sábado, 30 de novembro de 2019

Favelas

A origem


Ilustração de Percy Lau

É curioso observar a evolução do significado da palavra “favela”, segundo Laudelino Freire, designa um arbusto da caatinga baiana Enterolobium ellipticum, que deu nome a um morro, que se tornou célebre na campanha de Canudos, em 1897.

Os barracões construídos no morro da Providência, perto da Estrada de Ferro Central do Brasil, para abrigar os soldados que voltaram ao Rio, depois da campanha, chamados “favelas” pelo povo, foram, depois de seu retorno aos quartéis, vendidos e alugados à população pobre da cidade, passando o morro a chamar-se Favela, tal como o seu homônimo baiano. Em seu livro Habitações Populares publicado pela Imprensa Nacional em 1906 o então engenheiro da Prefeitura Everardo Backheuser, chama a atenção para o problema surgido − a procura desse morro pela população da cidade, que o buscava em virtude de demolições de casas e abertura de ruas realizadas com o fim de, zelar pela higienização e embelezamento da mesma. O problema é, pois, antigo e o nome favela tornado substantivo comum, é encontrado nos dicionários como “conjunto de habitações populares, toscamente construídas e desprovidas de recursos higiênicos”.

Desenvolvida entre planícies e apertada entre morros, a cidade cresceu ocupando aquelas e fugindo a esses; o morro foi deixado de lado enquanto a habitação não constituiu problema que alarmasse o carioca. Chegou, porém, o momento em que parte da população da cidade foi obrigada a se amontoar em hotéis, pensões e casas de cômodo, enquanto outra parte, a menos favorecida, passou a subir os morros, neles estabelecendo agrupamentos de casas a que denominamos favelas. Esses casebres, que abrigam os elementos mais pobres da população da cidade, não se restringem mais, entretanto, aos morros da Mangueira, da Providência, do Cantagalo, mas, zonas planas, abandonadas ou ainda desocupadas, veem repentinamente aparecer e como que se multiplicar, as favelas, tanto mais numerosas quanto maior a facilidade de transporte. Nos morros nota-se maior concentração nas partes mais baixas, rareando as construções à medida que se vai subindo.

As favelas surgem ocupando terrenos “de ninguém”, da Prefeitura ou da União e, muitas vezes, em terrenos alugados. Há casos de grandes áreas, pertencentes a particulares, serem divididas e alugadas. Cada parte é novamente dividida e alugada a terceiros que, após nova divisão, começam a construir os “barracos” para alugar.

Aproveitando restos de prédios demolidos, os “construtores” erguem-nos da noite para o dia. Outras vezes é o próprio dono o construtor do “barraco” em que mora, e que ele procura melhorar e aumentar na medida de suas possibilidades.

Os barracos são, de modo geral, construídos de tábuas de caixote e pedaços de lata, havendo-os, também de sopapo; a cobertura de folhas de zinco ou, ainda, de lata, é protegida por grandes pedras que a impedem de voar quando o vento é forte. Sobre o chão de terra é usualmente colocado um estrado de ripas de madeira, que isola a cama ou o que lhe faz as vezes, entre os menos favorecidos. Uma porta e uma janela arejam e permitem o acesso ao barraco que parece, por vezes, enterrado no chão, sendo necessário vergar-se um pouco a cabeça para nele penetrar. No mesmo cômodo que serve de quarto, em geral escuro devido à fumaça, a um canto há uma pequena mesa sobre a qual é colocado o fogareiro de carvão. Pendurados à parede ou em pequenas prateleiras, ficam os utensílios de cozinha, misturados com réstias de cebola, retratos e imagens de santos.

Um ou outro barraco possui duas peças − sala e quarto, vendo-se de vez em quando um mais bem arranjado, tendo armário de roupas, mesa e até rádio. São, porém, desprovidos das menores exigências de conforto e higiene, não possuindo água (a não ser a da chuva que entra pelas frestas), nem sistema de esgoto. Os barracos amontoam-se uns ao lado dos outros, deixando entre si espaços exíguos que constituem ruas, nas quais existem, de modo geral, vala onde é jogada a água, restos dos despejos caseiros e onde pululam mosquitos.

A água é problema sério para o favelado. Quando existem bicas, a população faz filas para encher as latas e levá-las para casa. Às vezes, um poço ou uma “mina”, nas favelas situadas em morros, torna-o menos premente.

