sexta-feira, 15 de agosto de 2025

Como identificar pessoas tóxicas

 em tua vida.

Elas te criticam constantemente por pequenas coisas. 

Elas ignoram seus limites. 

Nunca apoiam o teu sucesso. 

Drenam a tua energia. 

Pressionam-te a fazer coisa que tu não gostas. 

Nunca pedem desculpas por seus erros gritantes. 

Competem em vez de celebrar o teu sucesso. 

Manipulam situações sempre a seu favor. 

Fazem-se, seguidamente, de vítimas de seus próprios erros. 

Mentem com frequência para se autovalorizar. 

Fazem tu te sentires culpado por tudo que ela fez. 

Elas fazem comparação entre tu e outras pessoas. 

Elas desafiam as relações. 

Elas têm nível de estresse elevado e carregam negatividade. 

Elas podem se fazer de vítimas quando lhes é conveniente. 

Acham que todos estão sempre contra elas. 

Podem ser invejosas, ciumentas e orgulhosas. 

Colocam a culpa de suas ações nos outros. 

São pessimistas e geralmente egoístas. 

Vivem colocando pessoas para baixo. 

Enxergam defeito em tudo. 

Elas sempre logo descartam as tuas mensagens e os teus e-mails.

Elas querem sempre o teu tempo para elas, mas nunca têm tempo para ti. 

Elas magoam constantemente as pessoas, mas se zangam profundamente quando atingidas por pequenas coisas.

Fazem de suas fobias e manias o rumo de suas vidas sem se importarem se magoam as outras pessoas. 

Pautam seus compromissos e horários somente dentro da sua disponibilidade particular. 

quinta-feira, 14 de agosto de 2025

Uma mágica impressionante

 

Há uma semana fui com alguns amigos ao Circo Miragem, do Marcos Frota, armado ao lado do estádio Beira-Rio, em Porto Alegre. 

Cheguei 15 minutos antes da sessão, acomodei-me numa cadeira golden, defronte ao palco. Começou o espetáculo com vários e trepidantes números circenses: trapezistas, bailarinas, globo da morte, malabaristas, palhaços e números de mágicas. Nesse número, quero contar algo que aconteceu e que me deixou profundamente impressionado. O mágico entrou no palco e foi logo se dirigindo a mim. Perguntou o meu nome, pediu que a plateia me aplaudisse. Logo a seguir pediu emprestado o meu relógio. Dei-o a ele, que o colocou num saco de pano e, na minha frente, demoliu-o a pancadas de martelo. Eu só ouvia o barulho de metal sendo estraçalhado dentro do pequeno saco. 

O público e eu, particularmente, ficamos chocados. Ele, a seguir, pediu a um dos vendedores presentes no circo qual deles estava vendendo cachorro-quente. Um bem lá do fundo se apresentou com seu equipamento de trabalho. O mágico, lamentado a sua “mancada”, pediu que fosse feito um cachorro-quente especial para mim com todos os ingredientes possíveis. 

O vendedor, na minha frente, preparou um muito especial com todos os ingredientes para a feitura de um suculento cachorro-quente. Eu peguei o alimento, fui abrindo bem devagar e, para espantosa surpresa minha e de todos vocês, leitores deste texto, sabem o que havia dentro dele? 

 

 

 

 

 


 

Uma salsicha. 

Você chegou a pensar que haveria um relógio dentro do cachorro quente? Ele estava dentro do bolso da minha calça. Ele o colocou lá sem que eu percebesse. Caiu nessa, né, mané!

quarta-feira, 13 de agosto de 2025

100 dicas de português

 

01 - Custas só se usa na linguagem jurídica para designar despesas feitas no processo. Portanto, devemos dizer: “O filho vive à custa do pai”. No singular. 

02 - Não existe a expressão “à medida em que”. Ou se usa à medida que correspondente a à proporção que, ou se usa na medida em que equivale a tendo em vista que. 

03 - O certo é a meu ver e não ao meu ver. 

04 - “A princípio” significa ► inicialmente, antes de mais nada: Ex: A princípio, gostaria de dizer que estou bem. “Em princípio” quer dizer “em tese”. Ex: Em princípio, todos concordaram com minha sugestão. 

05 - À-toa, (com hífen), é um adjetivo e significa “inútil”, “desprezível”. Ex: Esse rapaz é um sujeito à-toa. À toa, (sem hífen), é uma locução adverbial e quer dizer “a esmo”, “inutilmente”. Ex: Andava à toa na vida. 

