e rabichola
Eu tenho pra vender, quem quer comprar?
Farinha, rapadura e graviola
Eu tenho pra vender, quem quer comprar?

Pavio de candeeiro, panela de barro,
Menino, vou me embora tenho que voltar.
Xaxar o meu roçado, que nem boi de carro,
Alpargata de arrasto não quer me levar.
 

Porque tem um sanfoneiro no canto da rua,
Fazendo floreio pra gente dançar,
Tem o Zefa de purcina fazendo renda
E o ronco do fole sem parar.
 

Eita, sanfoneiro, da gota serena! 

******* 

Essa música relata, especificadamente, a Feira de Mangaio, conhecida também entre os pernambucanos por Feira do Mangangá. Essa famosa feira da região Nordeste comercializa produtos artesanais de grande variedade, ou seja, funciona como uma feira livre cujo vendedor ou ambulante é denominado mangaieiro. 

A título de curiosidade: «o baião/forró intitulado Feira de Mangaio foi composto por Sivuca (1930-2006) e pela esposa Glorinha Gadêlha (1947). Foi gravada inicialmente pelo próprio Sivuca, posteriormente incorporada ao repertório de Clara Nunes no LP “Esperança”, de 1979, se tornando um dos grandes sucessos da cantora. A canção  quem diria  foi composta em Nova Iorque. E mais, Glorinha Gadelha começou a escrever a letra em uma aula de inglês, seguindo pelo metrô e finalizando ao chegar num McDonald's da Sétima Avenida. Na época o casal morava nos Estados Unidos. Depois, em casa, o mestre Sivuca propôs uma palavrinha num único verso que a compositora considerava mal resolvido e arranjou a música. Acabou colhendo muitos dos louros do estrondoso sucesso, já que "Feira" ficou conhecida na sua voz. Glorinha não se considera cantora e sempre preferiu a pena aos palcos. Poucos sabem, mas ela tem composições interpretadas na voz de gente como Moraes Moreira, Hermeto Pascoal e Elba Ramalho.» 

A canção Feira de Mangaio é hoje um forte e importante registro cultural da tradição nordestina. Deixo aqui uma versão animada na voz de Clara Nunes:

sábado, 4 de novembro de 2023

A fábrica dos três apitos

Sabe o imóvel que abrigou, entre 1836 e 1960, a Companhia de Fiação e Tecidos Confiança, em Vila Isabel? Foi totalmente recuperado e, hoje, será a nova unidade Assaí Boulevard. A fábrica, conforme conta João Máximo, inspirou Noel Rosa a criar a música “Três apitos” (“Quando o apito da fábrica de tecidos/ Vem ferir os meus ouvidos/ Eu me lembro de você”). Noel morava numa casa próxima à fábrica, na Rua Teodoro da Silva. (Ancelmo Gois, em O Globo)

Antiga fábrica de tecidos Confiança

Imóvel que era da Companhia de Fiação e Tecidos Confiança foi restaurado por rede de supermercado.

A fábrica inspirou Noel Rosa a criar a música 'Três apitos' 

Três Apitos 

Quando o apito da fábrica de tecidos
Vem ferir os meus ouvidos
Eu me lembro de você.
 

Mas você anda
Sem dúvida bem zangada
E está interessada
Em fingir que não me vê.
 

Você que atende ao apito de uma chaminé de barro,
Por que não atende ao grito
Tão aflito da buzina do meu carro.
 

Você no inverno,
Sem meias vai pro trabalho,
Não faz fé com agasalho,
Nem no frio você crê.
 

Mas você é mesmo artigo que não se imita,
Quando a fábrica apita,
Faz reclame de você.
 

Nos meus olhos você lê
Que eu sofro cruelmente
Com ciúmes do gerente,
Impertinente,
Que dá ordens a você.
 

Sou do sereno, poeta muito soturno,
Vou virar guarda-noturno
E você sabe por quê.
 