A luz é também obtida de maneira interessante; certos indivíduos conseguem para si instalação elétrica; estabelecem, porém, uma cabina para redistribuição de força a 200 ou 300 casas, cobrando uma quota pelo “benefício” prestado. Acontece, porém, que, em virtude da instalação deficiente, há sempre necessidade de consertos, sendo obrigados a contribuir para os mesmos os “beneficiados”.

As favelas possuem vida inteiramente à parte do resto da cidade. A luz e a água são, como vimos, obtidas de maneira sui generis. Elas possuem até mesmo casas de negócio, as “biroscas”, espécies de armazéns que vendem sem pagar impostos, açougues, casas de ferragem e até consultórios médicos.

Algumas vezes os habitantes promovem bailes, cuja entrada é cobrada mesmo às mulheres, com o fim de financiar escolas e postos de assistência social dirigidos por eles próprios e que servem a interesses de terceiros.

E é nessas condições que vivem, segundo as estatísticas, 280 0001 habitantes da cidade do Rio de Janeiro, sendo metade desta cifra constituída de crianças que, em geral, não frequentam escolas nem possuem registro civil. Cada um daqueles barracos abriga famílias compostas de duas a onze pessoas, gente humilde e sem ambição, vivendo inteiramente à margem da sociedade.

Fonte: Favelas / Eloísa de Carvalho in Tipos e Aspectos do Brasil. − Departamento de Documentação e Divulgação Geográfica e Cartográfica / Instituto Brasileiro de Geografia / Fundação IBGE. − Rio de Janeiro, 1970.
  
(Do blog Terra Brasileira)

P.S. Hoje, as casas das favelas cariocas são feitas de alvenaria, tijolos sem pintura, com Gatonet e outros benefícios irregulares alternativos. 


sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Coisas de gaúchos



01) Gaúcho que é gaúcho, não navega na internet, atravessa a nado!

02) Se trouxeres teu orgulho de ser brasileiro, te entregarei a minha honra de ser gaúcho.

03) Gaúcho não se acha, tem certeza.

04) Não me vem com tangerina, que eu só como bergamota.

05) Não te atucana e toma um mate.

06) Gaúcho não desiste, gaúcho “larga de mão”.

07) Gaúcho não tem cultura; gaúcho tem é tradição.

08) Meu verão é o veranico de maio.

09) Se eu estou montado na razão, não se precisa de espora.

10) Carência afetiva de mulher na campanha, é falta de homem.

11) Político, em época de eleição, fica grudado na gente como bosta em tamanco.

12) O novo presidente anda com cara de quem tomou chá de losna sem açúcar.

13) As gurias de hoje em dia, andam assanhada como solteirona em festa de casamento.

14) Os jovens de hoje estão mais ansiosos que anão em comício.

15) Brigam as comadres, descobrem-se as verdades.

16) Casa sem mulher é casa sem fogão.

17) É capando touro que se tem boi manso.

18) Gaúcho macho e grosso não come a carne, rói o osso!

19) O que eu não aprendi dentro do galpão, aprendi atrás do galpão.

20) Onde já se viu o cavalo do comissário perder a corrida?

21) Americano é cheio que nem penico de velha.

22) A mãe gaúcha fala uma vez só: “Faz mais uma dessas e a vara te come o lombo, guri!”.
  
23) Como dizia um gaúcho velho, a um mal-educado na rua: Se eu te pego, eu te esgualepo, fiadaputa!

24) Para o gaúcho, beleza não impressiona; ele sabe muito bem que campo feio é que dá boa aguada e panela velha é que faz comida boa.

25) Não basta ser gaúcho, tem que se pilchar.*

*Usar a indumentária gaúcha.

Almanaque Cultural Brasileiro

A viúva alegre



Promessa cumprida

No início do século XX, um jovem casal, em lua de mel, jantou num pequeno e obscuro restaurante de Paris. Chegado o momento de pagar a conta, o marido, embaraçado, percebeu que lhe haviam furtado a carteira; e a situação se tornou ainda mais aflitiva, quando o garçom, incrédulo, levou os dois à presença do gerente. Este viu, no rapaz, qualquer coisa que despertou sua simpatia e, ao saber que haviam perdido também as passagens de volta para Viena, prontificou-se a emprestar-lhe o dinheiro que fosse preciso.

− O senhor não vai se arrepender de sua generosidade, − prometeu o rapaz.