06 - Com a conjunção se, deve-se utilizar acaso, e nunca caso. O certo: “Se acaso vir meu amigo por aí, diga-lhe...” Mas podemos dizer: “Caso o veja por aí...”. 

07 - Acerca de quer dizer “a respeito de”. Veja: ► Falei com ele acerca de um problema matemático. Mas há cerca de é uma expressão em que o verbo haver indica tempo transcorrido, equivalente a faz. Veja: ► Há cerca de um mês que não a vejo. 

08 - Não esqueça: alface é substantivo feminino. A Alface está bem verdinha. 

09 - Além pede sempre o hífen: “além-mar”, “além-fronteiras”, etc. 

10 - Algures é um advérbio de lugar e quer dizer 'em algum lugar'. Já alhures significa 'em outro lugar'. 

11 - Mantenha o timbre fechado do o no plural dessas palavras: 'almoços', 'bolsos', 'estojos', 'esposos', 'sogros', 'polvos', etc. 

12 - O certo é 'alto-falante', e não auto-falante. 

13 - O certo é 'alugam-se casas', e não aluga-se casas. Mas devemos dizer precisa-se de empregados, trata-se de problemas. Observe a presença da preposição (de) após o verbo. É a dica pra não errar. 

14 - Depois de ditongo, geralmente se emprega x. Veja: 'afrouxar', 'encaixe', 'feixe', 'baixa', 'faixa', 'frouxo', 'rouxinol', 'trouxa', 'peixe', etc. 

15 - Ancião tem três plurais: 'anciãos', 'anciães', 'anciões'. 

16 - Só use ao 'invés de' para significar 'ao contrário de', ou seja, 'com ideia de oposição'. Veja: ► Ela gosta de usar preto ao invés de branco. Ao invés de chorar, ela sorriu. Em vez de quer dizer em lugar de. Não tem necessariamente a idéia de oposição. Veja: ► Em vez de estudar, ela foi brincar com as colegas. (Estudar não é antônimo de brincar). 

17 - Ainda se vê e se ouve muito aterrisar em lugar de aterrissar, com dois s. 'Escreva sempre com o s dobrado'. 

18 - 'Não existe preço barato ou preço caro'. Só existe preço alto ou baixo. 'O produto, sim, é que pode ser caro ou barato'. Veja: Esse televisor é muito caro. O preço desse televisor é alto. 

19 - Ainda se vê muito, principalmente na entrada das cidades, a expressão bem vindo (sem hífen) e até benvindo. As duas formas estão erradas. Deve-se escrever 'bem-vindo', sempre com hífen. 

20 - Atenção: 'nunca empregue hífen depois de bi, tri, tetra, penta, hexa, etc'. O nome fica sempre coladinho. O Internacional se tornou tricampeão no ano 1979. O Brasil foi pentacampeão em 2002. 

21 - Veja bem: 'uma revista bimensal é publicada duas vezes ao mês', ou seja, 'de 15 em 15 dias'. 'A revista bimestral só sai nas bancas de dois em dois meses'. Percebeu a diferença? 

22 - Hoje, tanto se diz 'boêmia' como 'boemia'. Nelson Gonçalves consagrou a segunda, com a tonacidade no mia. 

23 - Cuidado: 'Eu caibo' dentro daquela caixa. A primeira pessoa do presente do indicativo assim se escreve porque o verbo é irregular. 

24 - Preste atenção: 'o político corrupto foi cassado'. Mas 'o leão foi caçado' e nunca foi achado. Portanto, 'cassar' (com dois s) quer dizer tornar nulo, sem efeito. 

25 - Existem palavras que 'só devem ser empregadas no plural'. Veja: ► os óculos, as núpcias, as olheiras, os parabéns, os pêsames, as primícias, os víveres, os afazeres, os anais, os arredores, os escombros, as fezes, as hemorróidas, etc. 

26 - Pouca gente tem coragem de usar, mas o plural de caráter é 'caracteres'. Então, Carlos pode ser um bom-caráter, mas os dois irmãos dele são dois maus-caracteres. 

27 - 'Cartão de crédito e cartão de visita não pedem hífen'. 'Já cartão-postal exige o tracinho'. 

28 - 'Catequese se escreve com s', mas 'catequizar é com z'. Esse português... 

29 - O exemplo acima foge de uma regrinha que diz o seguinte: os verbos derivados de palavras primitivas grafadas com s formam-se com o acréscimo do sufixo -ar: análise-analisar, pesquisa-pesquisar, aviso-avisar, paralisia-paralisar, etc. 