Mas você não sabe,
Que enquanto você faz pano,
Faço junto do piano,
Estes versos pra você...

sexta-feira, 3 de novembro de 2023

Uma casa mais segura para o idoso

 Por Larissa Roso

Confira a seguir algumas dicas para retirar possíveis “armadilhas” no ambiente doméstico e tornar o dia a dia mais prático no banheiro, na cozinha, no quarto e na sala. 

Banheiro 

● Cubas (pias) de semiencaixe se projetam para a frente e permitem a aproximação com um andador mais facilmente. 

● Um móvel para armazenamento próximo à pia ajuda na organização e evita que produtos e objetos fiquem em desordem e possam cair no chão. 

● O vaso sanitário deve ter altura entre 45cm e 50cm para facilitar os momentos de sentar e levantar. 

● No box, utilize cortina plástica que permita a abertura inteira do vão, facilitando a entrada e a saída. 

● Isso reduz risco de quebrar o vidro em caso de acidente. A cortina não pode arrastar no chão para não provocar escorregões. 

● O chuveirinho ajuda na hora de tomar banho sentado. 

● Dentro do box, utilize um piso com tonalidade diferente para ressaltar o desnível e evitar tropeços. 

● O misturador deve estar deslocado do chuveiro para permitir controle da temperatura da água sem que o usuário se molhe. 

O banheiro é a peça considerada a de maior risco para quedas. 

►Coloque barra de apoio ao lado do vaso sanitário e no box. 

► Instale um banco retrátil fixo na parede do box. 

► Tenha uma chave reserva, no banheiro, guardada para abrir a porta em caso de emergência. 

► Pisos cerâmicos com acabamento não polido evitam escorregões. 

► Use um tapetinho com fitas antiderrapantes. 

Quarto 

● O colchão deve ser rígido para não afundar e facilitar a hora de levantar. 

● A altura da cama deve ficar entre 45cm e 50cm. 

● Uma barra metálica pode ser instalada na lateral da cama para servir de apoio. 

● A roupa de cama não deve ficar arrastando no chão, para evitar escorregões. 

● O interruptor ao lado da cama facilita o uso, sem que seja preciso andar no escuro. 

● A mesa de cabeceira ao lado da cama deve ser robusta e estar bem fixa para poder servir de apoio a quem se levanta. 

● A sapateira ajuda na organização e evita que os calçados fiquem espalhados pelo chão, reduzindo o risco e tropeços. 

● Guarda-roupas devem ter portas pequenas e leves, sem compartimentos altos. 

● Pisos laminados e vinílicos são os mais indicados por absorverem melhor o impacto em caso de queda. 

Cozinha 

● O forno colocado em meia altura é melhor do que sob o fogão, evitando que precise se abaixar. 

● O ideal é guardar objetos pesados nos armários e nas gavetas de baixo, ficando os objetos mais leves no alto. 

● A bancada de trabalho deve ter entre 85cm e 90cm de altura. 

● Sente-se pára executar tarefas mais longas como lavar louça ou preparar alimentos. 

● Coloque um tapete antiderrapante perto da pia. 

● Os puxadores devem ser em formato de alça, arredondadas e sem pontas, para evitar batidas e que a roupa se enganche neles. 

● O micro-ondas deve estar numa altura máxima de 1m30cm. 

● Um carrinho pode ajudar a transportar utensílios ou pratos entre a cozinha e a mesa de refeição. 

Sala 

● A iluminação da escada é muito importante. 

● Fitas antiderrapantes nas bordas dos degraus evitam escorregões. 

● Degraus irregulares podem causar tropeços. Verifique se têm a mesma altura e profundidade. 

● Os dois lados da escada devem ter corrimão com altura de 92cm. 

● Poltronas e sofás devem ter altura entre 45cm e 50cm e estofado firme. 

● Evite móveis com tampo de vidro. 

● Coloque móveis em cima dos tapetes para mantê-los fixos e evitar tropeços. 