− Prometo-lhe que darei fama ao senhor e ao seu restaurante. Minha ambição é compor uma opereta, e nela estará esta casa.

O gerente se limitou a sorrir. Não esperava tanto... Queria apenas que lhe fosse devolvido o importe cedido ao casal. No entanto, o rapaz cumpriu a promessa ao pé da letra. Daí a alguns anos, compôs A Viúva Alegre, com a famosa canção referente ao café Maxim′s. E o amável proprietário, Eugène Cornuché*, tendo ajudado a um compositor pobre, viu tornar-se famoso o seu estabelecimento, desde então conhecido no mundo inteiro − graças a Franz Lehár.

(Do Almanaque do Correio do Povo de 1980)

Em 30 de dezembro de 1905, estreou em Viena a opereta “A Viúva Alegre”, do compositor Franz Lehár. Trata-se de uma história acontecida em Pontevedrino, um país tão pequeno que não pode ser encontrado em mapa algum.

O governo de Pontevedrino teme que a viúva alegre gaste sua fortuna em Paris ou caia nas mãos de um usurpador, o que provocaria a falência do principado. Para que o dinheiro permaneça no país, é preciso que um pontevedriano seduza e se case com a viúva. Trata-se da tarefa perfeita para o charmoso conde Danilo, que conhece todos os truques para conquistar as mulheres.

A viúva alegre, a música foi composta por Franz Lehár (1870–1948), filho de um maestro de banda militar. Lehár foi um compositor inspirado, que atuou como mestre em várias bandas imperiais.

*Eugène Cornuché (nascido em Paris em 9 de abril de 1867 e falecido em Paris em 1º de abril de 1926) é um empresário francês, proprietário do restaurante Maxim's, gerente do cassino Trouville e fundador do cassino Deauville .

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Carta de Elis Regina a seu filho João Marcelo


Carta que Elis Regina escreveu para o filho João Marcello Bôscoli, dias antes de ele completar um ano.

Elis Regina foi não só a maior cantora da história da nossa música popular, mas uma mulher de garra e paixão sem limites, com a emoção sempre à flor da pele, que não conseguia esconder o que sentia a cada momento da sua breve vida.

Dias antes de João Marcello completar um ano, em 1971, Elis escreveu e guardou a carta num cofre para que ele só a lesse quando fizesse 18 anos.

A carta foi encontrada pelo jornalista Julio Maria, e publicada na sua biografia da cantora, “Nada será como antes”, em 2015. Elis morreu de overdose em 1982. Não viveu para saber o que João Marcello sentiu ao ler o que a mãe lhe escreveu.

(Do blog Balaio do Kotscho)


João Marcello e Elis Regia, foto de Silvio Correia

“Rio, 14 de junho de 1971.

João,

Queria era te dizer que te amo, que preciso de você. Quero você mais do que tudo que já quis.

Queria te dizer também que não sei como achava graça nas coisas antes de você surgir, porque eu sinto uma falta incrível de você.

Quando não está por perto, os troços perdem o sentido e a razão.

Outra coisa que você precisa saber é que você construiu pacas.

Você me pegou um bagaço daqueles, me ajeitou, me maneirou, me devolveu a risada do ginásio, criou uma fonte de investimento em minhas áreas menos desenvolvidas.

Negócio maravilhoso a sua mão no meu cabelo. A única mão que não me mete medo.

Coisa linda seus olhos me olhando sério, me descobrindo até pra mim.

Incrível sua boca sorrindo e falando coisas poucas, mas o suficiente para nos entendermos e sabermos que estamos em boas mãos. Quanto eu devo! Não tem o que dê jeito.

Você chegou e arrasou, acabou com o baile.

Se porventura eu falhar, se não estiver à sua altura, se for menos do que você acha que merecia, não me imagine mais do que eu sou. Tenho tantos problemas quanto você. Não me culpe.

Antes, procure me compreender. Sou resultado do que a vida fez comigo, inconsciente e inconsequentemente.

Saiba, porém, que você foi o único ser com o qual eu não fui inconsciente nem inconsequente.

Pensei, medi tudo, apesar de que não sou perfeita. Bem que gostaria de ter sido, mas nunca se consegue, mesmo tentando o máximo.

O bacana é que sobra a todos uma vida para consertar os erros cometidos nesse pouco tempo e, no que depender de mim, creia, me jogo de cabeça e não te deixo em falta.

Só quero que a gente sempre fale de frente, sem camuflagem, olho no olho.