30 - 'Censo é de recenseamento'; 'senso refere-se a juízo'. Veja: O censo deste ano deve ser feito com senso crítico. 

31 - 'Você não bebe a champanhe. Bebe o champanhe'. É, portanto, palavra masculina. 

32 - 'Cidadão só tem um plural: cidadãos'. 

33 - Cincoenta não existe. 'Escreva sempre cinquenta'. 

34 - Ainda há gente que erra quando vai falar gratuito e dá tonicidade ao i, como de fosse gratuíto. 'O certo é gratuito', da mesma forma que pronunciamos intuito, circuito, fortuito, etc. 

35 - E ainda tem gente que teima em dizer rúbrica, em vez de rubrica, com a sílaba bri mais forte que as outras. 'Escreva e diga sempre rubrica'. 

36 - 'Ninguém diz eu coloro esse desenho'. Dói no ouvido. Portanto, o verbo colorir é defectivo (defeituoso) e não aceita a conjugação da primeira pessoa do singular do presente do indicativo. 'A mesma coisa é o verbo abolir'. Ninguém é doido de dizer eu abulo. Pra dar um jeitinho, diga: Eu vou colorir esse desenho. Eu vou abolir esse preconceito. 

37 - 'Outro verbo danado é computar'. Não podemos conjugar as três primeiras pessoas: eu computo, tu computas, ele computa. A gente vai entender outra coisa, não é mesmo? Então, para evitar esses palavrões, decidiu-se pela proibição da conjugação nessas pessoas. Mas se conjugam as outras três do plural: computamos, computais, computam. 

38 - Outra vez atenção: os verbos terminados em uar fazem a segunda e a terceira pessoa do singular do presente do indicativo e a terceira pessoa do imperativo afirmativo em e e não em i. Observe: Eu quero que ele continue assim. Efetue essas contas, por favor. Menino, continue onde estava. 

39 - A propósito do item anterior, devemos lembrar que os verbos terminados em -uir devem ser escritos naqueles tempos com -i, e não -e. Veja: Ele possui muitos bens. Ela me inclui entre seus amigos de confiança. Isso influi bastante nas minhas decisões. Aquilo não contribui em nada com o progresso. 

40 - 'Coser significa costurar'. 'Cozer significa cozinhar'. 

41 - 'O correto é dizer deputado por São Paulo', 'senador por Pernambuco', e não deputado de São Paulo e senador de Pernambuco. 

42 - 'Descriminar' é absolver de crime, inocentar. 'Discriminar' é distinguir, separar. Então dizemos: Alguns políticos querem descriminar o aborto. Não devemos discriminar os pobres. 

43 - 'Dia a dia (sem hífen) é uma expressão adverbial que quer dizer todos os dias, dia após dia'. Por exemplo: Dia a dia minha saudade vai crescendo. Enquanto que 'dia-a-dia (com hífen) é um substantivo que significa cotidiano' e admite o artigo: O dia-a-dia dessa gente rica deve ser um tédio. 

44 - 'A pronúncia certa é disenteria', e não desinteria. E entretenimento ou entretimento é qualquer ação, evento ou atividade com o fim de entreter e suscitar o interesse de uma audiência e vem de verbo entreter. 

45 - A palavra ' (pena) é masculina'. Portanto, 'Sentimos muito dó daquela moça'. 

46 - 'Nas expressões é muito, é pouco, é suficiente, o verbo ser fica sempre no singular', sobretudo quando denota quantidade, distância, peso. Ex: Dez quilos é muito. Dez reais é pouco. Dois gramas é suficiente. 

47 - 'Há duas formas de dizer': é proibido entrada, e é proibida a entrada. Observe a presença do artigo a na segunda locução. 

48 - Já se disse muitas vezes, mas vale repetir: 'televisão em cores', e não a cores. 

49 - Cuidado: 'emergir é vir à tona', vir à superfície. Por exemplo: O monstro emergiu do lago. Mas 'imergir é o contrário': é mergulhar, afundar. Veja o exemplo: O navio imergiu em alto-mar. 

50 - A confusão é grande, mas 'se admitem as três grafias': 'enfarte, enfarto e infarto'. 

51 - Outra dúvida: nunca devemos dizer estadia em lugar de estada. Portanto, a minha estada em São Paulo durou dois dias. Mas a estadia do navio em Santos só demorou um dia. Portanto, 'estada para permanência de pessoas, e estadia para navios ou veículos'. 

52 - E não esqueça: 'exceção é com ç', mas 'excesso é com dois ss'. 