● É importante ter um bom número de tomadas espalhadas pelo ambiente para que não seja necessária a utilização de extensões. 

● Na mesa de jantar, prefira jogos americanos; a pessoa que se apoia na mesa para se levantar pode escorregar em toalhas. 

● Dê preferência a móveis com bordas arredondadas. Em bordas retas, coloque espuma ou borracha. 

● As cadeiras, por sua vez, devem ter apoio para os braços a fim de facilitar nos momentos de sentar e levantar. Fonte: Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo (Abrasso) 

(Do jornal Zero Hora, novembro de 2023)

quinta-feira, 2 de novembro de 2023

Palavras eternas

O Grupo Primaveras, umas das principais instituições funerárias do país, mantém um blog (blog.primaveras.com.br) que se propõe a ajudar as pessoas fornecendo informações importantes para os que ficam, no sempre difícil momento da morte. Um dos itens destaca dicas e curiosidades, como, por exemplo: “Veja como escolher frases para lápides de seu ente querido”. Ali, o texto registra que o funeral serve para vários propósitos dentro de cada cultura. Algo em comum entre todas é que esse é um momento de despedida dos presentes com a pessoa que partiu. 

Um dos principais momentos para os entes queridos que partiram são as lápides, que são feitas com inscrições como nome, data de nascimento e data do óbito. É comum, também, que sejam criadas frases. A escolha de uma frase pode ser tão difícil quanto importante. Qual a frase perfeita para relembrar alguém? Algo que a própria pessoa diria ou algo pelo qual será lembrada? Para ajudar, sugerem que podemos levar em conta alguns tópicos: 

→ Quais as características que devemos ou gostaríamos de destacar; 

→ Devemos levar em conta as crenças da pessoa falecida; 

→ O que a pessoa mais gostava de fazer em vida; 

→ Quais foram as principais conquista de quem partiu. 

Podemos, ainda, inspirar-nos em temas como o amor, o descanso eterno, a saudade, citações. Quem sabe recorrer a epitáfios marcantes e famosos. Epitáfio significa “sobre o túmulo”, vem do grego epitáfios. Esse termo se refere a frases que são escritas, geralmente em placas de mármore ou de metal e colocadas sobre o mausoléu, nos cemitérios, como homenagem ao morto sepultado naquele local. 

Alguns epitáfios conhecidos: 

‒ O tempo não para. (Cazuza); 

‒ Não tente. (Charles Bukowski); 

‒ E agora, vão rir de quê? (Chico Anysio); 

‒ O melhor ainda está por vir. (Frank Sinatra) 

‒ Aqui jaz Fernando Sabino. Nasceu homem, morreu menino. (F.S.); 

‒ A gente só morre uma vez. Mas é para sempre. (Millôr Fernandes); 

‒ Que os mortais se regozijem por ter existido tamanho ornamento da raça humana. (Isaac Newton); 

‒ Terra, minha amada, tu terás os meus ossos, o que será a última identificação do meu ser com esse rincão abençoado. (Tancredo Neves); 

‒ Aqui jaz um grande poeta. Nada deixou escrito. Este silêncio, acredito, são suas obras completas. (Paulo Leminski); 

‒ Epitáfio é uma inscrição num túmulo que mostra que as virtudes adquiridas pela morte têm efeito retroativo. (Ambrose Bierce); 

‒ Meu epitáfio será: Nunca foi um bom exemplo, mas era gente fina. (Rita Lee); 

‒ Me tirem daqui, eu estava brincando! (Rodrigo Rebelo); 

‒ Não espere o epitáfio para ser uma pessoa melhor. (Gílson Alves); 

‒ Enfim consegui o que eu mais queria: sossego! (Jane Silva); 

‒ A gente nasce chorando. Quando morremos, quem nos ama é que chora. (Anônimo); 

‒ Eu amei tanto a vida que parece impossível que eu esteja morto. (Anônimo). 