Esteja certo, eu nunca vou mentir, nem uma mentira piedosa.

O que tiver que ser, vai ser. Nem que seja ferro em brasa, mas vai.

Porque o que há de mais bonito é a confiança nos companheiros de briga. Fora dela, não há salvação.

É o mínimo que posso fazer de verdade verdadeira por você, que me deu uma concepção nova de vida.

Só me falta dizer muito obrigada por você ser tudo o que você é, por você ter nascido e por você ter me dado a felicidade de dividir tão intimamente o meu corpo.

Sejamos felizes, é o que eu quero.

E é o que há de ser, meu filho. Sou tua sempre.

Mamãe”.

(Do livro: “Elis e Eu”, de João Marcello Bôscoli)


Capa do livro “Elis e eu – 11 anos, 6 meses e 19 dias com minha mãe”,
de João Marcello Bôscoli − Foto: Silvio Correia


Ainda há juízes em Berlim?



Conta-nos François Andrieux, em seu poema chamado “Le meunier de Sans-Souci” (O moleiro de Sans-Souci), que Frederico II, rei da Prússia, resolveu construir para si um belo palácio, numa paisagem tranquila e calma. Construiu, então, o castelo em uma região chamada de Sans-Souci, que significa ‘sem preocupação’. Ocorre que nestas redondezas havia um moinho antiquíssimo que atrapalhava a visão do monarca e impedia a sua ampliação; decidiu então o rei que removeria o moinho a qualquer custo: ofereceu riquezas, tentou negociar e o moleiro, dono do moinho, se opôs aguerridamente à expropriação do seu moinho.

Frederico II, após saber da oposição do moleiro, fez chamá-lo a sua presença e questionou-lhe os motivos que lhe faziam manter a ideia de continuar com o moinho erguido. O moleiro, em sua humildade, conta que o pai do seu pai, o seu pai e ele haviam trabalhado durante toda a vida naquele moinho e que seu filho também trabalharia quando mais velho. Irritado, Frederico II diz ao moleiro: “Sabes que, se eu assim o ordenasse, ainda que contra sua vontade, poderia expropriar-te da terra sem lhe dar um único centavo, não sabes?” e o moleiro redarguiu: “O senhor? Tomar-me o moinho? Ainda existem juízes em Berlim!”.

Pasmo com a ousada e certamente ingênua resposta, que indicaria a disposi­ção do mo­leiro em litigar com o próprio rei na Justiça, Frederico II decidiu alterar seus planos, deixando o sujeito (e seu moinho) em paz”.

François Andriex concluiu o conto com uma certa dose de melancolia, ao mencionar que o respeito real acabou prejudicando a própria província. Ao que parece, o escritor lamentou o recuo do rei diante de um insignificante moleiro.

Entretanto, o episódio imortalizado em versos passou para a história como um sím­bolo da independência possível e desejável da Justiça. Para o moleiro, a Jus­tiça certa­mente seria cega para as diferenças sociais e não o distinguiria do rei, mesmo em uma monarquia. Sua corajosa resposta e o recuo respeitoso do rei passaram a ser lembrados para demonstrar situações em que o Judiciário deve limitar o poder absoluto dos gover­nantes. Até hoje o moinho existe e sempre que um juiz corajoso se posiciona com inde­pendência e justiça, ou­vimos a expressão: “Ainda existem juízes em Berlim!”

A história passou a símbolo da independência da Justiça. Para o moleiro, a certeza do seu direito, ainda que litigasse com o poderoso rei. Sua firme resposta e o reconhecimento do rei imortalizaram circunstâncias que o Judiciário aí está para limitar o poder. O moinho continua lá, em face da coragem do moleiro. É muito bom que haja juízes corajosos e independentes.


quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Cinco lições de vida com o professor da Casa de Papel



Ator Álvaro Morte, o professor

Além de ser uma série incrível, ela oferece várias lições de vida para quem a assiste, porque seu personagem principal – o Professor – é um verdadeiro gênio. Bora dar uma olhada? Fique tranquilo, porque tive o maior cuidado possível para não dar spoilers da história.

1) Planejamento detalhado:

A chave do roubo orquestrado pelo Professor é o planejamento. Ele passou anos bolando um plano perfeito para assaltar a Casa da Moeda. Estudou nos mínimos detalhes o funcionamento do banco; montou a equipe ideal, com perfis complementares; analisou os procedimentos que a polícia toma nessas situações; e muito mais.