53 - Lembra-se dos 'verbos defectivos'? Lá vai mais um: 'falir'. No presente do indicativo só apresenta a primeira e a segunda pessoa do plural: nós falimos, vós falis. Já pensou em conjugá-lo assim: eu falo, tu fales... Horrível, não? 

54 - Todas as expressões adverbiais formadas por 'palavras repetidas dispensam a crase': 'frente a frente', 'cara a cara', 'gota a gota', 'face a face', etc. 

55 - Outra vez tome cuidado. Quando for ao supermercado, 'peça duzentos ou trezentos gramas' de presunto, 'e não duzentas ou trezentas'. Quando significa unidade de massa, grama é substantivo masculino. 'Se for a relva, aí sim, é feminino': não pise na grama; a grama está bem crescida. 

56 - É frequente se ouvir no rádio ou na TV os entrevistados dizerem: Há muitos 'anos atrás...' Talvez nem saibam que estão construindo uma frase redundante. Afinal, há já dá ideia de passado. Ou se diz simplesmente 'há muito anos...' ou 'muitos anos atrás...' Escolha. Mas não junte o há com atrás. 

57 - Cuidado nessa arapuca do português: as palavras paroxítonas terminadas em -n recebem acento gráfico, mas as terminadas em ns não recebem: 'hífen', 'hifens'; 'pólen', 'polens'. 

58 - Atenção: 'Ele interveio' na discórdia, 'e não interviu'. Afinal, 'o verbo é intervir, derivado de vir'. 

59 - 'Item não leva acento'. Nem seu plural itens. 

60 - O certo é 'a libido', feminino. Devo dizer: 'Minha libido' hoje não tá legal. 

61 - Todo mundo gosta de dizer 'magérrima', 'magríssima', mas o superlativo de magro é 'macérrimo'. 

62 - Antes de particípios não devemos usar melhor nem pior. Portanto, devemos dizer: os alunos mais bem preparados são os do 2ͦ grau. E nunca: os alunos melhor preparados... 

63 - Essa história de 'mal com l', e 'mau com u', até já cansou: É só decorar: 'Mal' é antônimo de bem, e 'mau' é antônimo de bom. É só substituir uma por outra nas frases para tirar a dúvida. 

64 - Pronuncie 'máximo', como se houvesse dois ss no lugar do x. (mássimo) 

65 - Toda vez que disser: 'É meio-dia e meio você estará errando. 'O certo é: meio-dia e meia', ou seja, meio-dia e meia hora. 

66 - Não tenho 'nada a ver' com isso, e 'não haver' com isso. 

67 - 'Nem um nem outro' leva o verbo para o singular: Nem um nem outro conseguiu cumprir o que prometeu. 

68 - Toda vez que usar o 'verbo gostar' tenha cuidado com a ligação que ele tem com a preposição de. Ex: a coisa de que mais gosto é passear no parque. A pessoa de que mais gosto é minha mãe. 

69 - Lembre-se: 'para' é do verbo parar, e para também é preposição. Portanto: Ele não para de repetir para o amigo que tem um carro novo. 

70 - E tem mais: 'pelo' é preposição (contração da preposição por com o artigo a) e pelo pode ser o cabelo. 

71 - E quer mais? 'Pera' é uma fruta, também há a preposição 'pera'. 

72 - Ainda tem mais uma palavra com acento diferencial: 'pôde', terceira pessoa do singular do pretérito perfeito do verbo poder. É para diferenciar de 'pode', a forma do presente. Então dizemos: Ele até que pôde fazer tudo aquilo ontem, mas hoje não pode mais. Percebeu a diferença? 

73 - 'Pôr só leva acento quando é verbo': "Quero pôr tudo no seu devido lugar". Mas 'se for preposição, não leva acento': Por qualquer coisa, ele se contenta. 

74 - Fique atento: nunca diga, nem escreva 1 de abril, 1 de maio. Mas sempre: 'primeiro de abril', 'primeiro de maio'. Prevalece o ordinal. 

75 - É chato, pedante ou parece ser errado dizer quando eu 'vir' Maria, darei o recado a ela. Mas esse é o emprego correto do 'verbo ver' no futuro do subjuntivo. Se eu o vir, quando eu o vir. Mas quando é o verbo vir que está na jogada, a coisa muda: quando eu 'vier', se eu 'vier'. 

76 - Só use 'quantia' para somas em dinheiro. Para o resto, pode usar 'quantidade'. Veja: Recebi a quantia de 20 mil reais. Era grande a quantidade de animais no meio da pista. 

77 - O prefixo 'recém' sempre se separa por hífen da palavra seguinte e deve ser pronunciado como oxítona: recém-chegado de Londres.