(Do Almanaque Gaúcho, de Zero Hora, 02.11.2023)

 

quarta-feira, 1 de novembro de 2023

Respostas “inteligentes” de alunos

 

01) Pergunta: O que marcou o fim da “Guerra Fria”? 

      Resposta: O começo do verão 

02) Onde ficam as pirâmides do Egito? 

      Resposta: Na Grécia antiga 

03) Em que país está localizado o Mar Morto? 

      Respostas: Eu nem sabia que ele estava doente... 

04) Professor a um aluno: 

      ‒ Por que a sua prova está em branco?

      Aluno:

      ‒ Porque eu não tinha nenhuma questão para colorir... 

05) Contando sobre as férias, um dos alunos diz que conheceu toda a Europa, e a professora pergunta: 

      ‒ Ah! Então ficou conhecendo bem a geografia?

      ‒ Não, quando eu passei por lá era noite e não deu para ver nada. 

06) O pai pergunta à filha: 

     ‒ Filha, você acha que sua professora desconfia que eu estou fazendo suas lições de casa?

      ‒ Acho que sim, pai. Ela até disse que você deveria voltar pra escola!  

07) Voltando da escola, a mãe de Juquinha pergunta como foi a prova, e ele responde: 

      ‒ Como no Polo Norte.

      ‒ Como assim?

      ‒ Tudo abaixo de zero! 

08) Na escola, a professora pergunta: 

      ‒ Carlinhos, o que D. Pedro fez quando chegou ao trono? 

      ‒ Sentou nele, professora! 

09) Assim que Pedrinho chega da escola, seu pai fala: 

      ‒ Quero ver seu boletim!

      ‒ Infelizmente não vai dar!

      ‒ Como assim não vai dar?

      ‒ Eu emprestei pra um amigo… ele queria dar um susto no pai dele! 

10) Vendo o filho chegar da escola com um olho roxo, a mãe, preocupada, pergunta o que aconteceu. Ele responde que brigou com um coleguinha de turma. 

    – Que coisa mais feia! – exclama a mãe, chocada. – Amanhã você vai levar um chocolate para ele e vocês vão fazer as pazes.

      No dia seguinte o menino chega em casa com o outro olho roxo.
      – O que foi que aconteceu desta vez? – pergunta a mãe.
      – Agora ele exige outro chocolate.   

11) Paulinho pede ajuda a seu avô para encontrar o M.M.C. e ele responde: 

      ‒ Mas ainda não o encontraram?! Desde a minha época procuram esse sujeito! 

12) O filho conta para a mãe: 

      ‒ Mãe, descobri o lado bom da escola.

      ‒ E qual é, meu filho?

      ‒ O lado de fora! 

13) Bentinho leva o boleto de pagamento da sua escola, e o pai diz: 

      ‒ Meu Deus, mas como é caro estudar nesse seu colégio!

      ‒ E Bentinho responde:

      ‒ E olha, pai, que eu sou o que menos estuda na minha turma. 

14) O garoto chega da escola e o pai pergunta: 

      ‒ E aí, filho! O que aprendeu hoje na escola?

      ‒ Aprendi o que é um ladrão...

      ‒ É mesmo? Então me explica o que é um ladrão?

     ‒ Por exemplo ‒ diz o garoto, copiando a fala da professora ‒ Se eu pego uma nota de 100 reais do seu bolso, pai... O que eu sou?      E o pai responde:

     ‒ Sua mãe... 

15) Fabinho chega muito animado do primeiro dia de aula na escola e diz para a mãe: 

     ‒ Manhê! Hoje a professora ensinou pra gente qual é a mão direita!

     ‒ Muito bem! Mostre ela para a mamãe.

     Fabinho, orgulhoso, mostra a mão direita para a mãe.

     ‒ Ótimo! Parabéns! Agora, me mostre a mão esquerda!

     ‒ Ah, isso ela vai ensinar só amanhã!