Se não fosse por essa preparação toda, o assalto iria durar menos tempo do que um espirro. Isso serve para a nossa vida, também. Quando vamos abrir um negócio ou montar um projeto, é preciso estudar exaustivamente e se planejar o máximo possível, para, assim, aumentar as chances de sucesso.

2) Antecipação de cenários:

O Professor é um jogador de xadrez, no sentido figurado e no literal, porque o tabuleiro aparece algumas vezes na série. Por isso, ele sabe a importância da antecipação. Por mais que você faça um planejamento cuidadoso, existe um fator de imprevisibilidade na vida. Não dá para prever com 100% de precisão as coisas que vão acontecer.

Por isso o Professor trabalha sempre em cima de diferentes cenários. Se eu fizer a ação “A”, a polícia pode responder da maneira “B”, “C” ou “D”. Se eles apostarem na “B”, aí farei “E”. Se for “C”, vou ter um plano “F”. No caso de “D”, seguirei na “G”. Aí se eu fizer “A” e eles “B” e eu “E”, talvez eles venham com “H” ou “I”, etc, etc.

Bom, talvez essa sopa de letrinhas tenha ficado confusa, mas deu para entender o espírito, né? E essa antecipação ainda vai longe, porque ele tem que fazer planos para todas as possibilidades futuras. Só assim para não ser pego de surpresa.

3) Capacidade de improvisação:

Beleza. Aí você faz o planejamento perfeito; antecipa todos os cenários que pode imaginar; mas pinta uma situação inesperada. O que fazer? Agora é a hora de improvisar.

Mas não se engane: improvisação requer, também, habilidade e conhecimento. Tente improvisar um drible e peça ao Messi para fazer o mesmo. Deu para entender a ideia? Quando você tem domínio do que faz, consegue improvisar com destreza. Por isso você tem que estudar a sua área de atuação ao máximo, cobrindo todas as vertentes possíveis.

4) Razão versus emoção:

Não é nenhum spoiler, mas sempre que alguma coisa dá errado em A Casa de Papel, é porque alguém deixou a emoção falar mais alto do que a razão. Óbvio que não somos robôs para agir com uma frieza absoluta. Mas na hora de tomar uma decisão importante que diz respeito a um negócio – especialmente no qual outras pessoas estão envolvidas – temos que pensar mais com a cabeça, menos com o coração.

5) Integridade acima de tudo:

Para fechar com chave de ouro, não dá para deixar de citar uma das grandes virtudes do Professor: a integridade. Ok, ele está organizando um assalto a banco, o que não é exatamente uma ação honesta. Mas ele nunca deixa os seus princípios de lado. Por exemplo, respeitar vida das pessoas acima de tudo, mesmo que isso coloque os planos em risco.

O Professor tem um grande senso de honra. Sabe quais são os limites que não deve cruzar e os respeita sempre. A grande lição que isso nos mostra? Ter sucesso é ótimo, mas não a qualquer preço. Existem coisas mais importantes, como seguir seus princípios.

(Do blog El Hombre)

Confusão com o diagnóstico



Três médicos residentes estão tentando salvar a vida um paciente. Um controlando o balão de oxigênio; outro usando o desfibrilador e um terceiro fazendo massagem cardíaca.

Depois de algum tempo, o paciente volta ao seu ritmo cardíaco normal.

Os médicos, então, resolvem dar seus pareceres sobre o que aconteceu com o paciente. Diz o primeiro médico:

‒ Na minha opinião, ele teve um “Piripaque”.

Fala o segundo médico:

‒ Que isso, colega, que termo mais banal é esse? Onde já se viu falar em “Piripaque” num diagnóstico médico? Ele teve apenas um “Tremelico”.

Entra na conversa o terceiro médico:

‒ Gente! Alô! “Piripaque”! “Tremelico”! Que bobagem é essa? Dá pra ver bem que o paciente teve, isso sim, um “Siricutico”.

Nisso, entra na sala o chefe do plantão médico, que ouve a conversa e o absurdo que está sendo discutido ali na sala.

‒ Pessoal, não acredito no que estou ouvindo de futuros médicos que vão salvar vidas. Nenhum de vocês soube dizer o que realmente aconteceu com o paciente do SUS. Então, vou dizer pra vocês: O que ele teve realmente foi um “Troço”.

(Piada encenada no programa Zorra Total, da Rede Globo)