78 - Não esqueça: 'retificar é corrigir', e 'ratificar é comprovar, reafirmar': “Eu ratifico o que disse e retifico meus erros.” 

79 - Quando disser 'ruim', diga como se a sílaba mais forte fosse - im. Não tem cabimento outra pronúncia. 

80 - Fique atento: só empregamos 'São' antes de nomes que começam por consoante: 'São Mateus', 'São João', 'São Tomé', etc. Se o nome começa por vogal ou h, empregamos 'Santo: 'Santo Antônio', 'Santo Henrique', etc. 

81 - E lembre-se: 'seção, com ç', quer dizer 'parte de um todo, departamento': a seção eleitoral, a seção de esportes. Já 'sessão, com dois ss', significa intervalo de tempo que dura uma reunião, uma assembleia, um acontecimento qualquer: 'A sessão do cinema demorou muito tempo'. 

82 - Não confunda: 'senão', (juntinho), quer dizer “caso contrário” e 'se não', (separado), equivale a “se por acaso não”. Veja: Chegue cedo, senão eu vou embora. Se não chegar cedo, eu vou embora. Percebeu a diferença? 

83 - Tire esta dúvida: quando '' é adjetivo equivale a sozinho e varia em número, ou seja, pode ir para o plural. Mas '' como advérbio, quer dizer somente. Aí não se mexe. Veja: Brigaram e agora vivem sós (sozinhos). (somente) um bom diálogo os trará de volta. 

84 - É comum vermos no rádio e na TV o entrevistado dizer: O que nos falta são 'subzídios'. Quer dizer, fala com a pronúncia do z. Mas não é: pronuncia-se 'ss'. Portanto, escreva 'subsídio' e pronuncie 'subssídio'. 

85 - 'Taxar' quer dizer 'tributar', 'fixar preço'. 'Tachar' é 'atribuir defeito', 'acusar. 

86 - E nunca diga: 'Eu torço para o Flamengo'. Quem torce de verdade, 'torce pelo Flamengo'. 

87 - Todo mundo tem dúvida, mas preste atenção: 50% dos estudantes passaram nos testes finais. Somente 1% terá condições de pagar a mensalidade. Acreditamos que 20% do eleitorado se abstenha de votar nas próximas eleições. Mais exemplos: 10% estão aptos a votar, mas 1% deles preferem fugir das urnas. Quer dizer, concorde com o mais próximo e saiba que essa regra é bastante flexível. 

88 - 'Um dos que' deixa dúvidas, mas, pela norma culta, devemos pluralizar. Há gramáticos que aceitam o emprego do singular depois dessa expressão: Eu sou um dos que foram admitidos. Sandra é uma das que ouvem rádio. 

89 - 'Veado' se escreve com e, e não com i. 

90 - Esse português da gente tem cada uma: 'tem viagem com G e viajem com J'. Tire a dúvida: viagem é o substantivo: A viagem foi boa. Viajem é o verbo: Caso vocês viajem, levem tudo. 

91 - O prefixo 'vice' sempre se separa por hífen da palavra seguinte: vice-prefeito, vice-governador, vice-reitor, vice-presidente, vice-diretor, etc. 

92 - Geralmente, se usa o 'x depois da sílaba inicial en': enxaguar, enxame, enxergar, enxaqueca, enxofre, enxada, enxoval, enxugar, etc. Mas cuidado com as exceções: encher e seus derivados (enchimento, enchente, enchido, preencher, etc) e quando -en se junta a um radical iniciado por ch: encharcar (de charco), enchumaçar (de chumaço), enchiqueirar (de chiqueiro), etc. 

93 - Não adianta teimar: 'chuchu' se escreve mesmo é com 'ch'. 

94 - 'Ciclo vicioso' não existe. O correto é 'círculo vicioso'. 

95 - E qual a diferença entre 'achar' e 'encontrar'? Use 'achar' para definir aquilo que se procura, e 'encontrar' para aquilo que, sem intenção nenhuma, se apresenta à pessoa. Veja: Achei finalmente o que procurava. Maria encontrou uma corda debaixo da cama. Jorge achou o gato dele que fugiu na semana passada. 

96 - 'Adentro' é uma palavra só: meteu-se porta adentro. A lua sumiu noite adentro. 

97 - Não existe 'adiar para depois'. Isso é redundante, porque adiar só pode ser para depois. 

98 - 'Afim' (juntinho) tem relação com afinidade: gostos afins, palavras afins. 'A fim de' (separado) equivale a para: veio logo a fim de me ver bem vestido. 

99 - Pode parecer meio estranho, mas pode conjugar o 'verbo aguar' normalmente: eu águo, tu águas, ele água, nós aguamos, vós aguais, eles águam. 

100 - 'Centigrama' é uma palavra masculina: dois centigramas. 


terça-feira, 12 de agosto de 2025

A nova reforma ortográfica

 

Enfatizando a linguagem escrita, juntamente com todas as particularidades específicas que a mesma apresenta, torna-se de fundamental importância nos atermos às novas mudanças que ocorreram na Língua Portuguesa no que se refere à ortografia. 

A partir do dia 1º de janeiro de 2009 entrou em vigor o Novo Acordo Ortográfico, e este trouxe algumas alterações significativas quanto à acentuação, acréscimo de algumas letras que vieram compor o nosso alfabeto, extinção total do trema, entre outras. 

Como toda mudança implica em adequação, é normal sentirmos algumas dificuldades diante da mesma. Todavia, é essencial buscarmos suporte bibliográfico, seja no dicionário ou em livros didáticos, para o quanto antes nos adequarmos às novas exigências. 

Com o objetivo de estabelecermos uma familiaridade maior sobre estas mudanças, observaremos a seguir algumas pontuações: 

* O nosso alfabeto, que antes era composto por 23 letras, atualmente possui 26, pois as letras K, W e Y passaram a incorporá-lo. 

Sua utilização se faz presente na grafia de nomes próprios, tais como Yara, Kátia, entre outros, como também para especificarmos unidades de medida como Kg, Km, Watts. 

→ O acento diferencial utilizado para distinguir algumas palavras como para (verbo parar) de para (preposição), não existe mais.

Fato semelhante acontece com os demais vocábulos: 

Pera (substantivo) e pera (preposição) 

Pelo (substantivo) e pelo (preposição) 

→ As formas verbais pertencentes a terceira pessoa do plural referente aos verbos: 

Crer – dar – ler – ver (credeleve), não recebem mais o acento circunflexo. 

Creem – deem – leem − veem

Assim como os substantivos:

enjoo – voo – perdoo (forma verbal) 

→ Não se usa mais o acento dos ditongos abertos éi e ói das palavras paroxítonas. 

assembleia – colmeia – jiboia – joia – heroico 

→ O acento permanece nas oxítonas terminadas éu(s) , ói(s), e éis(s). Veja: 

chapéu (s) – troféu(s) – herói(s) – anéis − fiéis 

→ Nas palavras paroxítonas, não se usa mais o acento no i e no u tônicos quando vierem depois de um ditongo. 

feiura – bocaiuva − Sauipe 

→ Observação importante: O acento permanece se a palavra for oxítona e o (i) ou (u) estiverem no final ou seguidos de (s). Observe: 

Piauí – tuiuiú (s) 

→ O (i) ou (u) tônicos dos hiatos, não antecedidos de ditongos, também continuarão acentuados. 

saída – juíza – saúde − graúna 

→ Quanto ao emprego do hífen, há algumas regras específicas, tais como: 

→ Algumas perderam o hífen, como é o caso de: 

paraquedas – mandachuva – pé de moleque

→ Em palavras terminadas por uma vogal e iniciadas pelas consoantes “r” ou “s”. 

Antes – ante-sala, auto-retrato, anti-social, ultra-sonografia, extra-seco

Agora – antessala, autorretato, antissocial, ultrassonografia, extrasseco 

Embora o hífen ainda permaneça nos prefixos terminados pela letra “r” e iniciados por ela mesma: 

hiper-resistente – super-realista – inter-regional 

→ Nas palavras em que os prefixos terminam em vogal, acompanhadas por outra com a mesma vogal, acrescenta-se o hífen: 

Antes – microondas, microônibus, antiinflamatório

Agora – micro-ondas, micro-ônibus, anti-inflamatório 

(Do Blog Mundo Educação)


segunda-feira, 11 de agosto de 2025

Sai pra lá, Atchim!

 

Bastam alguns dias de frio e chuva para as crianças chegarem em casa com o nariz escorrendo, tosse e dor de garganta. Às vezes, uma febre acompanha. As mudanças bruscas de temperatura deixam todos mais suscetíveis às doenças das vias aéreas. Mas fica a dúvida: será gripe, resfriado oi crise alérgica? Para saber, é preciso prestar atenção nos sinais. 

A gripe é uma infecção respiratória aguda, e seus sintomas incluem tosse, obstrução nasal, coriza (nariz escorrendo), dor de garganta e febre. Em crianças, os sintomas da gripe e do resfriado podem ser semelhantes. Uma das importantes diferenças, segundo o otorrinolaringologista e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Otávio Piltcher, é que na gripe, os sinais aparecem intensa e rapidamente. 

- Na infância, é muito difícil diferenciar gripe e resfriado, pois em crianças pequenas a febre alta pode ser sinal de resfriado ou gripe – afirma Piltcher. 

Segundo Piltcher, os surtos de gripe costumam aparecer mais, no Estado, no outono e no inverno. Quando os sintomas permanecem por mais tempo, o mais indicado é levar a criança ao médico. 

- Alguns vírus são muito agressivos, como o influenza, o parainfluenza, o sincicial respiratório e o adenovírus, e podem fazer com os recém-nascidos e as crianças que ainda estão sendo amamentadas sejam hospitalizadas – afirma o pediatra Dilton Francisco de Araújo, professor da FFFCMPA e chefe do Serviço de Pediatria do Hospital da Criança Santo Antônio. 

Araújo alerta que a gripe e o resfriado, quando não tratados, podem se agravar, podendo evoluir para bronquiolite (infecção nos bronquíolos) ou broncopneumonia bacteriana. Nesses casos, a criança precisa ser hospitalizada. Por isso, é preciso estar atento aos primeiros sinais de doença respiratória. Entre as crianças mais suscetíveis a todas essas doenças, estão as alérgicas. 

Se, mesmo depois de analisar todos os sintomas da doença, a dúvida sobre se é gripe, resfriado ou crise alérgica permanecer, é melhor visitar o médico. Segundo Araújo, os pais devem levar o filho à emergência de algum hospital nos casos mais agudos, quando a criança está com febre, muito cansada, fazendo grande esforço para respirar, com cianose (cor arroxeada em torno dos lábios) e tosse. E sempre que tiver dúvida, uma consulta com o pediatra é bem-vinda. 

Dicas de prevenção e tratamento 

Gripe 

Þ Tosse 

Þ Dor de garganta 

Þ Febre alta 

Þ Coriza (nariz escorrendo) 

Þ Mal-estar geral 

Þ Dor no corpo 

Resfriado 

Þ Febre variável 

Þ Dor de garganta 

Þ Coriza (nariz escorrendo) 

Crise alérgica 

Þ Prurido nasal ( coceira) 

Þ Coriza (nariz escorrendo) 

Þ Nariz congestionado 

Þ Espirros frequentes 

Þ Congestão nasal 

Como prevenir 

Þ Lave sempre as mãos para tocar em seu filho. 

Þ O ambiente em que a criança fica deve ser bem limpo, arejado, aquecido. No local, ainda devem ser evitados itens que podem causar alergia, como tapetes, cortina, tecidos de lã e travesseiros de pele. 

Þ Ofereça uma alimentação protéica e calórica adequada para a idade. Até os seis meses, é muito importante a criança ser alimentada com leite materno. 

Þ Esteja em dia com o calendário de vacinação. Converse com o pediatra de seu filho se ele deve ser vacinado contra o vírus da gripe (influenza). 

Þ Evite ambientes frequentado por tabagistas. 

Como tratar 

Þ Nos casos em que não foi possível evitar e a gripe ou o resfriado se instalaram, fique atento: 

Þ Não leve seu filho à creche, para que ele não seja exposto a outros ciclos infecciosos e não contamine os colegas. 

Þ Mantenha-o bem hidratado, oferecendo bastante água, chá e suco. 

Þ Alimente-o corretamente com proteínas, vegetais, carboidratos e frutas. Coloque roupas quentes e mantenha-o aquecido. 

Þ Evite que a criança seja exposta a baixas temperaturas, evitando áreas com vento e correntes de ar. 

(Caderno Meu filho, de ZH, de 02.07.2007)

domingo, 10 de agosto de 2025

Gurufim

Gurufim, ritual de origem africana e que se manifesta em velórios festivos, marcados pela música, dança, comida e bebida. O objetivo é celebrar a vida de quem partiu e amenizar a dor da perda, transformando o luto em homenagem e alegria.

Segundo o historiador Luiz Antônio Simas, o gurufim mistura luto e festa, onde o som do samba divide espaço com homenagens e memórias afetivas. 

“É uma forma de dizer adeus com alegria, mantendo viva a essência de quem partiu”, explica. 

Simas afirma ainda que o ritual era uma maneira de driblar a morte: enquanto as pessoas cantavam e festejavam no velório, a morte “passava reto”, enganada pela energia da vida que pulsava no ambiente.

Gurufim, segundo Luís da Câmara Cascudo, seria golfinho. E o golfinho, em diversas tradições, é um animal que conduz as pessoas ao reino dos mortos. Nas comunidades antigas do Mediterrâneo, isso era muito comum. Então, o golfinho está ligado ao condutor do reino da morte”, diz o historiador. 

O gurufim é, portanto, um velório festivo, marcado por música, comida e memórias, especialmente comum entre sambistas e personalidades ligadas ao gênero. 

Meu Gurufim 

Arlindo Cruz, Camunguelo e Dudu Nobre

Eu vou fingir que morri

Pra ver quem vai chorar por mim

E quem vai ficar gargalhando no meu gurufim.

Quem vai beber minha cachaça,

E tomar do meu café,

E quem vai ficar paquerando a minha mulher. (bis)

 

Quando o caixão chegar,

Eu me levanto da mesa

E vou logo apagar

As quatro velas acesas,

E vou dizer pra minha mãe:

Não chora, amigo a gente vê é nessa hora.


P,S. A melhor interpretação dessa música é na voz de Cláudio Camunguelo.

Cantor e compositor Arlindo Domingos da Cruz Filho (14.09.1958 ‒ 08.08.2025) será velado na quadra do Império Serrano com presença da bateria da agremiação. Gurufim, tradição trazida pelos escravizados, é cerimônia funerária festiva, com música e bebida. É uma forma de homenagear quem partiu, celebrando sua trajetória com alegria.

A última entrevista de Noel Rosa…

 três dias antes do fim.

No final de abril de 1937, uma notícia chocou o Rio: a rádio Cruzeiro do Sul anunciou que Noel Rosa havia morrido. 

Mas era mentira. 

Noel ainda respirava ‒ fraco, isolado num chalé em Friburgo, cercado de esboços de sambas e lembranças de um Brasil boêmio. Vestia pijama de flanela até o pescoço, tremia, mas sorria. Tentava disfarçar a gravidade da tuberculose que o consumia aos 26 anos. 

A Revista Carioca foi até lá. Encontrou um Noel magro, mas espirituoso: 

‒ “Como vai essa força?” 

‒ “Não sei... Mas acho que dessa vez endireito”, respondeu, entre risos e tosses. 

Essa visita rendeu a última entrevista e fotografia de Noel em vida. A matéria saiu no dia 1º de maio de 1937.                  

Três dias depois, ele partiu. 

Noel Rosa morreu no dia 4 de maio, mas sua música nunca mais parou de tocar. 

Num país que esquece seus gênios cedo demais, essa imagem permanece como um adeus silencioso…

 E como prova de que a poesia dele ainda vive entre nós. 

(De Eva A Raiz do Samba) 

P.S. Noel Rosa passou seus últimos dias em um chalé em Nova Friburgo, buscando recuperação da tuberculose. Ele morreu em sua casa, no Rio de Janeiro, na noite de 4 de maio de 1937, aos 26 anos, e foi sepultado no Cemitério do Caju.  

Noel Rosa passou por um período de internação em Nova Friburgo, onde se refugiou em busca de tratamento para a tuberculose, doença que o vitimou. Apesar de ter sido dado como morto em uma notícia falsa, ele ainda estava vivo, mas debilitado, em um chalé na cidade serrana. Sua morte, no entanto, ocorreu no Rio de Janeiro, em sua casa no bairro de Vila Isabel, e ele foi sepultado no Cemitério do Caju, com uma cerimônia que refletiu seu desejo de uma despedida sem choro e vela, com música e alegria, como descreveu em uma de suas canções. 

Fita Amarela 

Noel Rosa 

Quando eu morrer

Não quero choro, nem vela,

Quero uma fita amarela

Gravada com o nome dela. (bis)

 

Se existe alma,

Se há outra encarnação,

Eu queria que a mulata

Sapateasse no meu caixão.

 

Quando eu morrer

Não quero choro, nem vela,

Quero uma fita amarela

Gravada com o nome dela. (bis)

 

Não quero flores,

Nem coroa com espinho,

Só quero choro de flauta

Com violão e cavaquinho.

 

Quando eu morrer

Não quero choro, nem vela,

Quero uma fita amarela

Gravada com o nome dela. (bis)

 

Meus inimigos,

Que hoje falam mal de mim,

Vão dizer que nunca viram

Uma pessoa tão boa assim.

 

Quando eu morrer

Não quero choro, nem vela,

Quero uma fita amarela

Gravada com o nome dela.